sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Para as preguicosas como eu.

A minha mais recente descoberta foi um lápis para contorno dos lábios.
Como sou uma preguiçosona no que ao uso de batons diz respeito, aposto no lápis para um resultado mais cuidado mas muito natural. Desta forma, não corro o risco de ficar com dentes coloridos nem me incomodo com aquela sensação desconfortável de ter alguma coisa nos lábios - acreditem, até o batom do cieiro me incomoda... e tendo o cabelo comprido, fico mesmo irritada quando uma leve brisa decide colar madeixas na minha boca e se diverte espalhando riscos de batom vermelho na minha bochecha. 
Como se não bastasse, o conforto não aumenta quando uso aqueles de longa duração; sinto-os também, nem que seja ao final do dia, quando começam a ficar ressequidos e não há retoque possível - tenho que remover e acabou!

O lápis de contorno funciona para mim como uma máscara de pestanas. Não sinto nada, não me incomoda minimamente e realça os meus traços, proporcionando um ar acordado e um aspecto polido.



Tenho um tom muito invulgar mas encontrei o meu queridinho na Kiko. Já vos falei aqui da marca, a minha opinião mantém-se e este produto comprova-o, já que custa apenas 2,50€!

As cores disponíveis são tantas que apetece trazer todas para casa, mas a minha experiência baseia-se apenas no tom 532. Uso-o todos os dias e desde que o comprei, não me apetece usar outra coisa.

Estou fã.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Luto Nacional

luto | s. m.
luto | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de lutar

lu·to 1
(latim luctus-us)
substantivo masculino
1. Sentimentopesar pela morte de alguém. = NOJO
2. Traje usado em sinal de luto pela morte de alguém. = 
3. Período após a morte de alguém em que é costume usar esse traje ou limitar determinados comportamentos. = NOJO
4. [Psicanálise Processo durante o qual um indivíduo consegue desligar-se progressivamente da perda de um ente querido.
5. Sofrimento ou desgosto.

"luto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Acredito que o luto nacional deve ser respeitado. 
Acredito também que cada um o respeita como quer, sabe e consegue. 
Choca-me que perante uma calamidade como esta, não haja nada que iniba em certos corações determinado tipo de publicações nas redes sociais. Chocam-me, como me chocaram há poucos meses, aqueles que não manifestam "qualquer respeito pelo que está a acontecer. Gente que nunca quis saber dos bombeiros mas que agora partilha imagens sentidas nas redes sociais. Gente que nem por reverência se mantém em silêncio. Gente que se está marimbando para esta tragédia, apesar de chorarem com pena das vítimas de atentados terroristas noutros países. Há muitas pessoas mal educadas e que ousam brincar com a situação ou mostrar, sem pudores, que estão muitíssimo bem nas suas vidinhas. Há ainda aqueles que roubam para si o protagonismo da acção e não resistem à habitual gabarolice de quem está a gostar de brincar às caridadezinhas".  
Risos, sorrisos, decotes pronunciados, futilidades, o batom novo, as fotografias da viagem, um feito na carreira, a auto-promoção, há tantos exemplos como pessoas. 
Acredito que tudo tem o seu tempo. E na sexta-feira este blog voltará ao activo. Agora não. Porque agora não interessa o chá de cavalinha nem o lápis novo que comprei para o contorno dos lábios. Porque depois havemos de desanuviar e de rir e brincar com as coisas leves que também são parte dos nossos dias. 
Agora não. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Lady Lamp fica fit (sqn) - #4

Quem me segue no Instagram, viu.

Foi na sexta-feira passada que me armei em louca e fui comer um prego. Com salada, é verdade, mas um prego. Frito, com muito alho e bem acompanhado por um maravilhoso ovo estrelado. 

Não houve batatas fritas nem Coca-Cola, mas não poderia ter comemorado melhor a perda dos primeiros quatro quilos.
É verdade, sem passar fome nem transpirar como uma louca, perdi quatro quilos em 12 dias. Sem comprimidos malucos, sem suplementos e sem tratamentos adicionais.

Se isto continuar assim, em Novembro estarei feliz da vida.
Tendo em conta os números de que vos falo, decidi levar a cabo algumas alterações a partir de hoje: nada de iogurtes gregos ao pequeno-almoço e ainda um esforço extra para jantar sempre sopas, mesmo quando me apetecer algo diferente.

E como estas decisões são para ser levadas a sério, antes de voltar ao regime saudável ainda me permiti uma francesinha de peixe e camarão, do Rabo d'Pêxe, um restaurante muito simpático e a que adoro voltar. A companhia era boa, a conversa não morria e a ocasião merecia que me mimasse. 

Além disso, a alimentação não pode ser uma restrição constante nem algo que me aumente os níveis de ansiedade. Para alguém como eu, este processo não pode ser frustrante nem desagradável, pelo que é conveniente que me sinta feliz por quebrar as regras de vez em quando, sem destruir o trabalho que vou fazendo, claro.

Daqui a 15 dias quero um número que me surpreenda um pouco mais, contudo será antes disso - e porque não me esqueço das promessas que faço - que voltarei ao tema aqui no blog para vos falar desta minha jornada.

#ladylampficafit
#sqn 

o meu país a arder. o meu distrito a arder.

Fico de coração apertado. Fico chocada, frustrada e embebida em consternação à medida que as notícias sobre os incêndios me chegam. Depois de Pedrógão Grande, não consigo compreender um dia como o de ontem. Mais de 500 ocorrências num país deste tamanho é um fenómeno inconcebível. Mais mortes é apenas surreal.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

feeling

Não é tristeza, é uma gratidão melancólica. 
Não é só dor, é contrição. 
Tenho investido muito na minha relação com o meu eu, este ser cá de dentro.
Tenho estado mais atenta ao sentir. Mais desperta. 
E hoje sinto-me particularmente sensível, como se estivesse antecipar alguma coisa. 
Só não sei o quê, mas há uma sensação de saudade, de paz, de lágrima isolada enquanto se fita aquela linha ténue que separa o mar do céu, lá ao fundo. 
Há aqui um adeus tranquilo que não sei se é a alguém ou se é uma despedida do que ficou para trás.
Como se a Vida como a conheço fosse mudar. 
E isso é bom.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

São pérolas, uma outra vez.

Como se fosse de propósito, continuam a chover pérolas nas redes sociais e não só e eu não consigo deixá-las ali sozinhas, abandonadas, perdidas. Gosto de as partilhar para que o mundo se indigne e se divirta tanto como eu. Ou pelo menos, um bocadinho. Quase um mês depois, deixo-vos as mais recentes descobertas:

fazem com que o cabelo perda brilho
Consigo ouvir a pessoa dizer "o que eu maijovo na vida é co meu cabelo é baço porque o stress e os purblemas da vida é que fazem com que o cabelo perda brilho".


de vem com a vida
Antes de vem do que de vai. Socorro.


faz hoje anos que Deus me concebeu o milagre de ser mãe
Realmente, com essa ervilha no lugar do cérebro, é um milagre que tenhas concebido uma criança e não uma jardineira.


entregas ao domicilho
Estou aqui de joelhos a orar, pedindo a Deus que tenha misericórdia de alguém cujos progenitores decidiram dar o lindo nome de Domicilho, aquele a quem se entregam coisas.


olhando para traz
Este é grave. Encontrado no DN. Pessoas que olham para o verbo trazer e não para o que está atrás delas. Mais ou menos como quem costura umas batatas e enfia umas bainhas dentro de uma panela com água a ferver.


estelista
Este lista, aquele aponta e tu arquivas.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

aquele momento solto

Um dom, uma maldição. Saber. Sentir. Ter a certeza absoluta de que determinado caminho não é o correcto e não poder enfiá-la dentro da cabeça do outro. Vê-lo ir, convencido de que os seus passos seguem na direcção certa. Vê-lo ir, no seu pequeno entendimento, crendo que estou enganada. E ficar calada. Ficar quieta, sabendo que noutros tempos não descansaria até que o desfecho fosse o que sei ser o melhor. Ficar serena, mesmo tendo noção de que podem achar que não vejo os jogos nas minhas costas.

Aprendi a não forçar. A evitar a imposição da minha convicção. A calar a minha certeza. A esperar.
Aprendi a esperar.
Esperar para ver. 

Sabendo que no momento certo, a Vida me dará razão.

Ontem vi uma fotografia minha, daquelas em que somos apanhados num momento sem pose, totalmente desprevenido. Vi-me. Vi a mulher em que me tornei e senti orgulho nela. Senti segurança. E soube, nesse momento, que não vai ser abalada por chuvas miudinhas. Que não vai perder tempo com quem não vale a pena nem com assuntos menores que se hão-de solucionar por si. Uma força impressionante, um poder desarmante e a certeza de que vai correr tudo bem.

Lady Lamp fica fit (sqn) - #3

Gwyneth Paltrow
Segunda-feira é o dia que gosto de reservar para trabalhar em casa, pela liberdade de poder colocar tudo em ordem para a semana.

Assim sendo, ontem tratei das compras - sou daquelas que não compra tudo num só supermercado. Frutas, legumes, peixe e carnes brancas eram alguns dos elementos na lista que já tinha feito com base na ementa que planeei para toda a semana.
Além das refeições principais, faço questão de planear também os snacks para que não faltem iogurtes, frutos secos e coisas do género.

Porque enjoo com facilidade, tenho que variar constantemente aquilo que escolho. Não posso usar as mesmas receitas com frequência nem optar pelo mesmo aroma de iogurte todos os dias, o que complica a tarefa mas também desafia a minha criatividade. Sou obrigada a diversificar os legumes com que faço sopas e saladas e não repito frutas.

Para quem pretende emagrecer, há que ter em conta que é preferível escolher frutas-dose, ou seja, frutos que não tenham que ser cortados em várias partes para que sejam comidos. Com uma maçã, uma laranja ou uma pêra é mais fácil controlar porções do que com uma manga ou um melão. É também por isso que evito uvas ou morangos, que por serem tão pequenos se torna difícil ingerir apenas a quantidade desejável (seriam cinco ou seis, o que para mim é muito pouco). Essas prefiro adicionar ao meu pequeno-almoço, misturados num iogurte.

Tenho gostado imenso dos vossos e-mails com dúvidas e opiniões - nunca vou entender a timidez relativamente à caixa de comentários do blog! - e tenho respondido sempre que me é possível. Contudo, há uma questão frequente: quantas refeições faço por dia e em que consistem.
Nunca dei muitos pormenores nem quis ser muito específica porque não sou nutricionista, apesar de ter aprendido imenso com a minha. Além disso, faço uma alimentação de acordo com o que funciona bem com o meu organismo e com os meus horários, o que não significa que seja o melhor para cada pessoa desse lado.
No entanto, por serem tantos os pedidos nesse sentido, passo a explicar:

.pequeno-almoço: um iogurte com uma colher de chá de cereais ricos em fibra e dois kiwis - don't ask. Como referi acima, troco de fruta com frequência.

.almoço: peixe ou carne branca, sempre em modo cozido, grelhado, assado ou estufado, com acompanhamento verde (leia-se legumes cozidos ou saladas).

.lanche: um iogurte e uma peça de fruta.

.uma hora antes de jantar: uma peça de fruta.

.jantar: sopa, duas tostas com queijo fresco (ou requeijão, philadelphia ou se não puder ver queijos à frente, opto por uma fatia de quiche que faço sem natas nem béchamel).

.uma hora antes de me deitar: gelatina ou um punhado de frutos secos para acompanhar o meu chá de cavalinha, algo do género.

Sobre o chá de cavalinha - outra grande curiosidade manifestada em cada e-mail - falo depois... mas adianto que já desci dois furos no meu cinto!

#ladylampficafit 
#sqn

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Lady Lamp fica fit (sqn) - #2

Depois de me pesar, chegou o momento de fazer uma ementa para a semana. É um hábito que já tenho desde que vivo sozinha, para melhor gerir as compras e não ter que perder tempo com idas de última hora ao supermercado porque falta um ingrediente essencial na despensa.

O objectivo é reduzir a ingestão de hidratos de carbono, o que significa que não há cá arroz, massas e batatas. Por outro lado, acabo por tê-los presentes no meu dia-a-dia através da colher de chá de cereais que adiciono ao meu iogurte ao pequeno-almoço e da fruta, que não dispenso como snack.

Nada disto pode adicionar stress à minha vida, pelo que se me apetecer MUUUITO um puré de batata, procuro uma alternativa mais leve, como um puré de couve-flor. Se estiver louca por um spaghetti bolognese, opto por legumes espiralizados. Se tiver desejos de batatas fritas, faço batata doce no forno... e por aí fora.

Não pode faltar criatividade e tanto cozinhar como saborear as minhas refeições tem que continuar a ser uma fonte de prazer, ou entraria em depressão.

Um truque que me ajuda imenso a manter o foco é ter um caderno para apontar tudo o que como ao longo do dia. Ler tudo o que escolhi ajuda-me a perceber se estou a cumprir, a ter noção das horas a que faço as refeições e a inserir ali, tipo diário, todas as evoluções e dificuldades que vou verificando.

O mais importante em qualquer processo similar é a rotina: as refeições devem ser feitas sempre à mesma hora, para que - trocando por miúdos - o corpo não se iniba de absorver as gorduras que estão acumuladas, já que sabe que vai ser nutrido sem passar por períodos de fome.

Continuo a partilhar nas minhas stories do Instagram pedaços desta jornada, em @anarendalltomaz .

Esta semana, puderam ver um creme de abóbora e cenoura com sementes (sem batata!)...

... e a minha primeira experiência na confecção de uma quiche, por exemplo.

Desta vez, usei apenas espinafres, tomate e cogumelos.
O resultado foi delicioso - e sem natas nem molhos gordos!

Até a Mana já entrou no mood e preparou para o jantar de ontem uma salada quente maravilhosa!

Mal posso esperar pelo meu próximo encontro com a inimiga balança para perceber se isto está a funcionar como espero... e com a inestimável ajuda do chá de cavalinha, posso apostar que a diferença me vai deixar ainda mais motivada.

Nota: na visualização em smartphone há casos em que aparecem duas opções de vídeo! 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

coisas bonitas

Gosto de gente boa, gente que sabe sorrir sem medo e que elogia só porque lhe apetece, sem intenções veladas.

Gosto de gente boa, gente que não perde tempo a enumerar defeitos, a criticar para destruir ou para se enaltecer.

Gosto de gente boa, gente que é à superfície o que é lá no fundo, sem tentar mascarar a essência nem querer ser outro alguém.

Gosto muito de pessoas sem medo de mostrar o que se esconde por detrás da aparência, tão cruas como profundas, sem vergonha dos defeitos e sem arrogância na ignorância.

Gosto de pessoas inteligentes, que não acreditam sem questionar, que duvidam do que ouvem e que sabem que a verdade está sempre no meio de duas versões.

Gosto de pessoas bonitas, que perguntam por interesse e não por curiosidade, que torcem pelo bem alheio e ficam felizes com sucessos que não os seus.

Gosto do real. Do puro. Do que sai da norma porque a rejeita na sua pequenez.

Gosto.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lady Lamp fica fit (sqn)

Heidi Klum
E de repente, estamos em Outubro. Falta pouco para o final do ano, ainda que me sinta em pleno Verão.

Quem me segue pelo Instagram (@anarendalltomaz) foi acompanhando os longos dias de ócio pela Caparica, por Marbella e o grand finale, no meu Algarve, na última semana. Foi um Verão em grande, daqueles em que se abraça o dolce far niente e a indulgência define cada decisão.

Decidi curtir como me apeteceu, sem regras, com inconsequência. Comer e beber, esses grandes prazeres que dão cor à minha vida, foram protagonistas em finais de dia quentes, em longas jantaradas acompanhadas por muitas conversas com amigos, em gulosos petiscos que encheram as mesas de restaurantes perto do mar ou do Tejo. Bebi muita sangria, não poupei no meu espumante preferido e comi gelados antes de ir para a cama. Nunca neguei uma amêijoa, um mexilhão ou a sapateira e o pão torrado. Comi pregos cheios de mostarda e bebi uma imperial sempre que me apeteceu. Porquê? Porque gosto. Porque mereço agradar a pessoa mais importante da minha vida - eu.

"Em Outubro faço dieta", disse, entre sorrisos, a cada pecado que sentia cometer. E chegou Outubro. Finalmente.

Não sei quantos quilos adicionei ao meu corpo voluptuoso mas sei que vestido quero que me sirva sem mácula, sem cintas nem barrigas encolhidas. É um vestido amarelo, justo e maravilhoso para usar sob um blazer branco no próximo Verão. Mas vamos por partes...
A primeira meta é Dezembro.

Até lá, nada de Coca-Cola e total compromisso com a minha alimentação saudável, de que já tenho saudades. Vou partilhando convosco a minha evolução e deixarei de fugir à minha pior inimiga - a balança - já hoje. Não sei se serei capaz de partilhar um número tão íntimo com o mundo, mas vou estar constantemente a fazer updates nos centímetros que perca, nos truques que uso e nas dicas que servem para toda a gente fazer um pouco mais pela sua saúde.

Não tenho pachorra para dietas paleo, para quinoas e tofus, acredito na riqueza da cozinha mediterrânea, a que me é natural pela cultura e pelo palato e é por aí que vou. Sem modernices, sem modas alimentares e sem listas de compras dignas de um alquimista da Idade Média.
Vou fazer uso do tanto que aprendi com a minha nutricionista e simplificar: nada de produtos light, nada de passar fome, nada de torturas.

Agora vou ali preparar uma sopa para o jantar.

#ladylampficafit 
#sqn 

Autárquicas 2017

Lá fui eu, com a Mana, à Escola Secundária. Um domingo de sol, muita gente a encher os corredores do edifício onde vivi anos muito felizes, muitos reencontros agradáveis, muitos sorrisos e conversas curtas, uma missão: exercer o meu direito que também é dever. Votar.

Sempre vivi as autárquicas com especial emoção. Sonhei com este dia três vezes na mesma semana. Acredito que o poder local tem uma proximidade do eleitorado que lhe permite fazer um levantamento tão real como útil das suas necessidades mais prementes. Desde os meus tempos de JSD, de que orgulhosamente fiz parte na altura certa, em que sentia que seríamos úteis para mais do que faxineiros do partido com ambições de carreira política, a época de campanha era marcada pela excitação de querer ver recompensado um esforço comum, em nome do que acreditava ser o melhor para o meu concelho.

Mais que um partido político, rostos de pessoas credíveis e com noção de serviço público.

Não demorei a desiludir-me com o espírito monárquico que impera nas jotas, não demorou a morrer em mim a ingenuidade. Como se de uma dinastia se tratasse, agora vais tu, depois vou eu.

O Jornalismo colocou-me noutro lado da barricada e aí sim, tive plena noção dos jogos de bastidores. Tornei-me mais cínica e cresceu o asco. Percebi que não sou do tipo que teria estômago para lamber botas e enojaram-me certas ascensões. Impressionam-me, ainda hoje, os falsos méritos, as máscaras, as tretas. Chateia-me que o meu concelho não seja diferente. Que os bons não se façam rodear por bons. Que haja sempre crassos erros de casting. Que se dê protagonismo a quem não quer trabalhar para servir um bem comum. Porque é disso que se trata: serviço público. Servir o povo. Aqueles que votam não deveriam ser apaparicados apenas durante os meses em que se apela ao voto. E lamento que a escolha tenha sido tão fácil de fazer, tão fraca a qualidade de quem se disponibilizou - sem desprimor para os grandes vencedores da noite.

Oposições sem carisma, equipas vencedoras que só se safaram pelos protagonistas, votos desperdiçados em partidos sem força porque "ele até é engraçado" - mas que merda é esta?! E as ideias que foram apelidadas de inovadoras, apresentadas por um banana com cara de copo de leite, e que não têm NADA de novo no resto do país? E o outro que é comuna mas que se apresenta como sendo de "famílias importantes da cidade"? Mas que porcaria. Que vergonha. Que pena. Que falta de mundo.

E vejo tanta gente feliz com os surpreendentes resultados do PS nas autárquicas - acham mesmo que vai melhorar alguma coisa? Mais à esquerda, mais à direita, é tudo centro e não é aí que está a virtude. Em terra pequena, que interessa isso? Mais um passeio ali, mais um jardim acolá? Uma estrada alcatroada e um bonito portal para que a minúscula e endividada Câmara Municipal de um concelho com oito freguesias possa dizer que é muito moderna?

Talvez o eleitorado tenha exactamente o que mereça. Talvez seja mesmo verdade e o que se passa na vida política do país seja apenas um reflexo da população. Ignorante, pequenina, desinformada.

Quanto ao meu município, aquele em que continuo a contar 17 freguesias, vai passar a ter as mais interessantes reuniões do executivo camarário que já se viu.

Quanto a mim, tenho um amigo a quem vou pedir os números do Euromilhões...

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

São pérolas, outra vez.

Dependendo do meu estado de espírito e de quem as emite, as pérolas que vejo pelas redes sociais causam-me indignação, escárnio, chacota, pena, desprezo ou asco. Acima de tudo, divertem-me, porque mais vale rir. Lembram-se do último post do género? Aí vão os mais recentes achados: 

Prepósito
Aposto que esta pessoa não comete erros ortográficos de prepósito. Não temos culpa ca nossa língua seije tão difícil.

Consuante
Esta palavra muda consuante o apetite: se a usarmos para apontar algo que tenha consonância, é com U, mas se nos estivermos a referir à letrinha que só forma uma sílaba se estiver ao lado da vogal, deve ser com O. Ou então não, sou eu que estou a ser picuinhas e é consuante sempre que nos apetecer, só porque sim.

País Vasco
O Prédio do Vasco cresceu, evoluiu e transformou-se numa comunidade autónoma ali prós lados de Espanha.

Cina
É aquilo que as ciganas conseguem ler nas palmas das mãos. A minha é ferver por dentro com isto.

Chutos e Pontapés
Vindo de um mega fã excitadíssimo porque ia ver os seus queridos Chutos e Pontapés. Porque Xutos parecia pouco erudito.

Armonia
O H não é mudo? Atão, pois. Na faz lá falta nenhuma, ca gente lê da mema maneira.

Ineptidão
Se retirarmos o prefixo, ficamos subitamente com uma eptidão imensa para a escrita.

Não julges
Irónico e paradoxal. Confesso que este foi o mais inteligente dos erros que vi. Mas julgei na mesma.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Van Gogh Alive - The Experience


A convite da Cofina Media, estive ontem num cocktail na Cordoaria Nacional, para depois entrar na vida e obra do pintor holandês.


Fui partilhando tudo nas instastories mas para os que não acompanharam por lá, fica um resumo do que foi o meu final de tarde.

Um momento agradável e leve que antecedeu toda a intensidade que se espera de um free pass para a cabeça e o mundo de Van Gogh.

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A exposição foge à convencional exibição de obras num museu, pelo que através das imagens, do movimento, da música e da projecção de frases do protagonista podemos redescobrir o seu universo e senti-lo de um modo mais próximo.

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A possibilidade de interpretar os estados de alma do pintor durante o período de 1880 e 1890, lendo escritos seus em simultâneo com a visualização dos seus quadros em pormenor, uma vez que são ampliados, percebendo onde se encontrava geograficamente aquando da sua concretização, é no mínimo, interessante.

Toda esta viagem no tempo é embalada por uma banda sonora emotiva e que ajuda a mergulhar na estranheza daquele que é, por muitos, considerado um génio.

Pessoalmente, nunca fui fã das obras de Van Gogh, a sua energia nunca me fascinou, mas gostei imenso de me sentir mais próxima da pessoa, uma vez que não me foi imposta uma personagem.

Podem saber mais aqui e até 22 de Outubro podem viver esta "experiência multimédia de proximidade e envolvimento sensorial".

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

brincos de princesa

by Maria Galhardo. 

Sabem quando não há muito para dizer? É tudo lindo. É tudo perfeitinho para pessoas que, como eu, gostam de linhas simples nas roupas, outfits monocromáticos, peças lisas... para conciliar com acessórios marcantes, que façam a diferença e matem o lado boring do look. 

Espreitem no facebook e no instagram.

Não se vão arrepender.

(ainda por cima é uma simpatia!)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Um minuto com Pantene

O assunto é mais que batido aqui no blog: cabelo. Sou obcecada pelo meu, sem pudores. Mimo-o imenso, desespero quando não o sinto saudável e a minha juba é parte da minha identidade. É por tudo isso que o preparo para o Verão com hidratações à séria no cabeleireiro e também em casa (sim, ando feita croma durante horas com papel de alumínio enrolado na cabeça). 

O mar, o cloro e o excesso de exposição solar fragilizam os fios e podem torná-los quebradiços e baços. Além de todos os cuidados que tenho (máscaras, séruns, o spray milagroso), depois de uma semana intensiva de maus tratos capilares no Sul de Espanha e antes de ceder à tesoura, decidi experimentar algo que me chegou a casa: as ampolas da Pantene.



Prometem reparar os danos de seis meses em apenas um minuto. Claro que quando a esmola é demais, o pobre desconfia... mas tenho que dar a mão à palmatória - surpreendi-me. Uma ampola foi suficiente para todo o meu cabelo e eu tenho imenso cabelo! e o resultado foi muito bom. Depois das férias, estava realmente preocupada com o toque áspero das pontas e com a falta de brilho. Na primeira utilização, parecia outro. Vale a pena experimentar e usar semanalmente ou quinzenalmente, adaptando à necessidade sentida.




Estou fã! As embalagens são práticas e apesar de parecer uma quantidade ínfima de produto, a verdade é que não é preciso mais, uma vez que só aplico nas pontas e comprimentos. A textura é semelhante à de um condicionador embora o efeito se assemelhe ao do conteúdo daqueles pacotinhos pequeninos que se incluem nos kits de coloração para cabelo em casa, para finalizar o processo.

Depois da aplicação, não precisei de máscara, algo que uso em todas as lavagens. Este extra na minha rotina deu o boost de hidratação, brilho e leveza de que o meu cabelo precisava. Gostei muito!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sabem o que gostava mesmo de saber?

Beyoncé
Quando vão para a praia, o que vestem? 

Não estou a falar de bikinis, claro... o que quero saber é se vão às compras de propósito para a época balnear ou se preferem usar uns vestidos que estejam mais velhos. 

Usam calções de ganga e um top ou preferem um kaftan? 

Existe uma secção no vosso closet dedicada à roupa de praia ou não fazem distinção? 

Tenho curiosidade.

Olá, o meu nome é Ana e era ansiosa.

é tão bom quando nos apaixonamos por quem somos e pela nossa vida. depois de tantas idas e vindas, de tantas mágoas, de tantas lágrimas, o regressar, devagar, a nós. o fechar os olhos e respirar fundo, num abraço tão amplo como apertado, no aconchego da casa que somos. mudar. as mudanças são quase sempre dolorosas e os seus resultados sempre espantosos. 
é verão na rua e em mim também. há calor na praia e dentro de mim também. há risos nas crianças e em mim também. finalmente.
sou serena e acho que nunca o tinha experienciado. sempre vivi num agito, sempre sofri com as queimaduras das emoções, sempre me doeu a intensidade. hoje sou serena, apesar do que aconteça ao meu redor. sou serena e ainda me parece estranho dizê-lo.
continuo emotiva, veemente, firme, convicta. mas não se agita o mar em mim. protejo a minha paz.
e é tão bom crescer e deixar que o amor próprio cresça connosco. amar a pessoa incrível em que nos tornámos, com todas as cicatrizes, com todos os acontecimentos que atravessámos, com todas as vezes em que nos superámos numa força maior. 
amar o momento, estar de bem com o agora, não temer o futuro. sem ansiedade, com os bolsos cheios de fé, a esperança dos que não vendo, conseguem crer.

- Não foi há muito tempo que decidi iniciar um processo em que me coloco no centro das minhas prioridades. Depois de um dos períodos mais difíceis da minha vida, senti que precisava de cuidar de mim. Comecei pela mente, já que as crises de ansiedade afectavam todos os sectores da minha existência. Na pior fase, contei um ataque de ansiedade a cada duas horas. Sou Cristã e já não conseguia orar sozinha. Sentia-me a ser empurrada pela Vida. É terrível viver assim, numa angústia constante, envolta em insegurança e medo. É possível resolver esse problema.
Não tendo nada contra quem opta por medicações, nunca quis recorrer à indústria farmacêutica para um alivio temporário porque não acredito no tratamento dos sintomas - queria mesmo ir ao âmago da questão. Queria ir ao fundo, à raiz, e resolver tudo o que tinha para resolver cá dentro para não voltar a sentir-me desamparada como senti, mesmo com uma estrutura sólida de família e amigos, cheia de amor à minha volta. Estou no início de uma mudança que não quero que seja fugaz. Encontrei alguém que olhou para mim e para o que achava ser um mundo em ruínas e me deu descanso quando me disse que o meu caso era simples. Não tenho tempo para anos de psicoterapia nem acredito em esoterismos baratos, pelo que sinto ter encontrado aquilo de que precisava.
Alguém que precise de uma ajuda desse lado?

terça-feira, 8 de agosto de 2017

dos arrependimentos que se resolvem, um ano depois.

Lembram-se deste post dramático?

Graças a uma leitora mais que fofinha, descobri todo um novo mundo!
A Filipa master da organização, que me acompanha há muito tempo e que também segui no seu blog, falou-me do outlet da ALDO.

Eu não sabia que existia um outlet da ALDO. Não fazia ideia. Não me lembrei dessa possibilidade. E fui procurá-lo online assim que li o comentário da Filipa. Se à primeira vista o site desilude - parece um aglomerado de restos de colecções dos anos 90 - com paciência, encontram-se alguns artigos interessantes.

Querem saber o que encontrei?

As minhas sandálias lindas! Um dourado sem muito brilho, perfeito para os meus pés bronzeados, com a sua inclinação que acompanha a curvatura do meu pé na perfeição. Não há sandálias mais confortáveis. Um salto impecável para o dia-a-dia. Uma elegância casual. Um toque de brilho em qualquer outfit, que os metálicos são neutros e eu adoro vê-las com tudo: jeans, vestidos, saias, calções. São "as" sandálias. E graças à querida Filipa (e ao meu bff que assim que ouviu os meus gritinhos histéricos se encheu de íntima compaixão e decidiu oferecer-mas), posso preencher esse vazio no meu closet coração. 

Grata, tão grata. 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

dos textos que mais gozo me deu escrever.

Poderia passar horas a falar sobre o tema, poderia escrever uma enciclopédia à volta disto.
Foi no Pombal Jornal, onde mora a minha rubrica Rendalíssima.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

é o meu único arrependimento na vida.

Kim Kardashian
Dizem que nada nos assombra como algo que desejámos e não comprámos.
Mentira.
Nada nos assombra como algo que amámos e perdemos por nossa culpa.
Foi há um ano.
Ainda penso nisso.
Penso nelas várias vezes.
Perdi-as.
Para sempre.
Fazem-me falta.
Muita.

Comprei-as na ALDO. Eram lindas. Um dourado sem muito brilho, perfeito nos meus pés bronzeados. A sua inclinação acompanhava a curvatura do meu pé na perfeição. Não havia sandálias mais confortáveis. Um salto impecável para o dia-a-dia. Uma elegância casual. Um toque de brilho em qualquer outfit, que os metálicos são neutros e eu adorava vê-las com tudo: jeans, vestidos, saias, calções. Eram "as" sandálias.

Pouco tempo depois de virem morar para o meu closet, estraguei uma fivela. Para não correr riscos, levei-as à loja, já que noutra ocasião tinha sido confrontada com a falta de profissionalismo de um sapateiro quando me manchou com cola outras sandálias douradas.

Na ALDO, ficaram com as minhas sandálias para que fossem analisadas e prometeram telefonar-me naquela semana, para me fazerem saber da possibilidade de as arranjar.

Esperei.

No final da semana, entrei eu em contacto com a loja. Tinham enviado as sandálias para Itália e ainda não havia resposta. Nesse momento, já me tinha arrependido e era invadida pela angústia da separação, mas decidi disfarçar.

Quinze dias depois, nada. Nem uma mensagem.
Vou à loja.
Ninguém sabia de nada.
O gerente não sabia de nada.
E eu com saudades das minhas sandálias.

Passaram três semanas quando decidi voltar a perguntar sobre as minhas sandálias.
Um funcionário diz-me que não havia hipótese de as arranjar.

- Okay, não há problema. Devolva-me as sandálias e eu tento num sapateiro.
- Você acha que se o fabricante não consegue fazer nada daquilo, um sapateiro fará?

Claro que sim, não é? Afinal, era só uma fivela. Nem que pedisse ao sapateiro para trocar todas...

Não.

Não me queriam devolver o que era meu.

(Vou saltar a parte em que me passei.)

Vem o gerente.
Diz que quando são enviados produtos para a fábrica com defeitos daqueles, ficam retidos.
Que me davam o dinheiro.
Eu não queria dinheiro. Queria as sandálias.

Já não havia iguais em lado nenhum.

(Vou saltar para a parte em que tive que aceitar porque percebi que eles tinham mandado as minhas sandálias para o lixo.)

E assim foi.
Fiquei com um vale para gastar na loja, que usei para comprar um presente para a Mana.

Escusado será dizer que nunca mais me apanham na ALDO.

Mas ainda hoje penso nelas e na falta que me fazem, porque nunca mais houve outras assim.

domingo, 30 de julho de 2017

Parabéns, Lady Lamp!

Tudo começou aqui

E apesar de ter resumido o blog em poucas linhas ali, a verdade é que ele é muito mais do que poderia condensar em palavras.

Através dele, vou registando momentos da forma que me é mais natural: através da escrita. 

Falo de tudo e de nada, do que de mais profundo me vai na alma ao último creme que experimentei à superfície, num todo que vai transparecendo quem sou e como vou atravessando os anos. 

Sete anos de blog deixam-me nostálgica e pedem uma comemoração à altura.

Muito obrigada por estarem desse lado!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Hoje faço 32.

E por aqui desde os 25.

Obrigada por me acompanharem desse lado. 

Sou outra pessoa, ainda que mantenha a mesma essência. 

Desde os 25 mudou tanta coisa! Mudei três vezes de casa, uma vez de cidade, mudei de carreira, de sonhos, de objectivos. Cresci. Se pensar no que vivi desde que nasci até agora, confirmo a teoria de que a minha vida é um electrocardiograma. Igual ao que a minha mãe ainda guarda, de 24 de Julho de 1985. A linha que marca o bater do coração lá no alto, depois bem no fundo, às vezes sumido, quase inexistente.

Durante muitos anos pensei que talvez o meu nascimento tivesse sido um engano de Deus. Desde o início, tudo parecia trágico: eu e a minha mãe quase morremos no parto. E depois, fui tendo a estranha sensação de que incomodava toda a gente com quem me cruzava. Marcava tanto as suas vidas com esta intensidade densa. Não passava levemente. Levava-lhes furacões e deixava as garras marcadas nos seus corpos. Sem querer. Só por ser. Nunca me encaixei em nenhum rótulo. Nunca quis pertencer a nenhum grupo. Talvez não houvesse lugar para mim num mundo ao qual não deveria ter vindo. Tantos problemas de timing só poderiam querer dizer isso. 

Depois pedi perdão, parei de ser barro atrevido que questiona o Oleiro acerca da sua obra. Agradeci por ter vindo. Mas foi preciso perder muitos para que valorizasse a estadia. Demorei muito a perceber. Muito mesmo. Décadas. 

Foi preciso que não tivesse nada a perder para que me encontrasse. Ainda estou à descoberta, na verdade. E sinto-me uma miúda que finalmente começa a compreender-se e a amar-se.

Gostava de voltar atrás no tempo e fazer tudo o que ainda não fiz, só para ter mais tempo para aproveitar livremente daqui para a frente. Gostava de voltar atrás e dizer à menina que fui que não faz mal pedir ajuda de vez em quando. Que não faz mal dizer que não, de vez em quando. Que é bom deitar fora o que não nos serve, que é bom afastarmo-nos do que e de quem não nos acrescenta coisas boas. Que está tudo bem mesmo quando não fazemos, vivemos, estamos como a sociedade diz ser normal. Que de perto, ninguém é normal. Que o importante é esta paz que vem de dentro, de quem sabe quem é, de onde veio e que deixa nas mãos de Deus a concretização dos sonhos mais bonitos, secretos e ridículos. Que o importante é sorrir com o vento no rosto, não querer saber do cabelo despenteado e tirar tempo para nós. Cuidar de nós. Ser prioridade na nossa vida, porque se não o fizermos, ninguém vai abdicar do seu tempo para isso. Que os outros nos querem ver bem, mas nunca melhor que eles, portanto calma. Que as desilusões são parte necessária desse processo em que nos colocamos no topo das prioridades. Que a vida deve ser vivida todos os dias, dessa maneira genuína em que somos plenos, sinceros, honestos, leais, verdadeiros. Connosco.

O resto vem.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Oil Pulling

Já ouviram falar, certamente. Oil pulling é um bochecho com óleo. E eu ando a fazer um detox há sete dias e a adorar.

Interessei-me pela técnica porque se há coisa que adoro em mim são os meus dentes e o meu cabelo. Sinónimo de saúde, se alguma coisa não estiver bem comigo, é através deles que se vai notar. Apesar de estar agora na berra, o oil pulling é praticado há milhares de anos e tem origem na medicina ayurvédica, que o defende como uma das mais eficazes formas de desintoxicar o organismo e a boca, claro!.

Perfeito para quem quer gengivas e dentes saudáveis, hálito fresco e sorriso cada vez mais branco, este é um truque caseiro que tem vindo a popularizar-se (basta uma pesquisa rápida para que percebam quão trendy está e com um pouco mais de tempo, encontrarão testemunhos - posts, vídeos e fotos - que confirmam a eficácia da técnica).

É simples: ao bochechar com óleo, as bactérias presentes na boca são "coladas" às moléculas de gordura e facilmente expelidas. Além disso, é essa gordura presente no óleo que promove a remoção de manchas no esmalte, daí o sorriso progressivamente mais branco.

Os óleos mais utilizados para este fim são biológicos: de côco, de sésamo, de girassol e até azeite. Há quem prefira fazê-lo de manhã mas como não sou uma morning person, deixei a tarefa para a noite. Dez a quinze minutos a bochechar e depois lavo os dentes e vou para a cama. O óleo fica cheio de toxinas (daí a história do detox), pelo que é importante expeli-lo por completo.




Como além de noctívaga também sou um bocado preguiçosa, decidi começar a minha incursão pelo oil pulling comprando o Love & Smile Detox da Merci Handy, na Sephora. 

Existem vários sabores disponíveis e para principiante, não me tenho saído nada mal. Ainda não falhei um dia e depois do procedimento sinto-me como se tivesse acabado de sair do dentista.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pele, sol e cor

E porque não consigo conceber a ideia de usar maquilhagem a sério nesta época de tanto calor, este ano comprei um protector solar com cor. Tendo em conta a minha extrema sensibilidade, até um CC Cream pode irritar a minha pele quando a temperatura é mais elevada. 
Assim sendo, estou a experimentar este, da Avène:




Tem uma textura leve e o tom adequa-se a quase todos os tons de pele, já que funciona essencialmente como um uniformizante da tez. 

Não estou a desgostar, mas também não me apaixonei. Sinto que preferia que fosse também matificante, pelo que não abdico do pore minimizer na zona T.

Além disso, complemento-o com um bronzer, o que me faz sentir mais composta mesmo quando estou em reuniões de trabalho ou com clientes.

Foi a melhor forma que encontrei para aliar uma protecção elevada à maquilhagem.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vida, pele e sol

Entre a redecoração do meu apartamento, o trabalho que não me deu descanso, as festas, os aniversários, os jantares e as muitas idas à praia, adivinhem o que ficou para trás? O blog, claro. É sempre ele que fica para trás quando a vida me inunda de acontecimentos. 

Apesar de ocupada, enquanto fui adquirindo e experimentando alguns produtos novos, ia pensando em como poderia ser útil partilhar convosco as incríveis melhorias que senti. 

Quem me segue atentamente sabe que apesar de morena, a minha pele é extremamente sensível (daí não abdicar da Clinique). Faço insolações com facilidade e há cerca de dois anos, depois de alguns dias de praia sempre com protector solar no rosto nunca abri mão destes bffs, vi-me com uma reacção horrenda na cara. Parecia acne, nas bochechas e na testa. Tive que fazer um tratamento a sério e só um mês depois voltei a ter a pele lisa e uniforme que sempre tomei como garantida. 
Na verdade, foi o maior susto que alguma vez tive com a minha pele... é que as insolações deixaram-me vermelha e inchada durante alguns dias e desapareceram. Dessa vez, a irritação não ia embora com nada que fizesse ou aplicasse. Desde então sou a pessoa mais cautelosa do planeta e não abro mão do protector solar nem no Inverno (embora nessa estação opte apenas pelo Superdefense depois dos 3 Passos da Clinique).




Este ano decidi inovar e adicionar à minha rotina diária o Anthelios XL, da La Roche Posay. Nada de desconforto, nada de brilhos, nada de pele irritada. É perfeito para mim e apesar de usar uma protecção tão alta, não estou cor de lula, como é óbvio. 

Esta linha garante a protecção das peles sensíveis ou alérgicas ao sol, proporcionando uma protecção reforçada contra os UVA com fórmulas sem perfume, sem parabenos e não comedogénicas e inclui produtos para vários tipos de pele e exposição solar.






Como creme de noite, tenho usado apenas o Posthelios, da mesma marca. Trata-se de um After Sun leve, apropriado para corpo e rosto embora ainda não tenha experimentado abaixo do pescoço e que me aliviou imenso assim que comecei a usá-lo.


Este combo maravilha faz parte mesmo dos dias em que não vou à praia, uma vez que não preciso da areia e do mar para sentir a pele irritada.




Sinto-me uma idosa... mas a verdade é que lamento não ter sido sempre tão cuidadosa.
Até rimei.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita"

Ainda era pequenina quando a minha mãe abandonou a nossa casa em Pedrógão Grande, ameaçada pelo fogo que se aproximava, comigo ao colo, levando apenas um cofre e as coisas necessárias para cuidar de mim. Foi para o centro da vila, sem saber onde estaria o meu pai, já que sendo médico veterinário municipal, faz muito trabalho de exterior. Na altura, ainda não existiam telemóveis, foi noutra vida. Não perdemos nada, foi só um grande susto. 

Quem me acompanha e me conhece sabe que apesar de ser de uma família que se concentra em Lisboa, sempre vivi na zona centro, devido à profissão do meu pai. A minha mãe chegou a ser funcionária do Ministério da Agricultura, exercendo funções em Ansião, concelho onde actualmente se encontra o teatro de operações que aparece a toda a hora nas televisões. É lá que estão tantos rostos conhecidos a fazer o que podem para ajudar as vítimas deste flagelo.

Estamos no terceiro dia de Luto Nacional. Como quase toda a gente que conheço, estou de coração partido. Cresci com medo do que está acontecer: cresci com medo dos incêndios, cresci com medo de que o fogo consumisse as árvores, matasse animais, destruísse casas. Curiosamente, nunca tive medo que o fogo matasse pessoas porque pura e simplesmente nunca me ocorreu que fosse possível, com todos os recursos disponíveis, que isso acontecesse.

Aconteceu.

Não consigo evitar as lágrimas, a consternação e a sensação de impotência. Estou em Lisboa e ainda não pude ir para onde está o meu coração. Tenho feito o que posso daqui mas é lá, é junto das minhas pessoas, da Paula, da Marlene, da Adelaide, da Filipa, do Justo e de tantos outros, é lá que devo estar. Não quero ver o Leonel pelo facebook nem o Fernando Inácio nos telejornais. É para lá que quero ir, que as minhas lágrimas não servem para nada e tenho que levar as coisas para aquela gente sempre esquecida, que este país com a mania que é cosmopolita e doutorado abandona com as suas reformas miseráveis. E são eles, o povo, que sempre tive o privilégio de conhecer de perto não só pela vida maravilhosa que os meus pais me proporcionaram na província mas também devido à minha vivência como jornalista, que têm sempre tanto para ensinar, para dar, numa generosidade mais delicada e elegante que muito catedrático, muita celebridade e muito novo rico com quem me cruzo.

Estamos no terceiro dia de Luto Nacional e já vi de tudo. Gente que não saberá, certamente, o significado de um Luto Nacional e que não manifesta qualquer respeito pelo que está a acontecer. Gente que nunca quis saber dos bombeiros mas que agora partilha imagens sentidas nas redes sociais. Gente que nem por reverência se mantém em silêncio. Gente que se está marimbando para esta tragédia, apesar de chorarem com pena das vítimas de atentados terroristas noutros países.
Há muitas pessoas mal educadas e que ousam brincar com a situação ou mostrar, sem pudores, que estão muitíssimo bem nas suas vidinhas. Há ainda aqueles que roubam para si o protagonismo da acção e não resistem à habitual gabarolice de quem está a gostar de brincar às caridadezinhas. Ofendem-me. 
Por outro lado, como sempre, também vi a atitude solidária, nobre e comovente de quem dá e se dá porque é o que há a fazer agora. Aqui, onde estou, em Lisboa. Na minha cidade, em Pombal. E esses fazem-me sentir grata e orgulhosa.

Os números ainda não estão fechados, o fogo ainda não está apagado, mas para lá do pesar, há a urgência de ajudar estas pessoas a reconstruir - vidas e casas.

Hão-de ser apuradas responsabilidades, hão-de ser apontadas as falhas. Agora é tempo de fazer, de responder, de dar, de ser. O Estado não está a corresponder às expectativas? Haja comunidade e pessoas porque o que importa é fazer. Há tempo para o resto.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Rendalíssima

SJP
Sai quarta-feira sim, quarta-feira não, no site do jornal cuja equipa fundadora integrei. 

Enquanto jornalista, sempre me privei de dar opiniões ou de me posicionar enquanto cronista, independentemente do tema abordado. Sempre honrei a minha profissão e o seu código deontológico que o brio e a ética são prioridades.

Finalmente sou colaboradora do Pombal Jornal nesta minha mais recente vertente - a de stylist. 

Esta rubrica está pensada há muito tempo mas só este mês a lançámos para assegurar que vai ser útil, leve e interessante para quem a lê.

Chama-se Rendalíssima e é um espaço em que se fala de tudo o que diga respeito à Consultoria de Imagem. Comecei por explicar o que será feito daquele espaço, bem como a minha perspectiva relativamente a este mercado e em breve começam a sair dicas, por exemplo.

Podem ler o primeiro texto aqui e o segundo acolá!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ver a morte

Não sou daquelas pessoas que anseiam pela sexta-feira mas hoje estou feliz por ter chegado o fim desta semana. Apesar de ter feito muita praia, de ter jantado com pessoas especiais, de ter tido conversas maravilhosas e de terem nascido mais ideias para o meu projecto mais ambicioso, tive noites mal dormidas, dias de ansiedade e vi um homem morrer.

Já vi pessoas mortas, claro, mas nunca tinha presenciado aquele momento exacto em que a vida sai de dentro de um corpo. Ali. À minha frente.

Estava no carro, vinha da Ribeira das Naus a caminho do Cais do Sodré. Parada no semáforo, reparei no cambalear de um homem que rapidamente começou a desequilibrar-se e a tentar apoiar-se numa das viaturas à minha frente. A condutora assustou-se e pouco depois, ele caiu à frente do carro. Já apreensiva, o primeiro pensamento que me ocorreu quis desdramatizar a situação: "Está calor, é natural que as pessoas se sintam mal". Nesse instante, começaram as convulsões e a minha expressão devia ser tão óbvia que o condutor à minha frente, ao sair do carro, gritou-me que não saísse do meu. Houve um momento em que senti que tinha acabado. O INEM chegou minutos depois e não demorou muito até que o tal homem fosse colocado numa maca e coberto com plástico azul.

O trânsito continuou a fluir como se nada se tivesse passado. Eu também segui caminho, entre lágrimas e soluços.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Uma pessoa ouve cada uma...

Rihanna
Gosto da Kiko. Compro apenas vernizes e make up para olhos e boca, gosto da qualidade dos produtos, da durabilidade - um batom que sobrevive intacto a um jantar e a uma noitada tem a minha lealdade - e do facto de ter uma loja perto de minha casa. Até aqui, tudo fantástico. 

No que aos cuidados do rosto diz respeito, continuo a ter a Clinique como bff porque tenho uma pele sensível, mas num acto de rebeldia decidi arriscar tudo e experimentar make up de outra marca. Como nunca um produto da Kiko me fez alergia, vou usando, feliz da vida, que sou dessas que gosta de ter imensa maquilhagem apesar de usar sempre a mesma.

Como tal, sou cliente habitual dessa loja que disse situar-se perto de minha casa. Na semana passada, voltei ao espaço para comprar umas sombras e no momento em que estou pronta para pagar e ir-me embora, eis que sou confrontada com uma promoção para lá de espectacular nos vernizes. A funcionária, muito prestável, mostrou-me que havia uns tamanhos mini com cores muito fofinhas a preços ridículos. Óptimo, certo? Claro. Escolhi alguns. Ela diz-me:

- E um dourado, para pintar apenas uma unha diferente?

Conta quem estava comigo que fiz todo um ar de Blair Waldorf. 
Hesitei.








Fitei-a.









Fiquei calada mais tempo do que o normal, respirei fundo e sorri.










- Não faço isso. Uso nudes, rosas e vermelhos. Todas as unhas iguais.

Paguei e saí. 












Como assim? COMO?
Tudo bem, estratégias de venda e blábláblá, mas não se deve analisar o cliente antes de lhe tentar impingir uma treta qualquer? Isto foi uma ofensa. Um ultraje. How dare you? Por quem me toma? Unha dourada? Uma unha diferente das outras? Mas eu tenho ar de quê? Então mas não se vê? Por algum acaso tenho cara de Sheila que usa unhas de gel com diamantes incrustados e que nem consegue escrever num teclado? Mas estamos a ver com quem estamos a falar? Um dourado quê?! Isto foi como se tentassem vender umas Crocs à Anna Dello Russo. Mas como assim? 

Que fique bem claro que odeio unhas de bairro, daquelas que são tão grossas que têm uma altura muito maior do que seria suposto ver numa unha natural, que odeio cores tipo verde-cocó-de-bebé e que não suporto unhas demasiado compridas. Assim que vejo disso, fico nauseada e com uma ideia muito bem formada acerca do sentido estético de quem usa... por isso, nada de me confundir com essa estirpe.











Fiquei lixada.