quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

'Bora envergonhar os pais para a TV!

Tyra Banks

Não consigo descobrir o que move as pessoas quando decidem ir a programas como o Tyra Show, para fazer uma confissão grave. É que do meu ponto de vista, seria muito mais difícil admitir que me prostituo em plena televisão, do que na privacidade do lar. Além disso, não é nada bonito envergonhar a família publicamente. E aqueles que assumem ter traído? Ainda por cima, caso não se lembrem, nos EUA há mais pessoas que em Portugal… Se aqui eu teria vergonha, lá morreria corada.

Pérola do dia

Natasha Poly
"Às vezes tenho a sensação, quase uma certeza, de que o único motivo que me faz recuar é o medo de ser apanhada…"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ainda me surpreende

Cheryl Cole
a maldade. Há alturas em que não compreendo porque são tão mesquinhas, as pessoas. O cúmulo da estupidez é acreditar que os outros são menos espertos que nós.
É a maldade que os cega e é ela também que os faz acreditar que a ambição, a ânsia desenfreada de subir mais depressa, os levará a algum lado. Cobardes. Hienas. Fazem pela calada, como uma raposa sorrateira. Só pelo anonimato lhes nasce alguma coragem. Esquecem-se que as armadilhas são deixadas por quem pensa melhor. Por quem já viu o jogo que tentam levar para a frente.

Vai jogando. Eu estou a ver-te cá de cima.

Ainda me surpreende. Espero que para sempre. Significa que ainda tenho valores, princípios e uma réstia de bom senso em mim.

Shame on me...

Dr. Phil McGraw
...que adoro o Dr. Phil. É verdade, também tenho as minhas parolices. E uma delas é alapar my big fat ass no sofá e colar-me à tv, só para descobrir, mais uma vez, como a elevada moral do Dr. Phil está sempre em concordância com aquilo que acredito ser o mais correcto para cada um dos casos em análise. Adoro. E adoro que ele abandone o plateau sempre de mãos dadas com a sua esposa. Que fofos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Começou uma nova semana...

Victoria Beckham
Há dias que passam a correr. São os mais ocupados, em que fazemos tantas coisas e nada de realmente importante. Assustador.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Diz que é dia do sorriso.

Sandra Bullock
"Senhor Condutor:


Muito obrigada por achar que a condutora da viatura estacionada ao seu lado é suficientemente magra para conseguir passar numa fresta de dez centímetros para entrar no carro. 
Da próxima vez, não se esqueça deste pormenor: os restantes condutores deste mundo também precisam de entrar nos seus veículos para chegar ao volante. É por isso que também para estacionar deve haver civismo."

Nem que seja porque se vai rir ao ler o bilhete que lhe deixei, nunca mais se esquece de pensar nos outros, o cromo.

Questionando as minhas escolhas...

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Pérola do dia

Erin Wasson
"Mas porque é que não te vais embora? Desaparece! Ah, sou eu que não te quero deixar ir..."

Mexe comigo #5

Yves Saint Laurent
Por ter feito história na alta-costura do século passado. Começou com Christian Dior e depois da sua morte, assumiu as rédeas da casa com cerca de vinte anos. Soube afirmar-se com a sofisticação que lhe é sobejamente reconhecida. Elevou o seu nome. Dos mais de quarenta anos de carreira e por entre as mais de setenta colecções, ficam-nos até aos dias de hoje o le smoking (o smoking feminino, que foi apresentado pela primeira vez em 1966) e a adaptação do casaco safari para nós, mulheres.

Bom fim-de-semana!

Claudia Schiffer
"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais."
Victor Hugo
 



(miss my cat)

Sorrir

Drew Barrymore
É uma iniciativa feliz. Há pessoas que deviam ser obrigadas a sorrir pelo menos uma vez por dia, só por causa das coisas. Por que carga de água é que eu tenho que levar com o mau humor do resto do mundo? Estou farta de gente macambúzia. Não percebo como se passa um dia sem sorrir. Um dia sem rir. Mesmo nos piores momentos da minha existência, houve um sorriso. Sorrir faz bem e o resto é conversa. Só se vive uma vez, meu povo!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os meus vizinhos devem achar que não bato bem.

Anne Hathaway
Quer dizer... devem achar que eu e a minha irmã não jogamos com o baralho todo. Todos os dias, temos entrado em casa a esbracejar energicamente enquanto gritamos:

- SUA PORCA!!! POOOORCA!
- O QUE É ISTO? HUM? O QUE É ISTO?
- SAIA JÁ DAQUI!
- POOOOORCA!

É que a Adda, a nossa cadela, tem andado meio descontrolada e sempre que chegamos a casa, damos de caras com um presentinho na entrada e a gritaria começa. O mais giro é que ela nunca está ao alcance da visão dos vizinhos. Devem mesmo achar que nós nos passamos um bocado.

Simples. Puro. Verdadeiro.

Elizabeth Olsen
Para ela, ainda é tudo simples. Ainda é tudo linear. Eu acho magnífico que assim seja, fico feliz com o facto de a sua visão ainda não ter sido toldada pelas muitas convenções sociais que assumimos como normais, à medida que nos vamos encaixando no molde da sociedade. Falávamos sobre as irmandades que acompanham até à última morada pessoas sem família ou amigos, que morrem sem que ninguém disso se aperceba, sem que ninguém os chore, sentindo a saudade inerente à perda física. O meu pai elogiava esse acto de caridade e a Mana Lamparina, cheia da irreverência cristalina própria de quem atravessa a adolescência, vinca a sua posição:

- Mas para que serve isso? Não percebo.
- Para a pessoa não ir sozinha. - respondeu o meu pai.
- Mas qual é que é o problema? Não está morta?
- Sim, mas não é triste uma pessoa ter um funeral vazio? Gostavas que ao teu funeral não fosse ninguém? - perguntei eu.
- Preferia que estivesse vazio do que cheio de gente que não conheço de lado nenhum...

detesto... pela Di F.

Liv Tyler & Heidi Mount
DETESTO pessoas que estão a falar comigo e estão sempre a dizer: "tás a perceber?... tás a perceber?... tás a perceber?!..."

Este blog é tão meu como dos que o lêem.

Cheira a bom tempo!

Já há muito tempo que não sentia este cheirinho a Primavera só por ver a nova colecção da Parfois. É que já fui fanzérrima da loja, mas depois desliguei-me. A nossa relação está a melhorar substancialmente. Portou-se bem, a menina... parece que a nova estação mereceu a sua atenção. Espreitem:

Faz-me sentir assim um bocadinho aflita.

Traz-me flores ao trabalho, num dia de fecho de edição. Marcou um fim-de-semana para nós.
São tantos mimos que fico um bocadinho aflita, porque não sou nem metade da fofura que ele tem sido para mim.
E sinto que tenho mais do que mereço. Muito mais.
O mais engraçado é que acho que ele não tem noção do quanto me faz feliz.

detesto...

Cameron Diaz
...quando há alguém que nutre por mim um ódio incrível, fruto de alguma inveja ou falta de auto-confiança, auto-estima e afins, mas que subitamente decide frequentar os sítios que tenho como meus. E fica sempre por perto. E olha. Observa. Sem pudores. Fita-me, tenta perceber porque sou melhor, afinal.

Get a life.

Que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar

Desde ontem que tenho sido bombardeada com a nova música dos Deolinda. Um pouco por todo o lado: Facebook, mail, blogosfera. Dizem que é o hino da minha geração e eu acredito, embora preferisse discordar. Não gosto deles, não gosto da Ana Bacalhau, não gosto das músicas a armar ao Zeca Afonso moderno nem da imagem do grupo. Não gosto do timbre dela, irrita-me. A pose também. São coisas da vida. Há outras bandas portuguesas a cantar em português que merecem a minha atenção - Rosa Negra, A Naifa... Bom, mas o tal hino tem algo que o faz sobressair das restantes odiosas músicas dos Deolinda: uma verdade crua e dura, com que não posso deixar de me identificar. Menos entusiasmo que a malta a aplaudi-los, que a musiquinha é fraca e repete-se "parva" vezes demais - e eu de parva não tenho nada. Ainda assim, vale a pena espreitar, que as reacções são muito variadas. Aqui.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

I love my job #10

Agyness Deyn
Levam-me às lágrimas se não respeitarem o meu trabalho, se o puserem em cheque apenas por preguiça. Odeio que não cumpram prazos. Odeio irresponsabilidades. Ontem tive o meu pior dia de trabalho de todos os tempos. Consegui acabar tudo aquilo a que me tinha proposto. Só faltou uma coisa: horas de sono. Depois de um bom jantar. Anda a apetecer-me uma francesinha...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pode ser defeito, pode ser virtude.

Amanda Seyfried
Ele diz que eu tomo os problemas dos outros como se fossem os meus. Desgasto-me, fico nervosa, ansiosa, angustiada. Que sofro demais. Que me preocupo demasiado. Eu não sei ser de outra forma. Eu não sei fazer de outra maneira. Não é assim que as pessoas normais sentem quando gostam dos outros?

Há mesmo muitas alturas em que acho que a maioria das características de cada um podem ser defeito ou virtude. Podem ser coisas óptimas ou hediondas. Depende do ponto de vista.

Pérola do dia

Kim Cattrall
"Se isto é viver com a corda ao pescoço, nós já vivemos enforcados."

Eureka!

Salma Hayek
E não é que descobri que preciso de pelo menos três horas para sair de casa bem-disposta? Passo a explicar: se eu não gostasse tanto dos meus lençóis de malha polar, do meu colchão mega fantástico e do meu quarto quentinho, devia acordar por volta das seis e meia da manhã. Assim, teria tempo para tomar um bom banho quente, lavar a juba, secá-la, maquilhar-me, escolher a roupa com calma, vestir-me, acessorizar-me (gostaram?), tomar um bom pequeno-almoço enquanto vejo as primeiras notícias do dia... e sairia de casa com a sensação de que tenho um looongo dia pela frente. Então se todos fossem como o de hoje, cheios de sol... Devia ser assim todos os dias. Ah pois era. Era, era. Hum, hum...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lisboa menina e moça

Desde pequenina que gosto de fazer a marginal, de Lisboa para Oeiras. Pedia sempre ao meu pai para fazer esse caminho, qualquer que fosse o destino. Ontem senti o cheiro da cidade onde nasci. E voltei a lembrar o tanto do que lá tinha, que já perdi. E voltei a lembrar o tanto que lá tenho, que me enche o coração.

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Estúpida que dói. Literalmente.

Eva Mendes
Sabem quando temos uma pelezinha pequenina, irritante, que nos atormenta enquanto não a arrancarmos veementemente? Daquelas que não podem esperar que cheguemos a casa para tratar do assunto. Pois. E atrás da pele, às vezes vem um bife. E dói horrores. E ouvimos a voz interior, o grilo falante, mais uma vez: "Burra, burra, burra!".

Sinto-me envelhecer.

Anna Paquin
Sinto-me envelhecer. Cada vez menos gargalhadas, cada vez menos vontade de me perder por entre todo o ar pesado, carregado de fumo e hálitos alcoólicos a que todos fazem corresponder a palavra diversão. Sinto-me demasiado mergulhada numa seriedade que não se coaduna com a minha idade. É um peso no semblante que não consigo esconder nem recorrendo aos serviços do melhor make up artist do planeta. Mais assuntos de gente crescida em que pensar, talvez. A verdade é que ainda que os problemas que me rodeiam não me pertençam, por não me terem como causa, a consequência atinge-me. A preocupação com aqueles que amo é inevitável. Influencia-me o humor essa sensação de impotência inerente à posição de quem não está no epicentro da questão. E são tantas as questões, os conflitos, os dramas, as irresponsabilidades, enfim, os problemas. Tantos à minha volta, que chego a pensar que o caos me vai engolir. Qualquer dia caio para o lado e nem foi nada comigo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Atenção malta sensível - digo "pilinha" neste post.

Kate Bosworth
Não sei o que há para não gostar em Pombal. Viver em Pombal é mesmo o máximo. Vejam: meia hora e estou em Leiria ou em Coimbra, perdida numa Zara ou a comer no h3. Demoro o mesmo que qualquer outro elemento da minha família (que vive toda em Lisboa) a chegar a um centro comercial. Uma hora e meia e estou em Lisboa ou no Porto. É cidade e é aldeia. E por isso mesmo, volta e meia damos de caras com coisas fantásticas. Por exemplo: saio de casa com o telemóvel na mão, onde estou a ver o meu mail, olho para a frente e eis que tenho ovelhas a pastar junto ao meu carro. Ou como da outra vez, em que a caminho de casa, a Mana Lamparina avistou três javalis bebés. Parámos o carro, aproximámo-nos e tirámos fotos, sem que eles fugissem e com a sorte de a mãe não ter vindo defender as suas crias. Hoje vi algo muito melhor. Algo que me fez rir a bandeiras despregadas*. Algo que quase resultou num despiste da minha viatura. Mais uma vez, a caminho de casa. Vi um homem a empurrar a sua bicicleta, carregadérrima, super pesada. Em esforço, subia a rua com sacos às costas e as calças a cair, já pelos joelhos. No lugar dos boxers, um cuecão ao melhor estilo saco do pão. Pareceu-me uma camisa atada à cintura, para tapar o rabo e a pilinha. Aos quadrados, muito trendy. Ele andava assim, eu abri a boca e os olhos e esqueci-me de que estava ao volante. Ainda agarrei na máquina fotográfica, mas tive pena, porque olhando bem, talvez fosse um mendigo. Enfim, achei que iam gostar de saber disto.


*Nunca percebi esta expressão. "Rir a bandeiras"? "Despregadas"? Porque não "rir até soltar as bandeiras com a projecção louca de ar que saía da minha boca devido à pujança das gargalhadas"?

smoke and mirrors

Monica e Penelope Cruz
É que às vezes não é simples como manda o bom senso que nos rege. Há alturas em que é mesmo difícil reconhecer a ténue linha que separa o interesse da intromissão. Nem sempre o contraste torna nítida a diferença e então não percebemos, a olho nu e sem reflexão, o que fazer. Se devemos agir ou não. Quando avançar. Também o timing deve ser preciso, de uma exactidão irrepreensível. Um pouco antes pode ser precipitado, um pouco depois pode ser tarde demais. Há alturas em que só se pode seguir o coração, a intuição, o instinto mais básico que nos manda ir. Confiar cegamente em nós próprios é, talvez, o melhor a fazer em momentos de indecisão.

Bom fim-de-semana!

Christina Hendricks
"Um homem não está acabado quando enfrenta a derrota. Ele está acabado quando desiste."
Richard Nixon