quarta-feira, 19 de março de 2014

19 de Março

Olsen Twins
Não devia ser Dia do Pai. Deveria ser Dia do Bom Pai. Assim, só os pais como o meu poderiam receber os mimos das filhas mimadas e dos filhos que têm no progenitor o seu herói. O meu pai é o melhor do planeta, mas mesmo, desses que fala pouco e mostra muito, mas que se topa a léguas quando se comove com as demonstrações de afecto das filhas. Acho que tanto eu como a Mana Lamparina vamos ser para sempre daddy's girls, dessas que mesmo aos 40 anos sabem que se precisarem, podem ligar ao papá - ele salva.
Chama-se Carlos e é uma enciclopédia feita gente. Sempre foi a minha rede de segurança, a pessoa que sendo humana e falível, me permite pensar em altos vôos porque se não me segurar antes de cair, pelo menos amortece a minha queda. Se decidi seguir este sonho parvo de escrever para ganhar a vida (oh inconsciência!), foi porque vi nele o exemplo de quem é feliz com a sua profissão. Ele é médico veterinário porque gosta e não porque dá dinheiro. «Encontra um trabalho que seja um passatempo», dizia ele. Assim fiz. Agora não se venha queixar. Este texto está aparentemente non sense, mas faz todo o sentido. Sabem porquê? Primeiro, porque estou em fecho de edição e os raciocínios já não se articulam com coerência. Segundo, porque pretende traduzir em caracteres o género de conversa do meu pai. Ele é assim. E gosta de cozinhar. E cozinha lindamente. Logo podíamos ir jantar a qualquer sítio diferente. Sabem como é, desde que o Homem descobriu o fogo, a confecção de alimentos tornou-se essencial. Mas ainda comemos coisas cruas. Como o sushi. Sabiam que a civilização nipónica...

Pai, não te zangues, isto é só porque te adoro. Feliz dia!

3 comentários:

Na Província disse...

Tão bom!

Filipa disse...

Olá,

Ora aqui está mais um ponto comum! O meu pai diz que pagava para trabalhar, para fazer aquele que é o seu trabalho. Sei que o ama de paixão, e só isso, faz-nos buscar o mesmo para nós :)

Beijinho,
Filipa

Carlos Tomaz disse...

Eheheh...