quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

As magias em que acreditamos...

Jessica Alba
A mãe já estava a fazer o jantar e o pai nunca mais chegava. Já lhe devia ter perguntado mais de quinhentas vezes se ele ainda ia demorar muito. Nessa altura, sofria de uma espécie de ciúme em relação aos animais: eles estavam sempre a roubar-me o pai. Volta e meia, uma vaca decidia entrar em trabalho de parto e lá ia ele, fossem três da tarde ou quatro da manhã. E eu ficava sem o pai em casa. E queria que ele estivesse ali connosco. Então chateava a mãe até ela se fartar de responder à mesma questão tantas vezes seguidas. A solução encontrada foi fazer-me acreditar que se batesse com o punho fechado debaixo da mesa, como quem bate à porta, enquanto repetia a frase «Pai, vem depressa», acelerava a tão ansiada chegada. Quanto mais vezes o fizesse, mais depressa ele entraria pela porta de casa. Passava tanto tempo nisto! O mais engraçado é que funcionava. Ele chegava mesmo mais depressa. Giro, hum?

7 comentários:

Tamborim Zim disse...

Minha Menina Lamparina! Sem mesinha pé de galo, Menina Lamparina, sem mesinha pé de galo ! ;) kkk

Se eu pudesse escrevia um livro disse...

Ahahah... as coisas que nos fazem :P

S&I disse...

Era uma batida mágica..Trazia-o até ti :p
http://blondeisland.blogspot.pt/

lena disse...

Os pais as vezes tem de ser mesmo criativos...
Beijinhos grandes.

Ana Formigo disse...

Oh achei isto tão querido ~

Palco do tempo disse...

curioso :)

Guinhas disse...

As crianças usam mecanismos tão curiosos!!