quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ser fácil não é apelativo.

Diane Kruger 
O excesso de disponibilidade não é atractivo. Pelo menos, assim me parece. Não gosto de ver mulheres em desespero. Não gosto. Não gosto de as ver histéricas, quais galinhas assanhadas, enviando todo e qualquer sinal de que se sentem sós, de que desejam ardentemente ser levadas pelo homem a quem... bom, ia utilizar o verbo insinuar, mas nestes casos, tudo é ostensivo, portanto não cai nada bem. Pelo homem com quem tentam alguma coisa, vá. Vocês percebem. Bom, dizia eu que não gosto dessa atitude fácil, mil sorrisos e deixas óbvias, perguntas indiscretas e revelações demasiado íntimas. Sinto uma certa pena dessas mulheres, confesso. Porque o resultado obtido é, por norma, exactamente o oposto do pretendido. Não estou com isto a dizer que não consigam, com alguma sorte, um one night stand. Contudo, as mulheres de quem falo querem sempre mais. São cola. São chatas. Não deixam o gajo em paz. Não o largam. Querem atenção. Querem ser admiradas e uma noite não chega.
Fico sinceramente triste quando as vejo encarnar este papel vulgar, porque até há pouco tempo acreditei que a maturidade era directamente proporcional à idade que temos: quanto mais anos, mais maduras. Descobri que não. Que devemos evoluir até à casa dos vinte. E depois a coisa estagna. Só assim se explica que tantas mulheres cuja idade me faria crer que seriam maduras ajam como eu não agia com 17 anos. Assim que se apanham divorciadas, puxam o decote lá para baixo, juntam as mamocas e pumbas! mais uma foto para o Facebook, "olhem como eu sou descontraídamente sexy". Se nunca saíam à noite, porque já estavam arrumadas, agora é vê-las alegremente todos os fins-de-semana a actualizar o álbum "Na Night". Se antes o outfit preferido incluía cara lavada, raízes por fazer, calças de fato de treino e chinelos com meias, agora abusam das sombras azuis e das bocas vermelhas, não vivem sem o cabeleireiro do bairro e até arriscam a unhaca de gel. Riem-se como umas hienas quando o gajo está por perto, riem-se como umas hienas malucas quando se fala nele, riem-se como umas hienas histéricas enquanto tentam explicar tudo o que ele tem de bom. Normalmente, nada diferente dos outros homens. Porque elas não querem saber do que o torna especial, do que o faz rir, da música que ouve, do que o trouxe até aqui ou do que não o deixa guardar as lágrimas. Para elas, ele é um mero reprodutor, um potencial sustento e pouco mais. À descarada, tentam a sua sorte, não vão perder a oportunidade de conseguir um jantareco à borla.

7 comentários:

Maria disse...

conheço algumas mulheres que se prestam a esse papel. conheço algumas mulheres que vivem eternamente na sombra de um homem. conheço mulheres que pensam que amam mas na realidade são obcecadas. conheço mulheres que são independentes e decididas :) e são essas que ajudam a equilibrar a balança... acho que a discrição é sempre muito mais bonita, mais misteriosa, mais elegante :)

concordo contigo: tb pensei que a idade equivalesse a maturidade mas cada vez mais (independentemente do género) vejo que n tem nada a ver lol lol bjo**

Vânia disse...

sabes qual é o problema? é que uma relação deve ser cuidada quando se conquista e quando já se está conquistado. Há muitas pessoas que se desleixam porque já cá canta e a verdade é que todos nós gostamos de olhar para o nosso companheiro/a e vê-lo sensual, é isso que move a paixão e o desejo.
Há uns tempos fui cortar o cabelo e entrou uma rapariga, a cabeleireira perguntou pelo namorado e ela disse que ele tinha acabado com ela e portanto ela queria uma nova vida e ia mudar de visual sabes o que a cabeleireira disse?
-Vocês caem cá todas quando eles vos deixam, em vez de mudarem de visual enquanto ainda os têm.
Sábias palavras:-)

LOL aos 40 disse...

Olá,
oh oh hiiiii

«Rir como as hienas»...
LOL.
Essa nunca ouvi mas...com toda a certeza há de tudo um pouco!

: ))))
Ainda me estou rir!

Mary disse...

Já vi taaaantas mulheres insuspeitas fazerem estas figuras....! A solidão e o desespero têm o condão de fazer (algumas mulheres) perderem o juízo.

Paula Sofia Luz disse...

Ah, excelente Ana. Conheço o género. E sabes o pior? É ter a minha idade e sair (com o meu gajo) e se por um instante me apanham sozinha (os homens da minha geração, que ou deixaram as mulheres em casa ou já se divorciaram) se animarem com a possibilidade de eu fazer parte do naipe. É penoso. bj

Ana Bauer disse...

Mas que grande texto! Mas isso da maturidade também se vê no sexo oposto. É lamentável.

Imperatriz Sissi disse...

Fantástico...não preciso de dizer o quanto concordo. Hienas, golddiggers, desesperadas...não fazem senão dar má reputação a mulheres respeitáveis e habituar mal o sexo oposto!