quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Então vamos lá falar destas lamechices fofas, pirosas e amorosas.

Então eu prometi que quando fôssemos 100 no Facebook, contava o que tinha feito para o meu namorado. Sim, feito. Vocês sabem que eu não gosto NADA do Dia dos Namorados e que me recuso terminantemente a sucumbir ao consumismo por obrigação. Dou graças a Deus por não precisar do 14 de Fevereiro para ter dias especiais. É que no resto do ano, adoro dar miminhos, receber presentinhos sem motivo aparente, comprar-lhe uma camisola só porque sim, jantar fora, tomar café sem mais ninguém, namorar muito, escrever-lhe palavras tão amorosas quanto ridículas, passar um fim-de-semana a dois longe do mundo.
Mas porque o dia existe, não deixei de cumprir o que instaurámos nem de receber a habitual prendinha do papá. Este ano só me lembrei do Dia de São Valentim na antevéspera, por isso, idealizei o projecto da seguinte forma:

Fase 1: Análise da realidade actual
"Oh meu Deus! Ainda não pensei em nada!"

Fase 2: Exclusão de partes
"Ele é gajo, por isso não posso fazer-lhe um colar nem uma pulseira, porque só sei fazer coisinhas cutxi cutxi!"

Fase 3: Ponto de partida
"Uma caixinha de madeira! Assim posso pintá-la ou forrá-la."

Fase 4: Levantamento de problemas
"E depois o que é que ponho lá dentro?"

Fase 5: AHA! moment
"Bem... é o nosso primeiro Dia dos Namorados como noivos. E se eu lhe escrevesse desejos que queira concretizar na nossa vida em papelinhos e lhos oferecesse dentro da caixinha?"

É um verdadeiro método científico, não é?
Posto isto, foi só comprar a caixinha, tecido com vermelho (alusivo ao dia), esponja para fazer aquele efeito almofadado como as coisinhas da avó, fitinha ou galão para fazer um debrum bonito mas másculo e roubar preguinhos, martelo e agrafador para madeira ao papá.


Conseguem ver os preguinhos? Fui eu! Um a um!



 Gosto da cor de pinho e por isso deixei que a madeira ficasse ao natural.


Almofadei também o interior da caixinha para acolher os desejos (14, como o dia) que quero que concretizemos juntos. Escrevi uma cartinha também, para explicar o presente e dizer-lhe que é bom que o guarde com a própria vida, para que quando formos velhinhos possamos verificar se temos tudo concretizado. Repararam na fitinha com o botão? Também fui eu! So proud!

"E ele?" - perguntam vocês com as vozes bem afinadinhas.
E eu respondo:
Podia jurar que ele se tinha esquecido e não estava minimamente preocupada com isso... mas surpreendeu-me aparecendo cá em casa com flores e um caril de camarão fantástico, com os camarõezinhos todos alinhados em forma de coração, com direito a malagueta no topo do arroz e tudo! Obrigada pela ajuda, sogrinho! Unfortunately só tirei foto com o telemóvel e dá imenso trabalho passar para o pc, por isso... vão ter que se contentar com a minha descrição.
"E depois?" - perguntam vocês.
E depois jantámos em família o caril do noivinho e acabou. Plim!

4 comentários:

Ervilha Coscuvilha disse...

Ahhh, que bela ideia! Guardar isso para recordar mais tarde será fantástico! Muito bem, está tudo bonitinho :)

Se eu pudesse escrevia um livro disse...

Muito bem :)

Kishikiari disse...

ficou muito querida :)

menina lamparina disse...

Ihihihih Ervilha Coscuvilha, imaginei-nos bem velhinhos, cheios de artrose, rugas e reumatismo, a abrir a caixinha! :D :)*

Ainda bem que gostaram, ladies! :D

Beijinhos*