quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A boca fala do que o coração está cheio.

Whitney Port
















Este fim-de-semana foi marcado pela agitação na vida social. Nada aconselhável em época de exames, mas a vida é assim. Entre jantares e cafés, estive com pessoas diferentes.
Inevitavelmente, acabo por me surpreender com a quantidade de mundos que existem, tantos quanto olhos e corações.

Há quem tenha a minha idade e se contente com a realidade pobre do que é terreno. Não entendem nada do que digo, devo ser uma pessoa estranha para eles. Não compreendem a profundidade das palavras, a experiência do que se vive, a amplitude do que se vê. Em simultâneo, não fazem ideia do que se faz no Facebook e não compreendem o conceito de blog. Não me interpretem mal: ser cosmopolita não passa por uma conta no Face. O que me choca é o total desinteresse, desprezo e desconhecimento por aquilo que existe e que já faz parte dos programas de algumas disciplinas minhas. Não compreendo como ainda há quem viva segundo os parâmetros do que se impõe como correcto na sua rua. Não compreendo quem o faz sem saber que há mais ruas na cidade, mais cidades no país, mais países pelo mundo.

Por sua vez, há quem se auto-proclame como sendo liberal, cosmopolita, livre de preconceitos e muito à frente e depois se espalhe ao comprido. Ficam as aparências para quem tem a visão turva, já que o interior é tão tacanho como o que se diz, que a boca fala do que o coração está cheio. Pessoas que sendo pequenas sem o saber, se tornam insólitas. Que tentam, em cada frase proferida, mostrar o que têm. Como se pudéssemos ser definidos pelas posses ou pelos gastos. Presumo que o objectivo seja impressionar, passando uma imagem que não chega cá como pretendem. Fico cansada e tento ignorar, embora nem sempre consiga fazê-lo. Invariavelmente, é ver-me deitar abaixo tamanhas vaidades com a franqueza que põe fim a conversas e obriga a mudar de assunto. Não tenho pachorra para novos ricos provincianos sem educação nem cuidado no trato. E não suporto ser julgada como peneirenta por quem é claramente mais fútil que eu.

Graças a Deus que há pessoas com quem aprendemos coisas boas. Pessoas inteligentes, bonitas e com algo para dar. Com essas, a conversa termina com pena.

2 comentários:

Rosa Soares disse...

Ola querida. Olha, nem percas a tua inergia dando inportancia pra gente desse tipo. Concentra-te nas tuas metas e objectivos...Bjinho e Deus te abençoe.

http://soentrenosmulheres.blogspot.com/

menina lamparina disse...

Claro que sim, Rosa! :) Obrigada e igualmente. Beijinhos*