quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E depois dou por mim a sentir-me a única pessoa sã no planeta porque são menos os que percebem do que aqueles que não fazem ideia do que sinto.

Charlize Theron
Canso-me de estar constantemente preocupada com os outros, com o bem dos outros, com o sorriso dos outros. Faço o que for preciso para não magoar, para não ferir susceptibilidades, para não deixar amargos de boca. Passo por cima do meu querer, dos meus interesses pessoais ou simplesmente da minha conveniência. Dou atenção, quero saber se estão bem, tento ser só o ombro e o abraço, mesmo que não tenha sabedoria para construir uma frase ideal para cada momento. Tento transmitir paz de espírito e conforto. Tomo conta dos que vivem no meu coração, procuro-os, amo-os. Cuido deles com todo o carinho possível. E nada disto é um esforço - faço-o por amor. É genuíno, é natural e não poderia ser doutra maneira. E depois canso-me quando cagam em mim, permitam-me a crueza. E quando isto acontece, é muito pior do que quando me irrito. Porque quando me irrito, espero até que a cabeça esfrie e não atropele o que o coração quer dizer. Depois, resolvo tudo, falando. Quando me canso, não quero resolver nada porque não me apetece cansar-me mais, esgotar-me ou maçar-me com um esforço infrutífero. Afasto-me. Perdem um bocadinho de mim. É que por mais amorosa que possa ser, odeio quando me subestimam, quando me tomam por garantida ou quando simplesmente querem lá saber. O meu orgulho não me permite ser tratada com menos amor do que aquele que dou. Temos pena.

2 comentários:

Bird disse...

É muito mau quando nos preocupamos com as pessoas e elas ñ retribuem! :s

menina lamparina disse...

É péssimo. A ingratidão é uma coisa muito foleira. :/