segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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Marilyn Monroe
Foi um longo ano de lamparina. Cheio de acontecimentos que aqui partilhei convosco, cheio de vida, de letras aglomeradas, palavras coordenadas, frases soltas e textos extensos. Foi prosa poética ou simples desabafos sem graça. Futilidades e o mais profundo de mim. Foi vida, a minha vida, em fragmentos de coisas ditas. Sem pretensões, sem eufemismos, sem bacocos acessos de pseudo-intelectualidade ao estilo do comum opinion maker da blogosfera.
Neste ano de lamparina, aconteceram muitas coisas, tantas coisas. Sorrisos e lágrimas, dores e gargalhadas, saudades e alegrias, nostalgias e comoções, medos e vitórias. Muitos momentos transcritos, intenções, revoltas e regozijos feitos texto.
Mudar de casa, trazer-me para outro endereço foi bom.
E ter-te desse lado também, que escrever sem ser lido não alimenta a alma de quem se expia e se expõe. Escrever é uma catarse, em que vivemos pela segunda vez o que sentimos noutro tempo.
Aqui deste lado, a intensidade sempre foi uma constante. O bom sempre foi óptimo e o mau tende a ser péssimo. E nestas alturas, ir de férias é imperativo, que quando a impaciência se apodera de cada gesto, de cada rasgo, numa fúria descontrolada de quem só quer estar sozinho, é melhor fugir. Lá, longe de tudo, vou descansar do mundo real. Vou ficar quieta e fazer o que me apetecer. Vou deixar os cabelos encaracolados serem despenteados pelo vento, calçar as havaianas e deixar o sal na minha pele. Vou respirar fundo e ouvir as gaivotas, lembrar-me do Fernão Capelo, sorrir e olhar para o mar. A minha alma limpa-se assim. Com paz. E fica embebida nessa paz até que volte a precisar de férias.
Com a autora em exílio, também o blog entra num período de inactividade. Ponderei deixar posts escritos e agendados, mas não me pareceu agradável nem leal forjar a presença só porque sim.
Obrigada pela companhia.
Até já.

5 comentários:

Pés de Bailarina disse...

belo texto :) parece que brincas com as palavras como se fossem plasticina. Ora puxa para aqui, ora puxa para ali, e, no final, com as palavras todas moldadas surgem belas frases e, consequentemente, um belo texto! ;)


pes-de-bailarina.blogspot.com

mariana costa veludo disse...

Parabéns pelo texto :D

menina lamparina disse...

Obrigada, Pés de Bailarina. Essa comparação é muito gira. Mesmo.

Obrigada, Mariana - ainda bem que gostaste*

Vou passando por cá e por aí também ;)

Lia disse...

Parabéns à menina lamparina... e à menina que mantém a lamparina acesa, contra ventos e marés, sempre. Adoro-te pah!!! Boas férias! Beijinhos fofinhos

menina lamparina disse...

Ohhh fofinha*
Obrigada, Lia, também te adoro! E tenho saudades, pah!
Beijinho*