segunda-feira, 25 de julho de 2011

Winehouse

Amy
"- Mana, a Amy morreu!", disse ela do outro lado do telemóvel.
Não quis acreditar - já não era a primeira vez que a falsa notícia me chegava aos ouvidos. Abri o portátil e confirmei a notícia imediatamente.
Irónico, fez jus ao nome e ao tema que a colocou nas bocas do mundo.
Deixou-me as letras das músicas que canto em coro com a voz forte e marcante que já descreveu episódios que vivi. Deixou-me o quente revivalismo fresco de décadas antigas.
Não a pude ver ao vivo e fico mesmo triste por saber que isso não poderá acontecer.
Sim, eu sei que os atentados também são notícia. Mas essas mortes anónimas merecem apenas o meu pesar silencioso, a minha compaixão para com as famílias e a revolta calada de quem se sabe impotente perante a loucura alheia.
A Amy era o meu despertador, a companhia sempre presente no iPod e as cantorias solitárias ao volante.
Se era previsível? Claro que sim. Mas também era evitável. E eu não acredito em casos perdidos. Talvez seja ingénua, mas tinha esperança que desse a volta por cima.
Tenho pena que o legado não seja maior e que os anos de vida tenham sido apenas 27.

2 comentários:

marlene disse...

Este "tipo" de mortes Ana, só são evitáveis quando as pessoas (doentes) não querem...há quem lute e há quem desista...
Infelizmente, a realidade é esta...não se pode salvar quem não quer ser salvo! Mesmo que a pessoa tenha em seu redor todo e qualquer apoio...a escolha (de viver ou morrer) é sempre dela! BJ

menina lamparina disse...

Eu sei... :( Tenho mesmo pena. Ainda não me habituei à ideia.

Beijinho*