terça-feira, 19 de outubro de 2010

Não consigo postar imagens. Talvez seja melhor, porque para este post, era preciso uma assim pró ordinarote...

No próximo sábado vou a Coimbra para o Rasganço de uma das minhas melhores amigas. Foi também com ela que vivi durante os meus tempos de estudante-não-trabalhadora. Vai ser um instante pintalgado de nostalgia, foram muitos passos dados naquelas ruas, foram muitos risos, foram muitas lágrimas. Com o ipod a embrulhar-me os momentos, andava pela alta enquanto me deixava morder por dentro com todas aquelas angústias que já não sinto. Olhava para a direita e estava lá a frase que nunca vou esquecer, pura poesia urbana: “Gepetto, faz para mim essa mulher”. Seguia em frente, os passos tão enérgicos como a ausência de vontade de prosseguir. Não há manhãs mais bonitas que em Coimbra. Não há noites tão pesadas no sentir como ali. Tudo o que se aprende, tudo o que se passa a ver com olhos que não condenam, tudo o que nos baixa as muralhas, aproxima-nos de cada ruela estreita, de cada capa negra, de cada choro que sai das cordas das guitarras. São os fados, os gritos alcoólicos estrada fora, o toque da Cabra. O medo das pautas, a sede do convívio, o amor pela praxe e pela Academia. Não me venham com tretas - ninguém que não o tenha vivido consegue compreender. O Espírito Académico existe mesmo só naquela cidade. O resto são cópias, algumas mais semelhantes que outras. Voltar a Coimbra para rasgar o traje de quem caminhou ao meu lado nessa aventura é quase uma dor. E uma grande alegria, também. É o fecho de um momento, um dos mais intensos que alguma vez vivemos. Já não somos crianças, crescemos, já passou. Não voltaria atrás, ainda que pudesse; gosto muito desta nova fase. Gosto mais de mim agora. Gosto mais do que se passa cá dentro. Mas vou voltar ao local onde já me senti em casa e não é para ir ao shopping. É para cumprir um propósito, como que um destino. É a morte de um traje.

Agora riam-se de mim: com a minha amiga, muitas outras rasgarão. Todas com as camisas feitas em fanicos e de lingerie à mostra. E eu só me apercebi disso hoje. Sabem quem vai comigo (entre outras pessoas)? O meu namorado. Porque foi através dela que o conheci, curiosidade gira. É o segundo amigo dela com quem namoro. E o último, espero. Ora o problema é que não sei se acho muita graça à ideia de o ter o dia inteiro a olhar para outros corpos femininos. Soutiens à mostra e tal, e ele ali a ver. Ai o caraças… Humpf.

3 comentários:

João Gante disse...

Não há problema, amor. Eu bebo uns copos para me distrair da lingerie ao redor.

Em princípio funciona, não?

Nota: Este post tem um 11 na escala de Brincadeira de Ris-ter.

Pedro Francisco disse...

Tem cuidado Gante ainda ficas com a cara com um 11 na escada de Marcadi xD

menina lamparina disse...

ahahahahah xD