quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É quase uma solidão

Sarah Jessica Parker
A rede de conhecimentos aumenta e o círculo de amigos torna-se cada vez mais pequeno, cada vez mais reservado, cada vez mais fechado. Não interessa se o número de pessoas com quem falamos é maior, se temos mais conversas, sobre mais assuntos. Os amigos são mesmo só aqueles que sempre foram. E o acesso à intimidade é restrito. É quase uma solidão, ou a aceitação dela. Talvez tenha sido sempre assim e só agora me tenha apercebido. Sempre me dei com muitos, ainda que me desse a poucos.
Entretida nos afazeres quotidianos, a maioria nem se apercebe de como está só. Há sempre a televisão, quando nos contactos do telemóvel não há ninguém disponível para um desabafo, para um café, para um abraço. E então vive-se no plano do parecer, que parecer feliz aos olhos dos outros é melhor que ser sem que ninguém se aperceba disso.

2 comentários:

Imperatriz Sissi disse...

Ma cher, é como tudo hoje em dia. Na actualidade, os íntimos são como as roupas. Temos acesso a uma grande abundância, mas as pessoas de gosto sabem que por isso mesmo, têm de ser muito mais criteriosas e atentas aos pormenores que realmente fazem a diferença...

menina lamparina disse...

É exactamente isso. E embora tenha plena consciência dessa realidade, parece que nunca me habituo... Beijinho*