sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Adda

Adda e Menina Lamparina
Já vos falei dela por cá. Da última vez, mencionei-a neste desafio e a Ana sugeriu-me que postasse fotos dos meus bichinhos. Hoje é o dia da Adda.
Chegou cá a casa num cestinho de verga, pela mão de um amigo cuja cadela tinha tido uma ninhada. Estávamos na Páscoa de 2003 e ela era só uma bolinha de pêlo negro, com umas patas enormes e uns olhos ao melhor estilo Gato das Botas. Trazia no B.I. o nome da mãe, do pai, dos avós e dos bisavós. O nome é fruto da linhagem, que nestas coisas do pedigree há regras. Os nomes dos irmãos da Adda também começam todos pela primeira letra do alfabeto. E como já estava assim registada, assim ficou. Adda, Addinha, Addícola, Aidinha. É a nossa cadela. Tem o melhor feitio do planeta e acho que o seu único defeito é mesmo o facto de não gostar da ideia de ter bebés. Não é dada a namoros e eu morro de pena de ainda não ter tido o privilégio de a ver com um barrigão enorme. Quando era novinha, era tão irrequieta que chegava a ser irritante. Saltava, corria por todo o lado. Agora, não. Agora senta-se sossegada na varanda, apreciando a vista. Ladra a quem passa e deita-se de patas cruzadas com um porte altivo e sério, ao nosso lado, na sala ou na cozinha. Sempre que chego a casa, sinto-me um elemento dos Beatles. Ela fica eufórica, como quando era piquiti. Sempre que saio de casa, fico com o coração apertado, sinto que estou a abandoná-la. Fica a olhar para o carro a descer a rua com um ar tão tristinho que nem apetece sair de casa, sabem?
A Adda é uma Retriever do Labrador mas parece um porco. Come tudo. E muito. Até uma cebola inteira já devorou. E um queijo. No fundo, só não gostou de tomate... e adorou Coca-Cola! Certo dia, decidi enganá-la e dar-lhe uma pastilha elástica. Mastigou, mastigou, mastigou e deitou fora. Acho que percebeu. É mesmo inteligente: abre portões, faz truques e tem uma sensibilidade assustadora. Sempre que estou triste, ela sente. Muda radicalmente: olha-me fixamente, pousa a pata em cima da minha perna e encosta o focinho no meu peito, no meu ombro... só pára quando a afasto porque não me apetece levar com as lambidelas. Além de linda, é uma companheira e tanto. E eu amo-a.





Nota: como poderão constatar, é muito difícil tirar-lhe fotos, simplesmente porque ela não fica sossegada quando vê uma máquina fotográfica. Acho que não gosta do flash! Com alguma qualidade, só à distância.

6 comentários:

Palco do tempo disse...

tão linda :)

*C*inderela disse...

Essa de comer uma cebola inteira, bhaannc, como ela conseguiu?! LOL.
É gira e sem dúvida que são uma óptima companhia.

Bjokas

Filipa disse...

É linda linda linda!
Acho que eles percebem sempre quando estamos tristes/doentes para tomarem conta de nós.
Beijinho
Filipa
www.welc-home.blogspot.pt

Tamborim Zim disse...

Linda e uma daminha! De facto, a senciência animal tem tudo a ensinar-nos. Beijinhos p ti e p a Adda:) Ah...tb estou de férias ihihihih

Pedro Barros disse...

Ora... Se ela não é dada a namoros, é porque ainda não conhece o meu Negrão! :D
Um verdadeira galanteador.. ;)

Ana FVP disse...

LIIIIIIIINDA!!!!!