sexta-feira, 16 de março de 2012

A história da carteira. A que entrega cartas.

Victoria Beckham
Há duas pessoas que trazem o correio cá a casa: um senhor e uma senhora. Ele é carteiro. E ela? Carteira? Seja.
Então não é que a carteira God, isto soa-me mesmo mal decidiu advertir a senhora que trabalha cá em casa (a Dona Irene, que me acorda com aquele jeitinho que só ela sabe) relativamente à Adda?
- Ai que eu tenho medo de cães, que já fui mordida, que a deviam ter presa, que deviam mudar a caixa do correio para outro sítio...
Olha-me ca ganda lata! A ideia de ter um cão solto no jardim, dentro dos limites que vedam a minha propriedade, também passa por aí: meter medo a quem não é da casa. Quero lá saber que ela tenha medo, olha-méeesta! E se ela se preocupasse em fazer o seu trabalhinho, distribuir as cartinhas todas sem se enganar nas moradas, em vez de meter o nariz na vida alheia?
Vou explicar-vos: eu levo a mal quando se metem na minha vida e na da minha cadela. Mais ou menos como quando uma mãe se irrita com quem manda vir com a sua cria. Eu é que posso ralhar com ela.
Só para terem uma ideia, há algum tempo fui levar o lixo how glam is that? e levei a Adda comigo. Ela é uma labrador preta, sossegada e animada comme il faut. Anda sempre juntinho das minhas pernas. Não a gabo por ser minha, ela é mesmo bem-educadinha e afável. Tica-tica, lá fomos as duas. Uns quinze metros até ao spot e voltar para trás. Não chega a ser um passeio. Com o bom tempo, há imensas pessoas que decidem fazer caminhadas aqui pela minha zona e claro que a Adda decidiu ir dizer "olá" a um grupo (dizer "olá" significa rondá-los à espera de atenção) e assim que ela se dirigiu às pessoas, comecei a chamá-la. Ela voltou imediatamente para pertinho de mim. Sei que nem toda a gente acha graça a animais embora não o compreenda e como ela é grande, preta e tem uns dentes assustadoramente grandes e brancos, há quem se intimide... por isso nunca a deixo interagir com estranhos nem incomodar quem passa por nós. Detesto ver cães soltos nas praias, por exemplo. Já perceberam que há aqui bom senso, certo? Bom, a questão é que ainda a Addinha não tinha tido tempo de perceber que tinha feito mal em aproximar-se do grupo, quando uma fulana começa a gritar que "os cães deviam ter um açaime, onde é que já se viu?". Enchi-me de raiva e gritei-lhe que "há imensa gente que devia andar de mordaça e trela"... Acho que ainda posso ter sacado de um "estúpida" depois de a ouvir dizer "ainda por cima, é o cão do veterinário!". Ainda hoje ela olha para mim com cara de má, quando nos cruzamos numa pastelaria que frequento. E eu retribuo com um sorrisinho parvo. Secretamente, mando-a à merda.

6 comentários:

mariana costa veludo disse...

Clap-clap porque estiveste brilhante ! Há gente parva, há gentinha songa-monga mesmo e no que animais agarrem-me porque odeio gente q tem a mania de q eles são os maus e "nós" - seres humanos - cá os bons da fita !Grr.. q tal um açaime para essa senhora ? :P

Beadelicious disse...

ahah! Como te compreendoooo... Se pudesse punha um ançaime a tanta gente.... Detesto pessoas idiotas e ignorantes. Também já tive um episódio com a minha "cria", sim porque lá está, eu posso dar bitaites sobre o meu animal de estimação, pois sou a dona, agora ouvir comentários ignorantes de pessoas mal formadas, tira-me do sério... Enfim, continuando, um episódio daqueles...
Ora bem, o meu bichinho, não é grande e "intimidadante" como o teu, é aquilo que eu carinhosamente chamo de "a mh bola de pêlo" ou "rodinhas baixas". Entenda-se é pequenino, raça anã mesmo, e todo branco como a neve. Portante só pelo tamanho não é muito intimidante.. junta-se a isto o facto de... pois bem, ele tem mais medo de desconhecidos do que é possivel imaginar.. Pois digamos que "dentro do seu portão" é uma "fera".. Mas quando alguém desconhecido invade a sua zona de conforto, agacha-se (sim, e é mesmo esta a expressão) debaixo de uma mesa de jardim... - Isto só para dar a contextualização...=P

Pois bem, a minha "fera", sofre desde os 3 anos de idade de epilepsia. Nas primeiras vezes apanhei sustos de "morte", nunca tinha visto um cão a ter um ataque... Tanto que das primeiras vezes até foi diagnosticado como um acidente vascular...
Felizmente e depois de ele ter de passar, infelizmente, por mais alguns ataques percebeu-se que sofria de epilepsia, tomando agora todos os dias, medicação. Felizmente há anos que não tem um ataque. Mas ainda numa das últimas vezes que aconteceu, o meu adorável vizinho, sai-se com a pérola "deviam era mandar abatê-lo! Esse cão é um perigo!"... Ao que eu tive de gritar a plenos pulmões, ou se calhar foi mais rosnar, "pois porque também se mandam abater as pessoas só porque tem epilepsia...ou quiçá por serem ignorantes.."
E secretamente também pensei em algo bem pior =P**

Maria disse...

eu sou daquelas que tenha o cão que tamanho tiver, morro de medo!! prefiro ir dar uma volta 10 vezes maior do que ter de passar por um cão (que n esteja com o dono, claro) lol

bjo*

http://makeupblah.blogspot.com/

Palco do tempo disse...

Bom fim de semana :)

Ao Virar da Esquina disse...

Só espero que essa senhora não tenha nenhum cão! Pobre bicho com uma dona assim...

menina lamparina disse...

Obrigada, mariana! :) Ainda achei que podia ter sido um bocadinho malcriadona... eheheheh xD :)*

Beadelicious, deparo-me com gente assim desde sempre. O meu pai é veterinário e tanto apanho pessoas que tratam os animais como gente (com direito a perfume e tudo), como algumas como a que descreves. Alguém disse que o nível evolutivo de uma sociedade se poderia avaliar pela forma como se tratam os animais. Não poderia concordar mais... beijinho e uma festinha na tua bola de pêlo! :)*

Compreendo isso perfeitamente, Maria. O medo de animais não faz com que as pessoas estupidifiquem! Os donos têm mais é que respeitar e fazer com que o seu animal não incomode ninguém! :)*

Espero que o teu tenha sido, Palco!! :)*

Não deve ter, Su. Talvez um periquito!! :D :)*

Beijinhos*