quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ele e eu, eu e ele...

Marilyn and Arthur Miller
Ele é mais que meu namorado, mais que meu noivo e mais que futuro marido (ainda estranho esta parte). Ele é meu amigo, um suporte precioso, um confidente, companheiro e cúmplice. É por sermos tão amigos que não nos cansamos da companhia um do outro. Não somos um daqueles casais-cola-secantes-que-não-vivem-um-segundo-sem-o-outro-e-andam-sempre-nos-meles, mas apreciamos mesmo a partilha que é natural na nossa relação. Claro que não abdico dos meus momentos sozinha ou com as outras pessoas importantes com quem também preciso de estar isoladamente. O que quero mesmo dizer é que por nos divertirmos tanto juntos, não nos importamos de integrar o outro em actividades pessoais. Por exemplo, se por um lado, o convenço a ir passar um fim-de-semana de gajos com os amigos, por outro, ele inclui-me nos seus másculos programas e eu ofereço-me para lhes fazer o jantar quando se reúnem. Gostamos de sair juntos, mas não há ciúmes se me apetecer uma girls night com as minhas melhores amigas. Não percebo porque isto faz tanta confusão a algumas pessoas. Não seria mais estranho se não gostássemos de aproveitar a companhia um do outro? Somos amigos e os amigos adoram estar juntos. Em tempos, tive um namorado que me telefonava uma vez por semana e eu batia palmas de felicidade. É que durante a semana, não me podia ver porque trabalhava e ao fim-de-semana, tinha que estar com os amigos. Chegou a propor-me que nos encontrássemos aos domingos de manhã para tomar o pequeno-almoço! Nessa altura, ninguém estranhava a minha não-relação. Parece que não é bom vermos os outros felizes, não é?

2 comentários:

João Gante disse...

Não sei, olha que eu adoro ver-te feliz, Amor.

E este texto, também adoro este texto. =)

menina lamparina disse...

E eu adoro-te a ti. Adoro que esteja a escrever toda torta, com a tua cabeça sobre o meu ombro, para não te acordar.

Obrigada por estares aqui. :*