terça-feira, 22 de março de 2011

Feia como tu.

Pobre como tu. Preta como tu. Abandonada como tu. Carente como tu. À espera da concretização da esperança, à espera de tecto, à espera de colo. Desmanchei-me, não consegui evitar chorar em frente a tantos desconhecidos. Descontrolei-me, solucei até que o make up desaparecesse do meu rosto. Pelo sim, pelo não, tirei-lhe uma fotografia, não fosse a minha vontade manter-se. Mas não, não posso ter comigo outra igual a ti, Blair. A mesma cor, o mesmo corpo, os mesmos olhos e outro comportamento. Seria doentio. Esperaria dela todo e qualquer hábito teu. Cada capricho teu. Ainda não estou pronta e não sei se algum dia vou estar.

2 comentários:

Imperatriz Sissi disse...

I know the feeling. O Fofinho não aparece, não faço senão choramingar e lamentar e estou incapaz de arranjar outro persa por agora, embora reconheça que talvez ajudasse a distrair-me desta dor de alma. Ia estar sempre a compará-lo com o Farinelli, o que não seria justo para o gatinho nem para mim...

menina lamparina disse...

A pessoas nestas situações, sempre aconselhei a mesma coisa: que encontrassem outro amigo de quatro patas.
Não para substituir, mas para não deixar de dar sem pedir nada em troca. Para receber de quem dá desinteressadamente. Para voltar a rir com as gracinhas novas, sem esquecer os momentos proporcionados pelo anterior.

É como com os namorados: não se substituem, mas é preciso um novo amor para curar um antigo...

Pela primeira vez, não consigo aplicar à minha vida um conselho que dou frequentemente.

Há-de chegar o momento certo.

E espero mesmo que o teu gato se decida a parar um bocado em casa. Já chega de passeata.