quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
explode
Sabem aquela sensação de ter cá dentro uma alma com tantos anos como os que o Mundo tem, de sentir tudo o que existe condensado cá dentro e querer gritar?
Dizem que é isso, estar vivo. Que ser poeta é ser mais alto. Que a vida começa fora da nossa zona de conforto. Que os sonhos se podem realizar. Que é possível criar o nosso emprego de sonho.
Fico com o coração quente, a querer rebentar e sair do peito, quando penso na hipótese de fazer o que mais amo. E cheia de receios, também. Mas a vontade é maior e os corajosos não se encolhem, enfrentam o medo. Avançam. Atiram-se. Voam.
Dizem que é isso, estar vivo. Que ser poeta é ser mais alto. Que a vida começa fora da nossa zona de conforto. Que os sonhos se podem realizar. Que é possível criar o nosso emprego de sonho.
Fico com o coração quente, a querer rebentar e sair do peito, quando penso na hipótese de fazer o que mais amo. E cheia de receios, também. Mas a vontade é maior e os corajosos não se encolhem, enfrentam o medo. Avançam. Atiram-se. Voam.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Reencontrei.
Depois de dias de tortura, em que uma música que ouvia diariamente desapareceu do meu alcance, voltei a encontrá-la. Não era Florence nem Rhye... era, claro está, Disclosure. Agora sim, posso seguir a minha vida em paz.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Só pode ser cansaço.
Passar o dia a tentar lembrar-me do nome daquela música cujo nome estou farta de saber.
Passar o dia a tentar lembrar-me de um excerto da letra daquela música cuja letra sei de cor.
Passar o dia a tentar lembrar-me de quem canta aquela música que faz parte da minha vida há séculos.
Passar o dia a tentar lembrar-me de alguma coisa do refrão daquela música que adoro e ouço repetidamente e só me lembrar de «uuuuuuuuhh».
Passar o dia, mesmo assim, a tentar encontrá-la no Google, no YouTube e em todas as apps que saquei, sem sucesso.
Ninguém merece.
Eu não mereço(*).
(*)Não consigo dizer isto sem me lembrar daquilo.
Passar o dia a tentar lembrar-me de um excerto da letra daquela música cuja letra sei de cor.
Passar o dia a tentar lembrar-me de quem canta aquela música que faz parte da minha vida há séculos.
Passar o dia a tentar lembrar-me de alguma coisa do refrão daquela música que adoro e ouço repetidamente e só me lembrar de «uuuuuuuuhh».
Passar o dia, mesmo assim, a tentar encontrá-la no Google, no YouTube e em todas as apps que saquei, sem sucesso.
Ninguém merece.
Eu não mereço(*).
(*)Não consigo dizer isto sem me lembrar daquilo.
Que maçada.
Não tenho pachorra para gente deslumbrada. Há quem diga que se procurarmos snob no dicionário, é dado o meu nome como sinónimo. Eu acho que me identifico mais com o termo blasé, porque ao snob associo um complexo de superioridade que não faz parte de mim... enquanto que a indiferença por tudo o que possa ser novidade, impressionante ou chocante transborda naturalmente e mal consigo disfarçá-la - só para agradar o interlocutor, como já o disse.
Até por uma questão de educação, só me parece aceitável deixar essa atitude de lado e ceder ao estado boquiaberto se, por exemplo:
1. ganhar o Euromilhões,
2. a Renée Zellweger mudar de cara,
3. nos cruzarmos na rua com o Lenny Kravitz e ele simpatizar tanto connosco que nos faz um convite para jantar,
4. um tio que não conhecia tiver morrido e deixado uma herança absurda só para mim,
5. encontrar uns Louboutin do seu tamanho perdidos e abandonados perto de casa,
6. sobreviver a um acidente trágico,
7. descobrirem a cura para o cancro,
8. arranjarem forma de comermos tudo o que quisermos sem engordar,
9. a ZARA decidir vender tudo a cinco euros,
10. de um momento para o outro, tudo o que desejamos se concretiza.
Sou assim, nada me admira, tudo me desinteressa e entedia, a maior parte das coisas que impressiona o mundo aborrece-me, mas acho menos desagradável esta discrição que a excitação constante a propósito de nadas. E pior, irrita-me quando me deparo com pessoas deslumbradas, que parecem não perceber que nobody cares e espalham por aí todos os seus mínimos feitos, entupindo os ouvidos de toda a gente com seu curriculozinho, num acto de auto-propaganda constante.
Pronto, disse.
Até por uma questão de educação, só me parece aceitável deixar essa atitude de lado e ceder ao estado boquiaberto se, por exemplo:
1. ganhar o Euromilhões,
2. a Renée Zellweger mudar de cara,
3. nos cruzarmos na rua com o Lenny Kravitz e ele simpatizar tanto connosco que nos faz um convite para jantar,
4. um tio que não conhecia tiver morrido e deixado uma herança absurda só para mim,
5. encontrar uns Louboutin do seu tamanho perdidos e abandonados perto de casa,
6. sobreviver a um acidente trágico,
7. descobrirem a cura para o cancro,
8. arranjarem forma de comermos tudo o que quisermos sem engordar,
9. a ZARA decidir vender tudo a cinco euros,
10. de um momento para o outro, tudo o que desejamos se concretiza.
Sou assim, nada me admira, tudo me desinteressa e entedia, a maior parte das coisas que impressiona o mundo aborrece-me, mas acho menos desagradável esta discrição que a excitação constante a propósito de nadas. E pior, irrita-me quando me deparo com pessoas deslumbradas, que parecem não perceber que nobody cares e espalham por aí todos os seus mínimos feitos, entupindo os ouvidos de toda a gente com seu curriculozinho, num acto de auto-propaganda constante.
Pronto, disse.
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| Lauren Conrad |
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Ai que canseira!
Posso ir ali ao futuro ver qual é o fim de cada caminho?
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Estou chocada. A sério, Bridget?
Só me apetece dizer que não percebo. Isto não é a mesma pessoa. Mataram a Bridget Jones e agora querem-nos fazer acreditar que essas duas da foto aí em baixo são a mesma pessoa?
Não páram de chover notícias sobre o assunto. Acho que a maioria das pessoas não compreende, tal como eu, o que lhe deu para mudar de cara.
As pessoas podem e devem, se tiverem oportunidade para isso, de trabalhar no sentido de se mostrarem ao mundo no seu melhor, para se sentirem bem consigo mesmas e bla bla bla... mas isto não são uns retoques, pá. Isto é negar o que se é!
Oscar.
Tomava o pequeno-almoço quando soube. Há pessoas que não conhecemos pessoalmente, que nunca pudemos dizer-lhes como apreciamos o seu trabalho e que quando se vão embora, nos fazem sentir que o planeta ficou mais pobre. Foi assim quando me desfiz em lágrimas, ainda miúda, ao saber que já não poderia ver e ouvir Frank Sinatra ao vivo. Foi assim hoje.
Saí do carro para percorrer a pé uma curta distância até ao trabalho e a frase não me saía da cabeça. Andar como se tivesse três homens atrás de mim requer tanta elegância como confiança. Olhei para trás e ocorreu-me que nesta cidade, poucos terão sabido da sua morte. A maioria fala do homicídio que marca a semana, em Soure, mas não imagina que morreu o mestre da elegância.
Há pelo menos uma pessoa aqui que fantasiava com as suas criações. Oscar de la Renta fazia parte de uma das minhas fantasias de menina: estaria presente no meu pedido de casamento. Estaria em New York com esse príncipe com quem protagonizaria o conto de fadas que seria a minha vida. Ele deixaria um bilhete em cima da cama do hotel, por cima de uma caixa, que diria apenas «Veste-o e desce». Na tal caixa, as letras com a assinatura do criador deixar-me-iam de lágrimas nos olhos. O vestido seria vermelho, estruturado e muito volumoso na base. Já envolta em alta costura, desceria até à recepção, onde me encaminhariam para o carro que me levaria até à entrada de um qualquer arranha-céus. Subiria até ao último andar e no terraço, uma orquestra tocava «Fly me to the moon». Ele aparecia, no seu smoking de corte impecável, dançávamos e no fim, ajoelhar-se-ia para me pedir em casamento. Um dos momentos mais felizes da minha vida [fica a dica para o Mr. Perfect out there, quando for pedida em casamento pela segunda e última vez, agradeço que tenha isto em conta] ficaria para todo o sempre associado a Oscar de la Renta.
Oscar de la Renta morreu, mas a obra permanece.
Deve ser boa a sensação de morrer sabendo que deixámos por cá a nossa marca e que trabalhámos o suficiente para poder dispensar apresentações...


Saí do carro para percorrer a pé uma curta distância até ao trabalho e a frase não me saía da cabeça. Andar como se tivesse três homens atrás de mim requer tanta elegância como confiança. Olhei para trás e ocorreu-me que nesta cidade, poucos terão sabido da sua morte. A maioria fala do homicídio que marca a semana, em Soure, mas não imagina que morreu o mestre da elegância.
Há pelo menos uma pessoa aqui que fantasiava com as suas criações. Oscar de la Renta fazia parte de uma das minhas fantasias de menina: estaria presente no meu pedido de casamento. Estaria em New York com esse príncipe com quem protagonizaria o conto de fadas que seria a minha vida. Ele deixaria um bilhete em cima da cama do hotel, por cima de uma caixa, que diria apenas «Veste-o e desce». Na tal caixa, as letras com a assinatura do criador deixar-me-iam de lágrimas nos olhos. O vestido seria vermelho, estruturado e muito volumoso na base. Já envolta em alta costura, desceria até à recepção, onde me encaminhariam para o carro que me levaria até à entrada de um qualquer arranha-céus. Subiria até ao último andar e no terraço, uma orquestra tocava «Fly me to the moon». Ele aparecia, no seu smoking de corte impecável, dançávamos e no fim, ajoelhar-se-ia para me pedir em casamento. Um dos momentos mais felizes da minha vida [fica a dica para o Mr. Perfect out there, quando for pedida em casamento pela segunda e última vez, agradeço que tenha isto em conta] ficaria para todo o sempre associado a Oscar de la Renta.
Oscar de la Renta morreu, mas a obra permanece.
Deve ser boa a sensação de morrer sabendo que deixámos por cá a nossa marca e que trabalhámos o suficiente para poder dispensar apresentações...


segunda-feira, 20 de outubro de 2014
dietas and stuff
Não sou nutricionista nem tenho intenções de me tornar numa especialista na matéria, mas a verdade é que desde aquele momento que sou abordada por montes de gente para dar dicas sobre dietas, perda de peso e assuntos do género. Só por causa das coisas, fica aqui o link para um post alusivo ao tema que pode dar jeito. Só naquela.
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| Kate Hudson |
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Já não é notícia, mas isto também não é um jornal e eu falo dos assuntos quando me apetece.
Se não estivesse perante os meus olhos uma miúda um ano mais nova que a minha irmã, talvez isto não fizesse impressão nenhuma. Contudo, tenho a dizer que a Kylie - que deixou de ser Jenner para passar a ser Kardashian - está giríssima.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
l á b i o s
Nunca gostei de batons. Sempre usei nudes, rosinhas, tudo discreto, já que tenho uns lábios suficientemente chamativos e no que diz respeito a maquilhagem, prefiro carregar nos olhos. Nunca quis usar cores marcantes nos lábios, apesar de adorar vê-las nas outras pessoas. Agora que uso aparelho nos dentes, ando ansiosa para tirar esta porcaria de uma vez por todas e desforrar-me.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
rendi-me?
Sou muito esquisitinha com bebidas alcoólicas. Sou feliz com uma garrafa de espumante (Asti) na mão. Gosto de Martini Bianco e de Moscatel (Favaios), alinho em vinho verde e rosé... e poderia dizer que só falta falar nos mojitos e nas morangoskas. Acho que não gosto de mais nada, o que não significa que não beba tequila, claro está. Acho que tenho um paladar pouco adulto, porque não suporto o sabor amargo de bebidas que toda a gente consome com a maior das naturalidades. Nada de whisky. Nada de gin.
Até à semana passada.
Descobri que o meu problema com o gin era apenas a água tónica. Se o gin tónico for feito com Schweppes, fica intragável, mas se a água for Fever-Tree, tolero. Melhor ainda se em vez da água tónica, o gin se misturar com Ginger Ale.
Irritam-me as modas - o simples facto de se dizer que determinada coisa está na moda, soa-me a depreciativo e remove qualquer vestígio de interesse da minha parte - e esta do gin, dá-me cabo dos nervos. De um momento para o outro, todo o mortal se tornou expert em gins, sabem as marcas todas e se são aromáticos ou secos, se se misturam com folhas de louro ou com bagas de cocó de mosca... e ainda olham de lado se peço o meu Martini. Que mal tem o meu Martini?
Pronto, agora até arranjei uma maneira de gostar de gin, mas que fique claro que não tem nada a ver com a moda. A muoda. M-U-O-D-A.
Até à semana passada.
Descobri que o meu problema com o gin era apenas a água tónica. Se o gin tónico for feito com Schweppes, fica intragável, mas se a água for Fever-Tree, tolero. Melhor ainda se em vez da água tónica, o gin se misturar com Ginger Ale.
Irritam-me as modas - o simples facto de se dizer que determinada coisa está na moda, soa-me a depreciativo e remove qualquer vestígio de interesse da minha parte - e esta do gin, dá-me cabo dos nervos. De um momento para o outro, todo o mortal se tornou expert em gins, sabem as marcas todas e se são aromáticos ou secos, se se misturam com folhas de louro ou com bagas de cocó de mosca... e ainda olham de lado se peço o meu Martini. Que mal tem o meu Martini?
Pronto, agora até arranjei uma maneira de gostar de gin, mas que fique claro que não tem nada a ver com a moda. A muoda. M-U-O-D-A.
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| Anderson Cooper |
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
ingratidão
dói tanto ser amiga, dar tudo, ouvir, ser confidente, estar lá, abraçar, consolar, dar a mão e de um momento para o outro ser ignorada.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
um post totalmente random
Tenho uma amiga que é uma bombshell. Um mulherão. Daquelas em que é impossível não reparar quando entra num lugar. Ela sabe disso e até faz uso de tudo o que a torna vistosa: tem um cabelão negro, uns olhos lindos, uma boca grande, um rosto muito característico, forte e marcante. É alta, matulona, enfim, toda ela uma visão. E apesar de ser uma miúda, já se apercebeu da sua presença e do impacto que isso tem nos outros, pelo que em conversa, chegou a dizer-me que pessoas como ela não são constantemente abordadas pelo sexo oposto, ao contrário do que seria óbvio. As mulheres poderosas [ não consigo usar esta palavra sem me lembrar disto ] intimidam. Normalmente, despertam falta de confiança em quem gostaria de meter conversa, por receio de levar uma tampa, por medo de que ela seja areia demais para o seu camião ou simplesmente porque alcançam, perante o olhar alheio, um estatuto de superioridade que as torna inatingíveis. Segundo ela, é mais comum que uma mulher mais apagada, menos bonita e que nem tenha pinta nenhuma seja abordada mais frequentemente, porque há muito mais homens pouco confiantes que tentam a sua sorte com alguém que não cause receios.
Isto fez-me pensar, porque realmente - e isto vai soar muita mal, perdoem-me - vejo mais gajas pouco inteligentes, que não conseguem manter uma conversa minimamente interessante, muitas delas mal feitas, a maioria sem noções nenhumas do que é vestir-se decentemente ou de como se apresentar em público, quase todas sem saber estar, sem educação e completamente invisíveis, com sucesso no amor. Talvez também tenham os padrões menos elevados, claro. Quando a auto-estima está a níveis abaixo de -320, uma pessoa também não se faz esquisita e o que vem à rede é peixe, certo? Pois.
Surpreendentemente, constatei que as mulheres mais fascinantes que conheço são menos bem-sucedidas no amor. As mais educadas, mais bonitas, mais independentes, mais seguras, com mais classe e mais inteligentes são aquelas que demoram horrores até encontrar alguém digno de se tornar no objecto da sua paixão... São as que recebem menos convites para jantar. São as que atravessam anos sem precisar de viver um romance... porque também não estão para aturar qualquer badameco.
Quanto a mim, nem sei onde me posicionar. Acho que sou um case study. A minha vida dava um reality show. E a minha vida amorosa é de tal modo frenética e animada que dá ares de SATC meets Keeping Up With the Kardashians.
Isto fez-me pensar, porque realmente - e isto vai soar muita mal, perdoem-me - vejo mais gajas pouco inteligentes, que não conseguem manter uma conversa minimamente interessante, muitas delas mal feitas, a maioria sem noções nenhumas do que é vestir-se decentemente ou de como se apresentar em público, quase todas sem saber estar, sem educação e completamente invisíveis, com sucesso no amor. Talvez também tenham os padrões menos elevados, claro. Quando a auto-estima está a níveis abaixo de -320, uma pessoa também não se faz esquisita e o que vem à rede é peixe, certo? Pois.
Surpreendentemente, constatei que as mulheres mais fascinantes que conheço são menos bem-sucedidas no amor. As mais educadas, mais bonitas, mais independentes, mais seguras, com mais classe e mais inteligentes são aquelas que demoram horrores até encontrar alguém digno de se tornar no objecto da sua paixão... São as que recebem menos convites para jantar. São as que atravessam anos sem precisar de viver um romance... porque também não estão para aturar qualquer badameco.
Quanto a mim, nem sei onde me posicionar. Acho que sou um case study. A minha vida dava um reality show. E a minha vida amorosa é de tal modo frenética e animada que dá ares de SATC meets Keeping Up With the Kardashians.
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| Kim Kardashian |
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
p r e ç o
Nunca fui materialista, apesar de alguns dos meus interesses serem facilmente confundidos com um certo tipo de futilidade consumista. É o caso de tudo o que se prende com o que deveria estar no meu closet. Gosto de imaginar as horas que um Valentino dos meus sonhos demorou até que pudesse ser vestido - o desenho, o molde, o cortar as peças de tecido, os bordados, os ajustes. Gosto das solas vermelhas do Christian. E da atitude de um Riccardo Tisci numa casa como a Givenchy. Gosto do bom gosto, do belo e do que me faz sentir alguma coisa. Não compreendo porque se afasta a Moda da Arte, como se esta última dissesse apenas respeito a telas, esculturas e instalações. Quando pela primeira vez vi ao vivo um par de Louboutin, comovi-me. De tal forma que nem quis experimentá-los - seria um sacrilégio fazê-lo: «Experimento quando vier comprar». Toquei-lhes, agarrei-os, embevecida. Os acabamentos, o design perfeito, a assinatura do criador. Enfim, quem ama peças usáveis é fútil, quem paga 3 mil euros por uma carteira é inconsciente, mas quem gastar o mesmo valor numa tela para ficar pendurada na parede e se disser amante da cultura, já é dotado de profundidade e erudição.
Considerações à parte, dizia eu que nunca fui materialista. É. Sempre fui de ideais, de querer ser feliz, de perder a cabeça, de viver em liberdade. Para mim, liberdade era sinónimo de fazer uso do livre-arbítrio. Saber o que fazer com o poder de escolha, decidir com consciência - podia ir por ali, mas prefiro seguir por acolá. Poderia ir ganhar dinheiro, mas prefiro ficar com a minha paz interior. Poderia gastar tudo nestas botas, mas prefiro poupar e viajar. Poderia largar o meu amor e ir construir a minha carreira, mas prefiro não sofrer com as saudades. Enfim, sempre fui mais preocupada com a minha paz, com a estabilidade emocional e com o sorriso, que com o dinheiro em si.
Até este ano.
Foi neste 2014 que me apercebi, apesar da minha privilegiada situação financeira neste país insólito e soalheiro, que a liberdade não é nada disso. A liberdade é o saldo da conta bancária. Mais dinheiro corresponde indubitavelmente a mais liberdade. Sem dinheiro, não há comida, não há banho, não há roupa, nem livros nem canetas.
E se já sabia que tudo tinha um preço, não queria acreditar que todos tínhamos um preço. Como as coisas que compramos. Este ano descobri o meu preço. Afinal também posso ser um bem que se comercializa. Tenho um valor que não me é atribuído apenas pela formação académica.
Mesmo a maior parte das pessoas que são bem remuneradas não recebe um ordenado justo. Somos mal pagos e os vencimentos não correspondem a uma vida agradável, servem para uma vida de subsistência. E a verdade é que não vivemos livres, se estivermos sempre a pensar em quanto custa fazer o que se quer, seja um curso, uma necessária compra avultada ou uma viagem. Não somos livres se tivermos um acidente de carro e entrarmos em pânico com o estrago, ainda que ninguém se tenha ferido - é como se a saúde não fosse mais importante que a despesa com o arranjo.
Descobri o meu preço e assumi que também me posso vender. Está a custar despir um ou outro sonho, deixá-lo no armário durante algum tempo, mas «camarão que não corre, a onda leva». É tempo de aceitar que o mundo não é hippie, que o amor não enche o estômago e que a realidade é crua: o dinheiro é mesmo importante. Não compra um romance como os dos filmes, mas compra as garrafas de champagne para nos enfrascarmos em bom. Não compra a felicidade, mas permite-nos ir curar um desgosto para a Croácia. Não compra tudo, mas ajuda a suportar o mau que sem ele, se torna ainda pior.
Quase nos trinta, já não há desculpas.
Considerações à parte, dizia eu que nunca fui materialista. É. Sempre fui de ideais, de querer ser feliz, de perder a cabeça, de viver em liberdade. Para mim, liberdade era sinónimo de fazer uso do livre-arbítrio. Saber o que fazer com o poder de escolha, decidir com consciência - podia ir por ali, mas prefiro seguir por acolá. Poderia ir ganhar dinheiro, mas prefiro ficar com a minha paz interior. Poderia gastar tudo nestas botas, mas prefiro poupar e viajar. Poderia largar o meu amor e ir construir a minha carreira, mas prefiro não sofrer com as saudades. Enfim, sempre fui mais preocupada com a minha paz, com a estabilidade emocional e com o sorriso, que com o dinheiro em si.
Até este ano.
Foi neste 2014 que me apercebi, apesar da minha privilegiada situação financeira neste país insólito e soalheiro, que a liberdade não é nada disso. A liberdade é o saldo da conta bancária. Mais dinheiro corresponde indubitavelmente a mais liberdade. Sem dinheiro, não há comida, não há banho, não há roupa, nem livros nem canetas.
E se já sabia que tudo tinha um preço, não queria acreditar que todos tínhamos um preço. Como as coisas que compramos. Este ano descobri o meu preço. Afinal também posso ser um bem que se comercializa. Tenho um valor que não me é atribuído apenas pela formação académica.
Mesmo a maior parte das pessoas que são bem remuneradas não recebe um ordenado justo. Somos mal pagos e os vencimentos não correspondem a uma vida agradável, servem para uma vida de subsistência. E a verdade é que não vivemos livres, se estivermos sempre a pensar em quanto custa fazer o que se quer, seja um curso, uma necessária compra avultada ou uma viagem. Não somos livres se tivermos um acidente de carro e entrarmos em pânico com o estrago, ainda que ninguém se tenha ferido - é como se a saúde não fosse mais importante que a despesa com o arranjo.
Descobri o meu preço e assumi que também me posso vender. Está a custar despir um ou outro sonho, deixá-lo no armário durante algum tempo, mas «camarão que não corre, a onda leva». É tempo de aceitar que o mundo não é hippie, que o amor não enche o estômago e que a realidade é crua: o dinheiro é mesmo importante. Não compra um romance como os dos filmes, mas compra as garrafas de champagne para nos enfrascarmos em bom. Não compra a felicidade, mas permite-nos ir curar um desgosto para a Croácia. Não compra tudo, mas ajuda a suportar o mau que sem ele, se torna ainda pior.
Quase nos trinta, já não há desculpas.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
E já escurece mais cedo, também.
Hoje descobri que faltam 85 dias para o ano terminar... Como? Desculpe? Ainda ontem foi aquele Natal em que pela primeira vez eu gostei das iguarias da quadra. Não foi há mais de uma semana que fizemos um revelhão à maneira lá em casa... e a viagem a Londres? A Primavera e os seus amores? As dores de Junho, o calor do mês do meu aniversário, Agosto com a mudança de casa e de repente, volto de férias e estamos a três meses de 2015? Mas quem é que pôs isto a andar no speed?
Não estou psicologicamente preparada para sentir que a vida é como areia a escapar-me por entre os dedos. Se isto continua a passar tão depressa, amanhã acordo com 90 anos!
Não estou psicologicamente preparada para sentir que a vida é como areia a escapar-me por entre os dedos. Se isto continua a passar tão depressa, amanhã acordo com 90 anos!
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| Kris Jenner |
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
cansaço
Quando penso que finalmente mudou, reparo que afinal está tudo na mesma. Quando achei que era tempo de ir, resolvi ficar. E sempre que me esqueci, no segundo seguinte voltei a lembrar... Por cada bênção, uma contrariedade. Por cada alto, uma descida lá abaixo. Por cada dia quente de sol, uma noite longa sem luar.
o u t u b r o
Como na maioria dos casos, tudo o que poderia ter sido era tanto e tão maior do que foi, que a saudade parece custar mais a morrer. Podia ter-te amado profundamente, numa entrega sincera como aquela que só vivemos quando nos apaixonamos pela primeira vez. Podia ter tomado conta de ti, ser o abraço que te espera ao final do dia, a companhia nas noites frias e o sorriso num Verão inteiro. Podia ter sido a tua maior loucura, o teu mais bravo acto de coragem e a mais doce canção que te embala. Sou a tua melhor realidade.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
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