segunda-feira, 5 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Bom fim-de-semana!
quinta-feira, 1 de maio de 2014
keeping it simple
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| Josefine Nielsen |
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Interditar o meu espólio
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| Kim Kardashian |
É como se fizessem uso de parte do que sou sem pedir autorização. É como usar uma frase minha sem referir o autor. É como se não me respeitassem, nem à memória do que já foi.
terça-feira, 29 de abril de 2014
«A saudade define a certeza»
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| Kate Moss |
Quando escrevemos, as palavras cumprem-se. Talvez não se cumpram, talvez escrevamos ainda sem saber que estamos, no fundo, a profetizar. Escrevo o que ainda não sei, mas escrevo o que vai acontecer. Escreve-se sozinho, o texto. Escreve-se sozinha, a vida. E eu sigo o caminho, desconfiada do que vai acontecer mas deixando-me atordoar pelos medos e inseguranças a que a condição humana me submete.
Sei como vai correr. Sei que vai ser difícil, que me vou sentir vulnerável mais vezes do que gostaria, sei que me vou sentir frágil e exposta, mas também sei que isso não me vai impedir de fazer o que quero. E sei que os sentimentos, como as plantas, vão crescer, porque é Primavera. Com eles, desabrochará também o entrosamento, como as flores, porque é Primavera. Sei que vai ser tarde demais quando quiser travar isto tudo. Estaremos no auge do Verão. E sei que me vou sentir bem com tanto calor, porque as coisas acontecem quando devem acontecer e as estações do ano seguem-se umas atrás das outras, com ordem, porque tem de ser. Começamos sempre como estranhos, até que o companheirismo nos prende, a amizade nos liberta, as borboletas nos fazem sentir vivos, o riso vicia e o medo nos empurra para o vazio. Damos as mãos e seguimos, já sei como é.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
menina dos meus olhos
terça-feira, 22 de abril de 2014
A novidade do arrependimento
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| Leona Lewis |
segunda-feira, 21 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
«emprenhar pelos ouvidos»
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| Barbara Palvin |
Contudo, sei que depois de tanto ouvir a mesma coisa acerca da mesma pessoa, é como se aquilo se tornasse verdade. Passa-se comigo. Existe uma personagem minha que me transcende e poucos têm acesso à verdadeira Menina. Às vezes incomoda, outras vezes cansa. Há momentos em que me é útil, outros em que me protege e resguarda. Mas não é um retrato fiel daquilo que sou, de todo.
Sabendo de tudo isto, seria normal que eu mesma não emprenhasse pelos ouvidos, mas como água mole em pedra dura, espeto de pau, chego a ceder, ainda que por breves instantes, à pré-concepção que se criou acerca de quem não me deu um único motivo para desconfiar da sua honestidade. Nem sempre é fácil manter a armadura bem colocada em nosso redor, para não permitir que vícios alheios penetrem na nossa conduta.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Sehr kompliziert
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| Eva Longoria |
Ora, se o nome dá tantos problemas - a escrever, mesmo que soletre, como a pronunciar - sugiro que me chamem Ana Tomaz. É que Tomaz até é o meu último nome e o Rendall não é tipo Rita. E só aconteceu enganarem-se uma ou duas vezes (na escrita, Tomat ou Tomar, além da variante comum mas aceitável Tomás). Ou isso ou não levam a mal de cada vez que me desmanchar em gargalhadas na vossa cara. Está dito.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
puxar por ela
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| Twiggy |
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Bom fim-de-semana!
quinta-feira, 10 de abril de 2014
«Segue o teu coração, mas leva o teu cérebro contigo»
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| Sienna Miller |
Mas e se apesar de tudo isso, não existir medo de perder? E se rejeitarmos a dependência e a profundidade do sentir? E se continuarmos frias e distantes, mesmo que manifestemos carinho em determinadas atitudes? Estar apaixonada afinal não é assim uma coisa para lá de arrebatadora? Não devia dar cabo da racionalidade e roubar-nos de dentro do nosso corpo para nos atirar para o meio de um furacão de emoções?
É possível estar apaixonada e continuar a ser um ser inteligente?
quarta-feira, 9 de abril de 2014
das decisões que tomamos
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| Nicole Richie |
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Bom fim-de-semana!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Já viram?
quarta-feira, 2 de abril de 2014
pensamento do dia
O jornalista é um estraga-palavras. Usa-as para contar factos de uma maneira formatada e fria, desprovida de sentimentos e com pouca alma.
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade
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| Jennifer Lopez |
Sem expectativas, sem exigências, só coisas boas. Só o olhar para ele. Vivê-lo enquanto estiver por perto. Deixá-lo entrar, mas com reservas, que isto das relações humanas assusta. Já lho disse, não é nada do que esperava. Temos sempre uma ideia que fazemos acerca dos que conhecemos superficialmente e a que tinha a seu respeito estava longe de ser correcta. Também não é nada do que esperava receber neste momento da sua vida. Não a enche de elogios, não tenta impressioná-la, não a envolve em momentos românticos como aqueles que são vistos nos filmes, antes do beijo que sela a união dos corpos. E ela gosta disso. Gosta do riso, da voz e das pernas dele. E gosta das mãos, do olhar de puto reguila e do pescoço. Sim, do pescoço curto que ele tem. E da barriguinha. Gosta de deitar a cabeça no peito dele e de ser embalada pela respiração profunda com que se deixa adormecer. Gosta de acordar e vê-lo, dar-lhe beijinhos e voltar a adormecer agarrada àquele corpo quente. Gosta de o ver dormir, demasiado bonito na sua serenidade, a mão dela nos pêlos do peito dele. Quando se vem embora, trá-lo dentro de si, ao lado da gratidão por se terem cruzado. Ou por ter sido escolhida por ele. No entanto, por cada bocadinho de si que quer querê-lo, há outros dois que recuam. Só nunca lhe disse porquê. Não é só a incapacidade crónica de depositar confiança. Não é só essa fobia de se apaixonar. Não são só os medos mais primários e tudo o que há de complicado entre os dois. É porque ele desperta nela aquela doce necessidade de agradar e fazer feliz, só pela recompensa de ver um sorriso. O sorriso. Para lá da voz grave e do homem adulto que intimida, por ter um passado tão maior que o seu, é aquele sorriso, aquele ar de puto, aquele olhar que não consegue fixar durante muito tempo. E aquelas festinhas nas costas, aquele abraço apertado, aquele beijo lento. Tudo. O cheiro, a pele, o queixo, as sobrancelhas. Tudo bom.
sexta-feira, 28 de março de 2014
o ponto de equilíbrio
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| Anja Rubik |
Pessoalmente, já me fartei do excesso de atenção e do excesso de desapego. Fartei-me sempre das pessoas, das relações e da convivência. Preciso de me sentir extraordinariamente querida pelo outro, mas não posso ser sufocada. Sou um bocado claustrofóbica, mas não gosto de sentir demasiado espaço entre o fim da minha pele e o início da dele. Quando as flores já não me fazem sorrir com a surpresa, está o caldo entornado. Gosto do inesperado e de muitos mimos, mas não lido bem com colas, tipo:
- Ah e tal, vou sair com as minhas amigas.
- Ah é? Boa! E vamos onde?
Nunca quis deixar de ser a Ana para passar a ser apenas parte integrante de um casal. Gosto de ter vida própria e adoro que a pessoa com quem estou também tenha uma. Paradoxalmente, preciso de sentir que por mais que não nos vejamos todos os dias, a pessoa queria mesmo era ver-me todos os dias. Que por mais que não possamos estar juntos, a pessoa telefona só para ouvir a minha voz e partilhar banalidades. Que depois de não fazermos um programinha juntos durante duas semanas, me convida para jantar.
Não sou eu que me canso depressa. Eles é que não encontram ponto de equilíbrio. Se calhar também é assim com a tal menina de quem me falavam...
quinta-feira, 27 de março de 2014
Aqueles elogios que nos aquecem o coração.
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| Olsen Twins |
quarta-feira, 26 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Non sense
Don't mess with my judgement.
Não foi há muito tempo que me perguntaram duas vezes no mesmo dia quão difícil era ser jornalista num meio pequeno. Tem o seu quê de complicado, respondo sempre. Mas há dias em que complicado é um eufemismo.
Ser jornalista numa terra do tamanho de uma ervilha com habitantes que se acham do tamanho do Golias é mais que complicado. Ser jornalista na imprensa regional e neste concelho em particular torna-se um desafio diário porque nos dão mais importância do que aquela que na realidade temos. Acham-nos mais importantes do que realmente somos. Fazem jogos de bastidores para clamar por uma atenção que não tiveram. Tentam acusar-nos do que não tem nada a ver connosco.
Sempre tive uma tendência política, sempre apoiei uma determinada ideologia. É sabido. É público. É verdade. Nunca o escondi. Fui jotinha e gostei. Sou mais chegada à direita, e então? A social-democracia diz-me mais, so what? Esse facto nunca fez com que não me desse bem com pessoas de outras facções. Sou afilhada de uma comunista, tenho pais convictos - cada um para seu lado - mas que nunca se filiaram num partido e que votam sempre em consciência, tenho grandes amigos de esquerda e grandes amigos de direita. As diferenças ideológicas não chegam para que discrimine. Sou assim. Estranha.
Outra coisa estranha em mim é esta mania de separar a minha vida profissional da pessoal. Há quem viva para o trabalho, quem seja escravo da profissão. Feliz ou infelizmente, sou dessas que tem uma vida própria, com problemas (demasiados), preocupações, dramas, dores, alegrias (imensas), pessoas de quem cuidar, casa para arrumar, refeições para preparar, unhas para pintar. Sou assim, uma miúda ocupada que não deixa de viver por causa do emprego que adora. Chamo-lhe equilíbrio. Gosto disso.
Esta necessidade de separar as águas só pode ser compreendida por quem faça o mesmo. As pessoas como eu são dotadas de discernimento, sabem o que é ética e por isso mesmo, conseguem ter sempre em mente que lá por terem sido jotas, isso não pode interferir na produção noticiosa. Lá por gostar que o poder local seja laranja, isso não pode reflectir-se naquilo que escrevo. Nunca fui dada a bajulações, nunca precisei de o fazer, talvez por isso as pessoas se espantem com a falta de demonstração de subserviência da minha parte.
As pessoas como eu têm outra característica: lá porque são amigas do coração de alguém da oposição, não significa que lhes façam favores. Até porque não seria amiga de quem me pede favores... mas eu compreendo - julgamos os outros por aquilo que somos, não é?
Compreendo. Mas não tolero. Não suporto que questionem a minha conduta profissional por portas travessas. Não tenho pachorra para jogos de bastidores e tendo a ficar com ganas de dar razão a quem aponta o dedo, esquecendo os três que tem virados para si mesmo.
Além da estupefacção, de não conseguir imaginar o que leva alguém a vomitar a sua verborreia directamente aos ouvidos de uma pessoa que me é muitíssimo próxima - principalmente quando esse alguém me conhece e poderia esclarecer as suas dúvidas directamente comigo, atitude que seria bem mais nobre e respeitosa - fica a sensação de não saber ainda exactamente o que fazer. Estas coisas irritam-me, não pela fraqueza do ataque, mas pela falta de tomates, estão a ver? E quando me irritam, apetece-me fazer pior.
Vou ali pensar no assunto.
Ser jornalista numa terra do tamanho de uma ervilha com habitantes que se acham do tamanho do Golias é mais que complicado. Ser jornalista na imprensa regional e neste concelho em particular torna-se um desafio diário porque nos dão mais importância do que aquela que na realidade temos. Acham-nos mais importantes do que realmente somos. Fazem jogos de bastidores para clamar por uma atenção que não tiveram. Tentam acusar-nos do que não tem nada a ver connosco.
Sempre tive uma tendência política, sempre apoiei uma determinada ideologia. É sabido. É público. É verdade. Nunca o escondi. Fui jotinha e gostei. Sou mais chegada à direita, e então? A social-democracia diz-me mais, so what? Esse facto nunca fez com que não me desse bem com pessoas de outras facções. Sou afilhada de uma comunista, tenho pais convictos - cada um para seu lado - mas que nunca se filiaram num partido e que votam sempre em consciência, tenho grandes amigos de esquerda e grandes amigos de direita. As diferenças ideológicas não chegam para que discrimine. Sou assim. Estranha.
Outra coisa estranha em mim é esta mania de separar a minha vida profissional da pessoal. Há quem viva para o trabalho, quem seja escravo da profissão. Feliz ou infelizmente, sou dessas que tem uma vida própria, com problemas (demasiados), preocupações, dramas, dores, alegrias (imensas), pessoas de quem cuidar, casa para arrumar, refeições para preparar, unhas para pintar. Sou assim, uma miúda ocupada que não deixa de viver por causa do emprego que adora. Chamo-lhe equilíbrio. Gosto disso.
Esta necessidade de separar as águas só pode ser compreendida por quem faça o mesmo. As pessoas como eu são dotadas de discernimento, sabem o que é ética e por isso mesmo, conseguem ter sempre em mente que lá por terem sido jotas, isso não pode interferir na produção noticiosa. Lá por gostar que o poder local seja laranja, isso não pode reflectir-se naquilo que escrevo. Nunca fui dada a bajulações, nunca precisei de o fazer, talvez por isso as pessoas se espantem com a falta de demonstração de subserviência da minha parte.
As pessoas como eu têm outra característica: lá porque são amigas do coração de alguém da oposição, não significa que lhes façam favores. Até porque não seria amiga de quem me pede favores... mas eu compreendo - julgamos os outros por aquilo que somos, não é?
Compreendo. Mas não tolero. Não suporto que questionem a minha conduta profissional por portas travessas. Não tenho pachorra para jogos de bastidores e tendo a ficar com ganas de dar razão a quem aponta o dedo, esquecendo os três que tem virados para si mesmo.
Além da estupefacção, de não conseguir imaginar o que leva alguém a vomitar a sua verborreia directamente aos ouvidos de uma pessoa que me é muitíssimo próxima - principalmente quando esse alguém me conhece e poderia esclarecer as suas dúvidas directamente comigo, atitude que seria bem mais nobre e respeitosa - fica a sensação de não saber ainda exactamente o que fazer. Estas coisas irritam-me, não pela fraqueza do ataque, mas pela falta de tomates, estão a ver? E quando me irritam, apetece-me fazer pior.
Vou ali pensar no assunto.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Quanto a essas tretas das leis do tabaco...
...e a todas as pessoas chatas, preocupadíssimas com a merda dos cigarros dos outros, só tenho a dizer que nunca vi nenhum pai de família entrar em casa, desatar aos pontapés às portas e aos murros às paredes e bater na mulher e nos filhos, porque fumou um maço inteiro.
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Printemps.
Diz que os dias ficam maiores
Que as alergias ficam piores
Que até os passarinhos se deixam apaixonar
E que as flores começam a brotar.
Eu cá prefiro o Verão, mas isto já não é mau.
das coisas que vou vendo
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| Kate Moss |
Depois de reconhecida a impossibilidade de levar avante uma união em que a palavra perdeu o sentido, desfazem-se os laços. Abre-se mão de um futuro com aquele parceiro, até aparecer outro que engane tão bem ou melhor que o primeiro. E para esse, a mulher será tão ou mais interessante que da última vez. E depois é ter fé para que o jogo não se repita, para que ela não encarne outra vez a bruxa malvada e para que ele não se torne no ex.
quarta-feira, 19 de março de 2014
19 de Março
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| Olsen Twins |
Chama-se Carlos e é uma enciclopédia feita gente. Sempre foi a minha rede de segurança, a pessoa que sendo humana e falível, me permite pensar em altos vôos porque se não me segurar antes de cair, pelo menos amortece a minha queda. Se decidi seguir este sonho parvo de escrever para ganhar a vida (oh inconsciência!), foi porque vi nele o exemplo de quem é feliz com a sua profissão. Ele é médico veterinário porque gosta e não porque dá dinheiro. «Encontra um trabalho que seja um passatempo», dizia ele. Assim fiz. Agora não se venha queixar. Este texto está aparentemente non sense, mas faz todo o sentido. Sabem porquê? Primeiro, porque estou em fecho de edição e os raciocínios já não se articulam com coerência. Segundo, porque pretende traduzir em caracteres o género de conversa do meu pai. Ele é assim. E gosta de cozinhar. E cozinha lindamente. Logo podíamos ir jantar a qualquer sítio diferente. Sabem como é, desde que o Homem descobriu o fogo, a confecção de alimentos tornou-se essencial. Mas ainda comemos coisas cruas. Como o sushi. Sabiam que a civilização nipónica...
Pai, não te zangues, isto é só porque te adoro. Feliz dia!
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
da fraqueza que é ceder
Porque é assim, diz ela enquanto fita o vizinho a regar as flores do canteiro, queixo apoiado na mão direita e semblante de menina que finge ser crescida. As coisas são como são. As estrelas não caem do céu, a comida não se faz sozinha e os passos levam-nos sempre a algum lado, continua. A divagação parece absurda, tão absurda quanto o momento que vive. As flores devem ser regadas à noite, sabias? Olha o viúvo que vive alguns andares abaixo, numa modesta vivenda à frente da sua casa, e continua: Não gosto de mim quando estou apaixonada. Não gosto. Por isso é que não me quero apaixonar. A brisa quente trouxe-lhe a reminiscência do calor que o outro corpo emanava, junto ao seu, quando se sentia embalar pela doce sonolência de quem está bem onde está. Acariciava-lhe os pêlos do peito, absorvia o cheiro bom da sua pele e assim trazia em si um pouco dele. Não é só medo nem é frieza da minha parte. É a certeza de que não posso nem quero voltar àquele estado em que te expões à vulnerabilidade, em que te tornas frágil. No fundo, é uma entrega sem pára-quedas, em que a viagem deixa saudades, mas a queda marca-te com cicatrizes muito feias. Passa um gato que mia, ouvem-se passos e dobra a esquina um casal de mãos dadas que ri. Não é para mim, aquilo. Não é para mim essa doçura enjoativa. Não quero voltar a ser a mulher exemplar, que cumpre os papéis de mãe, amiga, esposa, cozinheira, massagista, irmã, companheira, confidente, consultora de imagem, assistente, namorada. Não posso voltar a ser aquela pessoa dedicada, altruísta e que dá amor sem pedir quase nada em troca. O mundo é dos fortes.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Bom fim-de-semana!
quinta-feira, 13 de março de 2014
Ai.
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| Gisele |
Podia não ser nada. Podia não ter sido nada. Passamos uns pelos outros grunhindo um 'bom dia' qualquer, sem saber quem está por dentro do corpo. Somos todos mundos, somos todos almas e somos todos surpresas. Uns mais que outros, claro. Umas boas, outras más. Algumas, mais raras, excepcionais. Mas todos únicos, cheios de nuances e particularidades, com qualidades e defeitos, com virtudes admiráveis e um lado obscuro por desvendar. E depois de nos conhecermos, nunca mais nos veremos da mesma maneira.
quarta-feira, 12 de março de 2014
como lâminas de vidro
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| Leighton Meester |
Quem me conhece sabe sempre se estou feliz ou embebida pela amargura da tristeza que só o irremediável traz. Se gosto de estar num sítio ou não. Se me estou a divertir ou a ser possuída pelo tédio. Se simpatizo com uma pessoa ou não. Se estou irritada ou não. Se estou nervosa. Se estou ansiosa. Como sou extremamente impaciente, é fácil que me vejam farta de alguma coisa - de esperar, de estar, de ouvir.
Sou transparente, tudo se nota em mim, ainda que tente disfarçar com o porte altivo e a postura blasé que também me caracterizam. Não tenho jeito para mentir, mas sou mestre na omissão. E então há alguém que me pergunta, no meio de uma noite que tinha tudo para esconder aquilo que não digo, porque estava tão misteriosa.
Sou transparente.
terça-feira, 11 de março de 2014
Confiar
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| Anja Rubik |
segunda-feira, 10 de março de 2014
dos Defeitos.
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| Brigitte Bardot |
Tenho tantos.
Quando me perguntam quais são os piores, nunca sei o que dizer. Talvez porque alguns possam ser qualidades, consoante o contexto. Talvez a timidez me cale. Talvez não goste de mostrar o meu lado lunar. Mas ainda que me safe da revelação, a pergunta fica a ecoar cá dentro e as respostas surgem quando não consigo dormir e as estrelas me prendem o olhar. Assim de repente, de um modo superficial, encontrei uma dúzia de características que me irritam em mim.
#1 - Vaidade
Sou vaidosa, não gosto de sair de casa sem o cabelo impecável e a manicura intacta. Mesmo que seja apenas para ir ao supermercado, preciso de um toque de maquilhagem. Na verdade, isto só é um defeito porque se reflecte em atrasos constantes.
#2 - Irascibilidade
Sou irascível, irrito-me com facilidade se exposta à burrice crónica, à labreguice desmedida ou à pretensão. São coisas para as quais não tenho pachorra, o que não significa que faça cenas. Limito-me ao brusco afastamento da situação ou da pessoa que me provoca náuseas e ponto final.
#3 - Romantismo
Muita romântica. Adoro o amor, já houve quem dissesse que essa era a minha droga. Fico feliz com flores, olhares e muita lamechice. É uma merda
#4 - Seriedade
Não me levo demasiado a sério, divirto-me imenso, mas às vezes sou demasiado séria, o que me torna um pouco intolerante à leviandade. Não consigo conceber uma existência sem a prática do bom carácter, dos princípios vincados, dos valores mais profundos e do discernimento apurado.
#5 - Complexidade
Tendo a complicar, ou seja: não chateio ninguém, mas penso demasiado em tudo. Meço todas as consequências dos meus actos para que, ao ser acusada de irresponsabilidade, possa justificá-la: fiz porque quis e não por não imaginar o que daí adviria. Não gosto de ser apanhada desprevenida.
#6 - Desconfiança
Não confio em ninguém a cem por cento. Não sou capaz. Preciso de provas constantes.
#7 - Assertividade
Sou de tal modo veemente que roço a agressividade. Não é por mal, só não sei manifestar ideias ou raciocínios sem convicção.
#8 - Preocupação
Não é comigo que me preocupo; é com os outros. Os que são importantes para mim. E estando de fora, tenho uma posição privilegiada, que me permite ver e saber o que é melhor para eles. Conclusão: acabo por ser chata, porque dou opiniões que nem sempre são agradáveis ao ouvido e quando não as aceitam, fico pior que estragada - não por não ter sido útil, mas pela sensação de impotência, já que não posso fazer nada para evitar que se magoem. O pior? Mais dia, menos dia, dão-me razão.
#9 - Aspiração
Sonhadora por natureza, não me chega o aqui e agora, por melhor que seja, por mais grata que me sinta por tudo o que tenho e vivo. Há sempre mais e melhor à minha espera.
#10 - Autoritarismo
Sou uma excelente líder, adoro mandar e acho que tenho sempre razão, porque na verdade, se não tiver certezas, não faço nem digo. Se estou a concretizar ou a afirmar alguma coisa, é porque sei. E se sei, está sabido, tenho razão. Se não souber, pergunto, não faço nem digo. Estamos entendidos?
#11 - Exigência
Não peço mais do que sou capaz de dar. O problema é que sou capaz de dar muito, mais do que a maioria das pessoas. Talvez por isso seja tão exigente.
#12 - Melindrabilidade
Quem não se sente, não é filho de boa gente. Não é qualquer um que tem a capacidade de me magoar, mas todos aqueles que deixei entrar no meu coração podem fazê-lo sem querer. Quando gosto, tenho altas expectativas quanto ao comportamento do outro e nem sempre sou rápida a compreender que somos todos diferentes no trato e na demonstração de afecto.
sexta-feira, 7 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
pouco
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| Marisa Miller |
Não ter sossego faz disto. É esta agitação constante, um ritmo frenético que não me é natural, taquicardia. Não ter tempo para o cansaço, ter sempre as mãos geladas e o cérebro a mil. É como se andasse sempre a correr e não pudesse parar para pensar nos passos que se atropelam. Não querer saber sabe bem.
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