terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tenho tanto trabalho

que a única rede social em que vou dando sinais de vida, é no Insta. Ele são duas reportagens de fundo, 120 minutos de áudio para converter manualmente para texto, um trabalho para o Especial Dia dos Namorados, outro para o Especial Aniversário que o jornal comemora um ano de vida, dois artigos e mais qualquer coisa que agora não me ocorre. Se não der sinais de vida até Quinta-feira, é normal. Devo estar a dormir, sei lá... é coisa que não tenho feito nos últimos dias.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Como nos filmes.

Candice Swanepoel
É um amor daqueles que nos leva a flutuar acima das nuvens cinzentas só para visitar o Sol. Conheceram-se jovens, frescos e imaturos. Conheceram-se. Almas e corpos. Um amor como os que preenchem as páginas dos mais românticos romances. Doloroso, dramático e fértil em momentos apaixonados daqueles que marcam a história do cinema e arrebatam o espírito de quem os vive. Como nos filmes, os protagonistas sofrem demasiado, choram demasiado, cedem ao facilitismo da impossibilidade demasiado cedo. Foram muitos obstáculos, muitas tempestades, muitas dores. Muitas pessoas. Muitas vidas. E odiaram-se, afastaram-se, mas voltavam sempre. Voltavam sempre. Um para o outro. São um do outro. O que os une é muito mais do que os separa. O que os une é maior que qualquer anel de noivado, qualquer papel assinado, qualquer distância. Não foi preciso fazer um pacto de sangue para que soubessem: estão ligados para o resto da vida. Para lá da vida.

Bom fim-de-semana!

Lara Stone
"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença."
Érico Veríssimo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O gato comeu.

Fanning Sisters
O Balthazar, pois claro. A Mana Lamparina não pode deixar livros, cadernos e afins no hall de entrada. Ele faz de propósito: rasga, amachuca, brinca, caça, destrói. E a miúda depois chega à escola com a desculpa mais esfarrapada que se pode usar: «Stôra, o meu gato comeu o teste assinado». Quem diz o teste assinado, diz a autorização do encarregado de educação para a visita de estudo, a ficha para entregar resolvida no dia seguinte ou o trabalho que estava por encadernar!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quem são vocês, Nuno e Valéria?

Jessica Alba
Desde que tenho o meu número de telemóvel 91. Desde esse momento, tudo mudou. Estão sempre a ligar-me: perguntam pelo Nuno e pela Valéria, que têm um talho algures. E mandam mensagens a dizer coisas interessantes como «Já lixaste o Joaquim do talho do mercado!». Ao fim destes anos todos - sou a detentora do número desde o primeiro ano da faculdade, pelo menos - já sei imenso sobre esses dois. Até que tiveram um Peugeot azul.

Farto-me rir com o conteúdo das conversas ou das mensagens, mas também me farto de dizer que não há nenhum Nuno deste lado, que não conheço nenhuma Valéria. Não sou eu quem procuram. Não é comigo que querem falar. Já o fiz saber vezes demais, sempre em vão. A coisa continua. A história prossegue. Temo que seja assim para sempre. E juro que tenho curiosidade: quem serão estas pessoas que tiveram o meu número, em tempos? Ou será que o nosso número é apenas parecido e confunde o povo? Quem são vocês, Nuno e Valéria?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

das tricas e tal.

Beyoncé
Sim, eu sei que a minha vida é extremamente importante para pessoas cuja importância na minha vida corresponde a valores negativos. Só para verem, a quantidade de coisas que já inventaram a meu respeito passam por já ter prejudicado a vida profissional do meu pai com artigos que escrevi no extinto jornal onde trabalhei, inclusivamente. Lamento, não sou assim tão influente. Ainda não consigo destruir a carreira do meu progenitor shame on me.
As pessoas falam, inventam e dão asas à imaginação e eu vou passando. Confesso que até me divirto com esta coisa de terra pequena, assisto sorrindo à especulação «será que ela anda a trair o namorado?» enquanto saio à noite sozinha com o meu amigo gay. Não me interessa o que pensam nem o que dizem porque não tenho de me explicar e porque quem realmente importa sabe a verdade. O resto é cocó, right? Ponto assente.
Esta postura que mantenho a nível pessoal também passa para a minha vida profissional. Aprendi que não devemos abrir precedentes ou passaremos a vida inteira a responder aos bitaites que as pessoas que andam de mal com a sua vida pequenina, frustradas e derrotadas vão mandando para o ar. Mas mesmo que não lhes dê espaço no meu dia-a-dia, alguém faz print - há sempre quem ache amoroso vir trazer as notícias mais irrelevantes do planeta a pessoas ocupadas como eu. E então rio-me para caramba porque redescubro - para mim é sempre novidade - que há, no entanto, algumas pessoas realmente criativas - e convencidas - nas coisinhas que inventam. Há cabecinhas a magicar coisas impressionantes. Como quando acreditam que a sua palavra tem um peso inegável e divulgam alterações que assumem ter sido feitas com base no que disseram. O mais engraçado é que algumas das alterações mencionadas não foram feitas... e as que realmente se deram, foram fruto de decisões que não foram baseadas numa opinião que nunca foi ouvida, lida ou tida em conta porque é apenas e só irrelevante.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Separar o trigo do joio

Não tenho por hábito manifestar posições pessoais em público. Não gosto de comentar assuntos demasiado sérios fora da esfera íntima. Sabem como é, todos temos uma opinião (melhor ou pior fundamentada, mais ou menos pessoal) em relação a tudo. Todos achamos qualquer coisa. Muitos, na verdade, não acham nada e limitam-se a reunir pensamentos alheios para depois os debitar, simulando uma cultura que com a experiência dos anos acabamos por perceber que é forjada. Pensar é difícil, dá trabalho e custa muito menos reproduzir o que lemos ou ouvimos dizer por aí. Bom, dizia eu que não gosto de expor a minha opinião por mesas de café, redes sociais e blogosfera afora, sobre assuntos que considere realmente sérios. Foi o que se passou com a história dos jovens que perderam a vida no Meco. Como qualquer pessoa sã, também eu senti uma profunda compaixão pelos familiares e amigos que perderam alguém sem saber bem como nem porquê. Mas como qualquer pessoa sã, também acho um perfeito disparate que o caso esteja a receber o tratamento mediático que, principalmente enquanto jornalista, me irrita solenemente. Ontem à noite (Domingo) fiquei à espera de ver uma peça sobre o assunto, no telejornal da SIC. Quis ver, só porque sim. Anunciaram-na no início e esperei. E mais valia ter ido pintar as unhas. Fiquei chocada com o trabalho apresentado - altamente tendencioso, uma clara demonstração de que a Teoria Hipodérmica de Mauro Wolf ainda é aplicável aos dias de hoje: os Media lançam cá para fora a ideia de que a praxe é uma merda, a massa homogénea de telespectadores engole aquilo sem levantar ondas e de repente temos o país todo em modo anti-praxe. Às tantas, já o Ministro da Educação se aproveita politicamente da situação e decide reunir-se com as associações académicas. Como se a praxe fosse a culpada de qualquer tipo de comportamento desviante que tenha causado tamanha desgraça. Como se a praxe fossem esses comportamentos deploráveis adoptados por alguns. Como se a praxe fosse o bicho papão. Seria mais ou menos como se eu, que não sou Católica e não conheço bem o Catolicismo, ao ser bombardeada com as notícias sobre padres pedófilos, dissesse que toda a Igreja é má por causa deles.

Importa recordar que todos os casos trágicos que reavivam as dúvidas sobre a praxe acontecem fora das cidades com verdadeira e profunda tradição académica. Na verdade, talvez se devessem abolir as praxes em todas as instituições de ensino/cidades em que não se compreende a nobreza de um traje, a honra de traçar a capa negra ou o orgulho de se ser parte da História e da tradição. Se fossem proibidas essas práticas em meios que não podem compreender o sentir e o viver do espírito académico da mesma forma que um estudante de Coimbra, por exemplo(*), correr-se-iam menos riscos. Talvez desse modo se evitassem abusos, faltas de respeito e humilhações.

Quanto aos jovens que são o epicentro de toda esta temática no momento, e cujas famílias são o que realmente importa, resta-me dizer que lamento. Lamento muito. Não estive lá, pelo que não vou tecer comentários acerca do que se passou naquela noite nem apontar como culpado o único sobrevivente (sabe Deus o que lhe vai na alma). Não vou conjecturar nem entrar em dissertações sobre o que hipoteticamente terá acontecido. Não gosto de especulações e por respeito ao sofrimento e à dor, só posso remeter-me ao silêncio. Espero que tudo se esclareça o quanto antes e que o circo mediático não perturbe os verdadeiros lesados nem desvie o foco daquilo que é realmente importante.

(*) Uso como exemplo a realidade que conheci bem, embora ciente de que outras Universidades existem no país com o mesmo registo.

Boa semana, meus amores!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Bom fim-de-semana!

Victoria Beckham
"Não existe nenhum disfarce que possa esconder o amor durante muito tempo onde ele existe, ou simulá-lo onde ele não existe."
La Rochefoucauld

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fez ontem um ano

Leona Lewis
que senti com tanta força como leveza aquela certeza que nos garante que tudo vai correr bem. Como se a partir daquele momento, daquele feito, se fechasse um ciclo e pudesse finalmente avançar para uma nova fase, com novos desafios e novas conquistas. Só o meu pai se lembrou de que fazia um ano. Nem eu reparei na data. Estava demasiado ocupada com algo que só pude começar por causa daquele dia. Dia 22 de Janeiro. E está um sol lindo desde ontem. E as flores oferecidas espontaneamente, colhidas de um arbusto qualquer, fizeram-me sentir mais especial ainda. E o tempo passa por nós, como as águas dos ribeiros pelas pedras mais firmes, porque não somos voláteis como os outros nem tão frágeis como julgávamos.

é.

A maioria.
Vá, só algumas pessoas.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

«Que vergonha.»

Drew Barrymore
Não havia em mim outra palavra que expressasse o profundo sentimento que me tolhia o gesto, ao ler a notícia. A vergonha foi tanta que não toquei no assunto até agora. E mesmo estando a falar disto, não consigo alongar-me.
O que é feito de Portugal? Até quando serão precisas atitudes drásticas como esta para que se abram os olhos dessa consciência cega que nos arrasta por um caminho escuro e tortuoso? Que é feito de nós?
A Maria João Pires sempre foi uma figura familiar cá em casa. A minha mãe, que sempre tocou piano, admira-a e acompanha o seu trabalho. Eu própria ouvia o som que os seus dedos produziam ao pressionar as teclas e ficava com alguma tristeza: nunca seria tão boa como ela, apesar de tocar desde os quatro anos. Talvez por isso esta notícia me tenha deixado com tanta vergonha. Perdê-la enquanto portuguesa, enquanto venham cá chicotear-me a ver se eu fujo os Cristianos Ronaldos são endeusados e ganham valores absurdos por andar a jogar à bola, deixa-me com muita vergonha. Tanta. Imensa.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

destas coisas que matam gente

Audrey Hepburn
Sabia lá o que era o amor. Sabe lá o que é amar. Quando amamos, não desistimos. Não forçamos o virar da página. Não desatamos a correr na direcção oposta da pessoa sem a qual dizemos não querer viver. Tentamos até ter cá dentro a certeza absoluta de que não vamos conseguir mudar nada. Eu, que só amei intensa e verdadeiramente uma vez na vida, não quero imaginar o que será acordar, anos depois de ter encolhido os ombros, cheio de se's. Questões que nunca serão respondidas. O doloroso arrependimento de não ter feito. E se eu tivesse corrido atrás? E se eu tivesse tentado uma vez mais? E se eu tivesse insistido? Há quem perca mais depois de aceitar a derrota do que quando ela efectivamente se dá. E há quem não saiba que o amor não se manifesta através da quantidade de presentes que se oferecem. Nem das vezes que dizemos amar. O amor revela-se através de actos, gestos, atitudes. O amor faz-se, não é?
E o que eu admiro pessoas obstinadas, decididas e perseverantes.

Bom fim-de-semana!

Lindsay Lohan
"A boy has swag, a man has style and a gentleman has class."
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

random

Brigitte Bardot
Sou muito intensa. Não dramatizo, sou dramática. Não tenho jeito para lidar com o lado negro do ser humano. Fico enojada com a obscuridade da depravação, mesmo que disfarce. Finjo que certas coisas são para mim aceitáveis para não inferiorizar os outros. Faço questão de honrar o passado. Tento ser humilde. Não me esqueço de que temos dois olhos para ouvir muito, dois ouvidos para ouvir muito e uma boca para falar pouco. Não me meto em intrigas. Sonho muito com o meu futuro. Tendo a querer ensinar o que não se ensina aos outros. Repugna-me a falta de carácter. Não tenho paciência para pessoas sem personalidade. Irrito-me com a imaturidade. Sou dura nas palavras. Não sei expressar-me sem veemência. Sou convicta. Sei quem sou. Não gosto de pessoas que só cumprimentam às vezes. Não gosto de arrependimentos. É raro arrepender-me de algo que fiz, a acontecer é porque deixei de fazer. Dou a mão à palmatória sem dificuldades. Gosto de pedir desculpas quando sinto que devo fazê-lo. Preciso que me peçam desculpas. Perdoo com muita facilidade. Não sou rancorosa. Não gosto de provar que sou inteligente. Aborreço-me depressa. Estou habituada a que não vejam em mim a pessoa profunda que sou. Nunca acredito numa só versão de uma história e acho que isso pode ser defeito de profissão. Sou facilmente melindrável. Só admiro pessoas que considere superiores e elevadas quanto à sua conduta e aos seus valores morais. Não lambo botas. Desprezo mentes pequenas. São-me indiferentes os comentários, as críticas e os juízos de valor vindos de pessoas que não me conhecem para lá da pele. Sou exigente. Sou perfeccionista. Gosto de animar os dias dos outros. Sinto-me genuinamente feliz por me sentir útil. Não suporto mentiras. Sou tolerante com aqueles que significam muito para mim. Quando sou demasiado magoada por alguém, torno-me fria e desisto da pessoa, seja ela quem for. Sou forte. Choro por tudo e rio por nada. Não gosto de estar triste. Justifico sempre as minhas atitudes menos compreensíveis a olho nu porque tenho um motivo para tudo o que faço. À medida que os anos avançam, os meus medos aumentam. Tenho dificuldades em aceitar que não temos todos os mesmos princípios. Acho estranho receber dinheiro em troca de algo que me dá gozo fazer. Gosto de oferecer presentes. Gostava de oferecer mais presentes. Não gosto de ter que me afirmar. Parece-me sempre que não tenho de provar nada a ninguém. Não gosto de ser avaliada. Não me impressiono com facilidade. Tenho coração de manteiga. Acredito que mereço o melhor. Sofro demais.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A idade traz muitas coisas.

Victoria Beckham
Desde que me conheço que ouço queixas do estilo «a juventude está perdida», «não há respeito pelos mais velhos» ou «os miúdos hoje são todos mal-educados». Bom, a ser verdade, a culpa não é dos mais jovens, mas há que atribuí-la também a quem os educa, que por vezes tem atitudes e comportamentos altamente repreensíveis. Assim de repente, recordo-me de estar ainda em Coimbra, enquanto estudante universitária, tentando entrar para o autocarro enquanto era brutalmente atropelada pelas idosas em fúria, que por medo da minha falta de gentileza - não fosse eu sentar o meu rabo enorme em todos os lugares disponíveis no bus - se atiravam lá para dentro com a graciosidade de uma centena de rinocerontes apressados. Cotoveladas, encontrões, empurrões e pisadelas não faziam nascer daquelas boquinhas vocábulos como «desculpe» ou algo do género. E como se este exemplo não fosse suficiente, ainda acontecem episódios como os que vivi na semana passada.
1 - Ia eu sossegada, um passo atrás do outro, rua afora, quando uma voz feminina e esganiçada me desperta a atenção. Olho e reparo que uma senhora falava com uma cadelinha para todos os moradores e lojistas da zona ouvirem. Desvio o olhar e assim que o faço, ouço-a gritar:
- Ihhh nariz empinaaaado!
Continuo, em silêncio, o meu caminho, dividida entre o riso e a incredulidade, pensando que tal atitude era no mínimo estranha, tendo em conta que passo por ali todos os dias.
2 - Pouco tempo depois, voltava da minha pausa para lanchar, quando me deparo com duas idosas à porta de uma loja. Falavam alegremente, mas calaram-se assim que me aproximei. Observaram-me com atenção e assim que puderam, comigo a cerca de três metros de distância, desataram-se a rir. Clap clap clap. Muito maduras.
3 - Isto já seria suficientemente mau, mas quando fui ao Multibanco, passa uma senhora com cerca de 45 anos que decide grunhir:
- Ai que eu não tenho saldo!
Oi?
Tínhamos algum alinhamento de planetas estranho no céu das ruas por onde andei ou o envelhecimento causa malcriadez?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ponto da situação

Frida Gustavsson
- Estou em dieta rigorosa desde o segundo dia do ano. Eu, Lady Lamp, que nem gosto das comilanças natalícias, que não posso ver uma mesa demasiado cheia e fico logo enjoada, passei-me completamente durante as festas de Dezembro e dei cabo da linha. Quer dizer, nem sei se dei ou não, porque temi a balança. Prefiro fazer dieta à séria até ao final do mês e só depois saber como estamos. Só para evitar depressões.

- Por falar nisso, quase que poderia sucumbir à depressão se pensasse muito sobre as condições atmosféricas das últimas semanas. Sinto que já não via um dia de sol, sem chuva, há séculos. E além de odiar andar de guarda-chuva em punho, também não me apraz especialmente andar com o cabelo estúpido por causa da humidade. Acresce ainda esta dificuldade imensa que é escolher um outfit giro para sobreviver ao mau tempo. É que só me apetece usar saias e sapatinhos de salto alto e não podia... porque chovia tanto que acabava por optar por umas botas quentes e impermeáveis, uns jeans e pronto. Ah e o casaco tinha de ter capuz. Finalmente vieram dias bonitos...

- Detesto sentir vergonha alheia. Tinha tantos, mas tantos episódios giros para partilhar aqui sobre pessoas que me embaraçam especialmente... mas não posso, porque depressa descobririam e isso seria deveras embaraçoso. Para eles, claro.

- Decidi aventurar-me pelo mundo das viagens low cost e estou cheia de medo. Por causa das bagagens. O problema nem é o que vou levar, mas sim o que vou querer trazer. Pânico.

- Comecei a ver The Carrie Diaries, só por curiosidade. A Mana Lamparina adorou e eu também achei uma fofura. Só é pena que não seja fiel ao SATC, porque o facto de a Carrie adulta não fazer qualquer referência a uma irmã e a Carrie adolescente ter uma mana mais nova, por exemplo, baralha-me. Ou o nome do primeiro namorado, que numa é Seth e noutra Sebastian. Ou a história dos pais ser completamente diferente de uma série para a outra... Anyway, é uma série querida. E a Samantha mais nova está óptima.

Boa semana, meus amores!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cara de pita.

Selena Gomez
Recebi a carta em casa e lá fui eu, toda lampeira, à escola que já foi minha e que agora é a da Mana Lamparina. Tinha que ir buscar o meu processo, que imaginei ser composto por cerca de uma tonelada de papéis. Mais tarde, descobri que se tratava apenas de uma pastinha fininha. Disseram-me que isso se devia ao facto de não ter sido uma aluna problemática. Cool. Entrei na Secretaria e uma funcionária fez-me aquele olhar 42, que todos sabemos que significa «podes vir que sou eu que te vou atender». Rosnado o bom dia, decidi começar:
- Bom dia, eu recebi uma carta da escola...
- É por causa do processo?
- Sim.
- Qual foi a tua turma no ano passado?
(Aqui tive um pequeno bloqueio mental. Primeiro porque adoooro not! que me tratem logo por tu. E segundo, porque... Ora, se eu terminei o meu 12º ano quase a fazer 18 anos, isso significa que... bom, mas não podia ficar muito tempo calada, por isso continuei.)
- Já saí daqui há dez anos. Não faço ideia de que turma era. Talvez I ou H...
(Visivelmente atrapalhada, a funcionária desfaz-se em desculpas e muda radicalmente de atitude comigo, passando a ser só sorrisos.)
- Peço imensa desculpa, são tantas pessoas a passar por aqui, há pessoas que fazem só umas disciplinas...
- Não tem que pedir desculpas, eu é que agradeço!

Na verdade, por mais que estas situações sejam rotineiras, não compreendo bem porque me acham sempre tão novinha. Okay, eu não tenho cara de pessoa com quase trinta anos, mas também não tenho ar (leia-se postura, outfit, make up, atitude e por aí fora) de miúda de 19 anos. Já devia estar habituada a isto, mas fico sempre surpresa quando me perguntam se com esta idade já tenho a carta de condução, o que é que quero estudar ou quando me pedem um documento para entrar num casino, por exemplo. Acho que é um bocado forçado. Mas espero que aos 40 continuemos assim, claro. É bom sinal.

Bom fim-de-semana!

SJP
"Laugh, love and live it up because this is the oldest you've been and the youngest you'll ever be again."
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Não vale a pena pensar nisso.

Lindsey Wixson
Havia um lugar, na cidade, que guardava em si um momento. Como se toda a intensidade que o caracterizou tivesse ficado ali, estagnada. Como se por magia, aquele pedaço de espaço terreno pudesse conter tudo o que já se tinha passado dentro dos corações até que nos olhássemos, ali. E encerrasse nele também tudo o que não aconteceu, todos os desejos que não se concretizaram, depois daqueles instantes.
Agora aquele lugar deixou de existir. Deitaram-no abaixo. Já não há nenhuma cabine vermelha. Nem a calçada é a mesma. E eu pensei que tal como o pedaço de espaço terreno desapareceu, também tu e essa história teriam desaparecido de dentro de mim. Achei que sim, mas não pude afirmá-lo com toda a certeza. A memória trama-nos.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

E eu que podia jurar que ganhava imenso.

Helena Christensen
Sou jornalista. No banco, tratam-me por «doutora», acrescentaram-me o Dra. ao nome em todo o lado (no cartão, na correspondência e onde lhes apeteça), fizeram-me sentir obrigada a ter um cartão de crédito e puseram-me a pensar em Soluções de Poupança para a Reforma. Mas não sou médica. Então não me deram nenhum iPad para me convencerem a garantir que o meu dinheirinho cairia naquele banco todos os meses. E o panfleto que apresenta a minha conta diz «Não tenho um grande ordenado, mas tenho uma conta a pensar em mim». Olha, obrigadinha.

Quem feio ama...

Kate Moss
Uma das grandes lições que 2013 me deixou, além das que assinalei no final deste post, foi que não vale a pena insistir. Que o amor tem de fluir naturalmente, já sabia. Que sem espontaneidade perde fluidez, também. Nada de novo em observar que morre e que pode ser morto. Mas o que não podia imaginar era que ele anuncia a sua partida. Ele avisa-nos. O nosso coração sussurra-nos, alerta-nos para o lento esvaziar do copo que o guarda, mas nem sempre queremos ouvi-lo. Fechamos os olhos para não ver as evidências que depois o corpo começa a manifestar. E às vezes o cérebro só reconhece o que já é certeza depois do fim. Quando já terminou tudo. Quando se acabou, esgotou, findou. Nem uma gota no copo. Aprendi que devo ouvir com atenção esses sussurros, antes que o coração comece a transmitir a sua mensagem pelo organismo inteiro, comandando cada célula do meu corpo para me mostrar que devo partir.
Há dias falava com um amigo sobre como esta descoberta me afectou e me fez perceber onde não perder tempo e fiquei surpreendida por também ele prestar atenção a determinados sinais. Por exemplo, ambos sabemos que se o cheiro da pessoa com quem estivermos não nos agradar, não vale a pena estar com ela. Na verdade, estas pequenas rejeições, que por vezes se tentam contornar por parecerem caprichosas ou fúteis, são formas que o que nos envolve o ser encontra para nos dizer que o caminho não é por ali. E quem diz o cheiro, diz qualquer pequena característica que vejamos como defeito - os pontos negros, um ou outro pêlo, as olheiras, um dente demasiado pequeno ou desalinhado, não interessa. O essencial é perceber que as pequenas imperfeições de quem se ama não causam repulsa. Não quero com isto dizer, como é óbvio, que só se ama verdadeiramente alguém quando se amam também os seus quistos sebáceos, longe de mim. Mas quando amamos, o corpo não pode querer afastar-se por causa desses pormenores. Porque são apenas isso, pormenores. E o objecto do amor não se torna menos atraente por causa disso. É como diz o povo: «Quem feio ama, bonito lhe parece».

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pensar nos saldos para 2014, deixando o ano passado... no passado.

Drew Barrymore
Estava a dar uma vista de olhos no WhoWhatWear e encontrei este artigo, que vinha ao encontro do que estava a pensar na altura. É que sou muito prática em época de saldos e tenho sempre à mão o Moleskine que encerra, entre outras coisas, as listas que vou fazendo para agrupar necessidades que vou sentindo ou desejos consumistas, do estilo «preciso de um casaco rosa». Deste modo, não corro o risco de me passar completamente e trazer para casa mais entulho e evito que o meu closet se torne num aglomerado de artigos nonsense, vulgo compras por impulso. Já todos sabemos que as promoções devem ser aproveitadas para adquirir peças de qualidade, básicos intemporais e algumas tendências passageiras em que não queremos investir grandes quantias. Também já sabemos que os saldos do início do ano são óptimos para aproveitar de os olhos postos na próxima season, pelo que achei piada à ideia de cortar da lista, à partida, itens que já deram o que tinham a dar ao longo de 2013, como as statement sweatshirts, as western ankle booties, os wedge sneakers, os crop tops, os statement earrings ou até deixar de atar as camisolas à cintura para as trazer até aos ombros. E assim de repente, isto parecia mais uma edição do How To Speak Like a Fashionista.

Alguém me explica...

Fan Bingbing
O que é que leva alguém a enviar fotos de nudez explícita (em Janeiro) a alguém com quem esteve apenas durante cinco minutos (em Setembro)? Sou tão conservadora, não sou? É que cinco minutos não é tempo suficiente para uma conversa assim tão íntima, right? Ou estou enganada?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Bom fim-de-semana!

Candice Swanepoel
"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos."
René Descartes

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Só é chato ter que trabalhar logo no segundo dia do ano.

Miranda Kerr
A minha passagem de ano foi uma prova clara de que os imprevistos podem tornar-se em algo memorável. Não fui onde pensava ir e resolvi ficar por casa. No dia 30, despachei as compras todas para não voltar a sair até hoje. E assim foi: dia 31 acordei e depois de comer uma sopinha - já na mira dos estragos que viriam a ser feitos mais tarde - eu e a Mana Lamparina pusemos mãos à obra. Fizemos aperitivos, entradas, adiantámos o prato principal, terminámos doces... e preparámos uma jantarada bem fofinha. Vestidas a rigor, fomos recebendo os amigos que iam chegando e que traziam com eles mimos que tornaram o réveillon ainda mais especial. Vieram até aqueles que antes pensavam que não poderiam vir e inaugurámos novas tradições. Só ingeri bebidas cor-de-rosa, a minha cor preferida. À mesa fomos sete, o meu número preferido. E eram também sete da manhã quando demos por encerrados os festejos. Estive em família, que os laços não exigem consanguinidade para que se tornem fortes. Diverti-me muito e à meia-noite estive em pensamento com outros amores, os que não tinha por perto do corpo. Ri, cantei, dancei, comovi-me... acima de tudo, senti-me grata. Deitei-me por volta das nove e meia da manhã. E não saí de casa, nem no primeiro dia do ano, que passei em modo «continuação do enfardamento» e a tratar da pele do rosto, já que estas comilanças não ajudam nada à saúde.
Resolução de ano novo: detox e dieta rigorosa. E desse lado? Tudo bom e gostoso?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Este ano...

Escrevi muito. Muito mesmo.
Encontrei-me.
Redefini o meu rumo.
Indignei-me, pois claro.
Descobri curiosidades parvas.
Terminei o curso.
Fui tia.
Ofereceram-me uma máquina fotográfica maravilhosa.
Presenciei um momento lindo.
Não fui a votos, mas votei.
Voltei a usar calções, pela primeira vez desde o ensino primário.
Experimentei o famoso gelinho.
Coloquei aparelho nos dentes e sofri um bocado com isso, mas apesar dos dramas, habituei-me.
Tive saudades do que não foi.
E tive saudades do que já passou.
Andei meio desligada do blog, mas nem por isso deixei de me surpreender por causa dele.
Revoltei-me.
Aprendi a encolher os ombros.
Fiz uma viagem que mudou muita coisa dentro de mim.
Reconheci que os meus dias são um electrocardiograma experienciado.
Acompanhei de perto as dúvidas e os dramas de malta jovem.
Fui cínica.
Ri-me da tristeza alheia.
Voltei a perder-me por brincos.
Fiz parte de uma iniciativa gira.
Dirigi um makeover.
Tive muito medo.
Continuei a alimentar o meu vício.
Senti-me perdida.
Experimentei verniz amarelo.
Fui .
Não tentei agradar ninguém.
Senti-me nostálgica e melancólica muitas vezes.
Perdi a paciência.
Senti saudades.
Ampliei o meu Instavício.
Decidi tornar um sonho num objectivo.
Criei metas concretas.
Recordei este privilégio que é ser filha de veterinário.
Voltei a mim.
Descobri que tenho um tipo.
Não consegui esquecer coisas más.
Descobri produtos maravilhosos para domar a juba.
Perdi pessoas.
Tive impulsos consumistas próprios de gente crescida.
Diverti-me.
Tentei mudar de perspectiva.
Recordei outras vidas que já vivi.
Assustei-me com uma tempestade que fez muitos estragos no meu concelho.
Deixei de dar confiança a algumas pessoas desinteressantes.
Apareci no Lolly Taste.
Andei mocada.
Aumentei a minha colecção.
Fui estranha.
Medi bem as consequências das minhas acções.
Desiludi-me.
Dissertei sobre coisas sem importância.
Admirei uma personalidade marcante antes que ela morresse.
Sofri com a ida da minha avó para um lar.
Irritei-me.
Ri-me com a Mana Lamparina.
Embonequei-me com a Bellady.
Reparei que me aborreço com facilidade.
Tornei-me ainda mais intolerante com o egoísmo.
Dormi muito.
Passei um dos melhores Natais dos últimos anos.
Tive dias cinzentos dentro de mim.
Dei muitas gargalhadas.
Senti-me ofendida por quem deveria respeitar-me.
Perdi paciência para o facebook.
Observei muitas mudanças.
Tive as melhores férias dos últimos anos.
Envolvi-me num projecto que continuo a ver crescer.
Recebi presentes especiais.
Sonhei com tiros vezes demais.
Comprei um vestido 36.
Trabalhei como freelance e tive que dar o melhor de mim em termos de organização.
Comecei a usar chapéus.
Passei muitos momentos de aflição com o meu carro maravilhoso.
Apaixonei-me pelo Gru.
Apresentaram-me o óleo de banana.
Conheci-me melhor.
Não me casei.
Fiz desporto.
Dei passeios saborosos.
Fui abençoada.
Fui livre.
Amei-me.

A maior lição do ano? Aprender a dizer que não e perceber que não posso ensinar as cores aos daltónicos.
Ver o ano passado.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013-2014: complexidades simples e paradoxos lineares.

SJP
Não consigo evitar a nostalgia. É uma melancolia que transborda de mim, um moer devagarinho, um pesar. É um momento solene, este em que assistimos à morte de um ano que se gastou. Todos eles têm prazo de validade e mesmo que não tentemos esconder a satisfação pela chegada ao final de alguns, é assustador notar a velocidade a que o tempo corre. De repente, estou uma mulher feita, com 28 anos, IRS, poupança, ordenado, planos, viagens, decisões, certezas... e um fardo cada vez maior ao ombro. O passado é cada vez mais pesado, mais longo, tão extenso quanto tudo o que vivi e senti, tudo o que aprendi, tudo o que doeu ou fez rir, tudo o que me emocionou e tudo aquilo que me irritou. E eu gosto de o trazer comigo, foi ele que me trouxe para este hoje tão bonito, que me completou o ser, tornando-me nesta pessoa rica em complexidades simples e paradoxos lineares.
No ano passado, recordo-me de sentir uma apreensão inevitável quanto ao ano de 2013, ainda que não o tivesse confessado a muita gente. Sabia que apesar de estar marcado por um dos meus números preferidos, traria com ele várias mudanças. E também sabia que isso seria muito bom, mas sem esquecer que as mudanças são sempre dolorosas. Como as tempestades: trazem barulho, confusão, estragos, desconforto... mas lavam tudo e exigem ser seguidas de renovação. Assim seria o meu ano: houve danos, perdas, mudanças de direcção, tomadas de decisão dificílimas com consequências indigeríveis. Chora-se um bocadinho, soltam-se uns rugidos para afastar quem não interessa e respira-se fundo. Mas depois veio a doce calma, a paz, o silêncio que só ouve quem atravessa todas as intempéries de queixo erguido, confiante e certo dos valores que o regem. Passa o silêncio e a Vida volta a cantar, suave, lenta, adocicada a melodia e o sabor do vento que nos faz deslizar sobre os acontecimentos. Não nos reerguemos, porque nem chegámos a cair. Só o olhar torna a focar-se no que realmente importa. Os sonhos tornam-se objectivos e os dias seguem. Mais um ano.

Desta vez, não sinto apreensão nem receios, não há medo nem renitências. E se o décimo terceiro ano destes dois mil se viria a revelar tudo o que temi antes da sua chegada, 2014 será o ano da transição. Estarei a trabalhar com os pés bem assentes no presente e os olhos postos no que virá. Sei que este vai ser um ano de construção, que se poderá revelar cansativo, mas que só pode ser muito frutífero. Certamente um ano feliz. Sei que sim. E espero que para quem me lê também.  

Boa semana, meus amores! E bom ano!


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bom fim-de-semana!

Adele
"It's not hard to make decisions when you know what your values are." 
Roy E. Disney

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E o vosso?

Leighton Meester
O meu Natal foi tudo o que queria: tranquilo e cheio de paz.
Dia 23 trabalhei, meti-me num shopping o horror! e à noite ainda fui tomar o café na verdade foi o Moscatel e o fino de Natal.
No dia 24 acordei tarde, muitíssimo tarde, porque o cansaço que o trabalho e a azáfama das compras que deixei para a última hora não permitiram que passasse cartão ao despertador. Cumpri as tradições todas, cozinhei, embrulhei alguns presentes... e à noite deliciei-me com as iguarias natalícias lá de casa. Sabem quando tudo vos sabe bem? A mãe fez aqueles camarões gigantes cheios de alho que eu amo de paixão, uma amiga da família fez-me um pão recheado que eu venero #gordinhafeelings e eu comi que nem uma alarve, pronto, disse. Eu, que nunca gosto das comidas de Natal, que nunca ligo nenhuma a nada, que não posso ver muita comida junta que começo logo a ficar enjoada, este ano passei-me. Comi como se não houvesse amanhã. E depois bebi águas Castello como uma doida. Depois da ceia, os presentes, os sorrisos, os papéis, as fitas e os laços pelo chão, comigo armada em mulher do lixo, obcecada pela arrumação. O presente mais original que recebi? Um spa para o rosto, um aparelho de sauna facial que tem inclusivamente um acessório para direccionar o vapor apenas para a pele do nariz. Falarei dele mais tarde porque já o experimentei, no dia 25, e adorei. Ainda relativamente aos presentes, este ano recebi mais produtos do que é habitual, o que diz muito sobre a forma como os outros me vêem. A maior parte do que desembrulhei foram produtos novos, coisas diferentes, cheirosas e úteis.
O dia de Natal foi passado de pijama, entre a mesa e o sofá, entre a televisão e a conversa à lareira. Mesmo depois do banho quentinho e de perder umas horas a tratar das mãos, do cabelo e do rosto, com o tal aparelho e máscaras e afins, voltei a enrolar-me no pijaminha. Seguiram-se mais visitas das bffs e... tive que ir dormir, que a vida não é fácil e não estou de férias #tristezanãotemfim.
Na verdade, acho que nunca gostei tanto de um Natal. Excepto quando era criança. Este ano gostei mesmo. Muito.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Boa semana, meus amores... e bom Natal!

Mais um Natal. E mais um Natal convosco.
Não tenho tido uma presença assídua na blogosfera, que os compromissos sobrepuseram-se às minhas vontades e sobra agora pouco tempo para gastar com tudo aquilo que é lazer. No entanto, não poderia deixar que este meu 28º Natal passasse sem vos dizer qualquer coisa. Mesmo que "qualquer coisa" signifique repetir tudo o que já ouvimos várias vezes.
Tenho graves problemas com a quadra e isso não é novidade, mas na verdade também não gostaria nada de passar a noite de 24 e o dia 25 sem a azáfama, sem os cheiros e sem as pessoas. Não quereria ver a minha sala sem o pinheiro decorado, sem presépio e sem presentes. Não gostaria nada de não ter a mesa linda, com todas aquelas especialidades típicas que não aprecio mas que fazem com que a data não passe em branco. E apesar da crise, do stress, de não estar de férias como toda a gente do planeta, de não ter ganho o Euromilhões para ir comemorar o nascimento do meu querido Jesus a Bora Bora e de estar um frio do caraças, vai saber-me bem sentir que estou viva, que sou amada, que tenho pessoas maravilhosas à minha volta (um verdadeiro clã) e que sou abençoada. Muito. Tanto.
Desejo que sintam o mesmo. E durante o resto do ano também.
E espero que apesar da avançadíssima idade, Jesus ainda me ouça bem quando Lhe der os parabéns.
Feliz Natal!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

só porque passear faz bem.

Fan Bingbing
Quem estiver a pensar passar por Londres nos próximos tempos, tem mais uma paragem obrigatória a acrescentar à lista: a Somerset House, que alberga até dia 2 de Março a exposição Isabella Blow: Fashion Galore!, uma parceria com a Isabella Blow Foundation, a Central Saint Martins e uma ajudinha de Daphne Guinness.
Uma oportunidade de viajar por uma colecção única, eclética e cheia de excentricidade, da qual fazem parte peças de Alexander McQueen ou de Philip Treacy. Vou fazer os possíveis para não perder.

Bom fim-de-semana!

Frida Gustavsson
"Eu não creio que Deus se importe com o sítio onde nos graduámos ou o que fizemos para ganhar a vida. Deus quer saber quem nós somos. Descobrir isso é o trabalho da alma - é o nosso verdadeiro trabalho da vida."
Bernie Siegel

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

...dos luxos que não entendo.

Por mais exclusiva que seja a fragrância, por mais requintado que o frasco possa ser, por mais luxuoso que possa ser o produto, não compreendo quem é que dá 40 mil euros (q-u-a-r-e-n-t-a) por um litro de perfume. Só existem 30 exemplares e eu pergunto-me se vão ser todos vendidos... e sim, continuo a implicar com a Guerlain. Mais esclarecimentos sobre o lançamento do Parfum du 68 aqui.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nem só no Verão se usam óculos de sol.

Usam-se, como é óbvio, durante todo o ano. E sabem quem está com uma colecção bem gira? A Parfois.






 E os meus preferidos são estes:

Olha que ideia gira!

Adoro esta proposta da Clinique. É gira, não é nada cara e ainda por cima... é útil.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sobre a colecção.

Vi-os no site:

Experimentei-os na loja:

Comprei-os.
Calcei-os e senti-me assim:

Adoro o poder dos sapatos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

16

Katy Perry
Hoje é dia 16 de Dezembro. Dezasseis do doze, portanto. Ou dezasseis do décimo segundo mês do ano. A verdade é que já lá vai mais de meio mês. E vinte e quatro menos dezasseis são oito, que apesar de ser mais dada às letras, esta conta ainda sei fazer. Assim sendo, verifico que não tenho muito tempo para me preparar para aquela noite do ano. E sinto que ainda estou no mês passado, apesar de ter tido quinze dias para me habituar à ideia de que Dezembro chegou. O que me intriga é simples: se faltam tão poucos dias para o Natal e se já o vivo há 28 anos, porque raio sou sempre a memacoisa e ainda não comprei um único presente? A lista vai sendo elaborada ao longo do ano, mas comprar, que é bom, nada. Zero. Nem um presentinho debaixo da bela da árvore. E já sei como é: todos os anos faço parte daquela manada de gente impaciente e mal-humorada que corre pelos shoppings, numa azáfama assustadora. Não gosto nada disto e mais uma vez prometo que no próximo ano será diferente. Será, será.
Porque é que não oferecemos presentes só no Dia de Reis?

Boa semana, meus amores!