quarta-feira, 6 de novembro de 2013

rendi-me.

Sempre gostei de chapéus, mas com eles sempre me senti um bocadinho como aquelas velhinhas loucas dos filmes, que passam a vida sentadas no Central Park a dar milho aos pássaros. Comprava-os, na esperança de me sentir normal, mas depois acabava por não conseguir sair de casa com eles. Aos poucos, comecei a usá-los, no Verão, como um acessório útil para proteger o rosto do sol. Às tantas, já os usava só porque ficavam bem, porque equilibravam e compunham o look. Depois, comecei a adorar ver-me com eles de tal modo que este ano decidi que também passariam ao estatuto de utilitário nas estações frias - não por causa do sol, mas para me ajudarem nos bad hair days, que são muito mais frequentes que nas épocas de bom tempo por causa da humidade, claro. Percebi que para me habituar, tinha de lhes arranjar uma função. Tirei os chapéus do closet e decidi finalmente dar-lhes uso. E sabem que mais? Agora não me apetece passar um dia sem chapéu! Sabe tão bem não entrar em pânico por causa de uns chuviscos na juba...





terça-feira, 5 de novembro de 2013

No me gusta.

Sienna Miller
É uma pena, na minha humilde, modesta e irrelevante opinião, que seja obrigatório o bombardeamento constante com publicidades, decorações, sugestões para presentes, ideias para economizar, mimimimi, só porque estamos em Novembro. Sim, sei que falta mais ou menos um mês para aquela noite. Tenho plena consciência disso, aliás, eu até tenho um relógio que me diz que dia é hoje e o meu computador também tem calendário (assim como o telemóvel), apesar de sentir que ainda ontem estava de biquíni a trabalhar para o bronze. A questão que aqui se coloca é que nem todos vivemos em função do Natal. Nem todos morremos de amores pela quadra. Nem todos queremos ser lembrados de que o ano passou a correr e que a noite da consoada está aí a chegar outra vez. Ontem dei por mim com «Santa Claus Is Coming To Town» a ecoar em modo repeat dentro do meu crânio.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Bom fim-de-semana!

Camilla Belle
"O amor não tem nada a ver com o que esperamos receber, mas sim com aquilo que esperamos dar."
(Desconhecido)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

detesto...

Sofia Loren
...pessoas amargas. Pessoas azedas que espalham azedume à sua volta. Pessoas que não conseguem ver as pequenas coisas boas com que somos diariamente presenteados. Pessoas incapazes de sentir gratidão pelo simples facto de poder respirar. Ver. Sorrir. Chorar. Não gosto de quem não sabe apreciar com comoção o tropeço daquele pardal meio desastrado nem de quem não se sente cheio por dentro com um céu cor-de-rosa. Não compreendo quem não se sente pequeno ao olhar o céu estrelado nem aqueles que não sorriem com a sensação de dever cumprido - mesmo que o dever cumprido seja só arrumar a gaveta das meias. Que sabor insípido deve ter a vida de quem não aprecia os lençóis lavados e cheirosos na cama acabada de fazer, em que nos deitamos depois de vestir o pijama mais confortável logo após o banho quente. Detesto pessoas que se limitam a existir, que se deixam contaminar pela aridez das contrariedades em vez de se deixarem levar pela doçura da Vida. «Viver não custa, o que custa é saber viver», não é Vó?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Há versões mais longas...

...mas isto chega para me fazer sorrir no dia em que vou aplicar aparelho no maxilar inferior. A Mana Lamparina mostra-me coisas assim.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Então, pois!

Katy Perry
Quando uma mulher do meu tamanho (1,70m e sempre entre os 66-68kgs) cabe num vestido 36, o que é que faz?
Vai ao McDonald's e ainda se lambuza com Nutella à noite.

Bom fim-de-semana!

Olivia Palermo
"Aprende que o tempo não volta. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperar por alguém que te traga flores."
Desconhecido

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

detesto...

Kate Upton
...quando alguém se acha mais esperto do que o resto da população mundial e por isso, age como tal. Por outras palavras, detesto chico-espertice. Do género «posso fazer tudo pela calada que ninguém me vai topar» ou «até arrisco mandar uma posta no facebook que ninguém vai descobrir que estou, na verdade, a referir-me àquele assunto super secreto». Detesto gente que se acha, no fundo. E que se leva demasiado a sério. Tendem a subestimar a inteligência, esperteza e intuição alheia. Como se os outros fossem uma cambada de pacóvios tapados que não sonham onde as ideias hilariantes daquele cérebro sobredotado podem chegar. Por norma, diz-me a minha (não muito longa, mas invulgarmente intensa) experiência que são esses os melhores exemplos de quão pouco inteligente pode ser a vida humana. E se o meu dedinho mais fofo não me engana, diria até que essa constante atitude é reveladora de um profundo desconhecimento sobre si e sobre o próprio funcionamento dos mais variados meios sociais. No caso particular que me inspira este aglomerado de linhas, eu aventurar-me-ia até a falar em graves deficiências no desenvolvimento de faculdades indispensáveis à socialização, em profundas lacunas na auto-estima e consequente insegurança e, porque não, ainda que paradoxalmente, numa certa mania da perseguição, que faz com que a pessoa sinta que todo o mundo conspira contra si, já que toda a gente tem um avassalador interesse em tudo o que faz, diz ou pensa. São desequilíbrios. E terão tido as suas razões para acontecer. E perguntam vocês: o que é que se faz nestes casos? E eu respondo: não se remove a amizade do face, que isso é dar demasiada importância. Aprendei: desactivam-se as suas publicações no feed, está claro. Só para não alimentar essa sede de protagonismo. E deixa-se estar. A Vida encarrega-se do resto. Não podemos andar para aqui todos armados em Madre Teresa, a tentar explicar as cores aos daltónicos(*), não é?

(*) Direitos de autor: ouvi esta expressão, mais ou menos assim, no Alta Definição do fim-de-semana passado e adorei. Tantas vezes tento dizer a mesma coisa sem este rigor!