terça-feira, 5 de novembro de 2013

No me gusta.

Sienna Miller
É uma pena, na minha humilde, modesta e irrelevante opinião, que seja obrigatório o bombardeamento constante com publicidades, decorações, sugestões para presentes, ideias para economizar, mimimimi, só porque estamos em Novembro. Sim, sei que falta mais ou menos um mês para aquela noite. Tenho plena consciência disso, aliás, eu até tenho um relógio que me diz que dia é hoje e o meu computador também tem calendário (assim como o telemóvel), apesar de sentir que ainda ontem estava de biquíni a trabalhar para o bronze. A questão que aqui se coloca é que nem todos vivemos em função do Natal. Nem todos morremos de amores pela quadra. Nem todos queremos ser lembrados de que o ano passou a correr e que a noite da consoada está aí a chegar outra vez. Ontem dei por mim com «Santa Claus Is Coming To Town» a ecoar em modo repeat dentro do meu crânio.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Bom fim-de-semana!

Camilla Belle
"O amor não tem nada a ver com o que esperamos receber, mas sim com aquilo que esperamos dar."
(Desconhecido)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

detesto...

Sofia Loren
...pessoas amargas. Pessoas azedas que espalham azedume à sua volta. Pessoas que não conseguem ver as pequenas coisas boas com que somos diariamente presenteados. Pessoas incapazes de sentir gratidão pelo simples facto de poder respirar. Ver. Sorrir. Chorar. Não gosto de quem não sabe apreciar com comoção o tropeço daquele pardal meio desastrado nem de quem não se sente cheio por dentro com um céu cor-de-rosa. Não compreendo quem não se sente pequeno ao olhar o céu estrelado nem aqueles que não sorriem com a sensação de dever cumprido - mesmo que o dever cumprido seja só arrumar a gaveta das meias. Que sabor insípido deve ter a vida de quem não aprecia os lençóis lavados e cheirosos na cama acabada de fazer, em que nos deitamos depois de vestir o pijama mais confortável logo após o banho quente. Detesto pessoas que se limitam a existir, que se deixam contaminar pela aridez das contrariedades em vez de se deixarem levar pela doçura da Vida. «Viver não custa, o que custa é saber viver», não é Vó?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Há versões mais longas...

...mas isto chega para me fazer sorrir no dia em que vou aplicar aparelho no maxilar inferior. A Mana Lamparina mostra-me coisas assim.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Então, pois!

Katy Perry
Quando uma mulher do meu tamanho (1,70m e sempre entre os 66-68kgs) cabe num vestido 36, o que é que faz?
Vai ao McDonald's e ainda se lambuza com Nutella à noite.

Bom fim-de-semana!

Olivia Palermo
"Aprende que o tempo não volta. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperar por alguém que te traga flores."
Desconhecido

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

detesto...

Kate Upton
...quando alguém se acha mais esperto do que o resto da população mundial e por isso, age como tal. Por outras palavras, detesto chico-espertice. Do género «posso fazer tudo pela calada que ninguém me vai topar» ou «até arrisco mandar uma posta no facebook que ninguém vai descobrir que estou, na verdade, a referir-me àquele assunto super secreto». Detesto gente que se acha, no fundo. E que se leva demasiado a sério. Tendem a subestimar a inteligência, esperteza e intuição alheia. Como se os outros fossem uma cambada de pacóvios tapados que não sonham onde as ideias hilariantes daquele cérebro sobredotado podem chegar. Por norma, diz-me a minha (não muito longa, mas invulgarmente intensa) experiência que são esses os melhores exemplos de quão pouco inteligente pode ser a vida humana. E se o meu dedinho mais fofo não me engana, diria até que essa constante atitude é reveladora de um profundo desconhecimento sobre si e sobre o próprio funcionamento dos mais variados meios sociais. No caso particular que me inspira este aglomerado de linhas, eu aventurar-me-ia até a falar em graves deficiências no desenvolvimento de faculdades indispensáveis à socialização, em profundas lacunas na auto-estima e consequente insegurança e, porque não, ainda que paradoxalmente, numa certa mania da perseguição, que faz com que a pessoa sinta que todo o mundo conspira contra si, já que toda a gente tem um avassalador interesse em tudo o que faz, diz ou pensa. São desequilíbrios. E terão tido as suas razões para acontecer. E perguntam vocês: o que é que se faz nestes casos? E eu respondo: não se remove a amizade do face, que isso é dar demasiada importância. Aprendei: desactivam-se as suas publicações no feed, está claro. Só para não alimentar essa sede de protagonismo. E deixa-se estar. A Vida encarrega-se do resto. Não podemos andar para aqui todos armados em Madre Teresa, a tentar explicar as cores aos daltónicos(*), não é?

(*) Direitos de autor: ouvi esta expressão, mais ou menos assim, no Alta Definição do fim-de-semana passado e adorei. Tantas vezes tento dizer a mesma coisa sem este rigor!

Muitos planos para o fim-de-semana?

Mila Kunis
Vim cá só desejar-vos um bom dia e lembrar-vos de que amanhã é sexta! Sim, a semana tem sido chata, voltei oficialmente aos botins, já vesti camisolas de malha, apanhei duas chuvadas no cabelo acabado de lavar e secar... mas pelo menos, a cada minuto que passa, estamos mais perto do fim-de-semana. Nestes dois dias, vou ter que fazer toneladas de coisas entusiasmantes (not!), como tratar de papeladas, pedir papeladas e renovar papeladas. Bom, pelo menos estamos mais perto do fim-de-semana. E neste que se aproxima, faço questão de descansar corpo e mente, cozinhar, aninhar-me no sofá e ter a certeza de que a próxima semana será melhor. Porque tem de ser. Só pode ser.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A melhor forma para usar esta tendência

ou o quarto volume do «How To Speak Like a Fashionista». É que aquilo que no meu tempo se chamava padrão aos quadrados, agora é tartan. Ou plaid. Estrangeirismos à parte, o que interessa é que a única forma de usar esta tendência no meu estilo boring é mesmo como a fofa da Julie Sarinana fez neste outfit:


Porque tudo o que é demais enjoa e é nos apontamentos que está a graça.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

dias cinzentos

Adele
Sinto que devo ser grata pelo privilégio de estar viva. Se não por mim, pelos que me rodeiam. Por poder, como disse António Gedeão (ou Rómulo de Carvalho) numa entrevista que guardei, ainda garota, numa das gavetas da minha escrivaninha e que gosto de reler, apesar do tom amarelado do papel amachucado em que está gravada, «ser útil aos outros». E sou-lhes útil como posso e como sei, como consigo e como a minha vida me vai permitindo. Tento contagiá-los com o meu sorriso metálico, animá-los com a minha força, ajudá-los nas mais pequenas coisas. Estou presente, mesmo que a presença se faça notar por telemóvel. Tento estar, ainda que não tanto como gostaria. Mas vou fazendo o possível. E depois há dias como ontem, em que o prenúncio de mau tempo me contagia por dentro e me torna na pessoa mais séria do planeta. Em que a luz que tenho em mim esmorece, em que a alma fica baça e o riso não há. São dias em que não deveria ter saído da cama, sabem? Dias em que penso demasiado, em que me preocupo demasiado e que termino com a culpa de não estar empenhada a cem por cento em viver com a energia que todos os dias me merecem. Em que nem me importo de comer peixe cozido sem sabor, porque o paladar não interessa. Cumpro todas as obrigações, atravesso as horas sem paixão e tenho pena de me permitir ser absorvida pela falta de alegria das nuvens cinzentas.