sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Fariam isso por mim?

Lana Del Rey
Já todos ouvimos falar na Missão Sorriso. Os projectos deste ano já estão a concurso e podemos votar uma vez por dia no nosso preferido. Não vos vou pedir tanto, mas ia sugerir-vos que lessem um pouco mais sobre o projecto apresentado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro:

«Estima-se que uma em cada quatro pessoas desenvolva um cancro ao longo da sua vida. Tendo em conta que muitos doentes oncológicos se encontram deslocados da sua residência por longos períodos de tempo para a realização de tratamentos, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (Núcleo Regional do Centro) pretende criar um Centro de Voluntariado Ocupacional onde possam distrair-se e realizar actividades de valorização pessoal e social, de forma gratuita, possibilitando a redução do sofrimento e a promoção da qualidade de vida.»

Ajudar não é difícil:
1 - Clicar aqui.
2 - Clicar em "votar" no canto inferior direito.
3 - Escolher o distrito de Coimbra nos projectos a concurso.
4 - Clicar em "ver este projecto" na imagem referente à Liga Portuguesa Contra o Cancro.
5 -Creio que vos seja pedido para fazer like na página de Facebook da Missão Sorriso e isso também não custa nada.

Obrigada!

Já vos aconteceu algo do género?

Amanda Seyfried
Não é estranho que passados alguns anos, continue a sentir-me intimidada por um determinado professor? Ele nunca foi horrível no trato comigo como terá sido em certas ocasiões com alguns colegas. Ele sempre me reconheceu quando nos cruzamos por Coimbra. Ele sempre me cumprimentou. Fiz as cadeiras dele com muito boas notas. Aliás, as suas cadeiras sempre fizeram parte do pequeno leque de disciplinas que me agradavam, talvez por serem directamente relacionadas com Jornalismo, ao contrário das Histórias da Unificação Europeia e afins... mas de cada vez que o vejo surgir no meu campo de visão, o meu corpo diminui. Fico pequenina, pequenina, quase tremo. A minha voz grave e forte solta-se numa espécie de miado tímido e balbucio um «boa tarde» imperceptível. Sempre reagi desta forma ridícula à sua presença. Agora imaginem o azar: a única vez na vida em que fui forçada a fazer uma prova oral, ele foi assistir. Morri. Fui obrigada a repetir a prova escrita, já que não tive grande capacidade para encadear raciocínios.
Não percebo este efeito que tal personagem exerce sobre mim. Eu nunca coloquei professores em pedestais, da mesma forma que nunca lhes presto vassalagem. Demoro muito até acreditar que um professor tem realmente legitimidade para avaliar os meus conhecimentos - presunção e água benta, cada um toma a que quer, certo?
Agora expliquem-me este fenómeno. Eu já não sou aluna dele nem voltarei a sê-lo, o que torna tudo isto mais ridículo. E antes que se ponham com coisas, digo já que ele não é nenhum deus grego.

Bom fim-de-semana!

Olivia Palermo
"A gratidão é a virtude das almas nobres."
Esopo

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um ano a fazer coisas bonitas.

Ela não é nova aqui no lamparina. Já vos falei várias vezes do blog e da sua página de Facebook onde podem apreciar as peças lindas que faz e que seriam óptimos presentes de Natal, btw. Até já fizemos dois passatempos em conjunto, lembram-se? O mais recente foi este. Eu sei que por tudo isto sou um bocadinho suspeita, mas tinha mesmo que vos falar de como é bom receber qualquer coisa da Beadelicious, que comemorou esta semana um ano de existência. O momento em que nos chega às mãos aquela encomenda feita com tanto carinho, com direito a lacinho cor-de-rosa a quebrar a banalidade do pacote em papel reciclado que guarda as preciosidades que faz, é invariavelmente sinónimo de sorriso. E a perfeição que aquelas mãos de fada atingem é surpreendente. Confirmem:

Estas são as mais recentes criações Beadelicious acolhidas com muito carinho cá em casa.
São lindas individualmente e ficam maravilhosas misturadas com outras peças: pulseiras, relógio e tal.
Agora cliquem na foto para aumentar,
ignorem as marcas de dentes felinos na minha mão
e observem o pormenor dos fechos!
Acho que devem mesmo ir espreitar o trabalho da Lúcia e pensar seriamente em apostar em presentes de Natal originais, fofinhos e mimosos para o mulherio todo! Ainda por cima, os preços são muito agradáveis. Mesmo.
Aproveito para lhe agradecer por ser tão querida, por estar sempre disposta a mimar a Menina e os seus leitores, por ser tão criativa e tão talentosa. Um dia também vou saber fazer coisas assim.

A kizomba de outros tempos e o roçar de fivelas de hoje.

Beyoncé
Lembram-se da minha incursão no mundo da dança? Pois. Na altura, a Imperatriz Sissi sugeriu que falasse um pouco mais sobre o assunto, já que quando vos contei que a Mana Lamparina me tinha arrastado com ela para as aulas de Afro-Latinas, frisei a diferença óbvia que existe entre o que se entende por kizomba actualmente e o que é para mim dançar qualquer ritmo africano. Sem poder exemplificar nada recorrendo ao meu corpo, isto vai ser giro... bom, mas deixem-me contar-vos que a Mana é tão persuasiva que também conseguiu convencer o namorado e a sogra, pelo que agora somos uma verdadeira trupe de aprendizes. Uma lesão grave fez com que a minha pequenina tivesse de abandonar, pelo menos por uns tempos, o ballet e a contemporânea, o que faz daquele bocadinho às sextas-feiras o escape para a sua frustração. A fisioterapia é uma seca, custa que se farta e pelo menos ali diverte-se e pode dançar, que é a sua verdadeira paixão. Entre os ritmos animados da salsa ou da kizomba, sempre esquecemos o que não interessa e vamos apreciando a falta de jeito de uns e o esforço de outros. A pior parte continua a ser a obrigatoriedade de dançar com estranhos. Sou muito pouco simpática para quem não conheço e não estou nada habituada ao contacto próximo com quem não seja no mínimo meu amigo, pelo que esta tarefa se torna mesmo difícil para mim. No entanto, continuo a ir às aulas porque adoro aquela hora e meia em que deixo o corpo dorido.

Mas voltemos ao assunto que nos traz aqui hoje: o professor ensina kizomba de danças de salão, com muita técnica e com uma abordagem moderna. O que significa isto? Que há um quê de rebolation, um gingar pensado e construído e um toque de tarracha (ver no youtube) quando faz demonstrações com a esposa, que exerce funções de assistente nas aulas. Não consigo evitar o riso quando eles dançam, porque eles dançam para caramba, numa harmonia nunca antes vista, mas o que fazem não é kizombar como eu aprendi desde pequena - uma coisa muito simples e natural. Claro que a adaptação de uma dança tradicional às danças de salão implica a sua esquematização, mas aquilo a que chamo de kizomba moderna é tudo menos kizomba como a conheço.
Passo a explicar: as minhas tias e primas mais velhas só podiam ir a festas se acompanhadas pelos irmãos mais velhos, para que não houvesse qualquer tipo de abusos. Nas festas em casa do meu avô, dos meus tios, primos e inclusivamente em minha casa, nunca vi mãos onde não devem estar (nas costas e nos ombros), nunca vi ninguém roçar-se nem nunca vi rabos a agitar freneticamente. Porque o gingar surge apenas como consequência do movimento dos joelhos e não de um qualquer forçar de ancas. Se até a minha bisavó dançava kizomba, não poderia ser de outra forma. Tudo o que vos traga a palavra rebolation à cabeça é show off ou puro aproveitamento.

Parece-me que o respeito de outros tempos terá ido à vida e que kizomba se tornou sinónimo de fivela-com-fivela, o que retira toda a essência da natural sensualidade que um ritmo quente pede. Quando falei com o professor sobre esta minha perspectiva, até para lhe dar a entender o porquê da minha dificuldade em contar todos os passinhos que dou, uma vez que danço sem pensar no que faço desde pequena, ele não fazia ideia do que estava a falar. Já ninguém conhece aquelas músicas lindas de antigamente e quando falo de kizomba antiga, perguntam-me se falo de há dez anos atrás. Sinto-me, portanto, uma idosa retrógrada, já que as músicas mais recentes de que gosto são provavelmente as dos Tabanka Djaz, uma banda que nem sei se ainda existe. Outra coisa que me põe em fúria: fala-se em kizomba e as pessoas lembram-se imediatamente dos Irmãos Verdades. Assim não dá. Eu falo de uma dança respeitosa, elegante e sensual e a maioria das pessoas ouve ataques epilépticos com muito suor e preliminares à mistura. Foi por isso que combinei com o professor levar-lhe uma pen com kizombas verdadeiras, antigas, sem remixes de Adele nem com um twist esquisito.

Com isto tudo, perguntar-me-iam vocês: "Mas Menina, se assim é, porque continuas lá?"
E eu responderia: "Porque aquilo é mesmo giro, o professor é óptimo, ainda estamos em fase de iniciados e até já aprendi umas passadas para me exibir quando dançar com o meu tio. Além disso, aprendi uma coisa muito importante e que faz toda a diferença: ser conduzida."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

E se?

Mila Kunis
O que sentimos quando alguém vive algo que sonhámos, há muito tempo, ser o nosso futuro? O que sentimos quando observamos de longe, sem vontade alguma de trocar de vida com quem agora nos substitui no lugar que desejámos tão ardentemente? O que sentimos quando alguém vive os nossos planos antigos, mortos e enterrados, sem saber? Que emoção é essa que nasce secretamente quando vemos outro corpo e outra alma desempenhando um papel pelo qual lutámos até perder as forças? Esse sentimento nostálgico que nos faz ter pena de quem orgulhosamente fomos, como se chama? O engano inerente à condição humana não permite que possamos saber como teria sido se..., mas quando nos sentimos afastados do que seria o nosso destino e o vemos passar por nós, tão perto, ali tão perto mas tão longe, é normal que sufoquemos? Ficamos presos a todos os ses? Somos obrigados a conviver com todas as hipóteses que não escolhemos? Temos que ver outros pés trilhar os caminhos que não quisemos percorrer? Como se todos os nossos possíveis destinos nos rodeassem constantemente, mesmo aqueles que queremos esquecer? Mesmo aqueles que lamentamos ter desejado?
Tantas perguntas sem resposta. Fica a gratidão, a certeza de estar no sítio certo e de ter fugido a tempo da desgraça em que me teria metido se tivesse ficado de olhar preso ao chão.

As magias em que acreditamos...

Jessica Alba
A mãe já estava a fazer o jantar e o pai nunca mais chegava. Já lhe devia ter perguntado mais de quinhentas vezes se ele ainda ia demorar muito. Nessa altura, sofria de uma espécie de ciúme em relação aos animais: eles estavam sempre a roubar-me o pai. Volta e meia, uma vaca decidia entrar em trabalho de parto e lá ia ele, fossem três da tarde ou quatro da manhã. E eu ficava sem o pai em casa. E queria que ele estivesse ali connosco. Então chateava a mãe até ela se fartar de responder à mesma questão tantas vezes seguidas. A solução encontrada foi fazer-me acreditar que se batesse com o punho fechado debaixo da mesa, como quem bate à porta, enquanto repetia a frase «Pai, vem depressa», acelerava a tão ansiada chegada. Quanto mais vezes o fizesse, mais depressa ele entraria pela porta de casa. Passava tanto tempo nisto! O mais engraçado é que funcionava. Ele chegava mesmo mais depressa. Giro, hum?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Parabéns a mim...

Candice Swanepoel
...e ao meu corpitxo fofinho e à minha nutricionista amorosa e à minha família que mudou a alimentação toda comigo porque quem cozinha cá em casa sou eu e não há cá dois pratos por refeição!
Reparámos que já tinha passado mais de um ano desde o final daquela fase de transição na minha vida e ela decidiu que devíamos ver como anda isto de peso e tal. Estávamos as duas ligeiramente nervosas, já que tenho andado de rédea solta, a tomar conta de mim sozinha. Dispo o casaco, tiro as botas, o colar e tudo o que pudesse acrescentar qualquer peso ao que a balança iria anunciar e verificámos que continuo sem engordar um grama!!! Além disso, ainda emagreci uns quilinhos, pelo que me dediquei a fazer um jantar louco, com a minha especialidade: esparguete negro com marisco, ou como se lê nas cartas dos restaurantes, spaghetti nero al frutti di mare, regado com uma boa Coca-Cola. Ele merece, este grande corpanzil querido da dona que não se porta mal nem com algumas loucuras de Nutella com pão! Acho que nunca tinha passado um ano inteiro sem oscilações de peso, pelo que se trata de um marco importante. É mesmo giro, isto. Aconselho vivamente, portanto.

detesto...

Elle MacPherson
...que as pessoas não se responsabilizem pelas suas opções, como se não soubessem que cada decisão, por mais insignificante que seja, traz com ela uma consequência. Cada acção tem uma reacção associada e não é preciso ser um ás da Física para saber isso. E não suporto que essas pessoas que agem levianamente ainda tenham a lata de querer atirar as responsabilidades do que decidem para as mãos de quem não fez escolha nenhuma.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Outra vez a Clinique - Pore Refining Solutions

Andava doida para experimentar a nova linha para poros da Clinique. Pouco depois de ter escrito este post, comecei a usá-la diariamente, pelo que já me sinto com experiência suficiente para vos contar como me sinto bem com ela. É que eu vejo os meus poros como verdadeiras crateras e a Pore Refining Solutions faz mesmo magia, tal como eu suspeitava. Se a Pore Minimizer era excelente, esta é o seu upgrade.


Depois dos três passos, que são o pilar da minha rotina diária, a minha pele (que tende a oscilar entre mista e oleosa) está limpa e hidratada, mas ainda se notam demasiado os poros da zona ao lado do nariz e abaixo dos olhos, como podem ver abaixo:

Sim, isto sou eu sem maquilhagem. Sim, aquilo são sardas.
Começo por aplicar o correcting serum. Com uma textura suave e muito fluída, mal se sente que aplicámos algum produto na pele, mas o efeito é bem visível: os poros atenuam drasticamente e brilhos desaparecem. 
De seguida, coloco uma pequena quantidade do stay-matte hydrator, um creme leve que faz exactamente o que o nome indica: matifica. A sensação de hidratação é imediata e o conforto é irresistível. Neste momento, já mal vejo as crateras de que falava no início do post.
Uma grande vantagem? As embalagens ajudam imenso, porque têm doseador. Desta forma, torna-se muito mais fácil aplicar a quantidade exacta de produto. 
Por fim, passo uma pinguinha de instant perfector antes do make up, que finaliza e deixa a pele com o acabamento mate e saudável de que tanto gosto, como um primer. E os poros? Vejam:

Antes da maquilhagem e depois de aplicar os três produtos milagrosos. 
Com a pele pronta, passo finalmente para a maquilhagem. A instant perfecting makeup é uma base um pouco mais espessa do que as que habitualmente uso, pelo que a agito sempre bem antes de a aplicar. Apesar desta textura mais densa, funde-se naturalmente na minha pele. É extremamente confortável, não desaparece ao longo do dia e fico com a pele photoshopada, que é como quem diz totalmente homogénea, sem imperfeições e sem vestígios de oleosidade ou de poros dilatados.

Já com a base maravilhosa.
De longe, ficamos com a pele photoshopada.
Que tal? Cheias de vontade de incluir a Pore Refining Solutions na wishlist de Natal?

É oficial!

Estou viciada no Instagram sim, só agora... e ando naquela fase de iniciada em que tudo serve de pretexto para tirar uma nova foto, sabem? Pois. Podem seguir-me em anarendalltomaz.

Boa semana, meus amores!