quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Halloween não. Dia do Bolinho.

Kylie Minogue
Nos meus tempos de miúda, a americanização deste rectângulo à beira-mar plantado ainda não tinha alastrado tanto. Talvez por esse motivo o Halloween não passasse de uma celebração associada à disciplina de Inglês, em que o bar da escola era enfeitado a rigor e pouco mais. Nunca fui fã da festividade, talvez porque além de não se tratar de uma tradição nossa traga um quê de dark side com que não me identifico - toda eu sou luz e cor-de-rosa, vocês sabem. Não gosto de me mascarar, mas se tiver de o fazer, prefiro disfarces alegres e bonitos. Nunca - nem no Carnaval - me vesti de bruxa ou de algo do género. Durante anos, optava pelo que me era mais simples de encontrar e lá ia de bata (tinha uma com o meu nome bordado e tudo, que usava para acompanhar o pai nas consultas), galochas, seringa e estetoscópio.
Bom, mas a conversa era sobre a noite de hoje e a conclusão limitava-se ao que já perceberam: nunca liguei peva.  Ao feriado de amanhã, associo a excitação de aproveitar o dia sem aulas para ir pedir o bolinho pela manhã. Mesmo sem raízes na província, ia encantada da vida, com mais uma mão cheia de miúdos, gritar de porta em porta: "Ó tia dá bolinhos, que hoje é dia dos santinhos!". Quem não tivesse em casa as tradicionais e deliciosas broinhas (ou bolinho), enchia-nos os sacos com bolachas, rebuçados, nozes, sugus, chocolates e umas moedas. E a alegria de chegar a casa, esvaziar o saquinho e mostrar aos pais e à Vó tudo o que me tinham dado? Sou muito portuguesa e temo que se percam estas coisas tão nossas como o pedir o bolinho ou as janeiras...

detesto...

Coco Rocha
...quando tomam uma decisão sabendo à partida que não me agradará minimamente, para depois me fazerem sentir mal por não tentar contorná-la. Como se apesar de não ter sido por mim feito nada para que as coisas acontecessem de uma determinada maneira, eu tivesse algum tipo de obrigação em remediá-la. E não sei porque raio ainda fico com sentimentos de culpa quando sei que a culpa não é de todo minha.

Do fundo da gaveta #3

Hoje encontrei um texto sobre muralhas, de 2008:

"Pessoas sofridas, gente calejada.
Feridas, magoadas, viram-se sós num momento em que o chão e o tecto desapareceram e a queda, iminente, as fez preferir um qualquer tipo de inconsciência.
Depois da dor, da perda, da sensação de abandono, do corte na alma lambido, criam muralhas em seu redor. Muros altíssimos, espessos e intransponíveis. O pórtico que dá acesso ao seu Ser, blindado e cheio de trancas. Dizem adeus ao mundo em que julgavam viver.

É errado deixar que as nossas defesas aumentem ao ponto de nos tornarmos quase cépticos relativamente a quase tudo de bom que parta de outros seres como nós, humanos?
Como se por fora, fossemos um eu que esconde o outro, o verdadeiro. Escondido e protegido pelo medo e por nós próprios.
É errado tornarmo-nos, ainda que superficialmente, num tipo de gente bruta, gélida e áspera?
Desses que afastam os outros simplesmente com um olhar, com a ausência de um sorriso?
É errado duvidar da perenidade da felicidade alheia?
Como se todos os habitantes do planeta estivessem destinados ao infortúnio de que já fomos vítimas?

Não há nenhum manual de instruções para as relações interpessoais, mas sei que estas seriam amplamente simplificadas se todos seguíssemos determinados preceitos pelos quais eu própria me tento reger. Ainda que o caminho para a perfeição seja longo e árduo, impossível de percorrer na totalidade neste mundo, sei que se pelo menos todos tentássemos, não haveria a necessidade de construir todas essas muralhas atrás das quais nos tentamos salvaguardar uns dos outros.
Com medo de voltar a sentir aquela dor."

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Compensação.

Amber Heard
Além do susto de que vos falei ontem, a semana passada trouxe também uma péssima notícia, outra que não sendo novidade não era desejada e chegou da maneira errada, preocupações com saúde que nunca são bem-vindas, um cansaço do caraças, caminhadas sob chuva, insónias. Esta semana, que esperava melhor que a anterior, começou com outro acontecimento negativo.
E quando começo a irritar-me com tudo, a Vida traz-me sempre motivos para que não deixe apagar a luz, seja na forma de um fim-de-semana com as minhas bffs perto de mim ou de mimos que surgem de onde não esperava.

Belle Orange. Fizz du Jour. Exacto.

Num dia que não estava a ser fácil, soube que tinha sido a feliz contemplada com o primeiro lugar num passatempo com que a Belle du Jour animou as suas leitoras.
Num dia ainda mais difícil, recebi o meu Orange Fizz, que apesar de estival, vai alegrar os meus dias de Outono.
Não podia deixar de lhe agradecer mais uma vez, de lhe enviar outro beijinho e de vos dizer para espreitarem o seu blog viciante.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Susto.

Rachel Weisz
"- Não sei se não ficámos sem carro", dizia. Eu colava o telemóvel ao rosto, tentava falar sem que se notasse o choro e o medo deste lado.
O meu pai tinha adormecido ao volante. Despistou-se. Ele, que tantas vezes me contou que o cansaço o levara a parar o carro em qualquer lado para dormir um bocadinho e depois continuar a viagem.
A minha carrinha estava no arranjo desde a semana anterior, pelo que me senti impotente - chamo um táxi e vou ter com ele? Vou a pé? Vou demorar horrores se for a pé.
É que às duas e meia da tarde, enquanto eu arrumava a louça, toda a gente estaria a trabalhar. Vesti qualquer coisa e saí. Afinal o mecânico já tinha deixado a minha carrinha em frente ao consultório - Obrigada, Deus. 
No caminho, antecipava o cenário sem uma lágrima, que nos momentos de crise o sangue gela-me e sou incapaz de ficar quieta no meu lamento. Quando cheguei, olhei incrédula e vi um enorme aparato: o nosso carro ali, completamente destroçado. Já não consegui conter as lágrimas. A alegria de ver o meu pai de pé, intacto.
Liguei os quatro piscas, puxei o travão de mão, desliguei o carro. Lembro-me com tanta precisão de cada um destes passos e sem grande nitidez de todo o dia. Saio, quero lá saber do colete reflector, atravesso o IC8 e vou ter com ele à outra berma. Finalmente o abraço - Ainda bem que estás bem, pai!
Ver o nosso carro ali, destruído mas com o habitáculo inteiro - Obrigada, Deus.
O nosso carro ali, encravado num sinal de indicação "Expocentro, Osso da Baleia" que servira de travão para que o acidente não fosse pior - Obrigada, Deus.
"- Mas porque é que a menina não pára de chorar?" - perguntava o agente da GNR.
Não respondi.
"- Foi só chapa! Ninguém se magoou!"
Continuei muda. Os retrovisores partidos, os airbags expostos, os pneus com buracos, bocados de carro pelo chão, a porta amolgada, vidros partidos, cacos... - E se tivesse sido com a minha carrinha? E se tivesse sido pior? E agora? Vamos ficar sem carro? Vamos ter que gastar dinheiro com isto? Quanto dinheiro? 
O nosso carro, pá. Uma pessoa sente falta dele. A nossa família sente a falta dele. O carro não serve só para fazer as viagens mais longas em segurança, o carro é um instrumento de trabalho para o meu pai. E as viagens que tinha planeadas? E o aniversário da mãe, como vai ser? E... e quando chegámos ao mecânico, ele dirigiu o olhar para o carro em cima do reboque para depois me fitar com uma certa condescendência e dizer:
"- Meu amor, foste tu que fizeste isto?"
Ainda bem que não fui eu, ou o pai matava-me. 
E fiquei mais calma à noite, depois de saber que temos seguro contra todos os riscos. É só um incómodo. Foi só mais uma chatice no meio de tantas outras. E estamos todos vivos.

Fiat, tenho uma proposta para ti.

Fiat 500L
Troco Fiat Marea de 96 por um destes.

Adoro a minha carrinha-companheirona-fofinha, mas sei que ela está cansada. São dezasseis anos e mais de trezentos mil quilómetros sempre a trabalhar. Apesar da estima com que a trato, do amor com que a limpo por dentro e do spray de cheirinho bom que coloco diariamente porque quando chove só falta nascer cogumelo e é um cheiro a mofo que não se pode, sei que são muitos anos, muitos quilómetros e ela merecia repousar sossegada, com a certeza de que a dona encontrou um substituto à altura. E eu também merecia, claro. Sou boa miúda. Mesmo. Daquelas pessoas tão boas, tão boas, mas tão boas, que deviam ganhar o Euromilhões.

Acredito mesmo que a Fiat só teria a ganhar em oferecer-me um carro destes. É que eu seria obrigada a manter-me fiel à marca e isso deveria ser um motivo mais que suficiente para eles se moverem de íntima compaixão para comigo, uma pobre jovem em início de vida que além de ficar bem catita dentro deste bólide, já que não sou propriamente uma matrafona, ainda iria estimá-lo com todo o carinho, como faço com a minha Marea. Seríamos felizes juntos. Os reis do asfalto. Já nos estou a ver: poderia levar toda a gente a passear sem medo de ficar apeada porque a carrinha decidiu não pegar ou porque está a aquecer ou porque a luz do óleo não apaga. 

Óptima publicidade para a marca em tempos conturbados como os que vivemos! Oferecer generosamente um carro seguro a uma menina cosmopolita, inteligente e com um futuro tão promissor pela frente é no mínimo uma atitude empreendedora. Já viram o que seria, daqui a uma década, a Fiat poder colocar outdoors por todo o país com a frase: "Ela ainda não era ninguém e nós demos-lhe a chave para o sucesso"? Bom, a chave, a ignição e o que vem preso à volta. 

Estou mesmo a ver as manchetes: "Fiat mostra que não é uma marca como as outras", "Fiat preocupa-se com os seus clientes", "Fiat oferece carro a blogger desconhecida"... seria de um altruísmo louvável, de facto. Principalmente se tivermos em conta que vivo na zona centro, a minha mãe no Algarve e o resto da família... em Lisboa. E a publicidade aumentaria a procura, claramente.

Gosto muito do Fiat 500, mas este é maior e eu sou uma miúda matulona - e não, não estou a falar do peso. Acho que com 27 anos tão bem vividos já mereço este carro. Até podem escolher a cor e fiquem descansados que eu conto ao mundo inteiro o upgrade que este fantástico presente fez ao meu dia-a-dia. É como vos digo: vendo bem as coisas, vocês é que ficavam a ganhar com esta história. E ainda podiam acrescentar o meu caso aos exemplos de responsabilidade social da empresa, que ajudar uma pobre jovem noiva, desempregada e sem qualquer estabilidade é bonito, mesmo sabendo que este carro é para vocês equivalente a uma pastilha elástica para mim. 

Então, quando fazemos a troca? Não vão querer desperdiçar a oportunidade de ficar com uma Marea maravilhosa para incrementar o vosso museu, certo?

Boa semana, meus amores!


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Falar sem voz.

Ava Gardner
Escrever ajuda quando nos queremos fazer ouvir.
É que na oralidade, quem está do lado de lá tende a preocupar-se mais com a sua própria defesa do que em ouvir o que lhe é dito. Então, em vez de comunicação, de transferência de informação, de troca ou de partilha, o diálogo deixa de o ser e passa de conversa a jogo de ataque e contra-ataque sem fim à vista.
Feliz ou infelizmente, não tenho pachorra para perdas de tempo e já não gasto momentos preciosos de vida com conversas que não vão dar a lado algum. Aprendi que não vale a pena insistir quando não nos querem ouvir. E descobri também que às vezes não podemos deixar a mágoa quieta, a recalcar cá dentro, a ocupar espaço, a crescer.
Então vem a escrita.
Quando escrevemos, não há oportunidade para uma resposta imediata nem para uma contra-argumentação que nos corta o raciocínio. Quando a outra pessoa nos lê, fá-lo com atenção e pode por isso interiorizar calmamente a mensagem que pretendemos transmitir. Pode ler uma, duas, três vezes até compreender o sentir por detrás das letras. E assim resolvemos  atritos, mal-entendidos e conflitos que afinal não eram mais que pequenas pedras no sapato.

...mas quem me tem como mana também não se pode queixar.

Hoje a Mana Lamparina acordou com este bolinho pronto para o pequeno-almoço.
Adoro cozinhar, principalmente se estiver ansiosa, chateada, irritada, nervosa ou triste. Ultimamente tenho tido insónias daquelas em que não apetece andar pela blogosfera, nem pelo facebook ou sequer a percorrer os canais de lixo televisivo como se não houvesse amanhã. Ontem descarreguei tudo na cozinha. Lembram-se dos bolos de iogurte que todos fazemos na infância? Eu não, nem sabia a receita, mas decidi inventar. Meia hora e estava pronto. Bolo de iogurte de morango, portanto.

Quem tem uma Mana Lamparina, tem tudo...

...e num dia cinzento e cheio de chuva, ela coloriu o meu dia com algo mais que a sua presença.

Bom fim-de-semana!

Olivia Palermo
"O que dás é teu para sempre, o que guardas está perdido para sempre."
in O Senhor Ibrahim e as flores do Corão

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pérola do dia.

Não é o máximo?

Amores olfactivos...

Cá em casa sempre demos muita importância aos perfumes. São o toque final, o último passo antes de sair de casa e parece que sem eles não estamos completamente aprumadas. A Mana Lamparina anda apaixonada pelo La Petite Robe Noire da Guerlain. Foi o único perfume, além do Lolita Lempicka, que a cativou à séria. O amor é tanto que até antes de ir para a cama pulveriza um bocadinho no pulso, só para adormecer com a mistura de cereja-preta, patchouli e rosa que a fragrância emana. E vocês? Também se perdem de amores por perfumes?


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cabelos Pantene

A Pantene Clinic, de que já vos falei aqui, enviou-me uma síntese das tendências para cabelos para esta estação. Vocês sabem que eu sou escrava da minha juba, por mais que me custe admiti-lo. Sabem que eu adoro tê-lo saudável, acima de tudo - mesmo que para isso tenha de submetê-lo a uma boa tesourada de vez em quando. Também sabem que não gosto muito da ideia de andar com ele sem pinta nenhuma, apesar de amar aquele aspecto meio desalinhado, de quem acordou assim e é too cool para se preocupar com o penteado.

No press kit que recebi, constam quatro fios condutores para as tendências capilares desta estação: Future Folk, Sleek Technique, Dressed Up e Easy Chic.

Um exemplo de Future Folk, em Vivienne Westwood.
Um cabelo com o apelo romântico de outras épocas mas levemente futurista, cru e com uma textura suave.

A Chanel apostou na Sleek Technique.
Elegante e lustroso, um penteado muito perfeitinho e o cabelo plenamente controlado.

O look Dressed Up proposto por Dsquared2.
O cabelo bem ripado e cheio de volume no topo, com clara inspiração nos anos 60.

O Easy Chic por Blumarine.
Super natural, muito sexy e com um acabamento muito brilhante. 
Depois de ler atentamente o estudo desenvolvido por trendhunters para inspirar a Pantene Clinic, cheguei à conclusão de que o estilo com que realmente me identifico é este último aqui de cima - claro! É o que surge naturalmente quando acabo de secar o cabelo em casa e é aquilo que peço à minha cabeleireira para fazer, já que odeio o cabelo esticadinho, escorridão, colado à cabeça, a fazer lembrar esparguete.
Para me ajudar nesta tarefa de ter o cabelo domado mas com ar de quem não quer saber, nada melhor que:
1 - ter o cabelo bem nutrido e saudável - check!
2 - com uma cor bonita, profunda e homogénea - check! 
3 - usar os novos produtos que chegaram cá a casa e que já não dispenso quando preciso de me sentir fantástica sim, no dia-a-dia também preciso, mas estou a falar de jantares, festas e coisas do género, que obriguem a algumas horas de preparação, entendem? Não me estão a ver a esticar o cabelo cheia de cuidadinho diariamente, pois não? - check!
Laca e Espuma Volume Creation Pantene Pro-V Style.
As minhas novas aliadas para este look: uma espuma que aplico antes de secar o cabelo e uma laca que o mantém sossegadinho no lugar sem empastar nem colar demasiado, para deixar o cabelo "respirar", com aquele ar natural que já disse ser o meu preferido.
E agora perguntam vocês: "- Mas Menina, tu já não tens uma juba muito volumosa?" ...e eu respondo: "- Sim, tenho. Mas tenho uma cabeleira farta, densa e pesada. Como o meu cabelo está bastante comprido, o peso faz com que a parte da frente não fique tão volumosa como o resto da juba, pelo que faz todo o sentido usar a espuma na zona da franja."

Deixo abaixo as dicas Pantene por Sam McKnight, o embaixador global da marca que criou estes penteados que partilhei acima, para reproduzirem este Easy Chic:

- Depois de lavar o cabelo e de fazer a máscara, aplicar a espuma e usar um pente para distribuir  o produto uniformemente (eu só usei na franja porque não tenho falta de volume no resto do cabelo, como já disse).

- Secar o cabelo afastando-o do rosto, utilizando o secador e uma escova redonda de tamanho médio, com cerdas macias.

- À medida que vamos secando o cabelo, devemos prender as madeixas secas com pinças, pulverizando-as com a laca.

- Depois de seco, dividimos o cabelo ao meio de forma irregular e ripamos duas ou três madeixas do topo da cabeça e aplicamos um pouco mais de laca nesta zona. Penteamos cuidadosamente, ajeitamos com os dedos, retiramos os ganchos e penteamos com uma escova de cerdas macias. Plim!

Do fundo da gaveta #2

Lembram-se disto? Hoje trago-vos um excerto que apesar de ter sido escrito em 2007, continua actual. Há coisas que nunca mudam.

"É através da escrita que penso, exteriorizo e materializo raciocínios fugazes. É o Português, que além de ser a minha língua materna é a minha preferida, que me permite crescer enquanto ser humano. Porque a clarividência do meu ser existe e vejo muito para além do que é visível e é pela Língua Portuguesa que me apercebo disso, que muitas vezes escrevo o que sei e não quero ver. É como se as palavras surgissem… e eu fosse seguindo atrás delas.
Há paixões inexplicáveis, há amores não inteligíveis. Não existiria em toda a minha plenitude se não pudesse tornar minhas as palavras, dedilhando, escrevendo, vocalizando cada uma delas. Porque é nas palavras que me encontro, me entendo e me revelo. É através delas que me dou, me ensino e compreendo o mundo exterior ao meu ser.
Ainda que não escreva como gostaria, de um modo incorrigível e perfeito, nunca me conseguiria privar do sentimento eufórico e intenso que só pelo fluir de mim através de uma caligrafia rápida e descuidada, cheia de ênfase e fúria, amor e emoção, se torna real."

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Já não falava da Clinique há muito tempo!

Decidi reunir três assuntos num só post:

1 - Adoro que a Clinique tenha spots publicitários na televisão nacional!
2 - Ando em pulgas para experimentar "a" novidade mais recente da marca.
3 - Tenho que vos falar dos Chubby Sticks!

1 - Fiquei logo com vontade de ir usar os meus produtos, quando o vi. Com a estética clean da marca bem marcada e com a presença da menina bonita que protagoniza vídeos em que Jenna Menard faz a sua arte, acho que o spot está lindo. (Além de gira, a Global Colour Artist da Clinique é generosa e partilha a sua sabedoria. Basta pesquisarem e vão encontrar imensos vídeos como este - aqui podem ver fazer o look criado para a NYFW, por exemplo.)

2 - Falo-vos da linha Pore Refining Solutions, que algumas bloggers já experimentaram. Claro que as opiniões são tudo o que eu esperava: só dizem coisas boas sobre o assunto! E se os produtos Pore Minimizer são um espanto e são mesmo, eu já experimentei todos e não abdico do Instant Perfector nem das Oil-Blotting Sheets, a ideia de ter uma gama inteira para tratar deste problema chato parece-me maravilhosa.


As peles mistas e oleosas, como a minha, sofrem com este drama dos poros dilatados. Todas sonhamos com uma pele imaculadamente photoshopada, lisa e imaculada, sem poros visíveis. Mas também sabemos que com os brilhos resultantes da produção de oleosidade se torna difícil encontrar o hidratante correcto ou a base perfeita. Quem nunca se irritou com a necessidade de constantes retoques ao longo do dia, com a sensação de que a pele está untada em creme e não hidratada e leve ou com uma foto em que parece que escorreram uma lata de atum em cima do nosso rosto? Pois. Esta última nunca me aconteceu, mas apeteceu-me escrevê-la na mesma, porque vejo fotos de outras pessoas.
Bom, o melhor de tudo é que além de um upgrade do Pore Minimizer, estes novos quatro produtos - base incluída - prometem matificar a pele sem secar, aperfeiçoando a sua textura com um acabamento leve, que diminui a aparência dos poros, hidratando. Parece mentira, certo? Já estão na minha wishlist.
Podem ler sobre o assunto no blog da Clinique:
Instant Perfector
Correcting Serum
Stay-matte hydrator - este nome não vos faz lembrar nada?

3 - Eles já não são novidade para ninguém e confesso que não tinha percebido a febre em torno dos Chubby Sticks antes de os experimentar e ficar também rendida. O facto é que não são apenas maquilhagem: considero-os um bálsamo para os lábios com cores giríssimas e com uma embalagem apelativa. Duram horrores e são até agora o único produto que substituiu o Neutrogena, que me salvava daquela sensação de lábios a rasgar. Sou uma vítima, estou sempre com os lábios secos - no Verão por causa do Sol e no Inverno devido ao frio. Não gosto de batons que deixam bocadinhos de produto nas mínimas fendas que se criam, não gosto deles demasiado untuosos porque odeio de ter os cabelos colados à boca sempre que vem uma rajada de vento. O Chubby Stick é confortável, hidrata, não cola e não tenho que estar sempre a aplicar. Além disso, há montes de cores novas para experimentar!


Premiado algumas vezes, apaixonou-me e tornou-se num essencial. Viciei-me desde aquele dia e entretanto já contaminei as minhas amigas. Sou fã do Whole Lotta Honey, que é muito discreto e deixa os lábios com um brilho super natural, mesmo saudável! A Mana Lamparina, por sua vez, não larga o Woppin' Watermelon. Qual é o vosso preferido?

O que têm em comum um Moleskine e o meu closet?

Tenho sempre muitos planos. Tenho sempre muitas ideias. Tenho sempre um sítio onde escrever tudo isso e mais alguma coisa: wishlists, listagens de presentes para oferecer, afazeres... Estou a mentir. Não tenho apenas um sítio onde apontar tudo e mais alguma coisa. Tenho vários. No entanto, só um deles anda sempre comigo na mala. É este. E anda cheio de notas e papelinhos e bilhetes e textos e desenhos e listas e tudo. Serve de agenda, a par do telemóvel. Grande parte das suas páginas tem apontamentos sobre roupas, como o que vestirei numa determinada ocasião e afins. Agora já não servirá para isso. Agora tenho um Moleskine só para este tema. Adivinhem quem mo ofereceu?


Este Moleskine tem várias secções para que organizemos no papel o nosso armário, fazendo um inventário das peças que temos ou de que precisamos, catalogando outfits e muito mais. Além disso, conta com separadores que podemos personalizar com etiquetas como "Best-ever Purchases" e traz autocolantes fofinhos para adicionar ao que vamos registando.
Apesar de ter sido oferecido sob a premissa que indica que quem me mimou me vislumbra num futuro que inclui muito do mundo feminino que tanto gozo me dá, é perfeito para quem, como eu, vê o closet como algo a ser construído e completado, nada passageiro e descartável. De certeza que já estão fartas de ler e ouvir isto, mas acredito mesmo que um bom closet conta com peças clássicas, intemporais e versáteis, o que não significa que não acrescentemos, de quando em vez, uma ou outra tendência, uma ou outra extravagância. Acho que recebi um amigo para a vida inteira, já que me permite fazer tudo o que gosto: pensar sobre as roupas, os sapatos e os acessórios, organizar tudo e escrever em papel.