segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pronto, pintei.

Chegou o Outono, embora ainda me lambuze com melancia. Estou aqui numa dicotomia Verão/Outono muito difícil de gerir, já que os dias ainda pedem t-shirt apesar de precisar da mantinha no sofá à noite... bom, mas oficialmente já estamos na estação das castanhas e do strip das árvores, pelo que me pareceu ser este o momento perfeito para uma mudança. Tirar aquele louro queimado pelos dias felizes de praia e piscina e apostar no aspecto saudável e polido que o Inverno pede. Além disso, os louros deste ano tendem para o cinzento e eu não queria nada ficar démodé, já que esses tons não ligam com a minha tez. E por um cabelo mais saudável, para fugir às agressões constantes que uma tonalidade mais clara que a minha raiz exige, decidi pintá-lo de castanho (mesmo sabendo que três meses depois as pontas voltam ao mesmo, comme d'habitude) depois do corte de pontas.
Tinha decidido realizar esta tarefa com tintas profissionais, em casa. Aprendi a fazê-lo este ano e as experiências correram sempre muito bem. Contudo, o facto de ter recebido em casa um press release da Bellady, a coloração da Wella, influenciou-me. Lá fui eu buscar o kit faça-você-mesmo.


Um castanho básico, portanto. Quis seguir o conselho da Mana Lamparina e "fugir da minha zona de conforto", pelo que larguei os castanhos dourados e os louros escuros e trouxe este mesmo. Castanho.
A vantagem da Bellady em relação a outras marcas? Não traz apenas um saquinho daquele condicionador mágico para colocar mal aplicamos a tinta, mas também um outro produto para depositar mais pigmentos de cor no interior do cabelo, quinze dias depois da mudança de look. E não fica por aqui: passado um mês, devemos proceder ao tratamento de brilho intenso, uma saqueta cujo conteúdo enriquecido com extracto de amêndoa ajuda a manter aquele aspecto "acabado de pintar"... ou seja, o kit é feito a pensar num mês de manutenção, o que me pareceu excepcional! Lembram-se de como era antes?


Agora estou em choque:


Nunca tentem mudar drasticamente a vossa cor de cabelo sem a ajuda de um profissional. Tive que usar duas embalagens, porque tenho imenso cabelo e um bocadinho comprido... mas só comprei uma. Claro que no dia seguinte tive que corrigir a caca que tinha feito estava assim tipo Cruella meets Stacy do What Not To Wear, sabem?.
Ainda não me habituei a este castanho muito mais escuro que o da caixa, mas espero que o tom abra rapidamente. Pareço mais adulta e noto imensa diferença quando escolho o que vestir: há cores que assentam muito melhor.
Qualquer dia já tenho opinião formada, mas ainda não consigo amar. Tenho momentos em que adoro ver-me de cabelo escuro, outros em que sinto saudades do look antigo e morro de arrependimento. Vou dar uma oportunidade e logo vejo...

P.S.: A última foto foi tirada com o meu telemóvel logo após a mudança, daí a qualidadezinha da imagem, o roupão e a expressão inexpressiva. Topem a pinta da Mana Lamparina lá atrás, completamente alheada... adoro.

Sabiam?

Lara Stone
Toda a gente que conheço diz "E não sabes tu da missa a metade!" em vez de "E não sabes tu da omissa metade!", o verdadeiro provérbio popular.
Aprendi isto na semana passada e não podia deixar de partilhar convosco tão importante informação! Puro e essencial conhecimento, sabedoria valiosa que muito gostei de apreender.
Com tantas curiosidades giras como esta, como é possível não ser profundamente apaixonada pela nossa Língua Portuguesa?

Boa semana, meus amores!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Quando tudo cai.

Roisin Murphy
É um medo, um pânico. Uma legítima sensação de perda. Perdeu tudo, afinal: o trabalho que não lutou para ter, a família que tinha como garantida, a paz que alcançou. Perdeu o rumo, o sorriso, a gargalhada e o sentido. Não se reconhece, de tão indefinida. Agora até os sonhos lhe querem roubar. Os planos. O futuro. A única força dentro de si era a esperança do que havia de ser. A certeza de uma saída com sabor a sonho mantinha-a acordada, forte, de pé. Foi um instante até que se prostrasse. Não sei precisar quando tudo se desmoronou, mas vi-a perdida logo depois de a ter visto estável e segura. Confortável na sua pele, feliz com os dias, grata pela vida. Foi muito rápido, depressa demais. Apagaram as luzes e deixaram-na sozinha em cena. O que vai ser dela, não sei.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bom fim-de-semana!

Twiggy
"A felicidade é a excepção e o engano. Resulta mais de um esquecimento do que de uma lembrança."
Miguel Esteves Cardoso

Estatuto Editorial

O lamparina é um blog. Certo. Isso faria de mim uma blogger, não é? Pois. Então porque raio sempre que me vejo rotulada com esse termo, me sinto ligeiramente desconfortável? Eu não sou blogger, eu tenho um blog, penso. Parece-me que a generalização do termo aplicado a autores de blogs dedicados a outros temas me faz sentir afastada dessa designação. Como se ao título "blogger" fossem associados adjectivos que não quero ver ligados ao que sou. Para muitos, uma blogger é fútil, oportunista e louca para fazer uma escalada social e profissional sem mérito. Não é inteligente, é uma espertalhona. Não tem nada na cabeça e só fala de sapatos e maquilhagem. Not me, for sure.
(Btw, aconselho vivamente a leitura deste post da Pipoca. É um pequeno exemplo de como podemos ter mais do que uma faceta...)
Tenho um blog porque não vivo sem escrever. Porque a escrita é a minha vida. E escrevo muito, todos os dias, obsessivamente. No Moleskine, no guardanapo de papel que rabisco enquanto espero pela amiga que nunca mais chega, no bloco de notas que vive na mesa de cabeceira e onde anoto ideias de que não quero esquecer-me. Não publico tudo o que escrevo, claro que não. Nem escrevo sobre todos os meus interesses. O lamparina é parte de mim mas não me reflecte no meu todo.
Depois de dois anos de blog, permiti-me apreciá-lo de fora e concluo que o lamparina segue uma linha lifestyle soft, que busca a proximidade com o leitor através da coloquialidade. É por esse motivo que se por um lado publico textos que considero interessantes ou mais profundos, por outro tenho alguns de caca (mais ou menos como acontece nas conversas de café que temos com amigas). Para além de gostar imenso de debater ideias e de expor opiniões sobre assuntos sérios, como qualquer mulher minimamente inteligente, também gosto de saber quais são as mais recentes novidades para o meu cabelo, espreitar tendências em roupas, sapatos e maquilhagens ou partilhar receitas.
É por tudo isto que considero que sou apelidada de blogger, com aquele pequeno travo de depreciação, sem que o seja, realmente. Escrevo aqui porque gosto de o fazer, mais do que de correr ou de matar horas num ginásio. Escrevo no lamparina sem pretensões e com um grande prazer nas possibilidades que a plataforma nos disponibiliza. Quando dei por mim, o lamparina tinha passado à minha frente e adquirido uma identidade própria, mesmo sendo pequenino como é. Chego a ser dissociada da Menina Lamparina por alguns amigos próximos, como se de um alter ego se tratasse.
É aqui que descontraio, sabem? É aqui que consigo abstrair-me de tudo o que é pesado. E é aqui que falo sobre cada pormenor que faz parte do vastíssimo mundo feminino. No fundo, espero que este espaço vos sirva os mesmos propósitos.
Tudo para dizer que quero esta t-shirt:

MIYO DIO, qui barati!

Ava Gardner
Lembram-se desta marca de vernizes? Descobri que a MIYO não é apenas uma marca de vernizes, mas de maquilhagem! E já sei onde podem encontrar: nas lojas Saúde e Bem-estar Jumbo e nas lojas Carlos Santos. Os preços são ridículos de tão baixos... uma base líquida, um pó compacto ou um blush podem custar entre três e quatro euros! A marca assegura que todos os produtos são testados, hipoalergénicos e sem parabenos. Alguém já experimentou? Contem-me tudo!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quando me falaram da Ruga, até vi estrelas!

Claro que já tinha reparado na febre das estrelas. Creio que a culpa foi de Domenico Dolce e de Stefano Gabbana, que há algumas estações relançaram o estampado. Aderi à tendência sem exageros, que os meus tempos de betinha na Escola Secundária fizeram com que enjoasse o padrão. Eram estrelas nas roupas, estrelas nos brincos, nos colares... até nas meias! Entretanto, como a moda as trouxe de volta, deixaram de me provocar náuseas e comprei uma t-shirt bege com mini-estrelinhas cor-de-rosa só porque era mimosa. Depois reparei numa camisola (ou jumper, como preferirem - tenho que adicionar o termo ao meu how to speak like a fashionista!) muito popular entre as celebridades. Em vermelho ou em preto, todas a usam... confiram:
Alessandra Ambrosio
Ellie Goulding
Emma Watson
Miley Cyrus
Jesssica Simpson
Achei a maior das graças quando recebi um e-mail da Ruga, uma marca com produção 100% nacional, e dei de caras com esta camisola:
Além deste "must-have", a marca disponibiliza uma colecção cheia de casacos, vestidos, malhas, gangas, leggings anti-celulite, perneiras, ponchos e botas "para mulheres dos 18 aos 50 anos". Falo-vos da Ruga porque adoro quando temos orgulho no nosso país, independentemente do mau momento que estejamos a atravessar. Uma marca que se afirma apostando em rostos nacionais e na produção portuguesa merece a minha atenção... Podem espreitar mais no facebook ou no outlet online.

Zanini

Prometi falar-vos dela quando a mencionei neste desafio. Primeiro, mostrei-vos a Adda, mas não queria dedicar um post à Zanini sem ter fotos dela. Impossível. Passo a explicar: a Zanini é uma chinchila rebelde e indomável.
Depois da morte da Geraldina Matriosca, decidimos que a Mana Lamparina receberia outro bichinho pequenino no seu 16º aniversário. Outro hamster anão russo estava fora de questão, já que esperaríamos dele os mesmos comportamentos a que a Geraldina nos tinha habituado. A perda recente ainda doía demasiado, por isso optámos por voltar a trazer uma chinchila cá para casa, ideia que tinha excluído depois do Tomás, do Xavier e da Big. É que as chinchilas são a coisa mais fofa do planeta, mas também são muito frágeis. Não suportam bem o calor, o seu sistema digestivo não permite grandes brincadeiras e cada um dos que tive sofreu uma morte precoce, que me custou horrores. Contudo, pareceu-nos a melhor opção e a verdade é que a quarta chinchila que temos não tem nada a ver com as outras. Além do feitio completamente diferente, até passou o Verão sem qualquer problema.
Chamámos-lhe Zanini porque há uma coreografia de dança contemporânea que a Mana Lamparina ama de paixão fazer e que me comove profundamente de cada vez que a vejo dançá-la, cuja música tem uma letra imperceptível (é world music), mas como ouvimos o cantor dizer "zaniniiii" de vez em quando, achámos que se tratava do nome perfeito para a nova habitante da casa.
Lembro-me de andar sempre com as outras ao colo, em casa e na rua. De lhes ensinar truques, de ficar feliz quando finalmente reconheciam o seu nome e vinham ter comigo quando as chamava. Lembro-me de ser abordada na rua por pessoas estupefactas com a tranquilidade das minhas chinchilas: "-Como conseguiu domesticá-la?". Agora percebo porque se surpreendiam... deviam ter tido experiências com animais como a Zanini. Ela não é domesticável. É arisca, mesmo muito selvagem. Morde, foge e nem lhe consigo pegar. Para lhe colocar comida na tacinha, tenho que calçar luvas de podar e mesmo assim sinto as mordidas. Chegámos à conclusão de que será melhor deixá-la ser feliz junto de outras chinchilas como ela (esta espécie adora o convívio), para que ela viva sem medo. Já lhe encontrámos um lar, que deixá-la numa loja de animais é impensável. Será uma questão de tempo até que a levemos para lá. Depois teremos outra, com um feitio dócil e que goste de estar cá em casa.
A minha simpatia por chinchilas é antiga. Sinto-me mesmo feliz por saber que tenho um animal que não serviu para fazer casacos. Como é possível ser cruel ao ponto de matar um bichinho tão fofo só por vaidade?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Este blog tem um aroma delicioso

A That Girl, do Isto não é um diário, ofereceu-me um miminho... e eu fiquei toda derretida! Já há imenso tempo que não recebia um selo! Este cheira a chá e eu vou imaginar que se trata do meu preferido: frutos vermelhos. Obrigada à That Girl pelo presentinho blogosférico!


As regras são simples:
1. Dizer três factos sobre mim:
- Adoro ovos moles.
- Depois de anos sem ligar nenhuma, voltei a apaixonar-me por brincos.
- Sinto-me numa encruzilhada, neste momento da minha vida.

2. Passar o selo a cinco blogs:
- A Bomboca Mais Gostosa
- Coisas da Nadya
- Kabukis e Margaridas
- Belle du jour
- Stylish by S.

Continuo a adorar o nome!

Já falei sobre a verde.lima aqui. Desde esse post, a marca já teve honras de Vogue e tudo! Continua em força e não resisto a mostrar-vos algumas coisinhas fofas da nova colecção Outono/Inverno que adorei e que conta com uma novidade: brincos! Além disso, tachas, picos, animal print, cabedal e metalizados não podiam faltar, ainda que as cores fortes (que já são uma assinatura da verde.lima) se mantenham, como o azul ou o vermelho das últimas peças.







Podem espreitar mais peças no facebook da verde.lima.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

De como a vida pode ser breve.

Ela foi uma das primeiras pessoas que conheci quando cheguei à Escola Secundária. Fomos da mesma turma. Ela e a Carla foram calorosas e muito atenciosas e não me deixavam sozinha nos intervalos. Quis a vida que nos afastássemos. De repente, já não me lembro como, passava mais tempo com os amigos que duram até aos dias de hoje. Mas ela, tal como a Carla, continuaram a ser as mesmas. Sempre simpáticas, sempre educadas. Nunca me apontaram o dedo por ser betinha, nunca me viraram a cara só para não me cumprimentar, como algumas miúdas possuídas por um qualquer sentimento de rivalidade ainda fazem. Não éramos íntimas, mas ia sabendo dela, que o facebook tem destas vantagens. Soube na sexta-feira que tinha sido vítima de um acidente estúpido e que não tinha resistido. Sabem, estas tragédias fazem mais mossa quando nos são próximas. Não quis ir ao funeral porque não iria consolar ninguém - não conheço a família nem sou próxima de grandes amigas suas. No entanto, fiquei chocada com a horrível notícia e peço a Deus que abrace cada um dos que sofrem profundamente com esta perda e que inunde aqueles corações de uma paz imensa e de muita força. A saudade não vai embora, mas a dor pode ser amenizada pelo passar do tempo.

Resquícios de infância

SJP
Em miúda ficava radiante quando o primeiro dia do mês coincidia com uma Segunda-feira. Tinha a sensação de que assim estava tudo arrumado, tudo no sítio. No fundo, sabia que esta imaculada organização duraria apenas uma semana, já que na Segunda-feira seguinte, seria dia oito. No entanto, esta semana em que escrevia a data certinha na folha que iniciava a cada dia dava-me um gozo do caraças. E cá entre nós, ainda me dá um gozo bestial saber que hoje é Segunda-feira, dia um de Outubro de 2012. Que seja um bom mês.