sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sim, Coimbra já tem Primark - 2

Imperatriz Sissi e a Menina
Depois de uma paragem forçada no blog, posso continuar a mini-série que comecei aqui.
Hoje quero contar-vos mais sobre a manhã fantástica que passei na Primark de Coimbra do ponto de vista da consumidora em que me tornei. E escrevo em que me tornei exactamente porque nunca fui grande fã da Primark, como já vos disse várias vezes.
Agora sei que o meu problema era simples: eu não percebia nada da organização das lojas! Não conseguia focar-me, mesmo que levasse uma lista de compras prioritárias. Perdia-me na quantidade e na momentânea euforia de encontrar vários achados: "Olha um blazer! Mas aqueles sapatos! Oh que top giro! E aquele vestido?" e acabava por não conseguir comprar nada, ao contrário da Mana Lamparina, que sempre foi altamente louca pela loja.
A minha perspectiva mudou radicalmente depois da visita guiada pela loja vazia e toda arrumadinha. A Responsável de Produto Primark Iberia, Mar Morón, linda de morrer e mais que simpática, explicou às bloggers e aos jornalistas presentes tudo o que diz respeito às secções em que se divide o espaço, bem como às colecções disponíveis. Vocês sabiam que a Primark aposta no conceito fast fashion? É por isso cada loja recebe novas linhas todos os dias. Vão por mim: se se apaixonarem por uma peça, levem-na imediatamente - amanhã pode não haver.
Depois de perceber a orgânica das lojas e o fio condutor lógico que orienta a disposição de todo o espaço (que não precisa de divisões físicas, dado que as paredes indicam que tipo de produto podemos encontrar em cada sector), sinto-me capaz de me perder em compras. Finalmente, consigo entrar ali e saber onde procurar o que quero, uma vez que tal como as outras lojas do género, a Primark oferece variedade e está atenta às tendências e ao seu público-alvo. Cá entre nós, é um óptimo lugar para adquirir aquela peça tão trendy, mas que na próxima estação já estará completamente out.
Esta é a sexta Primark portuguesa e conta com tudo a que estamos habituados. É uma loja onde podemos ir com toda a família, porque não se destina apenas ao público feminino, com toda a roupa, calçado e acessórios que adoramos! mas disponibiliza também vestuário masculino, infantil e artigos para casa.
Ainda enquanto consumidora, claro que me agrada saber que a Primark segue uma política de responsabilidade social, em que as preocupações com o comércio ético e com o meio ambiente têm lugar. Depois de conhecer a Primark por dentro e de ter sido tão bem recebida pela adorável equipa, não me sinto mal por viver o lema "look good, pay less"!

(*) Foto descaradamente roubada daqui.

Bom fim-de-semana!

Olivia Wilde
"Eu acho que é preciso continuar a acreditar na democracia, mas numa democracia que o seja de verdade. Quando eu digo que a democracia em que vivem as actuais sociedades deste mundo é uma falácia, não é para atacar a democracia, longe disso. É para dizer que isto a que chamamos democracia não o é. E que, quando o for, aperceber-nos-emos da diferença."

José Saramago

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O atrevimento da ignorância. Ou de como as pessoas se esticam para caramba quando se escondem por detrás de um monitor.

Amanda Seyfried
Comentei esta notícia, partilhada pela minha tia P., convencida de que estaria a comentá-la no seu mural. Enganei-me. Os meus comentários apareciam na página do Público. Qual é o problema? Eu explico: esses espaços são povoados de gente cheia de razão, com poderes paranormais. Sabem tudo, sabem tudo sobre a vida, sobre a vida política de um país, sobre a vida privada de quem aparece com uma opinião diferente daquela que é, para quem tem palas nos olhos, a certa. A verdade absoluta existe nas suas cabecinhas cheias de opinião vazia. E digo vazia porque na sua opinião, não cabem outros pontos de vista. A discordância serve apenas para apontar o dedo (mais ou menos como os rufias da Escola de Springfield fazem aos meninos diferentes) e não enriquece. Mais perspectivas não são bem-vindas. E o que eu acho fantástico é que, segundo a minha experiência, aqueles que mais clamam por tolerância e liberdade são também os que se apressam a achincalhar quem não segue a mesma manada. Ou quem não segue nenhuma.

O caso foi simples: um rapaz da minha idade decidiu fazer greve de fome até conseguir um emprego ou falar com o Primeiro-Ministro. Como já disse, acreditava estar a comentar no mural da minha tia P., daí o linguajar impróprio:

"Então, pois! Em vez de mexer este rabinho gostoso e procurar trabalho como deve ser, não. Faço birra e greve de fome até alguém me fazer a vontade. -.- Don't like."

O que fui fazer! Como ousei manifestar uma opinião neste país livre e democrático? Às tantas já tinha uma fulana a dizer-me coisas como "Não sabia que abanar e mexer o rabo dava trabalho como deve ser". Mesmo sabendo que tal comentário era desprovido de grande nível, que a pontuação estava errada (eu corrigi para postar no lamparina) e que a única resposta válida seria qualquer coisa como "Com o teu rabo, não... mas com o meu, aposto que sim!", decidi responder com alguma condescendência e educação, comme il faut:

"Ahahahahah Há, de facto, quem encontre trabalhos assim. Não é o meu caso, que sou um bocado esquisita quanto ao tipo de emprego que procuro. No entanto, como é óbvio, referia-me à procura de trabalho que implica bater em muitas portas, palmilhar alguns quilómetros, receber muitas respostas negativas e não desistir. Era de empregos que tenho como sérios que falava. Compreendo o desespero, infelizmente pertenço à geração que paga por erros que não cometeu. A grande maioria dos meus amigos, tal como eu, encontra-se numa situação vergonhosamente precária, independentemente das licenciaturas, mestrados ou doutoramentos que tenham. Contudo, não acredito em birras. Só isso."

Não sei porque raio perdi tempo. Só expresso a minha opinião sobre assuntos sérios quando estou com pessoas que para além de inteligentes e open minded, me conhecem minimamente bem. É que tenho sempre opiniões controversas, ainda que muito bem fundamentadas. Normalmente, não digo coisas da boca para fora e há sempre raciocínios (coisa rara nestes dias) por detrás de uma frase. Muitas vezes, falo com base na minha experiência pessoal, ou na de quem me é próximo. 

Sem saber nada disto, sem saber quem eu sou, que dias vivo, que dificuldades atravesso, que problemas teve a minha família que resolver ou que obstáculos encravam o quotidiano dos meus amigos, tenho uma gaja qualquer a dizer-me que não sei do que estou a falar. Sem saber que caminho trilhei, se fui ou não explorada, que exemplos tive, quantos amigos meus se foram embora porque isto aqui não está a dar. Sem saber que uma deixou cá os filhos, que outra deixou o marido, que os outros ficaram os dois no desemprego e sem direito a subsídio, com uma criança na escola e uma casa para pagar, que a minha tia foi despedida com 50 anos e que a estabilidade é para mim uma coisa longínqua, apesar de já ter 27 anos. Sem saber que por culpa de um Estado que não quer saber da providência, a minha mãe teve que deixar a filha com dez anos de idade para ir trabalhar a 400 quilómetros de casa, sem ter ideia do dinheiro que roubam aos meus pais, que são os dois funcionários públicos. Sem saber que passado da minha família lutadora está inscrito nas minhas impressões digitais, ela diz-me: "Birra? Oxalá não tenha nunca de fazer uma birra assim, por estes e outros motivos. Mas se tiver de ser, escreva comentários como estes, pois, sem dúvida, dão nas vistas. Talvez a contratem para um cargo implacável, tipo despedir gente birrenta"...

Seriously?

Sabem, faria uma greve de fome se por falta de dinheiro recusassem os tratamentos a alguém com cancro. Para lutar contra o desemprego, talvez fosse limpar escadas, mas não ia passar fome. Isso é o que quero evitar, que ter um trabalho serve para não passar fome. Era mais ou menos isto que queria dizer.
Não encontrar um emprego na minha área de formação é triste, é revoltante, é intolerável, é frustrante e injusto, mas não se resolve com uma greve de fome. Resolve-se com uma alternativa. Com um trabalho que não seja exactamente aquilo com que sonhei e para o qual me tenha preparado com anos de estudo e propinas.

Espero que ele encontre um emprego. A sério que sim. Ele e todos nós, que estamos à espera desse Euromilhões que é um emprego que não seja uma merda precária. Mas sabem do que é que eu gostava mesmo? Que em vez de ficar ali sentadinho, ele se juntasse a mais malta desiludida e furiosa com o estado a que chegámos, como eu e mais uma centena de pessoas que conheço, e entrasse pelo Parlamento adentro. Às vezes acho que isto já não vai lá com manifestações, protestos, greves e afins. Isso é para meninos. Quem está no poder sem noção de serviço público precisa de sentir que não estamos a gostar da porcaria que andam a fazer. E a linguagem tem que mudar.

Mas o âmago da questão deste post não é esse. Queria só partilhar convosco o meu desagrado quanto a esta falta de civismo que povoa a Internet em geral. A protecção de que o teclado e o monitor dotam os utilizadores permite-lhes ser ordinários como não conseguem ser lá fora. Nem todo o site é bem frequentado como o Lamparina, infelizmente.

Desculpem a seca, o lamparina não quer ser um espaço cinzento, grave e sério, onde se debate a actualidade catastrófica do nosso Portugal. Quero que venham cá e esqueçam tudo, que é para isso que eu uso este espaço. Além disso, da última vez que escrevi sobre assuntos do género, fiz uma úlcera na córnea e não quero repetir a graça... Mas não posso deixar de vos mostrar esta notícia. Desta quase gostei (mesmo sendo do ano passado, como a F. me alertou!).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O que têm em comum a Pantene e a Nasa?

Já vos tentei deixar curiosos através do Facebook da Menina, mas não sou má miúda, por isso vou já explicar-vos o que trazia a última encomenda que recebi...

(clicar para aumentar)

Acho o máximo receber correspondência dirigida à Menina Lamparina, a sério que sim. E desculpem a minha falta de habilidade para o Paint e para as fotos em geral, que uma jovem dotada como eu também não pode ser boa em tudo o que faz, não é? Bom, foi com o entusiasmo com que recebo sempre estes mimos que abri o envelope para descobrir o que me seria dado a experimentar desta vez.


Um press kit da Pantene Clinic, a rede global de centros de investigação Pantene Pro-V. Contam eles que utilizam "todo o tipo de investigação de ponta, nomeadamente tecnologia desenvolvida pela Nasa, métodos galardoados com Prémio Nobel e outras técnicas de vanguarda para estudar o cabelo e desenvolver novos produtos". A caixa deixou-me super curiosa. A parte da Nasa também.


Lá dentro, uma ideia giríssima:


Dividia-se a caixa em duas metades: de um lado, dizia "a ciência geralmente acontece aqui"; do outro, "agora vai encontrá-la aqui".


Por isso, de um lado encontrei um tubo de ensaio e do outro, a nova Mousse Condicionador 24h Light, da colecção Aqua Light da Pantene.


Trata-se de um cheiroso leave-in em espuma, leve e nutritivo que protege o cabelo fino e sem volume.


A ideia é hidratar o cabelo fino sem que fique pesado. Assim, ao ser usado em conjunto com a gama Aqua Light, complementa o papel hidratante do condicionador ou da máscara. Além disso, promete proteger o cabelo dos danos causados pelo pentear e pelo styling, deixando-o leve durante 24 horas.

O único senão? O facto de a minha juba não precisar de produtos para cabelos finos. Vocês sabem que além de rebelde, o meu cabelo é forte, grosso e farto, tal como o da Mana Lamparina. Foi por isso que decidi oferecê-la ao meu namorado, cujo cabelo fino é diariamente massacrado com o secador. Depois de muita insistência minha, ele experimentou e ao final do primeiro dia, só disse coisas boas:

  1. O cabelo ficou mais brilhante;
  2. O penteado ficou direitinho até à hora de ir para a cama;
  3. Nada de sinais de cabelos encrespados;
  4. Zero electricidade estática;
  5. Nem ponta de oleosidade na raiz;
  6. Mesmo estando mais suave, aparentava ter o cabelo mais denso.
Nota positiva!

Olha que lindo!

Swatch, of course.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Queridas, mudei o pulso!

Há muito tempo que o meu pulso esquerdo não via a luz do dia. É que nisto das pulseiras sempre fui de fases: se houve épocas em que o minimalismo imperou, noutras, mais foi mais. Então estive anos sem conseguir usar nada nos pulsos (nem relógios!) e anos em que não suportava vê-los vazios. Há algum tempo que o meu pulso esquerdo era fiel guardião da minha colecção de quinze pulseirinhas giras e fofas.


Faziam parte de mim e não as tirava nem para ocasiões especiais. Sempre disse que nunca mais as tiraria, nem para o meu próprio casamento (sempre tive um quê de drama queen...). E foi exactamente por sentir esta resistência à ideia de retirá-las que decidi fazê-lo.


Sou contra amuletos. Não gosto de me sentir presa a um objecto, seja ele qual for. Não faz parte da minha filosofia de vida nem tem lugar na minha fé pessoal acreditar que uma coisa material tem influência na minha sorte, no meu destino, no meu dia-a-dia. Quando coloquei cada uma das pulseirinhas acima, não pedi desejos porque a sua função era apenas decorativa, mas a verdade é que me apeguei demasiado e não concebia a hipótese de retirá-las... por isso, fi-lo, como uma declaração de liberdade. Isto é mesmo estranho de explicar. Bom, depois de uma lagrimita, fiquei neste estado:


Moral da história: não decidam coisas destas depois do Verão, principalmente se estiverem sob pressão. Agora sou incapaz de exibir esta marca horrorosa, pelo que me encho de pulseiras na mesma (bangles, não pulseirinhas com significado):


Estou fã deste mix. Algumas foram oferecidas por uma prima à Mana Lamparina, feitas por uma artesã angolana. Outras eram da minha bff L., que por ter um pulso mínimo acabou por me fazer uma doação. São super coloridas, muito Verão e disfarçam muitíssimo bem o meu pulso macilento. Aproveito para vos mostrar que não fica assim tão exagerado como poderia parecer:


Já viram a pulseira que a minha amiga do coração F. fez para mim? É linda e fica perfeita com o relógio (#inlove).


É fofinha, fofinha. Em rosa, verde e branco.

Sim, o meu pai é veterinário e eu sou uma filha traumatizada.

Victoria Beckham
Isto de ter um pai veterinário tem vantagens e muitas desvantagens. É que passar 27 anos a ouvir sempre o mesmo género de piadas torna-se, vá, cansativo.

- Vou demorar. Ainda não jantei porque o meu pai foi fazer um parto a uma vaca e estou à espera dele.
- Uma vaca?? Ahahahahah de quatro ou de duas patas?

- Porque é que demoraste tanto?
- Oh, o meu pai foi ver uma porca...
Exacto.

- Desta vez foi uma cabra com um prolapso uterino...
Pois.

- O meu pai teve que capar um urso...
Hum, hum.

A mais batida de todas?
- Quando estás doente, não tens que ir ao médico, pois não? O teu papá trata de ti! (*)
Ai.

Tudo tem imensa graça. Imensa.


(*) Por acaso, isto até é verdade. Vou muito menos vezes ao médico que as pessoas cujos pais não são veterinários. E quando era pequenina, era o meu pai que me dava as vacinas. So what? Humpf.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Queridas, mudei o quarto!

A semana passada foi dolorosa, cansativa e maçuda, mas também não quero falar disso - ainda. Estou de volta e quero mostrar-vos como o cérebro é astuto e encontra todo o tipo de artimanhas para se esquivar das tarefas que é obrigado a levar a cabo. Não vos acontece? Por mais que controle estes impulsos, há sempre um ou outro que acaba por levar a melhor. O que despoletou este foi o facto de ver os meus colares todos misturados. Guardava-os em caixas, em cima da cómoda do quarto e quando queria tirar um, vinha logo um monte deles agarrado ao escolhido. Tendo em conta que dez minutos da minha vida a desembaraçar correntes e correntinhas é tempo desperdiçado, decidi pendurá-los na parede com ganchos adesivos.


Desculpem a qualidade da foto, mas o meu Nokia cor-de-rosa não permite imagens melhores, sim? Acho que aqui se consegue perceber o resultado final de uma obra muuuuito complexa (not!). É provável que alguns dos apliques tenham ficado tortos, mas mal se nota. Os colares que não uso tanto continuam guardadinhos nas caixas, mas os restantes ficam à mostra. Assim não me esqueço de nenhum deles e acabam por preencher aquela parede, que estava demasiado vazia para o meu gosto. Que tal?

Nota da redacção: aquela bonequinha à direita chama-se Hannah (segundo a minha avó, significa flor em japonês - nunca hei-de saber se ela mo disse para me fazer sentir especial em pequena. Who cares?) e foi feita pela minha avó. É muito especial para mim. Um dia mostro-vos a carinha dela.

Boa semana, meus amores!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Não aguento.

Ahhhh eu tinha que vir cá dar-vos um beijinho (cá beijinho, vá!), agradecer-vos os comentários amorosos no post anterior, agradecer-vos o facto de já sermos 400 (quatro centenas, meu Deus!!) no facebook da Menina, dizer que tenho saudades vossas e partilhar convosco este hit - vocês sabem que eu AMO a Anna Dello Russo de paixão, certo? Até já! :*