quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O atrevimento da ignorância. Ou de como as pessoas se esticam para caramba quando se escondem por detrás de um monitor.

Amanda Seyfried
Comentei esta notícia, partilhada pela minha tia P., convencida de que estaria a comentá-la no seu mural. Enganei-me. Os meus comentários apareciam na página do Público. Qual é o problema? Eu explico: esses espaços são povoados de gente cheia de razão, com poderes paranormais. Sabem tudo, sabem tudo sobre a vida, sobre a vida política de um país, sobre a vida privada de quem aparece com uma opinião diferente daquela que é, para quem tem palas nos olhos, a certa. A verdade absoluta existe nas suas cabecinhas cheias de opinião vazia. E digo vazia porque na sua opinião, não cabem outros pontos de vista. A discordância serve apenas para apontar o dedo (mais ou menos como os rufias da Escola de Springfield fazem aos meninos diferentes) e não enriquece. Mais perspectivas não são bem-vindas. E o que eu acho fantástico é que, segundo a minha experiência, aqueles que mais clamam por tolerância e liberdade são também os que se apressam a achincalhar quem não segue a mesma manada. Ou quem não segue nenhuma.

O caso foi simples: um rapaz da minha idade decidiu fazer greve de fome até conseguir um emprego ou falar com o Primeiro-Ministro. Como já disse, acreditava estar a comentar no mural da minha tia P., daí o linguajar impróprio:

"Então, pois! Em vez de mexer este rabinho gostoso e procurar trabalho como deve ser, não. Faço birra e greve de fome até alguém me fazer a vontade. -.- Don't like."

O que fui fazer! Como ousei manifestar uma opinião neste país livre e democrático? Às tantas já tinha uma fulana a dizer-me coisas como "Não sabia que abanar e mexer o rabo dava trabalho como deve ser". Mesmo sabendo que tal comentário era desprovido de grande nível, que a pontuação estava errada (eu corrigi para postar no lamparina) e que a única resposta válida seria qualquer coisa como "Com o teu rabo, não... mas com o meu, aposto que sim!", decidi responder com alguma condescendência e educação, comme il faut:

"Ahahahahah Há, de facto, quem encontre trabalhos assim. Não é o meu caso, que sou um bocado esquisita quanto ao tipo de emprego que procuro. No entanto, como é óbvio, referia-me à procura de trabalho que implica bater em muitas portas, palmilhar alguns quilómetros, receber muitas respostas negativas e não desistir. Era de empregos que tenho como sérios que falava. Compreendo o desespero, infelizmente pertenço à geração que paga por erros que não cometeu. A grande maioria dos meus amigos, tal como eu, encontra-se numa situação vergonhosamente precária, independentemente das licenciaturas, mestrados ou doutoramentos que tenham. Contudo, não acredito em birras. Só isso."

Não sei porque raio perdi tempo. Só expresso a minha opinião sobre assuntos sérios quando estou com pessoas que para além de inteligentes e open minded, me conhecem minimamente bem. É que tenho sempre opiniões controversas, ainda que muito bem fundamentadas. Normalmente, não digo coisas da boca para fora e há sempre raciocínios (coisa rara nestes dias) por detrás de uma frase. Muitas vezes, falo com base na minha experiência pessoal, ou na de quem me é próximo. 

Sem saber nada disto, sem saber quem eu sou, que dias vivo, que dificuldades atravesso, que problemas teve a minha família que resolver ou que obstáculos encravam o quotidiano dos meus amigos, tenho uma gaja qualquer a dizer-me que não sei do que estou a falar. Sem saber que caminho trilhei, se fui ou não explorada, que exemplos tive, quantos amigos meus se foram embora porque isto aqui não está a dar. Sem saber que uma deixou cá os filhos, que outra deixou o marido, que os outros ficaram os dois no desemprego e sem direito a subsídio, com uma criança na escola e uma casa para pagar, que a minha tia foi despedida com 50 anos e que a estabilidade é para mim uma coisa longínqua, apesar de já ter 27 anos. Sem saber que por culpa de um Estado que não quer saber da providência, a minha mãe teve que deixar a filha com dez anos de idade para ir trabalhar a 400 quilómetros de casa, sem ter ideia do dinheiro que roubam aos meus pais, que são os dois funcionários públicos. Sem saber que passado da minha família lutadora está inscrito nas minhas impressões digitais, ela diz-me: "Birra? Oxalá não tenha nunca de fazer uma birra assim, por estes e outros motivos. Mas se tiver de ser, escreva comentários como estes, pois, sem dúvida, dão nas vistas. Talvez a contratem para um cargo implacável, tipo despedir gente birrenta"...

Seriously?

Sabem, faria uma greve de fome se por falta de dinheiro recusassem os tratamentos a alguém com cancro. Para lutar contra o desemprego, talvez fosse limpar escadas, mas não ia passar fome. Isso é o que quero evitar, que ter um trabalho serve para não passar fome. Era mais ou menos isto que queria dizer.
Não encontrar um emprego na minha área de formação é triste, é revoltante, é intolerável, é frustrante e injusto, mas não se resolve com uma greve de fome. Resolve-se com uma alternativa. Com um trabalho que não seja exactamente aquilo com que sonhei e para o qual me tenha preparado com anos de estudo e propinas.

Espero que ele encontre um emprego. A sério que sim. Ele e todos nós, que estamos à espera desse Euromilhões que é um emprego que não seja uma merda precária. Mas sabem do que é que eu gostava mesmo? Que em vez de ficar ali sentadinho, ele se juntasse a mais malta desiludida e furiosa com o estado a que chegámos, como eu e mais uma centena de pessoas que conheço, e entrasse pelo Parlamento adentro. Às vezes acho que isto já não vai lá com manifestações, protestos, greves e afins. Isso é para meninos. Quem está no poder sem noção de serviço público precisa de sentir que não estamos a gostar da porcaria que andam a fazer. E a linguagem tem que mudar.

Mas o âmago da questão deste post não é esse. Queria só partilhar convosco o meu desagrado quanto a esta falta de civismo que povoa a Internet em geral. A protecção de que o teclado e o monitor dotam os utilizadores permite-lhes ser ordinários como não conseguem ser lá fora. Nem todo o site é bem frequentado como o Lamparina, infelizmente.

Desculpem a seca, o lamparina não quer ser um espaço cinzento, grave e sério, onde se debate a actualidade catastrófica do nosso Portugal. Quero que venham cá e esqueçam tudo, que é para isso que eu uso este espaço. Além disso, da última vez que escrevi sobre assuntos do género, fiz uma úlcera na córnea e não quero repetir a graça... Mas não posso deixar de vos mostrar esta notícia. Desta quase gostei (mesmo sendo do ano passado, como a F. me alertou!).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O que têm em comum a Pantene e a Nasa?

Já vos tentei deixar curiosos através do Facebook da Menina, mas não sou má miúda, por isso vou já explicar-vos o que trazia a última encomenda que recebi...

(clicar para aumentar)

Acho o máximo receber correspondência dirigida à Menina Lamparina, a sério que sim. E desculpem a minha falta de habilidade para o Paint e para as fotos em geral, que uma jovem dotada como eu também não pode ser boa em tudo o que faz, não é? Bom, foi com o entusiasmo com que recebo sempre estes mimos que abri o envelope para descobrir o que me seria dado a experimentar desta vez.


Um press kit da Pantene Clinic, a rede global de centros de investigação Pantene Pro-V. Contam eles que utilizam "todo o tipo de investigação de ponta, nomeadamente tecnologia desenvolvida pela Nasa, métodos galardoados com Prémio Nobel e outras técnicas de vanguarda para estudar o cabelo e desenvolver novos produtos". A caixa deixou-me super curiosa. A parte da Nasa também.


Lá dentro, uma ideia giríssima:


Dividia-se a caixa em duas metades: de um lado, dizia "a ciência geralmente acontece aqui"; do outro, "agora vai encontrá-la aqui".


Por isso, de um lado encontrei um tubo de ensaio e do outro, a nova Mousse Condicionador 24h Light, da colecção Aqua Light da Pantene.


Trata-se de um cheiroso leave-in em espuma, leve e nutritivo que protege o cabelo fino e sem volume.


A ideia é hidratar o cabelo fino sem que fique pesado. Assim, ao ser usado em conjunto com a gama Aqua Light, complementa o papel hidratante do condicionador ou da máscara. Além disso, promete proteger o cabelo dos danos causados pelo pentear e pelo styling, deixando-o leve durante 24 horas.

O único senão? O facto de a minha juba não precisar de produtos para cabelos finos. Vocês sabem que além de rebelde, o meu cabelo é forte, grosso e farto, tal como o da Mana Lamparina. Foi por isso que decidi oferecê-la ao meu namorado, cujo cabelo fino é diariamente massacrado com o secador. Depois de muita insistência minha, ele experimentou e ao final do primeiro dia, só disse coisas boas:

  1. O cabelo ficou mais brilhante;
  2. O penteado ficou direitinho até à hora de ir para a cama;
  3. Nada de sinais de cabelos encrespados;
  4. Zero electricidade estática;
  5. Nem ponta de oleosidade na raiz;
  6. Mesmo estando mais suave, aparentava ter o cabelo mais denso.
Nota positiva!

Olha que lindo!

Swatch, of course.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Queridas, mudei o pulso!

Há muito tempo que o meu pulso esquerdo não via a luz do dia. É que nisto das pulseiras sempre fui de fases: se houve épocas em que o minimalismo imperou, noutras, mais foi mais. Então estive anos sem conseguir usar nada nos pulsos (nem relógios!) e anos em que não suportava vê-los vazios. Há algum tempo que o meu pulso esquerdo era fiel guardião da minha colecção de quinze pulseirinhas giras e fofas.


Faziam parte de mim e não as tirava nem para ocasiões especiais. Sempre disse que nunca mais as tiraria, nem para o meu próprio casamento (sempre tive um quê de drama queen...). E foi exactamente por sentir esta resistência à ideia de retirá-las que decidi fazê-lo.


Sou contra amuletos. Não gosto de me sentir presa a um objecto, seja ele qual for. Não faz parte da minha filosofia de vida nem tem lugar na minha fé pessoal acreditar que uma coisa material tem influência na minha sorte, no meu destino, no meu dia-a-dia. Quando coloquei cada uma das pulseirinhas acima, não pedi desejos porque a sua função era apenas decorativa, mas a verdade é que me apeguei demasiado e não concebia a hipótese de retirá-las... por isso, fi-lo, como uma declaração de liberdade. Isto é mesmo estranho de explicar. Bom, depois de uma lagrimita, fiquei neste estado:


Moral da história: não decidam coisas destas depois do Verão, principalmente se estiverem sob pressão. Agora sou incapaz de exibir esta marca horrorosa, pelo que me encho de pulseiras na mesma (bangles, não pulseirinhas com significado):


Estou fã deste mix. Algumas foram oferecidas por uma prima à Mana Lamparina, feitas por uma artesã angolana. Outras eram da minha bff L., que por ter um pulso mínimo acabou por me fazer uma doação. São super coloridas, muito Verão e disfarçam muitíssimo bem o meu pulso macilento. Aproveito para vos mostrar que não fica assim tão exagerado como poderia parecer:


Já viram a pulseira que a minha amiga do coração F. fez para mim? É linda e fica perfeita com o relógio (#inlove).


É fofinha, fofinha. Em rosa, verde e branco.

Sim, o meu pai é veterinário e eu sou uma filha traumatizada.

Victoria Beckham
Isto de ter um pai veterinário tem vantagens e muitas desvantagens. É que passar 27 anos a ouvir sempre o mesmo género de piadas torna-se, vá, cansativo.

- Vou demorar. Ainda não jantei porque o meu pai foi fazer um parto a uma vaca e estou à espera dele.
- Uma vaca?? Ahahahahah de quatro ou de duas patas?

- Porque é que demoraste tanto?
- Oh, o meu pai foi ver uma porca...
Exacto.

- Desta vez foi uma cabra com um prolapso uterino...
Pois.

- O meu pai teve que capar um urso...
Hum, hum.

A mais batida de todas?
- Quando estás doente, não tens que ir ao médico, pois não? O teu papá trata de ti! (*)
Ai.

Tudo tem imensa graça. Imensa.


(*) Por acaso, isto até é verdade. Vou muito menos vezes ao médico que as pessoas cujos pais não são veterinários. E quando era pequenina, era o meu pai que me dava as vacinas. So what? Humpf.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Queridas, mudei o quarto!

A semana passada foi dolorosa, cansativa e maçuda, mas também não quero falar disso - ainda. Estou de volta e quero mostrar-vos como o cérebro é astuto e encontra todo o tipo de artimanhas para se esquivar das tarefas que é obrigado a levar a cabo. Não vos acontece? Por mais que controle estes impulsos, há sempre um ou outro que acaba por levar a melhor. O que despoletou este foi o facto de ver os meus colares todos misturados. Guardava-os em caixas, em cima da cómoda do quarto e quando queria tirar um, vinha logo um monte deles agarrado ao escolhido. Tendo em conta que dez minutos da minha vida a desembaraçar correntes e correntinhas é tempo desperdiçado, decidi pendurá-los na parede com ganchos adesivos.


Desculpem a qualidade da foto, mas o meu Nokia cor-de-rosa não permite imagens melhores, sim? Acho que aqui se consegue perceber o resultado final de uma obra muuuuito complexa (not!). É provável que alguns dos apliques tenham ficado tortos, mas mal se nota. Os colares que não uso tanto continuam guardadinhos nas caixas, mas os restantes ficam à mostra. Assim não me esqueço de nenhum deles e acabam por preencher aquela parede, que estava demasiado vazia para o meu gosto. Que tal?

Nota da redacção: aquela bonequinha à direita chama-se Hannah (segundo a minha avó, significa flor em japonês - nunca hei-de saber se ela mo disse para me fazer sentir especial em pequena. Who cares?) e foi feita pela minha avó. É muito especial para mim. Um dia mostro-vos a carinha dela.

Boa semana, meus amores!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Não aguento.

Ahhhh eu tinha que vir cá dar-vos um beijinho (cá beijinho, vá!), agradecer-vos os comentários amorosos no post anterior, agradecer-vos o facto de já sermos 400 (quatro centenas, meu Deus!!) no facebook da Menina, dizer que tenho saudades vossas e partilhar convosco este hit - vocês sabem que eu AMO a Anna Dello Russo de paixão, certo? Até já! :*


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aviso

Amanda Seyfried
Durante a próxima semana, o lamparina vai estar fechado para descanso do pessoal.
- O quê? Não paraste de postar nas férias e agora vais parar?
É verdade. Valores mais altos se levantam. Vou estar a resolver coisas mesmo muito importantes para a minha vida, daquelas que se não for eu, ninguém pode fazer por mim. O meu futuro está em cheque, o peso da responsabilidade não me tem deixado dormir e quando durmo, sonho com o que tenho para fazer. Na verdade, sonho com aquilo de que tenho medo: do fracasso. Ainda que não tenha desabafado muito por aqui, que a ansiedade também nos cala, ainda que não manifeste a minha angústia nem deixe que o pânico transpareça entre cada linha, não consigo acalmar-me. Não estou a conseguir controlar o medo.
A primeira semana de Setembro vai ser decisiva para que possa respirar de alívio. Não pode ser de outra forma. Preciso que torçam por mim, que façam figas, que orem, rezem, peçam à vossa estrelinha da sorte para me ajudar, whatever. Quando voltar, terei notícias.
Mas não se assustem: estou bem de saúde.
Obrigada por estarem aí. Esperam um bocadinho?
Até já.

P.S.: Estarei pelo facebook da Menina.

A casa da Menina

Grace Kelly
Não tenho por hábito partilhar aqui esta minha paixão principalmente porque não gosto de entupir o blog com mil imagens por post. Na verdade, seria impossível falar de casas e de decoração de interiores sem ilustrar intensivamente cada texto.
Papo programas como o Querido, Mudei a Casa ou o Extreme Makeover sim, eu sei que este é uma lamechice pegada, que toda a gente grita e que os resultados são sempre meio creepy, mas gosto e pronto como se não houvesse amanhã.
Cresci com as revistas de decoração da minha mãe. Ela devorava a Casa Cláudia e tantas outras, algumas espanholas, como a El Mueble, outras americanas, enquanto fazia planos para a casa que viríamos a construir. Lembro-me de ver os meus pais entre essas revistas, ao serão, projectando cada divisão, tirando ideias da arquitectura típica dos EUA, em que espaços como o closet faziam todo o sentido, ao passo que por cá os quartos de vestir eram um exclusivo das cortes de tempos que já não vivi. O jardim interno, o living amplo, o tipo de chão, os materiais para revestir as paredes... Partilhei todas essas escolhas, contribuí com a minha opinião e aprendi tanto que mal posso esperar para ter a minha própria casa.
Imagino-a muito neutra, cheia de brancos e com apontamentos suaves de cores alegres. Uma mistura entre o clássico e o contemporâneo, carregada de simetrias e de pormenores tão bonitos como funcionais. Não gosto de monotonia, por isso quero uma mescla de padrões e texturas. E pretendo ser eu a decorá-la porque tenho um certo receio de decoradores, confesso. Mais ou menos como o medo que tenho dos maquilhadores: chegam ali, fazem a sua arte, um mais um são dois e dou por mim completamente despersonalizada. Assim são as casas decoradas por profissionais: espaços perfeitos do ponto de vista estético e funcional, mas sem qualquer vestígio de vida humana, de quotidiano, de desarrumação, de objectos trazidos de um fim-de-semana fora. Parecem montras, imagens de catálogo. É por isso que gosto da ideia de ser eu a minha própria decoradora... a não ser que a única pessoa a quem não teria qualquer problema em confiar tão árdua missão estivesse disponível para o fazer. Chama-se Ana Antunes e devem conhecê-la do Querido. Tem um blog maravilhoso, que espelha o bom gosto e a sofisticação leve que caracterizam o seu depurado e harmonioso trabalho. Podem espreitá-lo aqui. Quanto a mim, vou sonhando com a minha casinha fofinha e com um Euromilhões para ajudar à festa. Hoje vou abrir uma excepção e partilhar os devaneios da Menina no lamparina.













Algumas das imagens correspondem a trabalhos da decoradora de que vos falei, outros são apenas fruto da "pesquisa" que me permito fazer pela web. E vocês? Gostam de decoração?

Please!


Bom fim-de-semana!

Jessica Stam
"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência de medo."
Mark Twain

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sim, Coimbra já tem Primark - 1

Viram bem o título do post? Este é o primeiro de uma mini-série que farei sobre o assunto. É que há imenso para dizer, muito para contar e não tenho tempo para tudo, que a vida não tem sido leve nestes dias. Quero partilhar convosco a minha perspectiva de consumidora, o meu ponto de vista enquanto blogger convidada para a inauguração, a minha opinião sobre a marca, a equipa que tão bem nos recebeu, os seus produtos e o conceito das lojas. Adianto que a minha visão acerca da Primark, que antes se baseava numa ideia de armazém enorme onde podia encontrar de tudo um pouco a preços ridiculamente acessíveis, se alterou drasticamente. Já percebo como fazer compras ali sem me desorientar e abandonar a superfície apenas com uma almofada debaixo do braço e para isso contribuiu não só a dimensão da loja (inferior às que já visitei), como também a visita guiada e a oportunidade de conhecer a fundo a marca e os seus produtos sem confusões, antes da abertura ao público.

E se ando apertada de tempo e a vida não tem sido leve, deixem-me começar por um assunto rápido e sem qualquer peso.
Depois de um pequeno coffee break, fomos desafiadas a escolher uma peça que transformasse o nosso outfit - coisa chata e difícil de fazer, não é? E a mim que odeio roupa e acessórios, custou-me horrores passear este rabo gostoso pela Primark vazia, à procura de qualquer coisa gira para complementar o que tinha escolhido à pressa, já que acordar cedinho é coisa para meninos e eu não sou grande apologista desse nefasto hábito.

Antes:
Podem clicar para aumentar.
Simples e básica, viram? Agora espreitem o depois e digam lá se um blazer não faz toda a diferença?



Giríssimo, com os ombros bem definidos e cintado. Faz um upgrade no look sem pesar demasiado e é super versátil, já que pode ser usado de mil e uma maneiras. Adoro blazers e ainda não tinha comprado outro azul escuro, já que depois da minha perda de peso tive que me desfazer de imensas peças que adorava. Foi por isso que decidi trazê-lo comigo... e quando estava na fila das caixas, pronta a pagar apenas vinte euros por ele, vieram oferecer-mo. Claro que fiquei super feliz com a gentileza. (Obrigadaaa!)

No entanto, este não foi o único presente que recebi, mas sobre isso falo depois. 
Agora vou fazer coisas importantes e chatas. Se estiverem com curiosidade, podem ler mais sobre o assunto no blog da Sissi, que conta tudo sobre o evento onde estivemos juntas. Também podem ver as fotos que ela já partilhou no facebook

Obrigada à Carla Oliveira pelo convite!

New start.

Kate Hudson
Este post da Mary podia ser meu. Porque em Setembro me é dado um novo começo, todos os anos. E este, por coincidência, também será marcado por inevitáveis mudanças. Estou ansiosa e expectante, nervosa e angustiada, mas cheia de esperança. Adoro páginas em branco, prontas a ser preenchidas por novas estórias. Se o meu lamparina fosse um blog anónimo, escancarava aqui tudo o que me vai na alma, todos os projectos, medos, sonhos e ambições que não me deixam dar atenção a mais nada. Não é o caso, por isso prefiro ficar caladinha e falar apenas quando já estiver tudo concretizado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Descoberta do ANO!

Lauren Conrad
Lembram-se do que vos disse aqui sobre um top coat que tinha descoberto e que era o máximo? Descobri um ainda melhor!
Toda a gente já ouviu falar no gelinho ou verniz de gel, que parece ser assim a oitava maravilha do mundo porque não é caro e não temos que andar sempre a pintar as unhas, certo? Sempre desconfiei, mas decidi informar-me junto de uma profissional da coisa, que isto quem não sabe é como quem não vê e se calhar as minhas unhas fraquinhas até aguentavam com aquilo e talvez até não fosse assim tão mau e ai meu Deus que vai ser o fim do mundo em cuecas quando eu puder andar entre a praia e a piscina sem pensar em acetona, algodão e coisas que tal.
Fiz questão de ir falar com a senhora sem ter as unhas pintadas, para que ela pudesse diagnosticar correctamente o caso clínico e como não podia deixar de ser, que a minha sorte nestas coisas é mais ou menos igual à sorte que tenho no Euromilhões aconselhou-me a manter as mãozinhas afastadas desses produtos. Apesar de não partirem, as minhas frágeis unhas tendem a descamar e ficam finiiiiinhas. Tão fininhas que o meu pai, temendo que se tornassem numa segunda pele e desaparecessem de vez, me entupiu o esófago de cápsulas e comprimidos para resolver o problema. (Btw, resultou. E a base protectora da Andreia também.)
Perante o meu semblante vazio de esperança, a senhora partilhou um segredinho comigo: que há um top coat mais-fixe-que-qualquer-um-e-super-mega-hiper-fantástico que ela usa nas suas clientes e que me podia vender. Que protegia o verniz de tal maneira, que apesar de não o fazer durar tanto como um verniz de gel, me faria só ter de pensar em pintar as unhas de dez em dez dias, aproximadamente.
Trouxe-o comigo. Pintei as unhas de vermelho, na mira de lhe dificultar a tarefa. Dois minutos depois, a Adda fez-me bater com a mão na janela. Olho para as unhas e nada! - zero mossas. Tive que sair de casa e nem o facto de pegar nas chaves fez com que se estragassem. Correctíssimo: dez dias de verniz intacto. Claro que uso luvas para lavar a louça e que tenho os mesmos cuidados que tinha antes de descobrir este produto-maravilha, mas o descanso é incrível. Posso pintar as unhas antes de me deitar, porque não se estragam e só mudo a cor porque me irrita vê-la afastada da cutícula. A-mazing.

Chama-se "MAJOOL" e diz "Brilho efeito molhado. Secagem rápida".
Além destas vantagens todas, é baratíssimo (cerca de três euros) e cria uma camada protectora grossa o suficiente para proteger as minhas unhas. Ficam imediatamente com um aspecto mais forte e com um brilho lindo, à semelhança das publicidades photoshopadas. O único contra é o facto de não se encontrar em qualquer lado, por isso, se estiverem cheias de vontade de experimentar, informem-se junto de uma manicure  ou naquelas lojas especializadas em produtos de cabeleireiros e estética.

Tenho graves problemas.

Whitney Port
Sou dessas que deita a colher para o lixo e lava o copo do iogurte. Já pus creme depilatório na escova de dentes.
Às vezes guardo os cereais no frigorífico.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cartas a Paris.

Amanda Seyfried
Já vos falei dele aqui. Vale a pena seguir... porque continua a ser inadjectivável.

Vale a pena começar a semana a rir, certo?

Ontem fui ao Continente e enquanto a Mana Lamparina foi tratar das suas compras, eu perdi-me as usual no corredor dos cosméticos. Adoro espreitar as novidades e adoro vê-las ali, em pleno supermercado. Talvez a quantidade de produtos por metro quadrado me atraia, não sei. Bom, o que interessa é que encontrei esta pérola fantástica...
Seriously? Assim até duvido do "acabamento perfeito", porque este correquetor trás muintos erros na imbaláge.
Boa semana, meus amores!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os meus ténis na Lana.

Lana Del Rey
Partilhei no face da Menina o que vi no face do The HF BLOG (podem espreitar o blog aqui, é giro que só ele e a autora tem um charme especial), mas não podia deixar de postar aqui também... É no mínimo curioso que Miss Lana me irrite um bocadinho mas partilhe do meu bom gosto para ténis, não?

Bom fim-de-semana!

Jessica Stam
"O que faz mal não é a mentira que passa pela mente, mas a que nela mergulha e se firma."
Francis Bacon

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Passou-se em Portugal. Na Beira Litoral. No distrito de Leiria. Em Pombal.

Gisele Bündchen
- Queria um frozen tea de melancia, por favor.
(...)
A senhora traz-me um frozen tea. Eu levo a palhinha à boca, ansiosa por degustar o meu sabor favorito.
Desilusão.
- Isto sabe-me a pêssego. Prova.
- Tens razão. Chama a senhora e diz-lhe.
- Oh pá, coitada... mas eu não gosto mesmo nada de pêssego.
Chamo a senhora.
- Peço desculpa, mas enganou-se. Este frozen tea é de pêssego e eu pedi-lhe de melancia.
- Desculpe, mas isso é melancia. - retorquiu, sem qualquer simpatia.
- Não é, não... pode provar, sabe a pêssego. - insisti, tentando manter-me educada. Contrariada e revirando os olhos, lá provou. Sem dizer nada, levou o meu copo para a cozinha e quando volta, atira:
- Pode ver se agora está bom?
- Desculpe, mas continua a saber-me a pêssego.
- Mas nós nem temos frozen tea de pêssego! Isso é de melancia!
- Olhe, não sei. Já não estou a perceber nada.
- Na embalagem dizia melocotón, portanto... só se eles se enganaram no conteúdo da embalagem! - diz ela, com um ar de espertinha que já só me fazia querer arrancar-lhe os cabelos.
- Melocotón é pêssego em espanhol. Traga-me um frozen tea de sandía, por favor.

Até uma miúda vê...

Elizabeth Olsen
A propósito das portagens nas SCUTS, diz a Mana Lamparina, do alto da sua sapiência e dos seus sui generis 16 anos de idade:
"- Qualquer dia temos que pagar um ticket para sair de casa..."

Até ela topa, topam?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Descoberta da semana!

Victoria Justice
Esta descoberta não tem nada de cosmético... nem nada de realmente novo, na verdade. Reparei na semana passada que posso substituir as batatas fritas do McDonald's por salada e agora tenho um novo menu preferido: wrap com salada e claro, a bela da Coca-Cola para estragar, que uma gaja é saudável mas não é perfeita. Muito menos calórico, certo? Estou felicíssima com a minha descoberta, pronto, acabou, não digo mais nada. Eu sei que isto é uma parvoíce, mas tinha que partilhar.

Boas notícias!

Marion Cotillard
O Gato das Botas (actual Botinhas) já encontrou um lar! A M. não lhe resistiu e aposto que vão ser muito felizes. É o que desejo. Que o Botinhas seja acolhido naquela família maravilhosa e que se torne parte dela, que seja muito amado, que se divirta e que os divirta, dando-lhes tudo o que os animais dão sem pedir nada em troca: risos, amor, momentos cheios daquela pureza sã que nem sempre encontramos com os da nossa espécie. Fico grata à M. pelo entusiasmo com que se aventurou, que adoptar um animal é optar por um caminho cheio de surpresas.
Quanto a mim, a sensação de dever cumprido com que se fica cá dentro é única. E sempre que forem de férias, já sabem: a tia do Botinhas não se importa nada de tomar conta dele!