sexta-feira, 20 de julho de 2012

Black is back.

Eu sei que estamos no Verão e que a estação pede cores alegres e vivas, mas ando a babar por três coisas tão negras como lindas. Há uma elegância misteriosa no preto e mesmo não fazendo uso da cor no meu closet, a verdade é que há objectos em que a negritude faz todo o sentido... o LBD, uns pumps ou um sobretudo preto são básicos, certo? Pois agora imaginem só a Menina num bólide fofinho e classy como este! Na season finale da Oprah, o público foi presenteado com um, mas só agora olhei realmente para ele. Estava a entrar na 25 de Abril quando reparei num outdoor com o novo Beetle. It's Friday and I'm in love...
Acho que me ficava mesmo bem. Assim, pretinho.




No entanto, o meu amor por jipes deixa-me meio indecisa... é que o Evoque preto (edição limitada by Victoria Beckham) também é ma-ra-vi-lho-so e tem ainda mais a minha cara:

A campanha até que está bonita, não é?

Mas mesmo sabendo que já toda a gente falou disto, não posso deixar de manifestar o meu enfado.
Que robot chato! Muda lá de pose, caramba!
Termino com mais uma paixão negra que já partilhei lá no face:
Não é lindo?

Bom fim de semana!

Marilyn Monroe


"Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."

Santo Agostinho

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Estou quase a fazer aninhos!

Acho que depois do post que escrevi a contar-vos de como me falta tudo, não é difícil perceber que o presente de aniversário mais útil que me poderiam oferecer seria qualquer coisa como isto:


Isn't she lovely?


quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que têm em comum Louis Vuitton e Évora?

Saibam aqui.

Falta-me tudo.

Abigale Clancy
Já passou mais de um ano desde que mudei a minha vida com "a" dieta. Era mais uma resolução de Ano Novo, daquelas que não esperamos cumprir mas desejamos que aconteçam por si. Desta vez foi diferente. Quem diria que depois da passagem de ano surgiria uma oportunidade de trabalho que incluía o cumprimento de uma promessa adiada? Entrei de cabeça no projecto e perdi vinte e tal quilos (dicas aqui). Ao contrário do que imaginava, não fiquei toda vaidosona, como já vos contei. Está a ser difícil (ainda!) adaptar-me ao meu corpo. Fiquei sem roupas, sem maminhas e sem saber como me vestir. "Agora podes usar tudo!" - tretas. Antes sabia o que esconder, agora não sei o que realçar. E vou escondendo essa insegurança com camisas largas, tops básicos e t-shirts simples. Os acessórios são a minha salvação, que os sapatos e a bijuteria dão logo um ar giro aos jeans e ao top branco.
Antes de ir de mini-férias, ganhei coragem para reorganizar o closet e retirar de uma vez por todas as roupas antigas dos meus armários. Separei tudo o que já não uso, que não me serve e que não vale a pena mandar ajustar. Sobrou pouco. E eu deprimi. Sinto-me sem roupa. O que vale é que estamos em saldos... 
Bom, no meio desta azáfama (Ai este vestidinho pode ficar giro na D., talvez isto sirva à M., a A. pode gostar destas calças e deste top...) decidi experimentar os meus biquínis e foi o descalabro. De todos os que tinha, fiquei apenas com uma parte de cima e uma parte de baixo, além do fato de banho da natação. Já comprei um, liso e cor-de-rosa, parecido com o da foto, porque a falta de inspiração me invadiu assim que entrei na Calzedonia. Nem sei porque me esforcei tanto na busca pela parte de cima perfeita. Acho que este ano podia ir para a praia só com uma tanga do Snoopy, toda a gente ia achar que aquela pessoa estranha é um menino de 12 anos de cabelo comprido...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Gadgets e afins.

Candice Swanepoel
Sinto-me uma autêntica Velha do Restelo quando recuso tecnologias: o meu pai acha que um iPhone seria uma óptima compra para mim e eu continuo reticente. Isto dos telemóveis sem botões não me encanta. Demoro séculos para escrever uma mensagem... sou mesmo atrás, não sou?

Amigos perfeitos para as férias...

As mini-férias foram mesmo mini, mas nem por isso mal aproveitadas. Foram óptimas. E o vosso fim-de-semana? Muito sol? Muito mar? Eu passei os dias entre a praia e a piscina e a besuntar-me de produtos, cheia de medo de ficar com as minhas longas melenas estragadas e ressequidas, bem como de ficar vermelha e com aquele efeito snake skin que é como quem diz, depois do escaldão, ver o bronze ir embora e ficar às machas. Os meus melhores amigos fizeram maravilhas por mim:

1 - Os protectores da Clinique, que me foram oferecidos naquele dia, fizeram com que pela primeira vez na vida os meus primeiros dias de sol não se tornassem numa tragédia. É que mesmo sendo morena (porque sou mestiça) faço insolações com muita facilidade tipo sempre que vou à praia e adormeço. Além de ter estado constantemente a beber água, a petiscar e a molhar o corpo, apliquei protector com frequência. Fiquei com um bronze bonitinho e sem vestígios de queimaduras. Sem problemas irritantes, a pele ficou hidratada. Cinco estrelas. Mais sobre a linha aqui

2 - Os produtos que ganhei aqui fizeram magia no meu cabelo. Toda a gente se lembra de proteger a pele, mas do cabelo ninguém tem pena. Como a minha juba complicada fica impossível de domar no Verão, não passo sem protecção. Odeio sentir o cabelo seco por causa do sol, do mar e do cloro e irrita-me ter que cortá-lo no final da estação só porque não há remédio para as pontas queimadas. Desta vez, experimentei dois produtos da linha Color Extend Sun da Redken: o Shimmering Defense (da esquerda para a direita, o terceiro), um creme fluído que amacia instantaneamente o cabelo e ajudou a definir as ondas e a mantê-lo brilhante e hidratado; e o Sparkling Shield (da esquerda para a direita, o segundo), um spray com partículas de brilho que mesmo depois de um mergulho deixa o cabelo brilhante e bonito. No regresso, apesar de notar o cabelo mais claro, porque ele abre imenso com o sol, sinto-o tão macio como antes. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bom fim-de-semana!

Jessica Stam
"O nosso carácter é um presságio do nosso destino. Quanto maior a integridade que temos e mantemos, mais fácil e nobre este destino tem probabilidade de ser."
George Santayana

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Post nº 1502

Juju Ivanyuk
Serve o presente para comunicar que a Menina vai de férias. Mini-férias. Férias flash. Uma pequena pausa, portanto. De hoje até domingo, não estarei por cá e vou ficar completamente off. Vou desligar do mundo. Claro que vou ter saudades vossas, mas pensando nisto como um fim-de-semana prolongado, nem parece assim tanto tempo sem postar.

Assim sendo, vou responder a algumas questões que me foram feitas através da caixa de comentários ou via e-mail e terminar com um petit agradecimento:

1 - Os produtos da essence vendem-se na Well's, do Continente, Filipa. Por acaso encontro-os também em algumas lojas de produtos de cabeleireiro (adoro os vernizes, btw!).

2 - Não sei como se faz para que um blog seja procurado por marcas. O que acontece comigo está longe do que acontece nos super blogs: sou simplesmente ser contactada por agências de comunicação para receber press releases, nada de produtos à borla e afins. Uma vez por outra, surge uma oportunidade para realizar passatempos e quando assim é, recebo o prémio que enviarei à vencedora. Nem percebo bem porque me perguntam isto, já que o lamparina não é propriamente um blog-montra...

3 - Os nomes dos meus bichinhos, que referi neste desafio, merecem um post inteirinho só para os explicar, estou a ver. Quando voltar, faço isso!

4 - Vou trautear a tal música: "Por eso canta, por eso baila, por eso canta que tu vida se cambiará para mejor..." LOL Alguém conhece?

5 - Lembram-se desta pergunta que vos fiz? Next week ficam a percebê-la!

6 - Não faço um canal no youtube porque essa exposição me parece difícil de suportar... porque eu gosto mesmo é de escrever. Porque não.

7 - Obrigada por ficarem felizes por mim quando vos disse que estava de férias. Obrigada pelas palavras amorosas quando vos pedi desculpas pela minha ausência dos últimos tempos. É isso que faz da blogosfera um lugar tão bom.

Beijinhos e até já, sim?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Descoberta do mês!

Adele
No último passatempo do estaminé, ofereci à vencedora um miminho surpresa, composto pelas minhas mais recentes descobertas. Agora que o presentinho já chegou ao seu destino, posso partilhá-las também aqui: uma delas foi o lápis de olhos que uma amiga me aconselhou e que conquistou o meu coração.
Durante muitos anos, muitos mesmo, cerca de dez! usei um Rocco Barocco básico, que mesmo sendo de afiar, me enchia as pálpebras de borrões ao final de algumas horas. Experimentei reforçá-lo com eyeliner (líquido, em caneta, em gel daqueles que parecem graxa) e nada. Usei os truques da Camila Coelho e nem por isso deixei de parecer um urso panda assanhado.
A D. usa um traço preto bem carregado no olho desde a Escola Secundária, o que faz dela uma expert no assunto. A verdade é que de manhã à noite, o preto não se espalha pela cara dela. Então perguntei-lhe qual era o segredo para aquele preto limpo e ela falou-me de um lápis da essence, daqueles que parecem de cera. Duvidei, mas decidi experimentar. Três euros não me pareceram um impedimento à tentativa e estamos a falar de uma coisa que pode mudar a vida de uma mulher, certo? Bom, a verdade é que funciona mesmo, fazendo jus ao nome: Long Lasting. Desliza facilmente, é super pigmentado e aguenta intacto o dia inteiro (e a noite também). Já não passo sem ele e serve lindamente para fazer um cat eye improvisado, embora prefira ver-me com um look smoky como o de Miss B., aqui:


E vocês? Qual o vosso look preferido?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desafios fofos.

Este desafio foi lançado pela Ana e como já não respondia a nada do género há imenso tempo, aqui vai: 


1 - Diz qual é o teu clube:
Sporting, mas não ligo nenhuma a futebol. Como o meu signo é Leão e gosto de verde, faz sentido. Também tenho um carinho especial pela Académica e pelo Belenenses.

2 - Qual é o teu maior sonho?
No final dos meus dias, olhar para trás com a certeza de que fiz tudo o que queria fazer. 

3 - Qual é o teu animal favorito?
Os meus, claro. A Adda e a Zanini (ainda não vos falei dela!).

4 - O que mais irrita?
Pessoas lerdas, lentas. Que não percebem nada à primeira. E claro, gente sem educação.

5 - Que tipo de filme preferes?
Comédias românticas. Sou uma seca, eu sei. 

6 - Qual a rede social que mais gostas?
Facebook.

7 - Quais as palavras que estás sempre a repetir?
Ultimamente tem sido "Só quero estar na minha" ou "Seriously?".

8 - Diz um desporto que adores.
Odeio desporto. Caminhadas no shopping contam? 


9 - Se pudesses pedir um desejo ao génio da lâmpada, qual seria?

Ter um desejo por dia até morrer. 
10 - Qual é o teu nome?  
Ana.

Boa semana, iluminados desse lado!


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Do fundo da gaveta #1

Um trabalho obrigou-me a que vasculhasse o disco externo. São as gavetas e os baús desta era, onde só falta o aroma a naftalina. E remexi tudo, textos de uma miúda que era mais mulher do que sabia. Hei-de partilhar alguns desses fragmentos de existência convosco. Começo por este, que escrevi em 2008 ao homem que havia de chegar:


"Numa conversa banal de mesa de café, perguntaram-me o que queria eu num homem… A resposta foi a de sempre: “-Não quero homem nenhum, estou bem sozinha! Teriam de me enganar muito bem para que caísse numa paixão, a esta altura do campeonato…
Mas fiquei intrigada… porque no fundo, eu quero alguém.
Mas alguém muito especial.
E tu, que ainda não apareceste na minha vida, ficas a saber o que quero…

Que sejas o meu amante.
Que não te canses de mim.
Que eu não me canse de ti.
Que sejas meu companheiro.
Que sejas o meu homem.
Que sejas meu amigo.
Que me protejas.
Que me defendas.
Que tomes conta de mim.
Que me dês a mão.
Que te surpreendas comigo.
Que me olhes embevecido enquanto escovo o cabelo.
Que vejas a lua comigo.
Que molhes os pés no mar comigo.
Que te rias comigo.
Que eu me ria contigo.
Que tenhas ciúmes de mim.
Que eu confie em ti.
Que me aches linda.
Que eu te ache lindo.
Que sejas mais alto que eu.
Que eu compreenda e termine as tuas piadas parvas.
Que tu compreendas e termines as minhas piadas parvas.
Que não me resistas.
Que me aches sexy.
Que sejas educado.
Que sejas emocionalmente inteligente.
Que sejas maduro.
Que me peças em casamento de joelhos.
Que me dês espaço.
Que precises do teu espaço.
Que queiras ser o pai dos meus filhos.
Que me leves a jantar.
Que me dês flores.
Que me chames amor.
Que não me magoes.
Que eu não te magoe.
Que me entendas como ninguém.
Que eu te entenda melhor que todos.
Que não tenhas papas na língua.
Que sejas eternamente apaixonado por mim.
Que sintas a minha falta.
Que sejas sensível.
Que tenhas um punho forte.
Que me imponhas, por vezes, limites.
Que me abraces todos os dias.
Que andemos lado a lado…
…porque não quero andar atrás de ti. Nem quero que andes atrás de mim. Vamos juntos. Tentamos juntos. Lutamos juntos. Apoiamo-nos.
Chego a casa cansada e triste, esgotada, farta de tudo e tu levas-me a voar até o nosso jardim secreto, para onde podemos fugir sempre.
E quando o mundo desabar à tua volta, eu farei o mesmo contigo.
Simples."


Simples. Nunca fui de pedir muito.

Bom fim-de-semana!

Zooey Deschanel
"Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem..."
Provérbio

quinta-feira, 5 de julho de 2012

das Montanhas.

Audrey Hepburn
Porque é que quando um problema desaparece, surge outro dilema por resolver? Ou, por outras palavras, porque é que quando desenleamos um nó que parecia não ter fim, reparamos que o novelo enrolado ao contrário está mesmo ali ao lado, pronto a ser desmanchado?
Vou simplificar: imaginem que acabaram de subir uma montanha. Uma montanha muito alta. Fizeram a escalada com o cansaço a entorpecer cada movimento: os músculos doridos, as pernas trémulas, as forças esvaídas. Quase perdem os sentidos. Esgotante. O corpo exausto não tem mais para dar. Mas seguem, um passo após outro, percorrendo o tempo e ultrapassando o obstáculo, independentemente do clima. Às vezes um frio gélido, às vezes um insuportável calor. Passam os dias e as noites e não há paragens até ao momento em que, rastejantes, atingem o cume. A meta. E ainda não saborearam o momento quando, enquanto absorvem a satisfação dessa visão linda que é o que os olhos conseguem alcançar desse lugar tão alto, o céu escurece. Diante dos olhos incrédulos, ergue-se uma montanha ainda maior. Outra escalada.  

Então contem-me lá...

Alguém desse lado que tenha tido, tenha ou adore chinchilas?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

True.


detesto...

Marilyn Monroe
...quando uma música antiiiiiiiga não me sai da cabeça e não a consigo encontrar em lado nenhum, mesmo iniciando a minha pesquisa pelos fragmentos de letra de que me recordo. Procuro por esse google afora, espreito pelo youtube e nada. Que nervos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Oficialmente de férias!

Claudia Schiffer
Agora sim, vou tratar do cabelo, pintá-lo, fazer-lhe uma hidratação mágica, talvez até lhe dê um mini corte. Vou pintar as unhas com cores fortes porque não faz mal se o verniz lascar e tiver que perder mais uma hora a deixá-las bonitas. E porque não vou estar a escrever páginas e páginas, a mexer em papéis como se não houvesse amanhã, a pele das minhas mãos não vai ficar tão seca. Vou dar cabo desta cor de lula, esparramar-me na areia até doer. Vou fazer estrada a cantar, sem medo nem ansiedade, chegar a casa com cheiro de praia, vou ter tempo para cozinhar com calma. Vou pôr a leitura que interessa em dia, nos livros e na blogosfera. Vou ter tempo para folhear com atenção as minhas revistas, apreciar as publicidades, ler os artigos. Vou poder pensar em biquínis, havaianas e amêijoas na esplanada. Ver séries, ver filmes, ver reality shows parvos. Agora sim, posso reorganizar o escritório, pôr o closet e a casa em ordem, que deixei tanto por fazer. Agora, sim.

Esta foi a mais penosa época de exames da minha vida. Muita pressão, muita dor de barriga, muita enxaqueca, muito choro, muita insónia. Nestas semanas, não houve make up nem brushing, não cozinhei nada de jeito, não vesti muito mais que tops e calças de fitness. Não prestei a menor das atenções aos meus blogues, à minha Vogue ou à minha dieta. Não foi mau e difícil, foi péssimo, um esforço hercúleo. Dias fechada em casa com um tempo fantástico lá fora. Para já, acabou.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

É no fim de Agosto!!!

Finalmente! Uma Primark na zona centro (mais precisamente no Fórum Coimbra) e já não aguentamos a espera, certo? 
A cadeia de lojas já iniciou o processo de recrutamento de novos colaboradores e quem estiver interessado pode candidatar-se aquiOs candidatos deverão preencher o formulário e enviar o seu currículo através da plataforma exclusivamente criada para este recrutamento. 
Vá, senhores da Primark, despachem lá isso que eu quero mesmo é ir às pechinchas.

Olha só o que eu recebi! - 2

Lembram-se deste mimo que recebi? Acabou. E não cheguei a sentir saudades, porque um dia depois do seu triste fim, recebi este outro:
Fiquei super feliz!
Agora em versão 50ml, o que significa que vou andar muuuito mais tempo super cheirosa!

Cheira TÃO bem! Dura o dia inteiro e é daqueles perfumes que na minha pele não fica muito intenso mas deixa rasto, sabem? É marcante, tipo assinatura. Adorei começar o meu mês com um presentinho destes. Obrigada ao Grupo Arié e à Elie Saab pela surpresa!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"time goes by so slowly for those who wait..."

Whitney Port
Se a Vida continuar a fluir na sua coerente cadência, hão-de encontrar-se novamente. Depois da mudança, das mudanças todas, das noites mal dormidas e dos dias passados naquela dormência depressiva. Depois de não sobrarem recados para enviar. Depois de deixar de ferver a vontade de falar. Quando só tiveres saudades. É sempre assim, acredita. O tempo faz coisas espantosas, só não apaga memórias nem resolve o que deixamos por resolver. O tempo traz tudo de novo, como o mar, para que não te esqueças de nada e para que possas terminar o que não terminaste. O tempo espera que não estejas à espera para te surpreender. É assim a ironia que pauta o correr da Vida: aquele pormenor que nos deixa com a certeza de que o que tem de ser, acaba por sê-lo e não há coincidências. Como quando decidiste, numa certa noite, deixar de gastar o teu tempo pensando e remoendo nessa história inconstante e na manhã seguinte, a primeira pessoa com quem te cruzaste numa cidade cheia de gente, foi ele. Não foi uma coincidência. É a Vida a brincar contigo. Devias divertir-te mais e aceitar que quem manda é ela. No momento certo, hás-de voltar a vê-lo. A tê-lo, se for para ti. Quando estiveres entretida nos teus afazeres, sem ansiar pelo toque frenético do telemóvel. Quando se cruzarem, por acaso, numa rua qualquer de uma cidade onde não julgavas ser possível encontrar alguém conhecido. Quando ele ganhar coragem para te fazer uma surpresa. Quando estiveres com o aspecto mais descontraído do mundo, a beber um fino numa esplanada à beira-mar. Quando ele te convidar para jantar. Quando tiver de ser.

Bom fim-de-semana!

Adele
"Nascemos com dois ouvidos, dois olhos e uma boca apenas. Dois ouvidos para ouvir muito, dois olhos para ver muito, uma boca para falar pouco."
Minha Professora Primária

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lições de gramática.

Blake Lively and Penny
Passam a vida a dizer galo em francês e nem reparam.
Na atabalhoada pressa de se fazerem entender, expressando uma comparação, ao invés de utilizar o comum "do que", fazem uma estranha aglutinação desta conjunção adversativa transformando-a em "ducóq".

Exemplos:
"Ai o filho da Alzira é munto mais feio ducóq eu m'alembrava".
"Eu gosto mais de broa ducóq gostaba quando era gaiata".
"Eu vejo mais a TVI ducóq vejo a SIC".

Era só isto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Este post não é um post normal.

Já desisti de tentar responder a todos os comentários, como fazia. Desisti porque não consigo, não tenho tempo para tudo... aliás, não tenho tempo para nada. Nem para mim. E estou em exames, como devem ter percebido por aqui. E a atravessar uma fase chata, daquelas que não podemos evitar e cujo final não depende unicamente da nossa vontade. Então quero não só pedir-vos desculpas por ser uma blogger desleixada na sua própria casa, como também por ser horrível convosco nos vossos cantinhos. Tenho estado ausente: passo, leio e fujo. Enfim, sejam compreensivos com a Menina, faxavor. E não se zanguem comigo.

Recebi um e-mail de uma leitora que também tem um blog que eu não conhecia. Convidava-me a visitá-lo, pediu-me que o seguisse e que me tornasse também seguidora no facebook. E eu lembrei-me que pode haver por aí mais alguém com o mesmo desejo e a achar-me uma ingrata do pior: "Ah eu sigo o lamparina e leio e comento e ela nem vem cá visitar-me"... Uma vez que eu acredito que a blogosfera é feita de partilhas, trocas e reciprocidade, digam tudo: onde faz falta a Menina? Quero conhecer os vossos blogs!

Pérola do dia

Anne Hathaway
"A dor que sentes não é porque a outra pessoa está longe, é porque tu estás a milhas de ti mesmo; não é porque o outro não fala contigo, é porque tu não te ouves há demasiado tempo; e não é porque não vês o outro há séculos, é porque há uma eternidade que não olhas para ti."
Gustavo Santos

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um dia pela Vida.

"- Quando é que desligas do Um Dia Pela Vida, mana?"
A pergunta ficou ali, quieta, pairando sozinha, sem resposta possível. Não sei. Talvez nunca desligue. Ou não. Talvez desligue e nunca esqueça. É impossível esquecer uma experiência que mudou a nossa vida, certo? Que nos trouxe pessoas especiais, que fez germinar relações bonitas. É impossível.
Faz hoje um mês. Foi há um mês que vivemos o culminar daqueles longos meses e ainda não consigo descrevê-lo. Foi um dia longo. Intenso. Física e emocionalmente esgotante. Cheio. Acima de tudo, surpreendente.
O dia começou (muito) cedo, com uma arruada gigante.
As fotos não são suficientes para que se perceba a quantidade de gente que se levantou de madrugada para fazer o percurso pela cidade. Ainda fico parva quando vejo os vídeos. Enchemos ruas! Comissão Local, Escuteiros, Fanfarra, equipas e ainda dois cabeçudos.
A abertura do palco, que esteve o dia todo a bombar: montes de artistas, uns atrás dos outros, ininterruptamente.
(Lá em cima, de roxo, a Comissão Local e os coordenadores do projecto. Find me if you can.)
A Pista da Caminhada também esteve todo o dia a bombar. 
Os pombalenses gostam mesmo de acordar cedo. Deviam ser dez ou onze da manhã quando esta foto foi tirada.
Houve flashmob, pela escola de dança da Mana Lamparina. Olha nós a dançar!
O momento alto do evento é a Cerimónia das Luminárias.
E o que são as luminárias? Basicamente, saquinhos de papel onde escrevemos mensagens que recordam os que partiram ou encorajam os que lutam, com um tubo fluorescente lá dentro. Tudo a ver com a menina lamparina, certo?
A estrela da noite foi este senhor. Chama-se Miguel Rivotti. Podem googlá-lo.
O público em altas, que a festa não foi só lágrimas e comoção.
Houve muitos outros momentos marcantes: a Volta dos Vencedores, em que pessoas que já venceram o cancro inauguraram a Pista da Caminhada ou os testemunhos, em que três pessoas falaram da sua experiência enquanto doentes oncológicos. Contudo, não me pareceu adequado partilhar essas fotografias por aqui. (Btw, espero que ninguém fique chateado comigo por publicar aqui estas nove...)
Ficam a faltar fotos da área de restauração, dos stands todos que marcaram presença no recinto, uns com artesanato, outros com pitéus bem bons, alguns com jogos ou actividades - ainda lamento não ter feito um tereré.

Mais de 80 equipas, cerca de 1500 pessoas envolvidas, mais de 100 mil euros angariados. Fiquem com um vídeo montado por um capitão de equipa, que resume bem o que ainda não consigo escrever: aqui.

detesto...

Camilla Belle
...que comecem a bombardear-me com informação, conversa, perguntas, whatever, sem me cumprimentarem antes.
Vamos lá aprender, então: quando me virem e no caso de desejarem dirigir-se a mim, digam-me "Olá", "Bom dia", "Boa tarde", "Boa noite", qualquer coisa. Depois disto, passamos para o segundo nível: um toque de simpatia, sei lá. Qualquer coisa básica como "Está tudo bem?" é suficiente. A partir daqui, é convosco. Podem desbobinar à vontade, que já estarei atenta. Sem estes elementos que servem de introdução para diálogos, esqueçam. Vou estar a pensar coisas como "Que mal-educadona, que horror" e cenas similares.
É o cliente do meu pai que me encontra no café e rosna "Tenho que levar o meu cão ao consultório!" (e eu com isso?).
É a senhora que trabalha cá em casa que grita "FALTA PRODUTO PARA LIMPAR O CALCÁRIO DA CASA-DE-BANHO!!!" antes de me dar os bons dias ou de me deixar acordar (acha mesmo que estou com cara de quem vai agora ao supermercado? Caga no calcário, pá!).
É um colega atarantado que mal me vê pergunta "Tens uma folha de exame?" (não empresto nem dou nada a gente mal-educada, sorry...).
É a senhora da caixa que murmurando, me diz "Cartão cliente" (não percebo se é uma pergunta ou uma afirmação, por isso fico calada e só por causa das coisas não agradeço no fim nem digo adeus nem lhe desejo um resto de dia agradável.).
É o casal que pára o carro ao pé de mim, interrompendo o meu percurso enquanto peão e grunhe "Para a rua da murrunhanha?" (para estes, tenho paciência. Pode estar uma fila enorme de carros atrás, que a minha resposta há-de ser sempre: "Boa tarde". Eles respondem, educadamente (not!): "Para a rua da murrunhanha?". Eu continuo: "Boa tarde". Eles cedem sempre.).
Até os pedintes são mal-educados, pá! "Tens um euro?" ou "Tens um cigarro?". (Mais uma vez, a Menina responde: "Boa tarde", só para que eles retribuam o cumprimento e eu possa responder: "Não, não tenho".)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

E vocês? Também têm amizades assim?

Blair and Serena
Tenho amigas, daquelas especiais, com quem estou poucas vezes mas com quem não sinto o tempo passar. Não interessa se nos vemos apenas uma vez por ano, continua tudo igual. E elas pertencem àquele raro grupo de pessoas que me espreita por dentro e conhece os recantos todos da casa. Sabem quem eu sou por detrás das tretas, das máscaras, do make up e dos saltos altos. Vêem-me. Conhecem-me. E ainda que nem sempre me lembre de pegar no telemóvel e ligar para cada uma delas, sinto saudades muitas vezes. As nossas conversas são desprovidas de tabus, não há segredos. E confessamos tudo. Com elas, não faz mal mostrar quão frustrada me sinto, quão desiludida fiquei. Transparente.

Boa semana!


domingo, 24 de junho de 2012

...desta água não beberei.

Florence Welch
Aquilo que afirmei que nunca faria, fiz. Tudo o que disse que não aconteceria comigo, aconteceu. Das mais insignificantes às grandes mudanças. 
Na minha educação, sempre foi valorizado o saber pensar por si, o desenvolver de um vincado espírito crítico e a desvalorização dos olhares alheios. Ser feliz. Não engolir as verdades dos outros só porque sim. Digeri-las, pensá-las, contestá-las. Saber que o correcto para mim pode não ser ajustado a outras vidas. Saber que a perspectiva muda toda a visão de um mesmo objecto. 
E agora, precisamente a um mês de completar mais um ano de passagem por cá, olhando para trás, vejo que todo o meu percurso (curto, mas intenso) tem sido veementemente marcado por esta conduta. Tenho sido fiel a mim mesma, talvez por isso não me custe dar o braço a torcer e experimentar fazer o que negava. 
Disse que nunca mais voltaria a viver em casa dos meus pais, depois da faculdade. Queria ir estagiar, trabalhar, ter um apartamentozinho só meu, mesmo que fosse um T0. Quis a vida que decidisse congelar os estudos e voltasse para o ninho. Quando planeamos, não pensamos nos imprevistos. Não me arrependo de ter parado, pelo contrário: estive sempre no sítio certo. Estávamos em 2009. E desde aí, tudo tem corrido de maneira diferente do que tinha sonhado: "Nunca na vida vou trabalhar num jornal regional" e aceitei o convite, gostei da experiência e ainda me dói a saída; "Isso nunca aconteceria na minha família" e dou por mim olhando à volta sem perceber o que raio nos aconteceu. 
Olhando para trás, vejo que fui muito feliz. Tão feliz. E não sabia. Era uma miúda croma, mas cheia de segurança. Não mudei muito desde o dia em que o avô António me deixou mexer na máquina de escrever e euescreviassimatéqueelemeexplicouqueateclagrandeserviapara colocar espaços entre as palavras. Não mudei muito desde o dia em que lia histórias à minha Vó antes de adormecer. Não mudei muito desde que ficava triste por só poder usar a maquilhagem da minha mãe na rua quando era Carnaval. Não mudei muito desde o dia em que pedi à Noémia, a senhora que trabalhava lá em casa e que era mais que ama ou empregada doméstica, para me fazer aquele bolo que só ela sabia fazer. Não mudei muito desde o dia em que ficava a ver os grandes a dançar. Fazíamos tantas festas, lá em casa. Não mudei muito desde que passava tardes a tirar fotografias à Mana Lamparina. Não mudei muito desde que chorava com pena do ano velho que o pai matava, na passagem de ano, com tiros para o ar. Não mudei muito desde que me comovi ao receber a minha bicicleta nova, depois da anterior me ter sido roubada novinha em folha. Não mudei muito, ainda que tenha crescido. 
Mudou o medo. Antes não tinha medo de nada nem de ninguém não estou a falar de fobias e ultimamente, ando apavorada. Tenho medo de não conseguir fazer tudo o que quero. Tenho medo de me enganar. Tenho medo de me esquecer de quem sou. Tenho medo de me perder por aqui, entre as coisas pequenas. Medo de falhar. Neste Verão, estarei a encerrar uma fase da minha vida. 
Depois, um livro em branco. E eu queria era começar a escrevê-lo já.

sexta-feira, 22 de junho de 2012