sexta-feira, 29 de junho de 2012

"time goes by so slowly for those who wait..."

Whitney Port
Se a Vida continuar a fluir na sua coerente cadência, hão-de encontrar-se novamente. Depois da mudança, das mudanças todas, das noites mal dormidas e dos dias passados naquela dormência depressiva. Depois de não sobrarem recados para enviar. Depois de deixar de ferver a vontade de falar. Quando só tiveres saudades. É sempre assim, acredita. O tempo faz coisas espantosas, só não apaga memórias nem resolve o que deixamos por resolver. O tempo traz tudo de novo, como o mar, para que não te esqueças de nada e para que possas terminar o que não terminaste. O tempo espera que não estejas à espera para te surpreender. É assim a ironia que pauta o correr da Vida: aquele pormenor que nos deixa com a certeza de que o que tem de ser, acaba por sê-lo e não há coincidências. Como quando decidiste, numa certa noite, deixar de gastar o teu tempo pensando e remoendo nessa história inconstante e na manhã seguinte, a primeira pessoa com quem te cruzaste numa cidade cheia de gente, foi ele. Não foi uma coincidência. É a Vida a brincar contigo. Devias divertir-te mais e aceitar que quem manda é ela. No momento certo, hás-de voltar a vê-lo. A tê-lo, se for para ti. Quando estiveres entretida nos teus afazeres, sem ansiar pelo toque frenético do telemóvel. Quando se cruzarem, por acaso, numa rua qualquer de uma cidade onde não julgavas ser possível encontrar alguém conhecido. Quando ele ganhar coragem para te fazer uma surpresa. Quando estiveres com o aspecto mais descontraído do mundo, a beber um fino numa esplanada à beira-mar. Quando ele te convidar para jantar. Quando tiver de ser.

Bom fim-de-semana!

Adele
"Nascemos com dois ouvidos, dois olhos e uma boca apenas. Dois ouvidos para ouvir muito, dois olhos para ver muito, uma boca para falar pouco."
Minha Professora Primária

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lições de gramática.

Blake Lively and Penny
Passam a vida a dizer galo em francês e nem reparam.
Na atabalhoada pressa de se fazerem entender, expressando uma comparação, ao invés de utilizar o comum "do que", fazem uma estranha aglutinação desta conjunção adversativa transformando-a em "ducóq".

Exemplos:
"Ai o filho da Alzira é munto mais feio ducóq eu m'alembrava".
"Eu gosto mais de broa ducóq gostaba quando era gaiata".
"Eu vejo mais a TVI ducóq vejo a SIC".

Era só isto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Este post não é um post normal.

Já desisti de tentar responder a todos os comentários, como fazia. Desisti porque não consigo, não tenho tempo para tudo... aliás, não tenho tempo para nada. Nem para mim. E estou em exames, como devem ter percebido por aqui. E a atravessar uma fase chata, daquelas que não podemos evitar e cujo final não depende unicamente da nossa vontade. Então quero não só pedir-vos desculpas por ser uma blogger desleixada na sua própria casa, como também por ser horrível convosco nos vossos cantinhos. Tenho estado ausente: passo, leio e fujo. Enfim, sejam compreensivos com a Menina, faxavor. E não se zanguem comigo.

Recebi um e-mail de uma leitora que também tem um blog que eu não conhecia. Convidava-me a visitá-lo, pediu-me que o seguisse e que me tornasse também seguidora no facebook. E eu lembrei-me que pode haver por aí mais alguém com o mesmo desejo e a achar-me uma ingrata do pior: "Ah eu sigo o lamparina e leio e comento e ela nem vem cá visitar-me"... Uma vez que eu acredito que a blogosfera é feita de partilhas, trocas e reciprocidade, digam tudo: onde faz falta a Menina? Quero conhecer os vossos blogs!

Pérola do dia

Anne Hathaway
"A dor que sentes não é porque a outra pessoa está longe, é porque tu estás a milhas de ti mesmo; não é porque o outro não fala contigo, é porque tu não te ouves há demasiado tempo; e não é porque não vês o outro há séculos, é porque há uma eternidade que não olhas para ti."
Gustavo Santos

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um dia pela Vida.

"- Quando é que desligas do Um Dia Pela Vida, mana?"
A pergunta ficou ali, quieta, pairando sozinha, sem resposta possível. Não sei. Talvez nunca desligue. Ou não. Talvez desligue e nunca esqueça. É impossível esquecer uma experiência que mudou a nossa vida, certo? Que nos trouxe pessoas especiais, que fez germinar relações bonitas. É impossível.
Faz hoje um mês. Foi há um mês que vivemos o culminar daqueles longos meses e ainda não consigo descrevê-lo. Foi um dia longo. Intenso. Física e emocionalmente esgotante. Cheio. Acima de tudo, surpreendente.
O dia começou (muito) cedo, com uma arruada gigante.
As fotos não são suficientes para que se perceba a quantidade de gente que se levantou de madrugada para fazer o percurso pela cidade. Ainda fico parva quando vejo os vídeos. Enchemos ruas! Comissão Local, Escuteiros, Fanfarra, equipas e ainda dois cabeçudos.
A abertura do palco, que esteve o dia todo a bombar: montes de artistas, uns atrás dos outros, ininterruptamente.
(Lá em cima, de roxo, a Comissão Local e os coordenadores do projecto. Find me if you can.)
A Pista da Caminhada também esteve todo o dia a bombar. 
Os pombalenses gostam mesmo de acordar cedo. Deviam ser dez ou onze da manhã quando esta foto foi tirada.
Houve flashmob, pela escola de dança da Mana Lamparina. Olha nós a dançar!
O momento alto do evento é a Cerimónia das Luminárias.
E o que são as luminárias? Basicamente, saquinhos de papel onde escrevemos mensagens que recordam os que partiram ou encorajam os que lutam, com um tubo fluorescente lá dentro. Tudo a ver com a menina lamparina, certo?
A estrela da noite foi este senhor. Chama-se Miguel Rivotti. Podem googlá-lo.
O público em altas, que a festa não foi só lágrimas e comoção.
Houve muitos outros momentos marcantes: a Volta dos Vencedores, em que pessoas que já venceram o cancro inauguraram a Pista da Caminhada ou os testemunhos, em que três pessoas falaram da sua experiência enquanto doentes oncológicos. Contudo, não me pareceu adequado partilhar essas fotografias por aqui. (Btw, espero que ninguém fique chateado comigo por publicar aqui estas nove...)
Ficam a faltar fotos da área de restauração, dos stands todos que marcaram presença no recinto, uns com artesanato, outros com pitéus bem bons, alguns com jogos ou actividades - ainda lamento não ter feito um tereré.

Mais de 80 equipas, cerca de 1500 pessoas envolvidas, mais de 100 mil euros angariados. Fiquem com um vídeo montado por um capitão de equipa, que resume bem o que ainda não consigo escrever: aqui.

detesto...

Camilla Belle
...que comecem a bombardear-me com informação, conversa, perguntas, whatever, sem me cumprimentarem antes.
Vamos lá aprender, então: quando me virem e no caso de desejarem dirigir-se a mim, digam-me "Olá", "Bom dia", "Boa tarde", "Boa noite", qualquer coisa. Depois disto, passamos para o segundo nível: um toque de simpatia, sei lá. Qualquer coisa básica como "Está tudo bem?" é suficiente. A partir daqui, é convosco. Podem desbobinar à vontade, que já estarei atenta. Sem estes elementos que servem de introdução para diálogos, esqueçam. Vou estar a pensar coisas como "Que mal-educadona, que horror" e cenas similares.
É o cliente do meu pai que me encontra no café e rosna "Tenho que levar o meu cão ao consultório!" (e eu com isso?).
É a senhora que trabalha cá em casa que grita "FALTA PRODUTO PARA LIMPAR O CALCÁRIO DA CASA-DE-BANHO!!!" antes de me dar os bons dias ou de me deixar acordar (acha mesmo que estou com cara de quem vai agora ao supermercado? Caga no calcário, pá!).
É um colega atarantado que mal me vê pergunta "Tens uma folha de exame?" (não empresto nem dou nada a gente mal-educada, sorry...).
É a senhora da caixa que murmurando, me diz "Cartão cliente" (não percebo se é uma pergunta ou uma afirmação, por isso fico calada e só por causa das coisas não agradeço no fim nem digo adeus nem lhe desejo um resto de dia agradável.).
É o casal que pára o carro ao pé de mim, interrompendo o meu percurso enquanto peão e grunhe "Para a rua da murrunhanha?" (para estes, tenho paciência. Pode estar uma fila enorme de carros atrás, que a minha resposta há-de ser sempre: "Boa tarde". Eles respondem, educadamente (not!): "Para a rua da murrunhanha?". Eu continuo: "Boa tarde". Eles cedem sempre.).
Até os pedintes são mal-educados, pá! "Tens um euro?" ou "Tens um cigarro?". (Mais uma vez, a Menina responde: "Boa tarde", só para que eles retribuam o cumprimento e eu possa responder: "Não, não tenho".)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

E vocês? Também têm amizades assim?

Blair and Serena
Tenho amigas, daquelas especiais, com quem estou poucas vezes mas com quem não sinto o tempo passar. Não interessa se nos vemos apenas uma vez por ano, continua tudo igual. E elas pertencem àquele raro grupo de pessoas que me espreita por dentro e conhece os recantos todos da casa. Sabem quem eu sou por detrás das tretas, das máscaras, do make up e dos saltos altos. Vêem-me. Conhecem-me. E ainda que nem sempre me lembre de pegar no telemóvel e ligar para cada uma delas, sinto saudades muitas vezes. As nossas conversas são desprovidas de tabus, não há segredos. E confessamos tudo. Com elas, não faz mal mostrar quão frustrada me sinto, quão desiludida fiquei. Transparente.

Boa semana!


domingo, 24 de junho de 2012

...desta água não beberei.

Florence Welch
Aquilo que afirmei que nunca faria, fiz. Tudo o que disse que não aconteceria comigo, aconteceu. Das mais insignificantes às grandes mudanças. 
Na minha educação, sempre foi valorizado o saber pensar por si, o desenvolver de um vincado espírito crítico e a desvalorização dos olhares alheios. Ser feliz. Não engolir as verdades dos outros só porque sim. Digeri-las, pensá-las, contestá-las. Saber que o correcto para mim pode não ser ajustado a outras vidas. Saber que a perspectiva muda toda a visão de um mesmo objecto. 
E agora, precisamente a um mês de completar mais um ano de passagem por cá, olhando para trás, vejo que todo o meu percurso (curto, mas intenso) tem sido veementemente marcado por esta conduta. Tenho sido fiel a mim mesma, talvez por isso não me custe dar o braço a torcer e experimentar fazer o que negava. 
Disse que nunca mais voltaria a viver em casa dos meus pais, depois da faculdade. Queria ir estagiar, trabalhar, ter um apartamentozinho só meu, mesmo que fosse um T0. Quis a vida que decidisse congelar os estudos e voltasse para o ninho. Quando planeamos, não pensamos nos imprevistos. Não me arrependo de ter parado, pelo contrário: estive sempre no sítio certo. Estávamos em 2009. E desde aí, tudo tem corrido de maneira diferente do que tinha sonhado: "Nunca na vida vou trabalhar num jornal regional" e aceitei o convite, gostei da experiência e ainda me dói a saída; "Isso nunca aconteceria na minha família" e dou por mim olhando à volta sem perceber o que raio nos aconteceu. 
Olhando para trás, vejo que fui muito feliz. Tão feliz. E não sabia. Era uma miúda croma, mas cheia de segurança. Não mudei muito desde o dia em que o avô António me deixou mexer na máquina de escrever e euescreviassimatéqueelemeexplicouqueateclagrandeserviapara colocar espaços entre as palavras. Não mudei muito desde o dia em que lia histórias à minha Vó antes de adormecer. Não mudei muito desde que ficava triste por só poder usar a maquilhagem da minha mãe na rua quando era Carnaval. Não mudei muito desde o dia em que pedi à Noémia, a senhora que trabalhava lá em casa e que era mais que ama ou empregada doméstica, para me fazer aquele bolo que só ela sabia fazer. Não mudei muito desde o dia em que ficava a ver os grandes a dançar. Fazíamos tantas festas, lá em casa. Não mudei muito desde que passava tardes a tirar fotografias à Mana Lamparina. Não mudei muito desde que chorava com pena do ano velho que o pai matava, na passagem de ano, com tiros para o ar. Não mudei muito desde que me comovi ao receber a minha bicicleta nova, depois da anterior me ter sido roubada novinha em folha. Não mudei muito, ainda que tenha crescido. 
Mudou o medo. Antes não tinha medo de nada nem de ninguém não estou a falar de fobias e ultimamente, ando apavorada. Tenho medo de não conseguir fazer tudo o que quero. Tenho medo de me enganar. Tenho medo de me esquecer de quem sou. Tenho medo de me perder por aqui, entre as coisas pequenas. Medo de falhar. Neste Verão, estarei a encerrar uma fase da minha vida. 
Depois, um livro em branco. E eu queria era começar a escrevê-lo já.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Porque é que nestas alturas consigo completar todas as tarefas chatas do planeta de sorriso nos lábios?

Cameron Diaz
Imenso para estudar e tempo nenhum para o fazer? Vou lavar o carro.

POR-TU-GAL!

Luísa Beirão
Independentemente de não perceber porque raio se gasta tanto dinheiro numa porcaria de um joguito, de não perceber puto das regras e de me irritar com facilidade quando decido perder tempo a ver um jogo, eu apoio a nossa selecção, a sério que sim. Mas nem em sonhos me apanhavam com mais que uma t-shirtzinha para manifestar o meu patriotismo...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A propósito do post da Imperatriz...

Romee Strijd 
Tenho a sensação de que a constante busca pelo mais trendy tende a tornar toda a gente igual. Deve ser por isso que já não posso ver certas sandálias da Zara, que apesar de giríssimas, já estão mais que vistas. Deve ser por isso que já não aguento mais Jeffrey Campbell nem a bota nem a sandalona, porque estou sempre a vê-las nos pés de toda a gente e ainda sou bombardeada com versões fake por tudo o que é loja ou loja online - até nos 999, girls!!! Deve ser por isso que nunca me hão-de apanhar de mullet skirt à cintura. Já não posso com esta uniformização toda. E depois sou boring. Porque não uso esses must-haves todos e prefiro ser só eu, pronto. Eu normal. Eu básica com um ou outro pormenor.

Adorei!

Emma Stone
Poderia ter sido eu a escrever cada linha. Acutilante e precisa, a Imperatriz Sissi fez-me nascer um sorrisinho cúmplice com este post.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amores platónicos...

Amanda Seyfried
A querida Ervilha lançou o tema há algum tempo e eu fiquei curiosa... e vocês? Já tiveram algum amor platónico? Como lidaram com isso?

O Estado só me dá problemas.

Katrin Thormann
Sinto que nas Finanças se fala um Português diferente do meu. Aposto que para trabalhar lá temos que aprender uma língua nova, um código imperceptível, um dialecto secreto. Só isso justifica a existência daquele odioso portal onde tenho que entrar pelo menos uma vez por ano para preencher aquilo do IRS, que é como quem diz, clicar aqui e ali até deixar de dar erro. É como jogar no Euromilhões.
Eu até sou uma pessoinha inteligente e dada às letras, mas sinto-me perdida na Rússia quando chega aquela altura em que me perguntam sobre uma herança indivisa. Caramba, não morreu ninguém... qual herança? Não-sei-quê das tributações e o ano N... Pergunto-me como farão aquelas pessoas velhinhas que mal sabem o que é um computador. Isto é para simplificar a vida a quem, afinal?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

And the winner is...


...Vânia Pereira, ou Sapatinhos Cintilantes! Parabéns!
Entretanto receberás um e-mail para que nos cedas os teus dados e te possamos enviar o livro fantástico que a Isabel escolheu e os mimos surpresa da Menina!
Obrigada a todas as participantes e não fiquem tristes, porque de certeza que vamos ter mais passatempos giros para distribuir presentinhos bons!
Até já!


coisas fortes que já não me lembro de ter escrito

Jessica Stam
"E as mensagens são difusas, o que me dizes é confuso. Porque não dizes nada, na verdade. Se calhar até sou convencida para caramba e gosto de acreditar que falas comigo quando nem sou eu a visada dessas tuas parcas e nebulosas palavras. Cá dentro, sozinha, ouço os diálogos que nunca existiram, passo a pente fino o pouco que retive, numa incessante busca circular. Volto sempre ao mesmo sítio. Assim como as moscas no vidro, estás a ver? Não há saída possível e elas continuam ali, perdendo vida naquela ridícula sucessão de tentativas vãs para atravessar uma barreira que não as deixa seguir em frente. Batem, voltam a tentar, tentam uma e outra vez, sem que a fé ignorante lhes dê acesso à travessia. Poderia ter usado mil e uma metáforas diferentes para descrever a agonia em que tenho passado os meus dias, mas a melhor de todas era mesmo esta. Porque as moscas são burras, são pequenas, são feias e sentem-se bem no meio da trampa. São vidas sem valor, que podem dar-se ao luxo de gastar o precioso tempo da sua existência com coisas que não interessam a ninguém. E assim é esta parte gaja de mim. Burra, pequena, feia e que adora um bocadinho de trampa. Não nega viver um enredo sem nexo ou coerência e ainda valoriza uma estória insignificante e sem grandes laivos de beleza, cuja apoteose será apenas o (perdoa-me o calão) ficar na merda. Não sei quando vou conseguir parar de bater no vidro. Ninguém abre a janela para eu me ir embora daqui. Não sei que prazer podes ter em ver-me assim, desnorteada.
Toca, telefone. E não tocou.
E não foi por isso que ela esqueceu."


Boa semana, meus amores!

Não se esqueçam de que sai hoje o resultado do passatempo!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

...


Fica mate, em português.

Lembram-se dela? Foi-me aplicada pela primeira vez no meu Dia Clinique. Foi também nesse dia que me ofereceram uma. Agora que a uso há cerca de um mês, já me sinto com legitimidade para vos falar da nova base da minha marca preferida, que se tornou na minha base preferida. Chama-se stay-matte oil-free makeup e sobre os pormenores do produto podem ler no blog da Clinique (basta clicar no nome). Eu quero mesmo é contar-vos de como é usá-la diariamente, enquanto consumidora. É que a minha pele chata e sensível já me deu um doutoramento honoris causa em bases: já experimentei várias marcas, líquidas, em pó, mais espessas, mais fluídas, diversos tons - do rosa ao cinzento, passando pelo amarelo. Sou a cliente mais melga de todas as vendedoras de perfumarias, quando o assunto é a base. Para mim, não se trata apenas de uma questão estética. Não chega tapar. A base é o produto mais importante da maquilhagem: se a pele não estiver bonita e saudável, não há sombra que brilhe. Além disso, morro de medo de alergias, irritações, eczemas e afins, porque já passei por más experiências e não quero repeti-las. Por tudo isto, quando falamos de bases, o caso torna-se sério e é por estes motivos e mais alguns que não troco a Clinique por nada. Bom, vamos falar da stay-matte?

O facto de ser tão leve fez-me presumir que, como habitualmente, teria de retocar a maquilhagem a meio do dia. Guess what? Nada disso. Mesmo nos dias maravilhosos que tivemos, cheios de sol e calor, ela ficou no sítio, sem desaparecer, escorrer ou deixar-me peganhenta. Tenho por hábito aplicar um bocadinho de pó compacto para finalizar e deixei de o fazer nos primeiros dias, só para testar... concluí que de facto não é necessário mais nada. A cobertura é impecável, o acabamento é super natural e não há nem sinais daqueles brilhos chatos que quem tem a pele ligeiramente oleosa está sempre a tentar apagar. As imperfeições não se notam e não fico com aquele aspecto "mascarado" que as bases às vezes conferem. Sou fã. Agora vejam o mini "antes e depois" sem gozar muito... (apanhei o cabelo de propósito para verem bem):

Antes da base, com as imperfeições todas à mostra.
Já tinha aplicado o corrector de olheiras e riscanhado qualquer coisa nos olhos.
Podem clicar para aumentar. Cuidado, sim? A fotogenia não abunda...
Já com a base aplicada, na versão fantasminha de mim própria.
Com luz natural, para que se perceba o acabamento natural de que falava.
Como nos últimos tempos estou com uma cor mais saudável (ainda meio lula, mas não tão pálida como em Abril), tenho misturado umas pinguinhas do meu moisture surge tinted moisturizer, que é como quem diz, o meu creme hidratante com cor para os dias em que não me apetece aplicar base à séria porque tem um tom mais escuro. A junção dos dois produtos fica perfeita no meu tom actual.

Odeio tirar fotos #foreveralone meets #eudesprevenida, mas achei mesmo que este post precisava de ilustração real, ainda que improvisada.

Termina hoje!

Mais de cem participações. O passatempo Kabukis & Lamparina foi um verdadeiro sucesso e eu só posso agradecer à Isabel pela ideia fantástica! Até à meia-noite ainda podem tentar a vossa sorte... depois apuramos a vencedora e publicaremos os resultados o mais rápido possível. Boa sorte a todas!

Bom fim-de-semana!

Lady Gaga
"Para quê levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos?"
Bob Marley

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Das partidas.

Bar Refaeli
Esconder o estado de fragilidade em que alguém nos coloca com arrogância e altivez é um truque básico. Nem todas as atitudes tomadas por respeito nos confortam ou aliviam. Não preciso que me preservem, que me protejam nem que se preocupem com as minhas eventuais quedas mais do que eu própria. A simplicidade sempre me atraiu mais que as tramas angulosas. A generosidade de uma conversa sincera sempre me aconchegou mais que a frieza de uma qualquer consideração imposta. Gosto de tudo explicado, tudo remexido, da desarrumação organizada que me faz sentir em casa. E dói-me a perda de um potencial amigo. Dói-me gostar e deixar ir embora. Não percebo como podemos deixar alguém magoado, encolher os ombros e virar as costas.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Falta pouco para dia 15!

Sexta-feira acaba o passatempo! Aqui.

detesto...

Kate Moss
...detestar uma pessoa de quem gosto. Por outras palavras, detesto que alguém de quem goste faça tudo o que odeio que me façam. É quase um sentimento de perda, uma raiva frustrante. É um adeus forçado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Hoje estamos assim...

...com Morning Rose nas mãos.

Eu disse que era fácil!

Nigella Lawson
Deixo-vos a receita que me serviu de base para o Red Velvet, mas aconselho-vos a não colocar a essência de baunilha e a trocar o bicarbonato de sódio por fermento. Ah, eu decidi acrescentar cacau, que uma colher de sopa pareceu-me muito pouco... Não se esqueçam de usar chávenas iguais para as medidas para isto resultar como se quer, sim? E sim, os ingredientes são estranhos, mas isto no fim dá certo!


Ingredientes:
  • 2 ovos
  • 1 chávena e meia de óleo
  • 1 chávena de buttermilk(*)
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 4 colheres de sopa de corante alimentar vermelho
  • 2 chávenas e meia de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
(*) Encher uma chávena de leite e adicionar uma colher de sopa de sumo de limão. Deixar repousar durante dez minutos. O objectivo é mesmo que fique com aquele aspecto talhado.

Preparação:
  1. Ligar o forno a 180º. Untar uma forma redonda com cerca de 20cm de diâmetro. Eu só uso formas de silicone, pelo que passei esta etapa.
  2. Bater os ovos (com a batedeira!) e aos poucos adicionar o óleo, o buttermilk, o vinagre, a essência de baunilha e o corante. Depois de tudo bem batidinho, reservar.  
  3. Numa outra taça, colocar os ingredientes secos e misturar. 
  4. Juntar os conteúdos das duas taças e bater em velocidade média/alta até ficar uma massa cremosa e homogénea.
  5. Meia hora no forno (ou até o palito sair limpinho).
  6. Deixar arrefecer antes de desenformar.
Se experimentarem, contem como correu!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

She loves red, so...



Red Velvet para toda a gente. Depois dou-vos a receita! E sim, ela teve dois bolos porque soprou as velinhas com a família e mais tarde com os amigos, que lhe fizeram uma festa-surpresa!

Boa semana, iluminados desse lado!


domingo, 10 de junho de 2012

Parabéns, Mana Lamparina.

Parabéns, meu amor. No ano passado disse-te que agora os anos passariam a correr. Era ou não verdade? Este último foi de loucos, eu sei. Andámos juntas de saltos agulha em chão de terra batida e o caminho nunca mais acaba. A tua mão na minha, eu seguro-te e tu a mim, limpas as minhas lágrimas e eu as tuas. Além de linda, és dotada de uma força impressionante. E não sei se é possível, mas amo-te mais a cada dia. A cada abraço. A cada noite em que fico simplesmente a ver-te dormir, com essa cara de boneca. Este ano vai ser mais fácil, vais ver. Mereces. Mereces tudo, meu amor. Obrigada por tantos sorrisos. Desejo que os teus dezasseis anos sejam marcados por muitos. Se sorrires, eu estou bem.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bom fim-de-semana!

Elizabeth Olsen
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Lamparina festivaleira (not!)

Nunca fui menina de festivais. Não é a minha onda, sou dessas pessoas preguiçosas que não gostam de comer pó, nem de estar muitas horas de pé, nem de acampar porque o medo de insectos se sobrepõe a qualquer desejo de diversão. Abomino grandes aglomerados populacionais e torno-me meio claustrofóbica. Sou uma seca, eu sei. E também sei que o Rock in Rio é um festival soft, mas serviu para firmar em mim a certeza de que não vale a pena insistir: não sou menina de festivais. No entanto, adorei a minha experiência e faria tudo outra vez.
Fui com a Mana Lamparina e a priminha do coração. Não consegui curtir o recinto nem as diversões porque a quantidade de gente nas filas para tudo e mais alguma coisa matavam a minha coragem. Além disso, tinha ido para ver o meu Léninho e preferi deixar-me estar quietinha no meu spot brutal mesmo em frente ao palco e esperar. Assim, vi Expensive Soul, que são das bandas nacionais mais boa onda que conheço e que deram (como sempre) um concerto fantástico, animadíssimo e com uma energia contagiante; gramei com a Ivete, que foi a maior seca do mundo disseram-me que eu ia alinhar na cena, mas esqueçam. Vai pererê não é a minha vibe e a gaja é convencida todos os dias, deve pensar que é a Diana Ross ou outra diva à séria. Uma bimba e nem cantou o Se eu não te amasse tanto assim. Imperdoável; surpreendi-me com Maroon 5, que pelos vistos eram "a" atracção da noite para as pitinhas todas e com razão, percebi depois. Os videoclips não mentem, o Adam é mesmo o máximo! que provaram não ser apenas uma bandazita que passa na RFM - os gajos dão-lhe mesmo! E por fim, depois de longas horas de espera e já coladinha às grades... o único homem que me faria acrescentar um apelido ao meu nome. Adoro concertos em que cante todas as músicas do princípio ao fim. Adoro que as dores de costas sejam esquecidas. Adoro não conseguir parar de vibrar, saltar, gritar. Saí de lá rouca, pois claro. E doida com o facto de lhe ter tocado, como uma teen histérica. Deixo-vos algumas (poucas) fotos do dia...