terça-feira, 19 de junho de 2012

Amores platónicos...

Amanda Seyfried
A querida Ervilha lançou o tema há algum tempo e eu fiquei curiosa... e vocês? Já tiveram algum amor platónico? Como lidaram com isso?

O Estado só me dá problemas.

Katrin Thormann
Sinto que nas Finanças se fala um Português diferente do meu. Aposto que para trabalhar lá temos que aprender uma língua nova, um código imperceptível, um dialecto secreto. Só isso justifica a existência daquele odioso portal onde tenho que entrar pelo menos uma vez por ano para preencher aquilo do IRS, que é como quem diz, clicar aqui e ali até deixar de dar erro. É como jogar no Euromilhões.
Eu até sou uma pessoinha inteligente e dada às letras, mas sinto-me perdida na Rússia quando chega aquela altura em que me perguntam sobre uma herança indivisa. Caramba, não morreu ninguém... qual herança? Não-sei-quê das tributações e o ano N... Pergunto-me como farão aquelas pessoas velhinhas que mal sabem o que é um computador. Isto é para simplificar a vida a quem, afinal?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

And the winner is...


...Vânia Pereira, ou Sapatinhos Cintilantes! Parabéns!
Entretanto receberás um e-mail para que nos cedas os teus dados e te possamos enviar o livro fantástico que a Isabel escolheu e os mimos surpresa da Menina!
Obrigada a todas as participantes e não fiquem tristes, porque de certeza que vamos ter mais passatempos giros para distribuir presentinhos bons!
Até já!


coisas fortes que já não me lembro de ter escrito

Jessica Stam
"E as mensagens são difusas, o que me dizes é confuso. Porque não dizes nada, na verdade. Se calhar até sou convencida para caramba e gosto de acreditar que falas comigo quando nem sou eu a visada dessas tuas parcas e nebulosas palavras. Cá dentro, sozinha, ouço os diálogos que nunca existiram, passo a pente fino o pouco que retive, numa incessante busca circular. Volto sempre ao mesmo sítio. Assim como as moscas no vidro, estás a ver? Não há saída possível e elas continuam ali, perdendo vida naquela ridícula sucessão de tentativas vãs para atravessar uma barreira que não as deixa seguir em frente. Batem, voltam a tentar, tentam uma e outra vez, sem que a fé ignorante lhes dê acesso à travessia. Poderia ter usado mil e uma metáforas diferentes para descrever a agonia em que tenho passado os meus dias, mas a melhor de todas era mesmo esta. Porque as moscas são burras, são pequenas, são feias e sentem-se bem no meio da trampa. São vidas sem valor, que podem dar-se ao luxo de gastar o precioso tempo da sua existência com coisas que não interessam a ninguém. E assim é esta parte gaja de mim. Burra, pequena, feia e que adora um bocadinho de trampa. Não nega viver um enredo sem nexo ou coerência e ainda valoriza uma estória insignificante e sem grandes laivos de beleza, cuja apoteose será apenas o (perdoa-me o calão) ficar na merda. Não sei quando vou conseguir parar de bater no vidro. Ninguém abre a janela para eu me ir embora daqui. Não sei que prazer podes ter em ver-me assim, desnorteada.
Toca, telefone. E não tocou.
E não foi por isso que ela esqueceu."


Boa semana, meus amores!

Não se esqueçam de que sai hoje o resultado do passatempo!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

...


Fica mate, em português.

Lembram-se dela? Foi-me aplicada pela primeira vez no meu Dia Clinique. Foi também nesse dia que me ofereceram uma. Agora que a uso há cerca de um mês, já me sinto com legitimidade para vos falar da nova base da minha marca preferida, que se tornou na minha base preferida. Chama-se stay-matte oil-free makeup e sobre os pormenores do produto podem ler no blog da Clinique (basta clicar no nome). Eu quero mesmo é contar-vos de como é usá-la diariamente, enquanto consumidora. É que a minha pele chata e sensível já me deu um doutoramento honoris causa em bases: já experimentei várias marcas, líquidas, em pó, mais espessas, mais fluídas, diversos tons - do rosa ao cinzento, passando pelo amarelo. Sou a cliente mais melga de todas as vendedoras de perfumarias, quando o assunto é a base. Para mim, não se trata apenas de uma questão estética. Não chega tapar. A base é o produto mais importante da maquilhagem: se a pele não estiver bonita e saudável, não há sombra que brilhe. Além disso, morro de medo de alergias, irritações, eczemas e afins, porque já passei por más experiências e não quero repeti-las. Por tudo isto, quando falamos de bases, o caso torna-se sério e é por estes motivos e mais alguns que não troco a Clinique por nada. Bom, vamos falar da stay-matte?

O facto de ser tão leve fez-me presumir que, como habitualmente, teria de retocar a maquilhagem a meio do dia. Guess what? Nada disso. Mesmo nos dias maravilhosos que tivemos, cheios de sol e calor, ela ficou no sítio, sem desaparecer, escorrer ou deixar-me peganhenta. Tenho por hábito aplicar um bocadinho de pó compacto para finalizar e deixei de o fazer nos primeiros dias, só para testar... concluí que de facto não é necessário mais nada. A cobertura é impecável, o acabamento é super natural e não há nem sinais daqueles brilhos chatos que quem tem a pele ligeiramente oleosa está sempre a tentar apagar. As imperfeições não se notam e não fico com aquele aspecto "mascarado" que as bases às vezes conferem. Sou fã. Agora vejam o mini "antes e depois" sem gozar muito... (apanhei o cabelo de propósito para verem bem):

Antes da base, com as imperfeições todas à mostra.
Já tinha aplicado o corrector de olheiras e riscanhado qualquer coisa nos olhos.
Podem clicar para aumentar. Cuidado, sim? A fotogenia não abunda...
Já com a base aplicada, na versão fantasminha de mim própria.
Com luz natural, para que se perceba o acabamento natural de que falava.
Como nos últimos tempos estou com uma cor mais saudável (ainda meio lula, mas não tão pálida como em Abril), tenho misturado umas pinguinhas do meu moisture surge tinted moisturizer, que é como quem diz, o meu creme hidratante com cor para os dias em que não me apetece aplicar base à séria porque tem um tom mais escuro. A junção dos dois produtos fica perfeita no meu tom actual.

Odeio tirar fotos #foreveralone meets #eudesprevenida, mas achei mesmo que este post precisava de ilustração real, ainda que improvisada.

Termina hoje!

Mais de cem participações. O passatempo Kabukis & Lamparina foi um verdadeiro sucesso e eu só posso agradecer à Isabel pela ideia fantástica! Até à meia-noite ainda podem tentar a vossa sorte... depois apuramos a vencedora e publicaremos os resultados o mais rápido possível. Boa sorte a todas!

Bom fim-de-semana!

Lady Gaga
"Para quê levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos?"
Bob Marley

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Das partidas.

Bar Refaeli
Esconder o estado de fragilidade em que alguém nos coloca com arrogância e altivez é um truque básico. Nem todas as atitudes tomadas por respeito nos confortam ou aliviam. Não preciso que me preservem, que me protejam nem que se preocupem com as minhas eventuais quedas mais do que eu própria. A simplicidade sempre me atraiu mais que as tramas angulosas. A generosidade de uma conversa sincera sempre me aconchegou mais que a frieza de uma qualquer consideração imposta. Gosto de tudo explicado, tudo remexido, da desarrumação organizada que me faz sentir em casa. E dói-me a perda de um potencial amigo. Dói-me gostar e deixar ir embora. Não percebo como podemos deixar alguém magoado, encolher os ombros e virar as costas.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Falta pouco para dia 15!

Sexta-feira acaba o passatempo! Aqui.

detesto...

Kate Moss
...detestar uma pessoa de quem gosto. Por outras palavras, detesto que alguém de quem goste faça tudo o que odeio que me façam. É quase um sentimento de perda, uma raiva frustrante. É um adeus forçado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Hoje estamos assim...

...com Morning Rose nas mãos.

Eu disse que era fácil!

Nigella Lawson
Deixo-vos a receita que me serviu de base para o Red Velvet, mas aconselho-vos a não colocar a essência de baunilha e a trocar o bicarbonato de sódio por fermento. Ah, eu decidi acrescentar cacau, que uma colher de sopa pareceu-me muito pouco... Não se esqueçam de usar chávenas iguais para as medidas para isto resultar como se quer, sim? E sim, os ingredientes são estranhos, mas isto no fim dá certo!


Ingredientes:
  • 2 ovos
  • 1 chávena e meia de óleo
  • 1 chávena de buttermilk(*)
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 4 colheres de sopa de corante alimentar vermelho
  • 2 chávenas e meia de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
(*) Encher uma chávena de leite e adicionar uma colher de sopa de sumo de limão. Deixar repousar durante dez minutos. O objectivo é mesmo que fique com aquele aspecto talhado.

Preparação:
  1. Ligar o forno a 180º. Untar uma forma redonda com cerca de 20cm de diâmetro. Eu só uso formas de silicone, pelo que passei esta etapa.
  2. Bater os ovos (com a batedeira!) e aos poucos adicionar o óleo, o buttermilk, o vinagre, a essência de baunilha e o corante. Depois de tudo bem batidinho, reservar.  
  3. Numa outra taça, colocar os ingredientes secos e misturar. 
  4. Juntar os conteúdos das duas taças e bater em velocidade média/alta até ficar uma massa cremosa e homogénea.
  5. Meia hora no forno (ou até o palito sair limpinho).
  6. Deixar arrefecer antes de desenformar.
Se experimentarem, contem como correu!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

She loves red, so...



Red Velvet para toda a gente. Depois dou-vos a receita! E sim, ela teve dois bolos porque soprou as velinhas com a família e mais tarde com os amigos, que lhe fizeram uma festa-surpresa!

Boa semana, iluminados desse lado!


domingo, 10 de junho de 2012

Parabéns, Mana Lamparina.

Parabéns, meu amor. No ano passado disse-te que agora os anos passariam a correr. Era ou não verdade? Este último foi de loucos, eu sei. Andámos juntas de saltos agulha em chão de terra batida e o caminho nunca mais acaba. A tua mão na minha, eu seguro-te e tu a mim, limpas as minhas lágrimas e eu as tuas. Além de linda, és dotada de uma força impressionante. E não sei se é possível, mas amo-te mais a cada dia. A cada abraço. A cada noite em que fico simplesmente a ver-te dormir, com essa cara de boneca. Este ano vai ser mais fácil, vais ver. Mereces. Mereces tudo, meu amor. Obrigada por tantos sorrisos. Desejo que os teus dezasseis anos sejam marcados por muitos. Se sorrires, eu estou bem.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bom fim-de-semana!

Elizabeth Olsen
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Lamparina festivaleira (not!)

Nunca fui menina de festivais. Não é a minha onda, sou dessas pessoas preguiçosas que não gostam de comer pó, nem de estar muitas horas de pé, nem de acampar porque o medo de insectos se sobrepõe a qualquer desejo de diversão. Abomino grandes aglomerados populacionais e torno-me meio claustrofóbica. Sou uma seca, eu sei. E também sei que o Rock in Rio é um festival soft, mas serviu para firmar em mim a certeza de que não vale a pena insistir: não sou menina de festivais. No entanto, adorei a minha experiência e faria tudo outra vez.
Fui com a Mana Lamparina e a priminha do coração. Não consegui curtir o recinto nem as diversões porque a quantidade de gente nas filas para tudo e mais alguma coisa matavam a minha coragem. Além disso, tinha ido para ver o meu Léninho e preferi deixar-me estar quietinha no meu spot brutal mesmo em frente ao palco e esperar. Assim, vi Expensive Soul, que são das bandas nacionais mais boa onda que conheço e que deram (como sempre) um concerto fantástico, animadíssimo e com uma energia contagiante; gramei com a Ivete, que foi a maior seca do mundo disseram-me que eu ia alinhar na cena, mas esqueçam. Vai pererê não é a minha vibe e a gaja é convencida todos os dias, deve pensar que é a Diana Ross ou outra diva à séria. Uma bimba e nem cantou o Se eu não te amasse tanto assim. Imperdoável; surpreendi-me com Maroon 5, que pelos vistos eram "a" atracção da noite para as pitinhas todas e com razão, percebi depois. Os videoclips não mentem, o Adam é mesmo o máximo! que provaram não ser apenas uma bandazita que passa na RFM - os gajos dão-lhe mesmo! E por fim, depois de longas horas de espera e já coladinha às grades... o único homem que me faria acrescentar um apelido ao meu nome. Adoro concertos em que cante todas as músicas do princípio ao fim. Adoro que as dores de costas sejam esquecidas. Adoro não conseguir parar de vibrar, saltar, gritar. Saí de lá rouca, pois claro. E doida com o facto de lhe ter tocado, como uma teen histérica. Deixo-vos algumas (poucas) fotos do dia...





Já participaram?

Aqui!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

É tudo mais simples quando abrimos o jogo.

Kate Moss
Não tenho paciência para meios. Gosto de inícios e de fins.
Não tenho paciência para meias verdades. Gosto de tudo dito.
Não tenho paciência para meias palavras. Não acredito que bastem.
Sou mulher de tudo ou nada, de preto no branco. Gosto de ter tudo inteiro. Um todo é sempre melhor que partes.
Não gosto de metades, não tenho pachorra para pontas soltas. Gosto de conclusões, de certezas e de clausura.
Não me incomoda que me achem bruta, demasiado intensa ou séria demais. Prefiro uma verdade incómoda que um constrangimento provocado pelo que não se diz. E quando não existe a coragem, o respeito e a consideração que a transparência traz, afasto-me. Porque não tenho paciência.

Drama.

Emily Blunt
Sonhei que tinha cortado o cabelo pelos ombros. Era quase um bob em versão comprida. E estava mais liso que nunca. Até a cor tinha mudado: estava preto. Pouco tempo depois, já parecia o Mogli. E eu chorava, em frente ao espelho. Quando acordei estava tudo bem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

São tempos de seca, meu amor.

Daga Ziober
Saber que é apenas outro intervalo na existência em que fazemos pelo que há-de vir sem saber. Lavra-se a terra ao sol porque há-de chover. Qualquer coisa será melhor que a aridez de um solo moribundo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Um parênteses no meio da densa prosa que tem enchido os meus dias.

Começo a semana pesada, num passo arrastado que não esconde o cansaço. Não vos consigo contar de como foi bom ver o Lenny (e tocar-lhe). Não consigo falar-vos do bom tempo. Não consigo nada. Hoje não tenho frases giras para animar o sempre chato início de semana. Hoje tenho uma montanha enorme à minha frente e não consigo dar o primeiro passo para começar a escalada. E a carga é tanta, tão enorme que me sinto fraquejar.
Tinha tirado o fim-de-semana para espairecer. Um parênteses no meio da densa prosa que tem enchido os meus dias. Um festival com as minhas meninas. Uma mesa no bar de sempre, um moscatel, as conversas que matariam as saudades dos meus amigos. Este fim-de-semana ia ser grande. Começou em grande. E aquele telefonema de madrugada interrompeu o meu sono e lembrou-me da fragilidade da vida, do risco que corremos de passar desta para melhor num momento fugaz.
Ela está bem, está viva.
Mas o período de tempo em que fui consumida pelo medo de a ter perdido ainda me deixa trémula. As lesões com que ficou hão-de ser passageiras, como nós no mundo.
A chuva no rosto, o frio, os cacos no chão molhado, as luzes azuis das ambulâncias, o olhar perdido, os carros feitos lixo, a amnésia de uma, o pânico de outra.
E ainda envolta em receios, surgiram os pequenos nadas que doem sempre, as mágoas que aumentam, as inseguranças. Só depois do sangue frio, do diagnóstico feito e de estar lá para elas, as lágrimas perderam a timidez. Só depois da madrugada, do dia e da noite.
Além da óbvia descarga emocional, o confronto com a realidade. Com a minha agenda cheia. Não sei se vou ser capaz de fazer tudo o que quero. Tantos planos, tantas metas, uma enorme dívida para comigo. Não sei o que foi feito de mim, onde raio me deixei pendurada, em quem me tornei. Esqueci-me de ser eu. Desleixei-me, escondi-me atrás de desculpas para não ter que lidar com o que incomoda. E agora é tempo de dar o litro e eu ainda estou cansada, amachucada, dorida. Um abraço.
Mas ela está bem. Está viva.
E como ela, também eu me vou levantar para fazer o que tem de ser feito.
Hoje não.
Amanhã.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

É dia de RIR. E da criança também.

Kate Bosworth
Já falei dele algumas vezes e esta é mesmo só para vos contar que estou no Rock In Rio a dar uma de lamparina festivaleira.

Vocês perguntam...

Olivia Palermo
...eu respondo. Estão a ver do que falo? Comprei-os aqui.

Bom fim-de-semana!

Scarlett Johansson
"Às vezes ofendemos mais com o nosso silêncio do que com a nossa impertinência."
William Hazlitt

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Desistir.

Lana del Rey
E então ela fica magoada com tudo. Tudo lhe dói no corpo cansado que guarda um coração pequenino, frágil e delicado. Cada ausência sentida, cada tom de voz que não envolto em amor, cada palavra áspera que lhe dirijam. Se num olhar não há mais que frio, sangra um pouco mais por dentro. Se não sente o calor do abraço, nota um canto da alma mirrar. Se lhe cobram ser antes ter dado, perde o vigor e cerram-se as pálpebras. E então ela fica magoada.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Encomendas preciosas.

Lembram-se deste post?



Era isto.

"Salto escondido com o rabo de fora"

A febre começou com os Isabel Marant, certo?

Fomos bombardeados com imagens deles pelos pés de todas as celebridades, it girls, bloggers e afins...


Além das réplicas contrafeitas à venda nos Ebays deste mundo, outras marcas decidiram seguir a tendência:


Poucos conseguiram conquistar o meu coração. Ou nenhuns. Até descobrir os River Island.

Euzinha, que odeio ténis (só uso keds de quando em vez), apaixonei-me por estes. Salto de cerca de 4 cm escondidinho, super confortáveis e leves:

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Já estávamos com saudades de passatempos, não era?

Era. Pelo menos, vocês disseram-me que sim, no face. E eu tinha prometido que quando chegássemos aos 200 gostos na página da Menina, lançava um passatempo. Já somos 229 e hoje é o dia.
A querida Isabel, do Kabukis & Margaridas, além de ser leitora aqui do estaminé, ainda é a grande promotora desta iniciativa e tem um dos seus livros preferidos para oferecer. Quanto a mim... bom, é surpresa. Só digo que vai fazer-vos sentir ainda mais bonitas.
Apresento-vos a mais recente parceria da blogosfera:

O Kabukis & Margaridas e o Lamparina decidiram aliar-se e surpreender as suas leitoras com um passatempo: vamos oferecer um livro de maquilhagem 5 Minute Face da Carmindy!


Além disso, a Menina está a preparar uma surpresa daquelas bem gostosas e apetecíveis...


Para participar, basta:
1 - Tornarem-se seguidoras do Lamparina.
2 - Tornarem-se seguidoras do Kabukis & Margaridas.
3 - Gostarem da página de facebook da Menina.
4 - Gostarem da página de facebook do Kabukis & Margaridas.
5 - Partilharem o passatempo.
6 - Preencherem o formulário abaixo.



Podem participar até dia 15 de Junho!
O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org.
Boa sorte!

hum?

Olivia Palermo
O meu fim-de-semana foi cheio. E bom. E muito, muito cansativo. E o vosso?

Boa semana, meus amores*


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um dia pela Vida.

Jessica Stam
Não foi um dia. Não foram três meses. Não foram as reuniões nem o atendimento às equipas na sede emprestada que carinhosamente apelidámos de salinha. Não foi o cansaço. Não foi o deixar de ter vida própria, nem os Sábados ocupados ou os feriados em que decidimos trabalhar. Não foi a impaciência nem a exaustão. Não foram as cobranças da família e dos amigos, lamentando a falta de tempo que lhes dediquei. Não foi a insegurança, o receio de falhar ou o medo de ser assaltada. Foi muito mais.
Sabem, se me tivessem contado como seria, não me teria sentido à altura de um projecto desta dimensão. Eu não fazia ideia de que iria ser como foi.
Quando o coordenador desta surpresa me disse que mais que um projecto, uma iniciativa ou um aglomerado de actividades, estávamos a falar de uma experiência com muitas emoções à mistura, confesso que achei que eram balelas. Não porque duvidasse dele, mas porque estou tão farta de ver gente a brincar às caridadezinhas que me pareceu difícil que a sede de protagonismo inerente à maior parte dos seres humanos não abafasse o que nos movia. Volvidos alguns meses, dou a mão à palmatória: ele tinha razão. E talvez por isso esteja a escrever-vos com um nó na garganta.
Amanhã é o dia do encerramento. O evento final, o culminar de todo um trabalho feito de mãos dadas.
Conheci pessoas maravilhosas. Pessoas sem medo de trabalhar, empenhadas, dedicadas. Que conseguem tudo o que querem, que dão mais do que têm, para quem não existem impossíveis. Outras que espantam, alegram e nos fazem sorrir, de tão genuína a sua atitude. Conheci gente forte, inabalável e firme. Entrei no mundo de quem entrou também no meu. Quero guardá-las para sempre. Apaixonei-me por tudo o que são. Abracei pessoas que de tão doces, não ousaram levantar a voz. Fascinaram-me outras, que escondiam toda a sua doçura por debaixo de uma máscara austera. Criei cumplicidades e percebi que não importa que preconceitos existam: eles desaparecem quando nos entregamos, porque somos todos humanos, charme e osso, no meu caso. Reaprendi muitas verdades de que já não me lembrava.
Tive o privilégio de aprender mais qualquer coisa, fazendo jus ao cliché que proclama que quem é voluntário recebe sempre muito mais do que dá. E todo o trabalho que fiz não me parece muito. Olhando para trás, o que me parece imenso é todo o trabalho levado a cabo pelas equipas e pelos seus capitães. Nunca vi Pombal assim. Toda a gente envolvida na mesma causa, sem partidos à mistura. Foi um movimento e tanto. Comovente, no mínimo. Num contexto como este que atravessamos, em que a crise financeira se mistura com a de valores e em que consequentemente o umbigo de cada um é a sua única prioridade, surpreende-me que tanta gente (meu Deus, tanta gente!) se tenha unido com um mesmo propósito. Deram o seu tempo e o seu dinheiro com um desprendimento impressionante. E fizeram-se coisas bonitas, alcançámos números de que não nos envergonhamos, passámos a mensagem pretendida.
Se houve pormenores menos bons no UDPV? Claro que sim - onde há gente, há confusão. Mas foram pequenos nadas no meio de tantos aplausos que merece.

Vestimos a camisola. Agora não a quero despir. Não me entendam mal, eu continuo a odiar roxo, mas vou sentir falta daquela Comissão Local, dos meus meninos do Quarteto Fantástico o que teria sido de mim sem eles?, da salinha, dos jantares. Já sinto.
Pombal está de parabéns.

Estão todos convidados para aparecer amanhã no festão do ano @Jardim do Cardal. Começa bem cedo e dura até durar.