sexta-feira, 25 de maio de 2012

Bom fim-de-semana!

Kate Moss
"A diferença entre ficção e realidade? A ficção tem que fazer sentido."
Tom Clancy

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Depois conto melhor, mas

Adriana Lima
recebi uma encomenda daquelas que nos deixam em ânsias enquanto não chegam e em total histeria quando finalmente dão ares da sua graça.

...

Kate Moss
Falámos pouco e tanto. Falámos de tanto e de tão pouco. E eu tenho saudades de me perder nessas conversas em que o mais importante foi o que não se disse.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Medo.

Eva Mendes
Vocês sabem que toda eu sou Verão, que adoro bom tempo e blá blá blá. Mas morro de medo desta altura de transição, em que vejo malta de botas acima do joelho e blusão de cabedal na mesma mesa de café que pessoas de sandaloca e vestidinho primaveril. Não, não é a dicotomia que me repugna. São as figurinhas que começam a aparecer por aí. Andam mais ou menos tapadas durante a maior parte do ano e é nesta altura que perdem a vergonha e despontam um pouco por todo o lado como as flores, estão a ver?. É a loucura, minha gente! Os pneus a saltar por todo o lado, as banhocas apertadas naqueles tecidos manhosos, mamas com vida própria, prontas a abandonar o soutien com alças de silicone e dois números abaixo do desejável... e os braços, senhores. E os pés, senhores. Ai.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Até o nome é lindo.

Prendeu a minha atenção com um mail em forma de teaser. Depois de esperar por mais esclarecimentos, chegou-me outro, com imagens que puseram fim às minhas dúvidas: pulseirinhas maravilhosas, miminhos lindos, coisinhas fofinhas que dói. Podem ver com os vossos próprios olhos:




Estão a ver o estilo? Podem espreitar mais aqui.

detesto...

Lily Donaldson
...que adicionem a terceira das cinco vogais ao meu nome. Só tenho um e é pequeno, três letrinhas apenas: Ana. Lê-se sempre da mesma maneira, da frente para trás e de trás para a frente. E sabem que mais? Não é Iana, em nenhum dos casos. É Ana. Simples, pequeno e sem merdas. Uma só vogal, uma só consoante. Para quê complicar? Ana. Fácil, não é? Bem me parecia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

coisas bonitas que já não me lembro de ter escrito

Blake Lively
"Das vezes que te amei não viste nem soubeste. Fui luar sobre ti, brisa que te levou beijo, calor que pediu que te destapasses durante a noite. Fui o vazio que sentiste na tua cama, a solidão que te doeu ao final de um dia com tanto para contar. Fui pensamento desconexo que te trouxe até mim, um desejo que oprimiste, o medo que te impediu de avançar. Fui o frio de que te protegeste, para te dizer que ardo por dentro e que quero partilhar esta chama contigo. Das vezes que te amei não viste nem soubeste."

Boa semana, meus amores...


Vai ser.

Hoje o meu pensamento está com ela. E o meu coração. E as minhas orações, que a linha directa para o Céu não serve só para agradecer cada dia ou para Lhe encaminhar o meu choro. Há pessoas que nos fazem sentir pequeninas, tão grande a força que manifestam. Ela é assim e por isso sei que tem razão: "É só mais uma vitória".

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Há incongruências que me chateiam.

Marion Cotillard
A frase ocupava um muro enorme. Escrita com tinta azul cobalto, maior que eu, gritava estupidez: "Jesus também teve dois pais".
Apelar à tolerância com base num desrespeito agressivo e disfarçado de irreverência não me parece inteligente. Nem que a premissa estivesse correcta me pareceria adequado.
Não quero tecer aqui comentários sobre a homofobia, que abomino. Não vou alongar-me sobre o que penso dos rabiscos por essas ruas fora. Não é a luta por uma causa que questiono, aliás, lamento que ainda exista quem sinta necessidade de ser aceite, de ser tratado de forma indiscriminada, de se assumir (eu cá nunca assumi a minha heterossexualidade). O que me choca é a leviandade de um qualquer chico-esperto.
Decidi contar o que li naquele muro, inexpressivamente e sem qualquer tom depreciativo, a algumas pessoas. "Giro", "Tá giro", "Bem pensado".
Tenho para mim que a maior parte dos seres humanos habita noutro mundo qualquer. Ou que a minha alma é velha, muito velha, antiga, de outra época. Que os meus valores não são os de toda a gente, essa massa cinzenta e homogénea que é a sociedade.
No meu planeta o respeito adquire-se respeitando, da mesma forma que tolerância gera tolerância. Mas no meu planeta só vivo eu.
Resumindo: isto é giro, mas um puto numa escola com um cartaz defendendo a liberalização das drogas não tem piada. Está bonito. Tenho para mim que temos de proceder urgentemente a uma redefinição de conceitos simples, como liberdade e libertinagem.

Ser poeta é ser mais alto.

Katy Perry and Rihanna
Gosto de entrar em espirais de profunda divagação. É quase um transe. Não há conversas mais ricas, mais cheias de conteúdo, mais filosóficas que essas, em que dissertamos, pensamos todos os pormenores. Quem não se dá com os números, exercita o cérebro assim: dissecando cada névoa de emoção por detrás dos vocábulos pensados, sentidos e verbalizados. Interpretando a realidade de que também fazemos parte, aludindo à História e perspectivando um futuro. E terminando com uma qualquer baboseira, que só quem não se leva demasiado a sério é dotado da capacidade de se divertir genuinamente. Talvez por isso não haja muita gente com quem fale assim. Talvez porque a maioria das pessoas se leve demasiado a sério.

Bom fim-de-semana!

Gemma Ward
"Duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao Universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."
Albert Einstein

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vou ter que inventar uma palavra nova, estou a ver...

Lauren Conrad
Se aprendemos uma palavra nova, ela aparece-nos em cada linha, mais que nunca, como não se mostrava antes. Se ouvimos falar numa doença que desconhecíamos, passamos a saber de mil pessoas que dela padecem. Se descobrimos um cantor novo, ele não larga o rádio do carro. Se nos apaixonamos por uma pessoa, ela surge em cada rosto que se cruza connosco, cada pormenor da rua que atravessamos, cada acorde que ouvimos. Se nos tornamos voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro, passamos a vê-la em todo o lado. Até no Compal. Como se chama este fenómeno? Também acontece convosco?

A pior descoberta dos últimos tempos!

É que o Verão e os biquínis estão aí e eu ando perdida, não sei o que se passa comigo... Não é que os grissinis que acompanham normalmente os patês ficam ma-ra-vi-lho-sos com nutella? Lembram-me uma guloseima que adorava quando era piquiti: Pic-Nic. Quem se lembra?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Levas uma lamparina...

Hilary Duff
E eu que nunca me tinha lembrado, em toda uma vida lamparínica, que uma lamparina também pode ser um chapadão na cara? Foi a tia Paula que me abriu os olhos.

Fenómenos únicos.

Bette Franke
Foi numa esquina qualquer, numa rua de que já não me lembro, algures na Figueira da Foz. Estou parada e noto que toda a gente que passava por mim se ri. À minha volta, a minha família ria perdidamente. Não conseguiam falar, balbuciavam vogais. E eu não estava a perceber puto do que se passava. Olhei para o meu reflexo numa vitrine. Não havia um único fio de cabelo que parecesse importar-se com a lei da gravidade.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estas coisas nossas que são só nossas e a vulgaridade.

Rachel Bilson
Uma professora de Português disse-me, era eu uma menina, que as mulheres eram poderosas. Muito poderosas. Que os nossos fascínios nos dotavam de uma capacidade única: a de obter o que bem quisermos do sexo oposto. Como se de um encantamento se tratasse. Não percebi o que queria ela dizer com aquilo. Quê? Fazemos olhinhos e pronto, cai-nos o porsche baby pink directamente na garagem? Mostramos o decote e dão-nos jóias? Ca estupidez, pensou a Menina ainda menina.
Depois a menina cresceu e com a ingenuidade foi-se também a dúvida.
Curta e grossa: os gajos são parvos. Uns patetas, desculpem lá. Uma pernoca à mostra e está feito. Se eu acho foleiro que usemos o nosso charme, sex appeal e qualquer outro atributo que tenhamos ali à mão não vale porcalhice em prol de um determinado objectivo? Claro que não! Só se formos estúpidas é que não usamos aquele olhar 74, o tom de voz 1465 e aquela mímica com tanto de princesa como de vamp para manipular alguém.
Não vale é anunciá-lo ao mundo, girls. Isso é que não. Lady que é lady não se gaba de tal proeza. Coisa feia, a vulgaridade.

Curioso...

Camilla Belle
Sim, também me colei na red carpet da Met Gala. Sim, também tinha opiniões sobre os outfits, hair and make up. Sim, tenho ódios de estimação e paixões arrebatadoras. Pareceu-me que já não havia nada de novo para dizer, então fiquei caladinha. Mas sabem o que achei mesmo curioso? Sabem? Não sabem, pois não? Eu digo: que depois do buzz criado pela blogosfera em torno da ck one color, uma das mais elogiadas da noite tivesse sido maquilhada pelo make up artist da marca de cosméticos, Hung Vanngo. Coincidências...
Pessoalmente, seria incapaz de arriscar uma boca tão marcante quanto dramática, sou mais virada para lábios nude #boring!, mas acho que na Camilinha resultou. A cor do cabelo, a escolha do penteado, o tom da pele, as sobrancelhas fortes, o vestido que se funde nela, tudo ajudou... Ficou clássica e sexy - coisa difícil!
Para as leitoras do lampas mais arrojadas e que queiram reproduzir o look:


segunda-feira, 14 de maio de 2012

I love Summer.

Sim, os dias custam menos a passar desde que o Sol deixou de se armar em parvo e decidiu voltar a iluminá-los como a Menina gosta. Melhor, só quando estiver de férias. É que eu gosto mesmo de cabelos cheios de sal, louros do Sol, vestidinhos leves, pele queimada e havaiana no pé. Sou assim, devia ter nascido no Brasil, sei lá. Bom, enquanto as minhas havaianas aguardam pelos seus dias de glória, continuam arrumadinhas no closet. Para matar saudades, estava mesmo com vontade de ter um mimo destes preso a uma das mil pulseirinhas que não tiro do pulso esquerdo:









Decidi mostrar-vos sete, mas o último pendente é mesmo o meu preferido... estas peças são da nova colecção da Unike Jewellery, que se chama Samba e é alusiva às praias do Brasil (cada pendente tem o nome de uma praia - how cute is that?). Vendem-se exclusivamente nas lojas Bluebird e na compra de um, a marca oferece uma fita ou um fio. TÃO fofo.


Carta à nova semana.

Joan Smalls
A semana passada já passou. Agora que vens aí toda lampeira, novinha, pronta a estrear, espero que sejas uma querida. É bom que sejas uma querida. Não estou para andar todos os dias cansada, mal humorada, chateada, irritada, triste, impaciente, chorosa, melancólica, nostálgica, saudosa, toda eu drama e queixume. Quero que os teus dias sejam solarengos, que o meu sorriso materialize a satisfação de bons momentos, que o brilho dos meus olhos ilumine este rosto baço. Quero dormir bem, ter apetite e energia. Quero sentir que estou no lugar certo, que não sou um ser estranho oriundo de uma qualquer outra dimensão e de um tempo que mais ninguém conhece. Quero sentir-me viva e bonitinha, estou cansada de só ver defeitos em mim, cá dentro e por fora, em tudo o que penso, digo e faço. Preciso daquela paz que é segurança. Preciso disso, sim? Agora vê lá se me deixas ficar mal.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vazio é não ter nada no estômago.

Doutzen Kroes
Nem sempre sei qual é o meu lugar. Se tenho um, sequer. Não sei se sirvo para alguma coisa ou se nasci por engano. Isso justificaria esta sensação diária de que não pertenço a lado nenhum. Porque não devia cá estar. Depois lembro-me de como tudo me é oferecido sem luta, lembro-me do meu nome e deixo-me de merdas.

Lembrar de quem somos.

Kate Hudson
Hoje decidi tirar um bocadinho do dia para mim.
É que ontem tive o dia mais comprido da minha semana. Tive a semana mais comprida dos últimos meses. Não que tenha estado mais down, mas porque o cansaço se está a apoderar de mim, do que sou, das minhas reacções.
É que ontem acordei muito, muito cedo, sem ter adormecido a horas que me permitissem descansar. Tenho tido insónias e dias cheios, daí a ausência da Menina das vossas caixas de comentários. Tive que estar num sítio onde me cruzei com pessoas que não queria voltar a ver até desaparecer deste planeta. Ansiedade, espera, ansiedade, desconforto, ansiedade. Recordei coisas difíceis, dores que não verto. Um ano, um mês, onze dias. Ainda dói.
Ontem passei o dia exausta. Sorri sem vontade, senti as lágrimas sempre prontas a revelarem-se. Pouco falei, não reagi, disfarcei. Ontem não tinha paciência para nada. Nem para ninguém. Ontem só queria dormir até Outubro. E mesmo assim, tentei ser simpática, tentei não errar, tentei ajudar, cumprindo os mínimos.
Ontem bebi um fino e fiquei completamente grogue. Ri-me que nem uma perdida durante cinco minutos, com toda a gente séria à minha volta. E fechei-me comigo no wc, com o ataque de riso mais incontrolável dos últimos tempos, make up borrado e bochechas doridas. Passou.
Ontem esqueci-me de tudo o que queria saber. E então só queria chorar, que tenho tentado fazer tudo bem feito e afinal sou humana.
Ontem queria lá saber.
Ontem relembrei o prazer de ver para lá do que os sentidos apuram. Recordei a simplicidade de se ser humano, desconstruí-me e ao fazê-lo, voltei a ver os outros como sempre soube. E é tão bom ter uma visão clara e límpida.
Hoje decidi tirar a noite para mim.
É que ontem tive o dia mais comprido da minha semana. Tive a semana mais comprida dos últimos meses. Estou esgotada e já nem consigo enumerar tudo o que me trouxe até aqui. Não vale a pena. Sugaram-me. Já não tenho nada cá dentro. Descalça, os pés na pedra. "Respira fundo" e eu respiro fundo.
Hoje decidi tirar a noite para mim, matar saudades de uma parte do meu coração. E não vamos beber um fino, mas sim três ou vinte. E vamos rir juntas.

Bom fim-de-semana!

Victoria Beckham
"Life isn't about waiting for the storm to pass, it's about learning to dance in the rain."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Digam-me lá o que acham disto...

Drew Barrymore
Sonhei que tinha um primer fantástico.
Acham que isto é um sonho normal?
Estarei a sentir-me tão feiosa que até o subconsciente me dá dicas em formato de soluções de make up via sonho?

Hoje estamos assim...

Não vos mostrava o tom que alegra as minhas mãos há muito tempo...
Hoje não é vermelho nem é laranja. É 57.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Esta coisa das traduções irrita-me. Porque os nomes não têm tradução.

Amanda Seyfried
Elizabeth devia ser Elisabete. Rainha Elisabete e não Rainha Isabel. Porque se ela é Isabel, então a Diana deveria ser Raquel, o Charles deveria ser Pedro, um Peter era João, um John era Tiago, um Anthony era Pedro, uma Mary era Ana e uma Rachel era Diana. Não?

Meu amigo Favaios.

Natalie Portman
Aquele lado negro que todos escondemos, que nos consome, de que ninguém sabe. O estranho, o bizarro ou apenas secreto. A latinha dos segredos. O lado lunar. Eu e o meu Moscatel pensamos nisso tudo nas noites em que a insónia não me deixa fechar os olhos e adormecer. Pensamos tanto que às vezes não distingo o que disse do que imaginei. Porque já que não consigo dormir, sonho acordada.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Não faço géneros.

Candice Swanepoel
E depois há aquelas gajas que não têm noção, sabem? A pequenez não lhes permite distinguir educação e simpatia de excesso de confiança. E então dizem a primeira baboseira que lhes sai daquela boquinha podre, atirada por aquele cérebrozinho pequenino e labrego, como se tivessem imensa gracinha. E eu, que até tenho fama de ter um péssimo feitio, contenho-me para não lhes partir uma mesa na cabeça enquanto as chamo pelo verdadeiro nome. Como são mesmo burras, nem se apercebem da enorme bosta que se atreveram a fazer.

Cartas a Paris.

Brigitte Bardot 
É um blog inadjectivável. Sim, acabei de inventar a expressão. Este blog não pede menos que palavras novas para o descrever. Perco-me por lá e no final de cada post, não consigo comentar. Como se me lessem a alma, como se me tivesse tornado guardiã de um segredo. Não consigo comentar. Posso estar lavada em lágrimas, posso ter demasiado a dizer. Nunca comentei. Ontem apareci por lá, mas não na caixa de comentários. E que honra ter escrito uma carta a Paris.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Momento iluminado.

Lara Stone
Sempre acreditei que a experiência traz consigo o conhecimento das coisas. Que só experienciando abrimos os olhos para a realidade prática. Que só depois de conhecer a realidade prática nos tornamos legitimados para a teorizar.
Este fim-de-semana fui ajudada a lembrar-me de tudo isto, que é tão simples e tão fácil, mas de que me esqueci. Não imaginam quão importante foi. Estão a ver aquele momento em que a lâmpada se acende em cima da nossa cabecinha? Exacto. Um momento Eureka. Um A-HA moment, para os fãs da Oprah. Uma epifania.
A experiência não só enriquece o nosso currículo de vivências pessoais como também responde a muitas questões. É que eu, apesar de nunca me enganar e raramente ter dúvidas, ultimamente tenho questionado muito de mim e da minha vida. E desse lado? Só certezas?

Sou eu que não sou normal.

Jennifer Lopez
A L. só gosta de putos. Alguns parecem amigos da Mana Lamparina, de tão imberbes.
A D. tem queda para gajos morenos, esguios e de pulso firme, mas também se perde por um daqueles gatos estilo modelo, com olhão verde, queixo másculo e dois metros de altura.
Eu sempre gostei de crânios perfeitos bem redondinhos e narizes proeminentes. E mais não digo porque depois alguém me matava. É a seca de não ter anonimato.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hoje também sinto saudades dela. Tantas. Tantas, vó. Ias achar-me tão bonita.
Não é engraçado que não sendo minha avó sejas a única a quem chamo de vó? Não é engraçado que sendo minha bisavó tenhas sido mais avó que qualquer outra pessoa com legitimidade para o ser? Não é engraçado que seja eu a pessoa que mais fala em ti? Que mais sente a tua falta todos os dias? Que não consegue disfarçar o nó na garganta? Os dias têm sido tão difíceis... com o teu colo seria tão mais fácil. Porque tudo passa, não é? "Viver não custa, o que custa é saber viver".

As entrelinhas do som - Essa miúda.

Lindsay Lohan
Essa miúda não tem nada de miúda. Só contigo. Tem escola e sabe o que quer. Essa miúda quer ser sedutora e é desastrada, tenta mostrar segurança e sorri como uma menina tímida, deseja dar pouco e abre o coração. Não consegue ser moderada, com ela é tudo ou nada. Chega a ser demasiado intensa. Vomita palavras, o nervosismo não a deixa ficar calada. Ris-te das parvoíces que ela diz, até da maneira desajeitada com que tenta chamar a tua atenção. E entras no mundo dela devagarinho, um nada de cada vez, uma décima por mês. Mostras-lhe de ti, dessa vida, desse sorriso, dessa tristeza, dessas dores que os olhos não escondem. Não sabes que ela já se preocupa contigo, quer dar-te motivos para gostares um bocadinho mais dela, dos dias, dos momentos com ela. Quer ajudar-te, que todas as mulheres têm uma Madre Teresa dentro de si. Achamos que podemos aliviar-vos. E podemos, sabes que sim. Somos peritas em inebriar-vos, roubar-vos da aridez da rotina. Até nos tornarmos parte dela. Aí vamos embora. Até lá, quer que a desejes, que queiras estar com ela, que se descubram como ela descobre as músicas que são a banda sonora da tua existência. De todas as vezes que te lembrares dela e não lho disseres, ela fica um bocadinho mais triste. De cada vez que o confessares, ela produz luz suficiente para iluminar a cidade inteira até tornar a sentir a tua falta. E depois cansa-se das migalhas, que as mulheres são insaciáveis. Vai querer tudo: jantar, café e digestivo. Conversas, risos, cigarros, sorriso, olhar, beijo. Abraço. Depois de te fazer acreditar que és especial, que o Sol é um presente que a aurora traz principalmente para ti, que conseguiste o que nenhum outro homem conseguiu, tornar-se-á memória feliz, de cada vez que sentires o seu perfume numa rua qualquer. Ou não.

Porque todas queremos ser essa miúda.



Lembram-se desta rubrica? Decidi transformá-la. 
A partir de agora, prefiro falar-vos de tudo aquilo para que me remetem as muitas músicas da minha vida recorrendo às reminiscências, às sensações que me trazem e aos momentos que me permitem reviver. Muitas delas levam-me para longe, deixam-me sonhar com o que nunca existiu. Outras dão asas à minha imaginação e fabricam personagens, contos, romances. 
Deve ser a minha veia de escritora.

Bom fim-de-semana!

Marilyn Monroe
"A fala é a civilização em si. A palavra, mesmo a mais contraditória palavra, preserva o contacto - é o silêncio que isola."
Thomas Mann

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tudo o que não volta.

Sophie Vlaming
Tinha que ser à janela, com a vista para a ponte sobre o Tejo e para o Cristo Rei. Esperava que o comboio passasse. Depois lá comia mais uma garfada - uma para o pai, uma para a mãe, uma para o avô, uma para o tio... era tão pequenina, meu Deus. E lembro-me de tudo como se ainda ontem tivesse estado ali, naquele sexto andar, ao colo da minha tia Babá. Se fechar os olhos, ainda ouço o som de fundo. As vozes, os risos, as conversas. A voz da minha mãe que chamava outra tia minha, a música, o meu tio a controlar o que íamos ouvindo. O meu avô sentado à cabeceira da mesa, à conversa com o meu pai. Eles eram tão mais novos. E era tudo tão mais simples. Acho que se passaram duas décadas sem que tivesse dado por ela. Houve tantos momentos lentos e tudo me parece ter sido há instantes. Tenho saudades de adormecer segura, sem incertezas nem medos. Os dias eram só dias. A família era família. E eu era apenas eu.

Eu estou. A Mana também. Digam-me que vocês também!!!


Constatação do dia

Erin Wasson
E depois tudo passa. Sabem quando nos rimos do que foi um drama? Vai ser assim também. É assim com as coisas grandes, não é diferente com as coisas pequenas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Btw...

Sienna Miller
...já passámos os duzentos no Facebook da Menina. Não devíamos fazer uma festa, que é como quem diz, sortear qualquer coisa? Aceitam-se sugestões.

Um post raro. A Menina assume que meteu água.

Beyoncé
Sempre disse que preferia arrepender-me do que fazia ao invés de ficar com o peso do remorso por não ter dito ou feito algo que me desse na real gana. Às vezes precipito-me, assumo. E agora?
Não perco tempo com rodeios, sou bruta. Tenho o coração na boca, sou pouco dada a jogos. Prezo a frontalidade. E agora?
E agora?