sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bom fim-de-semana!

Victoria Beckham
"Life isn't about waiting for the storm to pass, it's about learning to dance in the rain."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Digam-me lá o que acham disto...

Drew Barrymore
Sonhei que tinha um primer fantástico.
Acham que isto é um sonho normal?
Estarei a sentir-me tão feiosa que até o subconsciente me dá dicas em formato de soluções de make up via sonho?

Hoje estamos assim...

Não vos mostrava o tom que alegra as minhas mãos há muito tempo...
Hoje não é vermelho nem é laranja. É 57.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Esta coisa das traduções irrita-me. Porque os nomes não têm tradução.

Amanda Seyfried
Elizabeth devia ser Elisabete. Rainha Elisabete e não Rainha Isabel. Porque se ela é Isabel, então a Diana deveria ser Raquel, o Charles deveria ser Pedro, um Peter era João, um John era Tiago, um Anthony era Pedro, uma Mary era Ana e uma Rachel era Diana. Não?

Meu amigo Favaios.

Natalie Portman
Aquele lado negro que todos escondemos, que nos consome, de que ninguém sabe. O estranho, o bizarro ou apenas secreto. A latinha dos segredos. O lado lunar. Eu e o meu Moscatel pensamos nisso tudo nas noites em que a insónia não me deixa fechar os olhos e adormecer. Pensamos tanto que às vezes não distingo o que disse do que imaginei. Porque já que não consigo dormir, sonho acordada.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Não faço géneros.

Candice Swanepoel
E depois há aquelas gajas que não têm noção, sabem? A pequenez não lhes permite distinguir educação e simpatia de excesso de confiança. E então dizem a primeira baboseira que lhes sai daquela boquinha podre, atirada por aquele cérebrozinho pequenino e labrego, como se tivessem imensa gracinha. E eu, que até tenho fama de ter um péssimo feitio, contenho-me para não lhes partir uma mesa na cabeça enquanto as chamo pelo verdadeiro nome. Como são mesmo burras, nem se apercebem da enorme bosta que se atreveram a fazer.

Cartas a Paris.

Brigitte Bardot 
É um blog inadjectivável. Sim, acabei de inventar a expressão. Este blog não pede menos que palavras novas para o descrever. Perco-me por lá e no final de cada post, não consigo comentar. Como se me lessem a alma, como se me tivesse tornado guardiã de um segredo. Não consigo comentar. Posso estar lavada em lágrimas, posso ter demasiado a dizer. Nunca comentei. Ontem apareci por lá, mas não na caixa de comentários. E que honra ter escrito uma carta a Paris.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Momento iluminado.

Lara Stone
Sempre acreditei que a experiência traz consigo o conhecimento das coisas. Que só experienciando abrimos os olhos para a realidade prática. Que só depois de conhecer a realidade prática nos tornamos legitimados para a teorizar.
Este fim-de-semana fui ajudada a lembrar-me de tudo isto, que é tão simples e tão fácil, mas de que me esqueci. Não imaginam quão importante foi. Estão a ver aquele momento em que a lâmpada se acende em cima da nossa cabecinha? Exacto. Um momento Eureka. Um A-HA moment, para os fãs da Oprah. Uma epifania.
A experiência não só enriquece o nosso currículo de vivências pessoais como também responde a muitas questões. É que eu, apesar de nunca me enganar e raramente ter dúvidas, ultimamente tenho questionado muito de mim e da minha vida. E desse lado? Só certezas?

Sou eu que não sou normal.

Jennifer Lopez
A L. só gosta de putos. Alguns parecem amigos da Mana Lamparina, de tão imberbes.
A D. tem queda para gajos morenos, esguios e de pulso firme, mas também se perde por um daqueles gatos estilo modelo, com olhão verde, queixo másculo e dois metros de altura.
Eu sempre gostei de crânios perfeitos bem redondinhos e narizes proeminentes. E mais não digo porque depois alguém me matava. É a seca de não ter anonimato.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hoje também sinto saudades dela. Tantas. Tantas, vó. Ias achar-me tão bonita.
Não é engraçado que não sendo minha avó sejas a única a quem chamo de vó? Não é engraçado que sendo minha bisavó tenhas sido mais avó que qualquer outra pessoa com legitimidade para o ser? Não é engraçado que seja eu a pessoa que mais fala em ti? Que mais sente a tua falta todos os dias? Que não consegue disfarçar o nó na garganta? Os dias têm sido tão difíceis... com o teu colo seria tão mais fácil. Porque tudo passa, não é? "Viver não custa, o que custa é saber viver".

As entrelinhas do som - Essa miúda.

Lindsay Lohan
Essa miúda não tem nada de miúda. Só contigo. Tem escola e sabe o que quer. Essa miúda quer ser sedutora e é desastrada, tenta mostrar segurança e sorri como uma menina tímida, deseja dar pouco e abre o coração. Não consegue ser moderada, com ela é tudo ou nada. Chega a ser demasiado intensa. Vomita palavras, o nervosismo não a deixa ficar calada. Ris-te das parvoíces que ela diz, até da maneira desajeitada com que tenta chamar a tua atenção. E entras no mundo dela devagarinho, um nada de cada vez, uma décima por mês. Mostras-lhe de ti, dessa vida, desse sorriso, dessa tristeza, dessas dores que os olhos não escondem. Não sabes que ela já se preocupa contigo, quer dar-te motivos para gostares um bocadinho mais dela, dos dias, dos momentos com ela. Quer ajudar-te, que todas as mulheres têm uma Madre Teresa dentro de si. Achamos que podemos aliviar-vos. E podemos, sabes que sim. Somos peritas em inebriar-vos, roubar-vos da aridez da rotina. Até nos tornarmos parte dela. Aí vamos embora. Até lá, quer que a desejes, que queiras estar com ela, que se descubram como ela descobre as músicas que são a banda sonora da tua existência. De todas as vezes que te lembrares dela e não lho disseres, ela fica um bocadinho mais triste. De cada vez que o confessares, ela produz luz suficiente para iluminar a cidade inteira até tornar a sentir a tua falta. E depois cansa-se das migalhas, que as mulheres são insaciáveis. Vai querer tudo: jantar, café e digestivo. Conversas, risos, cigarros, sorriso, olhar, beijo. Abraço. Depois de te fazer acreditar que és especial, que o Sol é um presente que a aurora traz principalmente para ti, que conseguiste o que nenhum outro homem conseguiu, tornar-se-á memória feliz, de cada vez que sentires o seu perfume numa rua qualquer. Ou não.

Porque todas queremos ser essa miúda.



Lembram-se desta rubrica? Decidi transformá-la. 
A partir de agora, prefiro falar-vos de tudo aquilo para que me remetem as muitas músicas da minha vida recorrendo às reminiscências, às sensações que me trazem e aos momentos que me permitem reviver. Muitas delas levam-me para longe, deixam-me sonhar com o que nunca existiu. Outras dão asas à minha imaginação e fabricam personagens, contos, romances. 
Deve ser a minha veia de escritora.

Bom fim-de-semana!

Marilyn Monroe
"A fala é a civilização em si. A palavra, mesmo a mais contraditória palavra, preserva o contacto - é o silêncio que isola."
Thomas Mann

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tudo o que não volta.

Sophie Vlaming
Tinha que ser à janela, com a vista para a ponte sobre o Tejo e para o Cristo Rei. Esperava que o comboio passasse. Depois lá comia mais uma garfada - uma para o pai, uma para a mãe, uma para o avô, uma para o tio... era tão pequenina, meu Deus. E lembro-me de tudo como se ainda ontem tivesse estado ali, naquele sexto andar, ao colo da minha tia Babá. Se fechar os olhos, ainda ouço o som de fundo. As vozes, os risos, as conversas. A voz da minha mãe que chamava outra tia minha, a música, o meu tio a controlar o que íamos ouvindo. O meu avô sentado à cabeceira da mesa, à conversa com o meu pai. Eles eram tão mais novos. E era tudo tão mais simples. Acho que se passaram duas décadas sem que tivesse dado por ela. Houve tantos momentos lentos e tudo me parece ter sido há instantes. Tenho saudades de adormecer segura, sem incertezas nem medos. Os dias eram só dias. A família era família. E eu era apenas eu.

Eu estou. A Mana também. Digam-me que vocês também!!!


Constatação do dia

Erin Wasson
E depois tudo passa. Sabem quando nos rimos do que foi um drama? Vai ser assim também. É assim com as coisas grandes, não é diferente com as coisas pequenas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Btw...

Sienna Miller
...já passámos os duzentos no Facebook da Menina. Não devíamos fazer uma festa, que é como quem diz, sortear qualquer coisa? Aceitam-se sugestões.

Um post raro. A Menina assume que meteu água.

Beyoncé
Sempre disse que preferia arrepender-me do que fazia ao invés de ficar com o peso do remorso por não ter dito ou feito algo que me desse na real gana. Às vezes precipito-me, assumo. E agora?
Não perco tempo com rodeios, sou bruta. Tenho o coração na boca, sou pouco dada a jogos. Prezo a frontalidade. E agora?
E agora?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

de como me afectam as coisas miúdas.

Olivia Palermo
Já vos contei do meu mau feitio. Da minha facilidade em sentir-me melindrada. Do exagero na análise. Da profundidade com que dedilho as relações, do cuidado extremo que tenho com os outros, do amor que não consigo deixar de aplicar a tudo o que faço. Sou assim. Sou demasiado responsável, demasiado dedicada e demasiado educada. Tenho regras e lugares para tudo. Sou emotiva. Sou pessoa e não gente. Cá dentro, tudo arrumado. Sei o que deve ser feito. Sigo o meu instinto, acredito na minha intuição. Sou complexa na minha simplicidade, aprecio a humildade mas sou altiva. E não suporto sentir que não me respeitam.
Tudo o que levo a sério é impregnado de empenho. Dou o meu tempo, a minha paciência, a minha diplomacia, a minha compreensão, a minha disponibilidade. Dou. Entrego-me. Porque não me sentiria bem sendo desleixada, fazendo com que outros sentissem que falhei. Não o faço para receber elogios. Faço-o porque não sei ser de outra maneira. Sabem, também sou assim na minha família. Sou assim com os meus amigos. Sou assim com a minha irmã. Sou assim com o meu namorado. Sou assim. Estou sempre lá quando precisam de mim. Não sei ser de outra maneira, já disse.
Nunca senti que a minha dedicação fosse em vão porque com ou sem palavras, com muito ou pouco dinheiro em troca, sempre senti reconhecimento. Sinto-o quando contam comigo, quando me atribuem mais responsabilidades, quando me pedem ajuda e acima de tudo, quando me respeitam.
Apesar da gargalhada fácil, sou muitíssimo séria. Apesar do ar distante, envolvo-me com as pessoas com quem convivo. Aprendo delas, a gostar delas. E às vezes é por elas que não desisto. Porque não as quero deixar penduradas. Este fim-de-semana foi por elas que decidi ter calma. Dei por mim com a certeza de que talvez devesse deixar um dos meus mil ofícios nas mãos de outra pessoa. Talvez devesse abandonar o barco. Não preciso daquilo. Não é trabalho. Não sou mulher de desistir de nada, mas pela primeira vez na vida - algum dia teria de o sentir na pele - tive a sensação de que não me respeitaram. Já disse que não lido bem com isso? Estou habituada a que tenham medo de mim. Não gosto muito, mas dá jeito. Normalmente, não ousam brincar comigo. A verdade é que a minha diplomacia não chegou. Não sei disfarçar. Não consegui usar aquele cinismo fácil. Também não consegui cagar no assunto. Fui demasiado transparente. Sou. E depois da raiva, de não acreditar em tal atrevimento, ficou a ansiedade. Depois a raiva, outra vez. Depois vieram as lágrimas, que os fortes também choram quando chegam a casa depois de uma noite em que deveriam ter ficado na cama. Acho que tenho muito mais com que me preocupar do que em colocar boa vontade num trabalho ignorado por quem devia valorizá-lo. Por outro lado, acho que sou maior que isso. Como não sei o que fazer, acho que devo optar pelo meio termo: trabalhar à distância.
Nunca saberei explicar porque me afectam tanto as coisas miúdas. Talvez seja mais solicitada como pacificadora que como protagonista de dramas e por isso não tenha ainda jogo de cintura para tolerar o facto de ser também a causadora de algum mau ambiente.
E depois de um dia daqueles em que dormimos pouco, mal e ainda acordamos a chorar, em que o cansaço não nos dá descanso, em que não percebemos nada do que andamos a fazer, em que só apetece ficar a dormir durante alguns dias, em que não queremos ver ninguém... houve o flashmob da Mana Lamparina. Houve o café com a bff. Houve o jantar surpresa, com a minha pizza preferida, Coca-Cola e Häagen Dazs, trazido pelo namorado.
"Amanhã trato disto."

Black is the new black.

Blake Lively
Na semana passada reparei que não tinha um único par de pumps pretos. Um básico! Como poderia permitir tão grave lacuna na minha colecção?
Sabrinas pretas, check.
Botins pretos, check.
Botas de cano alto pretas, check.
Ténis pretos, check.
Pumps pretos, do género dos Louboutin Bibi, nada, zero, niente.
E não podia ser, certo? Agora está tudo bem. Muito mais calma. Não sei como vivi tanto tempo sem um sapatunfo preto. Juro que não. Já não apostava nuns desde os tempos em que o traje académico mos impunha. Sempre gostei de usar os sapatos para os apontamentos de cor no outfit, já que sou um bocado boring sóbria nas roupas que compro... talvez por isso não tenha reparado na ausência de algo tão monótono como um simples par de sapatos pretos.
Estes são lindos, altíssimos sabem aqueles saltos que nos fazem sentir a mulher mais poderosa do planeta? Exacto. Assim mesmo. e super confortáveis, comme il faut. Aguentaram uma noite inteira sem deixar os pezinhos de princesa resmungar e só por isso acho que podemos viver uma magnífica história de amor. Foi "a" compra dos últimos tempos. E caíram que nem ginjas com um vestidinho (também ele preto e básico) que já não usava há tempo demais.

Olhem a fofinha da Lauren com um modelo idêntico.



São assim. Em camurça. Lindos que dói.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Paixão.


A Vida começa fora da nossa zona de conforto...

Sienna Miller
Até as pessoas que me parecem, a olho nu, uma fortaleza. Até os mais frios, aqueles que não pedem um abraço, que não admitem a solidão em que vivem. Chegam-me estórias de gente resignada. Pessoas acomodadas na sua tristeza quotidiana. Como um calo, é como um calo que não removem. Vão atravessando os dias num coxear lento, suportando nas costas o peso de uma vida que não querem viver, sem forças para tentar erguer a cabeça e olhar à volta. Dizem que tem de ser. Que não podem voltar atrás. Não percebem que na maioria das vezes, mudar leva-os mais à frente. Não recuam por mudar, por abandonar o barco, por desistir. "Quem não te acompanha, atrasa-te", digo. As amarras somos nós que as criamos, que ninguém é de ninguém - o João Pedro Pais tem razão, naquela musiquinha irritante. Enchemos o nosso quarto de tralha: compromissos, medos, responsabilidades fúteis. Tudo se sobrepõe ao mais importante: o eu. Uns não ousam abandonar um casamento falhado, outros não se soltam de um emprego que os transformou na personificação da mais profunda tristeza. É a família, a sociedade, a cidade, o bairro e a rua. É o vizinho do lado, são os amigos e os colegas de trabalho. São as satisfações pedidas pelos conhecidos. E é o medo de arriscar. O medo de dar o salto. O medo de que corra mal. É preferível existir numa estabilidade penosa que numa liberdade perigosa, que estar só no desconhecido é mais assustador que morrer na segurança do confortável.

Bom fim-de-semana!

Mila Kunis
"Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar. Outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas..."
Voltaire 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ser fácil não é apelativo.

Diane Kruger 
O excesso de disponibilidade não é atractivo. Pelo menos, assim me parece. Não gosto de ver mulheres em desespero. Não gosto. Não gosto de as ver histéricas, quais galinhas assanhadas, enviando todo e qualquer sinal de que se sentem sós, de que desejam ardentemente ser levadas pelo homem a quem... bom, ia utilizar o verbo insinuar, mas nestes casos, tudo é ostensivo, portanto não cai nada bem. Pelo homem com quem tentam alguma coisa, vá. Vocês percebem. Bom, dizia eu que não gosto dessa atitude fácil, mil sorrisos e deixas óbvias, perguntas indiscretas e revelações demasiado íntimas. Sinto uma certa pena dessas mulheres, confesso. Porque o resultado obtido é, por norma, exactamente o oposto do pretendido. Não estou com isto a dizer que não consigam, com alguma sorte, um one night stand. Contudo, as mulheres de quem falo querem sempre mais. São cola. São chatas. Não deixam o gajo em paz. Não o largam. Querem atenção. Querem ser admiradas e uma noite não chega.
Fico sinceramente triste quando as vejo encarnar este papel vulgar, porque até há pouco tempo acreditei que a maturidade era directamente proporcional à idade que temos: quanto mais anos, mais maduras. Descobri que não. Que devemos evoluir até à casa dos vinte. E depois a coisa estagna. Só assim se explica que tantas mulheres cuja idade me faria crer que seriam maduras ajam como eu não agia com 17 anos. Assim que se apanham divorciadas, puxam o decote lá para baixo, juntam as mamocas e pumbas! mais uma foto para o Facebook, "olhem como eu sou descontraídamente sexy". Se nunca saíam à noite, porque já estavam arrumadas, agora é vê-las alegremente todos os fins-de-semana a actualizar o álbum "Na Night". Se antes o outfit preferido incluía cara lavada, raízes por fazer, calças de fato de treino e chinelos com meias, agora abusam das sombras azuis e das bocas vermelhas, não vivem sem o cabeleireiro do bairro e até arriscam a unhaca de gel. Riem-se como umas hienas quando o gajo está por perto, riem-se como umas hienas malucas quando se fala nele, riem-se como umas hienas histéricas enquanto tentam explicar tudo o que ele tem de bom. Normalmente, nada diferente dos outros homens. Porque elas não querem saber do que o torna especial, do que o faz rir, da música que ouve, do que o trouxe até aqui ou do que não o deixa guardar as lágrimas. Para elas, ele é um mero reprodutor, um potencial sustento e pouco mais. À descarada, tentam a sua sorte, não vão perder a oportunidade de conseguir um jantareco à borla.

Olha só o que eu recebi!



Um perfume cuja embalagem é perfeita para andar sempre comigo na mala e que cheira maravilhosamente bem, com um sabonetinho igualmente cheiroso. Adorei. Tudo porque me registei na Elie Saab.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hoje é feriado?

Era um bom dia para ir buscar estas calças à Stradi...

Se eu fosse...

Se eu fosse um mês seria... Julho
Se eu fosse um dia da semana seria...  Quarta-feira
Se eu fosse um número seria... 7
Se eu fosse uma flor seria... Malmequer
Se eu fosse uma direcção seria... Sul
Se eu fosse um móvel seria...  Um psiché
Se eu fosse um líquido seria... Moscatel
Se eu fosse um pecado seria... Vaidade
Se eu fosse uma pedra seria...  Olho de tigre
Se eu fosse um metal seria... Ouro
Se eu fosse uma árvore seria... Cerejeira em flor
Se eu fosse uma fruta seria... Morango 
Se eu fosse um clima seria... Mediterrânico
Se eu fosse um instrumento musical seria... Guitarra portuguesa
Se eu fosse um elemento seria... Fogo
Se eu fosse uma cor seria... Cor-de-rosa
Se eu fosse um animal seria... Gato 
Se eu fosse um som seria... Aplauso 
Se eu fosse uma canção seria...  Uma bossa nova antiga
Se eu fosse um perfume seria... Chance, by Chanel
Se eu fosse um sentimento seria... Saudade
Se eu fosse um livro seria... A insustentável leveza do ser
Se eu fosse uma comida seria... Bitoque
Se eu fosse um cheiro seria... O da praia
Se eu fosse um verbo seria... Viver
Se eu fosse um objecto seria... Uma caneta de tinta permanente 
Se eu fosse uma peça de roupa seria... Uma camisa branca
Se eu fosse uma parte do corpo seria... Mãos 
Se eu fosse uma expressão seria... Arrepende-te do que fazes e não do que deixas de fazer.  
Se eu fosse um desenho animado seria... Mônica
Se eu fosse um filme seria... Moulin Rouge 
Se eu fosse uma forma seria... Triângulo 
Se eu fosse uma estação seria... Verão



Copiado daqui.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dia Internacional das Panelas de Pressão

Adele
Para mim, tudo começou com o dia em que descobri que existia um Dia dos Avós. Já havia um dedicado ao Pai, outro à Mãe, à Criança, ao Trabalhador, à Mulher, a Todos os Santos e a um de cada vez. Já convivia confortavelmente com o facto de existir um Dia dos Namorados. Dia da Árvore, da Liberdade, da Mentira, dos Mortos e da Paz.
Mas a moda pegou e agora todos os dias são dias de alguma coisa. E eu já me começo a fartar dos dias. Dia do Beijo, da Dança, da Música, do Braille, da Vítima, dos Direitos do Consumidor, da Meteorologia, do Estudante, do Livro Português, do Dador de Sangue, da Astronomia, da Imprensa, de Oração pelas Vocações, do Enfermeiro, do Melanoma, das Telecomunicações, do Livro Infantil,  dos Correios, da Diabetes, da Tolerância, da Televisão, da Saudação, do Livro e dos Direitos de Autor, do Bombeiro, do Pescador, da Liberdade de Imprensa, da Europa, da União Europeia, do Cigano, da Criança Africana, da Preservação da Camada de Ozono, dos Deficientes...
Meus amigos, o que é isto?
E não, não estou a inventar! Esta enumeração de coisas é fruto de uma breve pesquisa pelo Google. Qualquer dia inventam o Dia Internacional das Panelas de Pressão! Nessa altura, teremos que começar a dividir os dias por horas: dia 23 de Março, das nove da manhã às dez comemora-se a Hora Internacional do Sabonete; das dez da manhã às onze, a Hora Internacional das Micoses nas Unhas dos Pés... e assim sucessivamente.

Também quero um destes!

Kate Moss
A culpa é da Maria. Ela falou dele aqui e eu fiquei cheia de vontade de também ter um. Porque me tem apetecido uma cor nos lábios e porque ela diz que comeu uma refeição inteira e o cor-de-rosa permaneceu intacto. Sinto-me uma palhacinha quando experimento vermelhões, por isso sou fiel aos tons "nada", mas este até me faria mudar de ideias. Juro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Geraldina Matriosca

São vidas simples. Servem para nos alegrar os dias. Para sorrir pela manhã, quando entrava na cozinha para preparar o meu pequeno-almoço e a via empoleirada na sua gaiola cor-de-rosa, para me dizer "Olá". Para me pedir comida, colo ou festinhas. Para me lembrar de que até um cérebro pequenino como aquele consegue surpreender-me com atitudes que comprovam a sua inteligência. Para me mostrar que não faz mal amar tanto um bichinho que alguns compram apenas para alimentar a cobra que têm em casa.
Estava deitadinha debaixo da rodinha, numa posição que não era a dela. Normalmente, encolhia-se, enrolava-se sobre si própria. Ontem, não. Não quis acreditar, dei toques na porta transparente que abria para a deixar vir para a minha mão, grande demais para aquele corpo tão pequenino. Tinha ido embora. Ela foi-se embora. E apesar do vazio que deixou na gaiola, as lágrimas que não contivemos revelam que aquela vida simples e que poderia passar completamente despercebida, nos encheu os dias e os corações.
Era só um hamster anão russo. Ou a rata da Maria, como os amigos da Mana Lamparina lhe chamavam. Um presente de Natal. Chegou cá a casa ainda bebé, o pêlo branco e o medo dos humanos. Semanas depois, apareceu uma manchinha cinzenta que foi alastrando, como o à vontade connosco. Passeava por nós segura, cómica, fofinha. Uma bola de pêlo do tamanho do meu polegar que fez parte dos nossos dias e das nossas vidas. São vidas simples.

Five.

Hilary Duff
A Ana FVP lançou o desafio e eu pumbas! Cinco factos aleatórios sobre a Menina Lamparina de que vocês ainda não tenham ouvido falar:

1. Não me impressiono facilmente e às vezes tento disfarçar essa característica para que não me achem arrogante. Os meus amigos e a minha família já toleram melhor, mas a maior parte das pessoas fica irritada com o desinteresse que tendo a demonstrar quando me tentam surpreender, mostrando alguma coisa nova ou contando algum facto bizarro.

2. Gostava imenso de ter maminhas maiores. Se depois de ser mãe não vir melhorias, recorro a uma cirurgia.

3. Sou decidida, forte e destemida... no entanto, quando permito que o medo se apodere de mim, bloqueio, fujo e finjo que o problema não existe. Só para que percebam a dimensão disto: na faculdade, nunca via as notas na pauta... só no final do ano me dirigia à Secretaria para saber se tinha passado de ano. Uma vergonha.

4. Toco piano desde os quatro anos, mas nunca consegui aprender a tocar viola. Um desgosto.

5. Tenho imensas manias parvas: detesto sair à noite nos dias em que lavo o cabelo porque me incomoda ficar com a juba lavada mas a cheirar a tabaco e estou sempre a ver-me ao espelho porque tenho horror a ter alguma coisa nos dentes ou no nariz e não me aperceber disso.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Passatempo tentador...

Confirmem aqui, no Marcas por Amor.

Dia Clinique.

Na quarta-feira à noite agucei a curiosidade de quem me espreita também pelo Facebook. Tinha sido um dia cheio, daqueles que acabamos com a certeza de que o cansaço vale a pena. Na altura, mostrei esta foto. Hoje vou revelar tudo...


Com a Clinique, todas as experiências são maravilhosas e esta não foi excepção. Sim, eu sei que sou tendenciosa, mas depois de verem fotos do evento vão perceber o que quero dizer com "sala linda" ou "chão cor-de-rosa".



Bom, mas vamos ao que interessa: andar de spot em spot. Comecei por fazer mais um diagnóstico à minha pele com uma consultora Clinique, não porque não soubesse qual é o meu tipo de pele, mas para descobrir se houve alterações. Sim, porque a minha pele já me fez recorrer a várias linhas: já usei anti-blemish, produtos para tipo 3 e tipo 2! Conclusão: voltei ao tipo 3.


Depois de sabermos como estamos de saúde, fomos maquilhadas por profissionais da marca (não, a Jenna Menard não estava lá), que apesar dos meus ataques de riso conseguiram pôr-me bonitinha, dentro do possível.


Aprendemos sempre qualquer coisa útil nestas situações e desta vez fiquei convencida de que tenho mesmo que comprar um pincel para aplicar a base. O acabamento é essencial e não vou estar com tretas: chega de dedinhos para espalhar o produto. Fica muito mais natural, a cobertura é mais homogénea e acho que é apenas uma questão de hábito.


O make up corresponde ao meu gosto pessoal. Não saí da minha zona de conforto e fez todo o sentido, porque o resultado final seria registado. Trouxe comigo a lista dos produtos utilizados, mas sei que se tentar reproduzir o efeito, não vai ficar igual... porque a mão de um profissional já está treinada para não se perder em assimetrias. A minha não.
E porque abandonar o espaço sem uma fotografia gira para o perfil do Facebook seria uma pena, estavam por lá as meninas da spoil (é bem provável que já tenham ouvido falar, mas podem saber mais sobre elas aqui ou ali). Além de simpáticas, conseguiram o impossível: fazer com que eu não me enrolasse sobre mim própria, num choro dramático, por não ser minimamente fotogénica. Quando tiver as fotos, mostro.


A ideia era que neste dia experimentássemos os produtos de maquilhagem Clinique, que não nos limitássemos a vê-los, mas que os descobríssemos. Sentir texturas, ficar embevecida com as cores, encontrar novos vícios...


...como a mousse de framboesa, por exemplo.



Tudo isto com muita conversa à mistura, comme il faut!


"Obrigada" não chega. Depois de um dia divertidíssimo, de um almoço com a equipa mais simpática do planeta e de ser mimada com uma sessão de make up com direito a fotografias by spoil, ainda me vim embora carregada de miminhos Clinique. Um abuso.



Então vamos lá: primeiro, produtos de tratamento.
Porque a toalha não é a única coisa que levamos no saco de praia, agora tenho o body e o face cream SPF40 - os amarelinhos ali em cima, estão a ver?
Claro que os três passos não podiam faltar, bem como o meu beloved Superdefense SPF25, o hidratante mais confortável do mundo, que aplico religiosamente.
Estou a experimentar o All about eyes serum, precioso para os meus papinhos fofos. Até agora, estou a adorar, porque sendo em rollerball, ajuda a massajar o contorno ocular e sinto-me mais descongestionada. Já experimentei depois de chorar e é o máximo!
E porque as manchinhas voltaram a aparecer, voltei a usar o Even Better Clinical. É a segunda vez que o uso e espero que seja tão eficaz como da primeira, em que no espaço de dois ou três meses tinha a pele sem vestígios de danos solares.
Recebi também um Take the day off, que é o único desmaquilhante que não me arde nos olhos e que remove aqueles produtos teimosos, como a máscara de pestanas ou o eyeliner, de uma forma suave.

Agora, make up!
Já vos falei dele aqui, porque sou fã deste produto. Chama-se Moisture Surge Tinted Moisturizer e é um três em um: além de ser um hidratante com cor, tem SPF15. A cobertura é muito boa e eu uso-o com imensa frequência, quando não estou com tempo ou paciência para me maquilhar à séria.
Vim munida da minha máscara de pestanas preferida, que faz com que fique com olhos de boneca, super dramáticos: a High Impact Mascara... e de dois Chubby Sticks, nas cores 02 (whole lotta honey) e 06 (woppin' watermelon). São a febre das fãs Clinique e acho que também me vou viciar... são mesmo muito hidratantes e não empastam nem colam aos cabelos sabem do que falo, certo?.


E finalmente... a estrela do dia! Foi-me aplicada e eu adorei. Esta é a minha mais recente paixão no mundo das bases Clinique, que só estará disponível no próximo mês, mas que eu posso usar porque me ofereceram uma!!! Chama-se Stay-matte oil-free e é perfeita para a minha pele. Voltarei a falar dela por cá para vos contar como tem sido a nossa relação.

Bloggers que tive o prazer de conhecer pessoalmente? 
A Mónica, do mini-saia, que além de altíssima é um doce. Sabem aquelas pessoas simpáticas, simpáticas? Exacto.
A Margarida, mais conhecida como A miúda dos saltos altos. Fofinha, fofinha.
A Cátia e a Margarida do Style it up - vocês sabem que eu as adoro - e a Carolina, do Last Minute Dreams.

Já estão fartas de saber que eu amo a Clinique de paixão. E achava que seria impossível gostar mais. Guess what? Mentira. Posso só agradecer mais uma vez à marca, na pessoa da RP mais amorosa do mundo? Obrigada!


Desculpem a qualidade das minhas fotos - além de ter a lente suja e só ter reparado depois de publicadas, estão escuras... abram para ver melhor, okay?

Bom fim-de-semana!

Kylie Minogue
"Motivo de arrependimento é não aprender com os próprios erros..."

quinta-feira, 19 de abril de 2012

de tudo o que é antes. - Sétimo e último.

Penélope Cruz
Antes de tudo, o medo de não ser correspondida, de se ter enganado, de não ter interpretado bem, de ter dado barraca, de ter sido demasiado oferecida, de ter soado a desespero. E se as subtilezas não foram subtis? E se abusou? E se foi intrometida? E se fez figura de otária?
Revê todos os momentos, passa-os a pente fino e tudo lhe parece ridículo. A análise é exagerada, que o rigor não existe quando não há imparcialidade.
A angústia vai crescendo à medida que as dúvidas se propagam dentro daquela cabecinha, antes cheia de certezas. Uma insegurança medonha, uma sensação de que não pode resolver nada. Não pode esclarecer nada porque não disse nada. O pior do jogo é o momento em que deixamos de ser mão e nos tornamos peça.
Queria pedir-lhe que não fugisse, que ficasse, que se deixasse ficar ao seu lado. Não pode pedir nada. Não pode fazer nada.
Se ao menos pudesse parar de pensar, de sonhar acordada...
Fica no seu canto, quieta. Chora apenas pelo medo de perder mais momentos em que o seu olhar se cruzasse com o dele. Não quer deixar de se perder naqueles olhos profundos, negros, tristes. Não quer deixar de sentir o que sente, abandonar um livro na primeira linha é de uma fraqueza que abomina. Como será possível que dê tanta importância a alguém que mal conhece?
Promete não fazer nada, não forçar nada, não dizer nada.
Não consegue deixar de pensar no que se passa do outro lado. O que terá feito de errado? Tudo, provavelmente.
Porque raio haveria de ser especial?


Pérola do dia

Miranda Kerr
Tudo passa. Porque as coisas não nos acontecem. Nós atravessamos os acontecimentos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

de tudo o que é antes. - Sexto e penúltimo.

Gisele Bündchen
Os medos são tantos. Nada é inócuo. Não quer saturar, contém-se. Nunca se deve correr o risco de cansar quem se seduz, porque se perde a magia. Se ela existir, claro. De mulher adulta passa a menina. Já não consegue disfarçar o olhar fugidio, nem segurar as palavras que se desprendem. O sorriso é incontrolável, treme sem ter frio. Não consegue esconder quando se perde por instantes naqueles olhos escuros, intensos, que vê tão bonitos. Insegura, não contém as baboseiras, diz coisas que não quer dizer, conta o que não deve. E depois ficam os remorsos, "Não consegui ser interessante"... Caiu na sua própria armadilha, já não sabe quem comanda. Perdera o jogo de cintura com que começara a brincadeira. Era só uma brincadeira. Acha-se graça, acha-lhe graça, brinca com o fogo e depois perde balanço, já não sabe o que faz nem com que objectivo. "Talvez não tenha nenhum", pensa, enquanto lhe surgem mil metas, mil caminhos, mil fins. Porque depois do antes e do durante há sempre um depois. Tenta não pensar muito no assunto, como os viciados quando não querem assumir os sintomas do descontrolo que os levará ao inevitável declínio. Perde-se nos seus pensamentos, que estão lá, com ele, que não faz ideia de que lhe invade a mente. O coração quente, o peito cheio, o olhar perdido numa constelação qualquer. Procura respostas no céu, procura-as em si.