quarta-feira, 18 de abril de 2012

O sonho mais estranho que já tive.

Heidi Klum
Estava comigo ao colo. Eu segurava-me nos meus braços, segurava a bebé que recordo apenas pelas fotografias que me tiraram. Já falava. Eu mostrava-lhe (a mim, criança) como iria ser o seu mundo quando crescesse. O meu mundo quando crescesse. Estávamos no prédio do meu avô, em Oeiras, ainda antes de existirem códigos para abrir portas, ainda no tempo em que havia uma porteira. E mostrei-lhe (a mim, criança) a irmã que iria ter, o seu corpo de mulher crescida ao espelho, contei-lhe do futuro que a esperava. Foi dos sonhos mais perturbadores que já tive. E acredito que seja fruto destes meus medos de jovem adulta, desta sensação de ainda não ter chegado onde devia. Estou sempre a pensar que não era assim que me imaginava quando o mundo não era muito mais que o dia-a-dia em que tomavam conta de mim.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Congelem-me.

Georgia May Jagger 
Há momentos em que tudo se esvai. Sobram poucas certezas, nascem mais dúvidas. E nesses momentos é tão preciso ser-se forte. Se o meu mundo fosse só eu, era muito mais fácil. Se eu pudesse pensar apenas em mim, no que me apetece, no que eu quero. Se eu pudesse congelar o mundo tal como está, ir ver como correm as coisas mais à frente e então decidir seguramente. Sempre gostei de agir por impulso, sempre lidei bem com as consequências dos meus actos. Desde miúda que prefiro arriscar em vez de me arrepender do que não fiz. Sou assim e ponto final. Nunca me engano e raramente tenho dúvidas, certo?
Quanto mais crescemos, menos sabemos. E era muito mais simples fazer esta viagem sem a bagagem toda que trago comigo.

O que acham?

Já viram isto? Vi aqui pela primeira vez e não resisti... tinha que partilhar convosco.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lei de Murphy, talvez.

Blake Lively
O mundo só é pequeno quando não interessa.

Vamos ver coisas giras da ZARA para aguentar o início da semana?

Vamos começar pelos sapatunfos! Estes para o dia-a-dia...
Estes porque dão imenso jeito em qualquer ocasião.

Estes porque são lindos.

Estes porque um par extra de sapatos nude nunca é demais. Viram? Arranjei desculpa para todos!!!


Adorei estas t-shirts. Fofas.
Estou obcecada com esta saia. Quero usá-la com camisa de ganga e pumps.
Este dava-me um jeitaço, por ser tão básico.
Adoro esta cor.
Este tem um pormenor giríssimo: o estampado quase invisível.
Ignorem a pose parva e as botinhas. A cor é amorosa e as costas também!
Não é muita coisa, pois não?

Química.

Katy Perry
E aquelas pessoas com quem pouco falámos, mas que podíamos conhecer há tanto, tanto tempo? Com quem queremos estar só porque gostamos, simpatizamos, apreciamos. Sentimos curiosidade, queremos saber, queremos ouvir, queremos mostrar, dar, partilhar, receber. Como se nos sentíssemos atraídos pelo que já sabemos existir. A pessoa pode ser homem ou mulher, mais velha ou mais nova, não interessa. Acho que a energia que emanam complementa a nossa e talvez por isso surjam relacionamentos, amizades, paixões ou amores. Só boas surpresas. Gosto muito mais quando acontece assim. Não gosto nada de antipatias.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Desabafo. Porque este é o meu blog e também serve para ventilar.

Naomi Campbell 
Tenho um preconceito: não suporto faltas de educação. Há quem diga que sou "demasiado facilmente melindrável" - seja. Não há desculpas para a má educação. Não consigo aceitá-la e pronto. Temos pena. Não faço géneros. Nestas coisas, sou assim. É a minha única motivação para discriminar alguém e - guess what? - sinto-me nesse direito. Não aguento, principalmente quando surge sob a forma de um qualquer atrevimento descabido (perdoem a redundância) e disfarçado sob um quê de sonsice que me enerva de morte. Não sei sequer explicar porque raio pessoas tão invisíveis conseguem encher-me de uma raiva que viraria mesas à minha volta. E depois também me irrita quando essas cromas são protegidas, quando lhes passam a mão no pêlo, quando tentam justificá-las e mostrar-me que eu até poderia tolerar melhor... porque se fosse eu a ter determinadas atitudes, com a minha fama de mau feitio, era logo um drama! Era logo uma arrogante, pedante e tudo o que me pudessem chamar. Elas não. Como são mongas, provocam pena no resto da população, excepto em mim. "Coitadinha, é croma, pode ser mal-educadona". Seriously? Ai. Estava a precisar de desabafar.

Sexta-feira treze.

Emma Roberts
Eu cá prefiro as Quintas-feiras doze. Ou os Sábados catorze, sei lá.

Bom fim-de-semana!

Gwyneth Paltrow
"Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento."
Henri de Montherlant

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Oscar Wilde dixit.

Charlotte Casiraghi
"Se soubéssemos quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo." 
Eu acrescento que se soubéssemos quantas vezes as nossas palavras são simplesmente inúteis ou não mais que desnecessárias, se soubéssemos quantas vezes caem em saco roto, quantas vezes não servem para nada, ficaríamos bem mais caladinhos. Haveria muito menos ruído no planeta. Já imaginaram como seria bom não haver barulho? Silêncio absoluto, apenas cortado pelo canto dos passarinhos? Se as nossas palavras não vão servir de consolo, não seria preferível não dizer nada? Se não vamos deixar um pontinho de luz no coração de quem nos ouve, de que serve falar? Se não nos vão ouvir, porque nos haveríamos de importar? Mais vale usar a boca para mastigar uma pastilha elástica.