sexta-feira, 13 de abril de 2012

Desabafo. Porque este é o meu blog e também serve para ventilar.

Naomi Campbell 
Tenho um preconceito: não suporto faltas de educação. Há quem diga que sou "demasiado facilmente melindrável" - seja. Não há desculpas para a má educação. Não consigo aceitá-la e pronto. Temos pena. Não faço géneros. Nestas coisas, sou assim. É a minha única motivação para discriminar alguém e - guess what? - sinto-me nesse direito. Não aguento, principalmente quando surge sob a forma de um qualquer atrevimento descabido (perdoem a redundância) e disfarçado sob um quê de sonsice que me enerva de morte. Não sei sequer explicar porque raio pessoas tão invisíveis conseguem encher-me de uma raiva que viraria mesas à minha volta. E depois também me irrita quando essas cromas são protegidas, quando lhes passam a mão no pêlo, quando tentam justificá-las e mostrar-me que eu até poderia tolerar melhor... porque se fosse eu a ter determinadas atitudes, com a minha fama de mau feitio, era logo um drama! Era logo uma arrogante, pedante e tudo o que me pudessem chamar. Elas não. Como são mongas, provocam pena no resto da população, excepto em mim. "Coitadinha, é croma, pode ser mal-educadona". Seriously? Ai. Estava a precisar de desabafar.

Sexta-feira treze.

Emma Roberts
Eu cá prefiro as Quintas-feiras doze. Ou os Sábados catorze, sei lá.

Bom fim-de-semana!

Gwyneth Paltrow
"Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento."
Henri de Montherlant

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Oscar Wilde dixit.

Charlotte Casiraghi
"Se soubéssemos quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo." 
Eu acrescento que se soubéssemos quantas vezes as nossas palavras são simplesmente inúteis ou não mais que desnecessárias, se soubéssemos quantas vezes caem em saco roto, quantas vezes não servem para nada, ficaríamos bem mais caladinhos. Haveria muito menos ruído no planeta. Já imaginaram como seria bom não haver barulho? Silêncio absoluto, apenas cortado pelo canto dos passarinhos? Se as nossas palavras não vão servir de consolo, não seria preferível não dizer nada? Se não vamos deixar um pontinho de luz no coração de quem nos ouve, de que serve falar? Se não nos vão ouvir, porque nos haveríamos de importar? Mais vale usar a boca para mastigar uma pastilha elástica.

Ela. A Vida.

Sarah Jessica Parker
Quando estagno, quando me torno num ser inerte e perco a energia que nos faz conseguir colocar um pé depois do outro, pisando o chão debaixo de nós e fazendo com que todo o corpo avance, ela vem e dá-me um vislumbre do meu destino. Mostra-me um pequeno canto da big picture para onde caminho. Dá-me luz para que não me perca, ilumina os meus passos para que me apresse. Motiva-me nas mais pequenas coisas, nos pormenores que não vemos a olho nu, nas entrelinhas do que me é dito. Acompanha-me até que cumpra o que sonhei e esqueci ainda a meio do percurso. E eu sou-lhe grata por isso.
Certo dia, uma amiga gabou-me a sorte, uma vez que eu não tinha que lutar por nada. Outra disse-me, noutra altura, que conseguia sempre o que queria. O que elas não sabem é que eu sei disso. Tudo o que de óptimo me aconteceu, foi porque tinha de acontecer. Sempre que corri atrás de algo que não sabia ser prejudicial à minha felicidade, não agarrei. Cai-me do céu a oportunidade, concordo. Mas talvez elas não saibam que a minha luta tem uma grande ajuda. A minha força não sou eu. Quem me guia não é a leviandade do pequeno pensamento humano. Uns chamam-lhe estrelinha da sorte, outros preferem um termo mais New Age: energia. Há quem lhe invente nomes, quem não queira saber, quem saiba mas não proclame, quem se envergonhe da crença e quem viva na fé. Eu chamo-lhe Vida, e a minha Vida é este Deus tão querido que me dá mais do que mereço e que tem guardado para mim mais do que peço. Sejamos francos, eu também não peço muito.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

de tudo o que é antes. - Quinto.

Beyoncé
A voz fica mais doce, o olhar mais tímido, os gestos nervosos. Simula descontracção, tenta ignorar as mãos suadas e o bater do coração. Bate tão forte, tão alto o bater que o ouve ecoar dentro de si e tem medo que ele o ouça também. As palavras saem devagar, a dicção perfeita para não se engasgar, o timbre meloso. Quer tanto revelar-se que o tempo parece voar, as palavras atropelam-se, os assuntos sobrepõem-se. Ele parece-lhe tão seguro de si que soa a ridículo sentir-se assim. Ele não deve ver nada. Será que repara que não lhe é indiferente? Não, de certeza que não - tenta convencer-se. Falta-lhe coragem, oportunidade e audácia. Deixa pistas: o ombro que revela, o sorriso acanhado, o olhar fixo que tenta ler o que não se diz e que foge em seguida. Arma-se em ingénua, faz confidências subtis, mas não dá demais. Tudo o que oferece pode ser nada. Em caso de emergência, justificar-se-á com facilidade. Está no limiar da zona de conforto, que o abismo atrai sempre, não é? Será ele tudo o que imagina? A cortesia pode ser apenas isso, a simpatia também. O charme pode ser natural, o sorriso circunstancial. A atenção por obrigação existe porque a educação nos impele a determinado tipo de atitudes. E vai andando e pensando em tudo e em nada, sorrindo por se sentir adolescente, viva, cheia de vida.

Para evitar acidentes, faço de propósito.

Gossip Girl
Lembrei-me dos toques. Aquela estranha forma de contactar o resto do mundo que surgiu antes das sms grátis. Lembram-se dessa febre?
"Ele deu-me um toque... será que gosta de mim?"
"Ainda não lhe dei toque nenhum hoje!"
"Não me deste toque, fiquei super chateada..."
A moda surgiu na época em que ter um 3310 era fixe. E assim íamos mostrando aos amigos e às paixões que não tinham caído no esquecimento a que a distância e a inexistência de tarifários como o Extravaganza incitavam.
Para os mais velhos e para os mais novos leitores que não estejam dentro do assunto, passo a explicar: um toque consistia no primeiro impulso (piiiiii) de uma chamada. Depois desse sinal sonoro, interrompíamos a ligação e a outra pessoa deveria responder. Todo um modus operandi, toda uma etiqueta e toda uma mística na interactividade.
Bom, depois de me lembrar dos toques, lembrei-me de como era parva nessa altura. Era mesmo parva. Juro que sim. Sabem aqueles "acidentes" que provocamos para chamar a atenção de alguém? Eu vivia nesse registo. E era cansativo, mas divertidíssimo.
"Liguei sem querer, não era para ti que estava a ligar, mas já agora... está tudo bem?"
"Ohhhh! Estás aqui? Nem tinha visto o teu carro lá fora nem nada! Bom, já que te encontro, queres tomar um café comigo?"
"O quê?? Eu enviei uma sms a dizer o quê?? Oh, desculpa. Não eras tu o destinatário... devo ter-me enganado. Olha, não queres combinar qualquer coisa para esta tarde?"
Cruzava-me acidentalmente com quem queria que olhasse para mim e era tão, mas tão indiscreta. Agora sou mais crescida. Sou adulta. Não perco tempo com parvoíces...
Bom, a verdade é que agora faço tudo com mais discrição. Cá dentro continuo igualita.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sabem do que falo?

Doutzen Kroes
Li há dias um post, não me lembro onde, em que a autora falava de como a presença de uma pessoa é importante para que chame a atenção. E eu não poderia concordar mais. Para lá da carinha bonita e de todos os artefactos de que fazemos uso, há aquele je ne sais quoi que se tem ou não. Aquela pinta que não se descreve com adjectivos, aquele charme especial, um magnetismo. Que entra numa sala e é notado. Que apetece chegar perto mas intimida. De certeza que todos conhecemos alguém que por mais que tente, não consegue. E de certeza que todos conhecemos alguém que sem tentar, tem tudo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu já devo ter dito isto, mas...

Blake Lively
...odeio mesmo quando acontece. E é TÃO frequente. Pinto as unhas com todo o cuidado, lindas que ficam. Depois tenho que fazer qualquer coisa. "Já passou meia hora", penso eu, feita burra. Agarro no portátil e pumbas! Estraguei uma unha. Argh que raiva.

Perdão.

Eu sei que tenho estado ausente, mas não vou estar com desculpas. As minhas leitoras também são humanas, por isso saberão que há fases assim, certo? Vocês são uns amores, que não se zangam comigo mesmo não sendo eu rápida como sinto que deveria ser a responder aos comentários que tanto amo (Sim, isto é para si, ReUseBazar!! De qualquer modo, não saberia explicar o local exacto do cabeleireiro onde comprei os vernizes com cheiro... mas foi em Albufeira! Ainda bem que os encontrou!).
Bom, para me redimir desta ausência estranha, em que não tendo tempo para nada pareço desleixar-me das caixas de comentários do meu beloved lamparina (leio todinhos, tá?) e dos vossos espacinhos maravilhosos, mostro-vos fotos do casamento lindo a que fui last Saturday, já com o cabelunfo pintado.
Primeiro vocês dizem-me o que acharam... depois eu conto-vos como cheguei a este tom que ficou assim meio indefinido nem louro nem castanho e bem mais escuro do que tinha planeado.

Tive que cortar a minha amiga do coração porque ela podia odiar aparecer aqui, tá? Assim não se chateia comigo e vocês podem apreciar o meu sorriso parvo com 72 dentes, o meu olhar de esguelha e uma parte do meu cabelo que estava despenteado na nuca. Era um semi-apanhado básico e fofo.
O outfit completo. Lembram-se de eu ter dito que queria ir com umas palazzo? Pois. Queria... mas entretanto este vestidinho caiu do céu e eu achei-o ideal para a ocasião. No dia em que regressaria do Al-gharb, uma amiga querida que só ela foi despedir-se de mim com este mimo... e ele parecia ter sido confeccionado no meu corpo. Pois que foi só acrescentar um blazer para não morrer de frio e puff! fez-se a toilette. Há coisas fantásticas, não há? Pena que na foto não se vejam as pulseiras em dourado e laranja e a unha também laranja (com cheirinho!)...
Então? A cor? Ficou gira? Eu cá gostei imenso, porque estava cheia de medo de ficar com a juba manchada... é que fui eu mesma que a pintei, com a preciosa ajuda da minha Mana Lamparina. Já tinha pensado fazê-lo porque a loja de produtos de cabeleireiro onde compro os meus shampoos e afins também vende tintas profissionais. A senhora é super atenciosa e já me tinha explicado tudo, pelo que decidi arriscar. Dez euros!!! Nem vos vou contar quanto costumo pagar às fofas das minhas cabeleireiras para me fazerem a mesma coisa - uma vergonha. Como não custou nada, acho que sou Menina para repetir a experiência. Que tal?

Boa semana!


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Até já!

Diane Kruger
Boa Páscoa, sim? Desculpem a ausência, mas ter casamento depois das férias rouba tempo! Volto já e cheia de comentários para fazer nos vossos cantinhos!

Bom fim-de-semana!

Claudia Schiffer
"O que for o teu desejo, assim será tua vontade. O que for tua vontade, assim serão os teus actos. O que forem os teus actos, assim será o teu destino."

Deepak Chopra

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Vernizes que não cheiram a verniz. Sim sinhóra!

Lancei o mote no facebook da Menina porque tinha acabado de comprar o meu primeiro verniz com cheiro. Não sei se já ouviram falar - eu nunca tinha pensado sequer no assunto. E agora vocês dizem:
- Ah, mas todos os vernizes têm cheiro. Cheiram a verniz.
E eu respondo:
- Pois, mas o que eu queria mesmo dizer era que estes vernizes têm aromas. A laranja, a morango ou a Fairy. Adivinhem lá qual é que eu comprei?
Sempre que vou a Albufeira descubro qualquer coisa nova. É giro. Desta vez foi a batata doce e o verniz com cheirinho. Da batata doce falarei depois, já que não tem nada a ver com cosmética. Deixem-me só contar que eu odiava e agora AMO batata doce. Pronto, voltando aos vernizes, são da Miyo marca que também me era desconhecida e além de baratérrimos, têm cores giras, são fáceis de pintar e ficam a cheirar bem, supostamente. Mais ou menos o mesmo esquema que as Melissas, estão a ver? Só que as Melissas cheiram sempre a pastilha elástica e é bom, já os vernizes... bom, com os vernizes convém experimentar antes. Eu fui toda maluca comprar um laranjinha igual ao da imagem e não gosto lá muito do aroma a detergente da louça de laranja com que fiquei na ponta dos dedos. Mas é sempre divertido dar os dedinhos a cheirar ao pessoal.

Gosto.

Elizabeth Olsen
Sabem aqueles jantares improvisados, combinados em cima da hora, decididos quase por acaso, em que acabamos a noite com pena que terminem e com vontade de repetir? Aqueles jantares em que reunimos pessoas diferentes, de mundos diferentes e com mundos diferentes dentro de cada um. Aqueles jantares sem silêncios constrangedores, com conversas ricas, cheias de conteúdo, numa constante partilha de experiências e saberes que são, afinal, transversais?
Sabe tão bem conversar aprendendo, dando e recebendo, percebendo que para lá da idade, do contexto ou do caminho percorrido, o mais importante é que somos todos gente, pessoas vivas e seres pensantes, com tanto para dar, com tanto para aprender.

Estive na Zara.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fim!

Brigitte Bardot
Hoje é o dia em que regresso. Tenho tudo à minha espera. Nada se arrumou por si. Nada se resolveu. Nada mudou. Não sei porque tememos afastar-nos se quando voltamos está tudo na mesma.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Face

Rihanna
Vocês já fizeram like no facebook da Menina? Hum? Diz que ela põe lá umas coisas giras. Bom, na verdade, agora não deve postar nada. Sabem porquê? Porque está de vacances. Holidays. Urlaub. De vacaciones.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Foi no Dia das Mentiras, mas era verdade.

Penelope Cruz
Há um ano atrás, estava a deixar aquele que era o meu primeiro emprego a sério. O meu primeiro trabalho. E que trabalho deu. Foi mais trabalho que emprego, foi mais paixão que rotina, foi mais dedicação que obrigação. No primeiro dia de Abril do ano passado, deixei de trabalhar no jornal que já não é o meu jornal. No jornal que se transformou muito em tão pouco tempo. Que já não é o meu jornal. Já não visto a camisola. Já não me orgulho, todas as quartas-feiras, de ter cumprido mais um objectivo. Os meus objectivos pessoais mantiveram-se, evoluíram e cresceram, que aquilo foi um passatempo que levava a sério. Demasiado a sério, talvez. Talvez tenha sido esse o problema. Desde então, o tempo permitiu-me que me focasse naquilo que realmente quero. É nisso que tenho trabalhado. Dos meus tempos de jornalista na terrinha, guardo as coisas boas que me ficaram: tudo o que aprendi, tudo o que cresci e as pessoas. Principalmente as pessoas. Maravilhosas. Que amo de uma forma tão profunda como difícil de expressar. É tão raro ter o privilégio de privar com quem nos ensina algo...
Foi também mais ou menos há um ano que começou uma das fases mais áridas da minha travessia. Tem sido complicado, mas saber que a vida são ciclos e fases ajuda a suportar o rame-rame, o cansaço, os tropeços. E o mais bonito de tudo é ver como ela, a Vida, nos encaminha para o sítio certo. Aos bocadinhos, com calma, com aquele jeitinho irónico que tão bem a caracteriza e depois de nos recordar tudo o que já sabíamos mas que quisemos adormecer por instantes.
E quando der por ela, já estarei grata por tudo o que me cortou, fez ferida, sangrou. Porque a crosta já terá desaparecido e a cicatriz mal se verá. Porque se hoje sou grata por ter saído daquele que era o meu primeiro emprego a sério, não há porque não vir a sentir-me da mesma forma quanto aos meus monstros de agora.

Boa semana, gente iluminada!