quinta-feira, 15 de março de 2012

Isto não é nada ao pé do que Jesus passou.

Lindsay Lohan
Os dias foram passando sem que me lembrasse de mim. Os problemas dos outros, os problemas que os outros criam, os problemas que afectam os outros e eu perdida algures pelo meio.
No início, o medo. O não querer acreditar que iria mesmo ter que atravessar aquele caminho. Eram pedras, obstáculos, lamaçais, pântanos e escuridão.
Depois dei por mim envolta em fúria, a revolta de quem não é ouvido. À flor da pele, a angústia de não ser lembrada. Cá dentro, tudo em chamas. A sanidade quase ida. E uma anestesia, de vez em quando.
Tentei atravessar o deserto equilibrando na cabeça o mundo inteiro. Desfez-se o chão.
Quando pensei que não aguentava mais, levantei-me e esforcei-me mais um bocado, que há sempre força em nós para lá do que supomos. De pé, com as pernas trémulas, decidi focar-me nos meus objectivos, na esperança de um futuro que nunca mais chega, enquanto remendava o vestidinho de criança que fora rasgado pelos lobos. Fiz quase tudo o que queria. Corri cansada, gemi, dei o litro. E quando cheguei à meta, caí. E não me apetece levantar. Não me apetece sair daqui. O frio do chão duro sabe bem. As pedras não magoam, porque tudo é ferida, tudo dói. Não tenho energias para me chatear mais. Já não quero chorar. Não consigo. Só quero adormecer.

quarta-feira, 14 de março de 2012

de tudo o que é antes. - Terceiro.

Diane Kruger
O fumo do cigarro vagueia, ondulante. Assim vão os fragmentos de memória que tenta reviver. Todos os olhares revistos, todos os sorridos passados a pente fino. Procura neles, nos fragmentos, a resposta para aquela ânsia consumidora. A madrugada passa-lhe pelo tempo e o sono não chega. Deixa-se ficar recostada na chaise longue que decora o quarto vazio de gente, cheio de recordações. Está frio, mas sabe-lhe tão bem o momento silencioso que não ousa levantar-se para ir ocupar a cama que é grande demais para a sua solidão. Onde está só cabe ela. E deixa-se ficar, com o calor do cigarro entre os dedos e a camisa de noite de cetim verde a deixar passar o frio. Talvez se tenha tornado resistente às baixas temperaturas, de tão gélido o coração. Sorri quando o pensa, com o sarcasmo próprio de quem se sabe melhor que isso. Volta ao silêncio em que se sente confortável, fecha os olhos e volta àquele rosto. Lembra-se de que nunca reparou nas mãos dele. Serão bonitas? Será que em alguma fracção de segundo do seu dia ou da sua noite ela existirá nos pensamentos de quem a faz perder-se em si mesma durante tanto tempo? Será que ele sabe que ela queria ser especial para ele? Provavelmente, não. Ela nunca tornou palavra esse desejo tão secreto quanto absurdo. Há qualquer coisa no abismo que nos atrai, há qualquer coisa no olhar distante que nos prende, há qualquer coisa de apelativo naquilo que se revela inseguro. Talvez devesse apenas esquecer, mas ele mexe com ela sem ter que se esforçar. Essa magia apetecível deixa-a num doce estado de dormência que não enjoa. Vicia. E é envolta nessa meiga espera de que o sonho a adormeça, que dá por si sonhando, sem saber se acordada. E espera. 

Isto é um apelo.

Fearne Cotton
Não seria muito melhor se todos os blogs tivessem janelas de pop-up para os comentários sem verificação de palavras? Seria. E eu comentava muito mais.

Vemos que não andamos bem quando dizemos coisas destas:

SJP
"- Duzentos e cinquenta escudos? Isso eram quinhentos paus!"

terça-feira, 13 de março de 2012

Manipular.

Victoria Beckham
Fazê-los sentir-se vitoriosos sem que tenham ganho nada.
Premeditar comportamentos básicos e ir jogando sem que se apercebam.
Calar quem não devia falar.
Arrumá-los nos seus lugarzinhos sem que notem a minha presença.
Controlar o jogo sem que saibam que sou jogadora.
Há um certo cinismo, uma dose de diplomacia e um quê de astúcia no jogo de cintura que é necessário para viver em sociedade.
É preciso ser um bocadinho sonsa, um bocadinho dissimulada, um bocadinho manhosa.
E às vezes até pode ser divertido.
Mas não seria melhor se pudéssemos ser sempre nós? Apenas nós? O nosso eu transparente, honesto e franco? Sem merdas? Sem tretas?

E como eu gosto de boas surpresas...

Whitney Port and Lauren Conrad
Não gostávamos uma da outra. Tínhamos uma melhor amiga em comum e não nos suportávamos. Quer dizer, eu não a suportava apenas por reacção, que a antipatia nasceu do lado de lá, ainda era eu uma miúda da Secundária. Implicâncias, má vontade, embirração. Eu não recebia dali boas vibrações e por isso ficava na minha. Ela, como aliás toda a gente, via em mim uma beta fútil e com a mania das superioridades, arrogante e que ainda por cima lhe assambarcara a melhor amiga. Assim sendo, os sorrisos não abundavam, como deverão calcular. Quando sinto que alguém não me grama, ignoro e não tento provar que podem gostar de mim. Assim fiz. Quis a Vida que nos cruzássemos, depois de anos nesta não-relação. Os mesmos amigos, a mesma mesa do bar de sempre, a mesma cidade. A convivência foi densificando o azedume. Pequenos conflitos que não se resolviam, algum mal-estar, zero palavras trocadas. Depois de anos calando o frisson, explodi. E da explosão, qual fénix renascida (permitam-me a piroseira, mas a metáfora cai aqui que nem ginjas!), surge uma página em branco, pronta a preencher. E descobrimos, uma na outra, pessoas completamente díspares da ideia que antes fazíamos. Hoje, é ela que me diz a palavra certa no momento em que não sabia que precisava de a ouvir.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pérola do dia

Olsen twins
- Mana, como se diz cai-cai em Inglês?
- Fall-fall.

"O essencial é invisível aos olhos"

Nicole Richie
É a minha frase preferida que serve de título a este post. Está guardada nas páginas d'O Principezinho. Li-o ainda menina e gostei. Li-o com 15 ou 16 anos e amei. Sempre que lhe acaricio as páginas, aprendo mais qualquer coisa, recordo verdades importantes, sou surpreendida. O mesmo aconteceu com o Fernão Capelo Gaivota. São livros especiais. Pequenos e tão grandes. Como eu dizia no início, esta é a minha frase preferida. Porque é preciso ser mais que mediano para ver para lá da aparência. Para quebrar a muralha que cada um tem erguida à sua volta, arrancar a máscara, abrir a porta e ver sem os sentidos. Parece básico, fácil, linear. Não é.
Por norma, os outros que só vêem aquilo que mostro. E isso é chato. Contudo, é simultaneamente uma das minhas mais úteis armas.
Há dias em que é cansativo. Em que gostava que percebessem que sou mais que o cabelão, o verniz e o salto alto. Não sou só as coisas pequenas de que gosto, que me agradam, com que sonho, que desejo ou compro. Há vida para além de tudo aquilo com que vibro. Comovo-me ao tocar num par de Louboutin, mas também com uma Lua bonita. Quero umas palazzo azuis e uma flor no quarto. Compro maquilhagem e à noite leio O Avesso e o Direito. Preciso do mar sereno diante de mim e de uma tarde de shopping. Gostar do que é belo não implica um Q.I. mínimo, muito pelo contrário. Só com alguma profundidade conseguimos ter os sentimentos à flor da pele, prontos para apreciar as pequenas coisas, as mais pequenas coisas. Caras ou baratas, não é de dinheiro que se fala aqui. Valorizar a beleza exige sensibilidade. Tal como perder o olhar em contemplações. E é preciso que o espírito seja grande para que abranja toda a extensão de um indivíduo. Não somos só uma fatia, somos o bolo inteiro.
Sabem como é: uma gaja que não ande suja, rota e mal vestida é logo uma dondoca, gastadeira e oca. Tal como disse acima, às vezes dá jeito. Dá jeito que antipatizem comigo - é da maneira que quem não interessa não se aproxima. Dá jeito que pensem que eu tenho a mania da superioridade - é da maneira que não se apercebem das minhas inseguranças. Dá jeito que achem que eu tenho o nariz empinado, que sou uma arrogante - é da maneira que não reparam nos meus verdadeiros defeitos. Por detrás da máscara, ninguém sabe o que se passa. Que dores, que lágrimas, que prantos. Que aperto sufoca o coração, que ausência de paz me transtorna, que gemidos mudos se guardam no peito.
No entanto, às vezes gostava de ser só eu. Sem esses preconceitos que tornam turva a visão de quem me olha sem me ver...

É por isso que não gosto lá muito da Primavera!

Lana Del Rey
Nunca me lembro e é todos os anos a mesma história! Vou lançadíssima para entrar no carro e lá estão elas. Cirandam, esvoaçam, bailando bailam com o vento e zumbem feitas parvas. Odeio abelhas e vespas, zangões, abelhões e respectivas famílias. Já me picaram e doeu. Então assobio, que a minha prima fofinha ensinou-me que elas fogem quando assobiamos - ela estava farta das minhas figuras ridículas que implicavam a destruição de esplanadas ou corridas em círculo, de biquíni e braços no ar, em praias cheias de gente ou piscinas... Fiuuu fiiiiuuu e nada. FIIIIIIIIUU FIIIIiiiiiiiiIIIiiiiiiIIIU e lá vão elas à sua vidinha. Não sei porque insistem em concentrar-se no meu carro. Mas irritam-me. Será que se eu o besuntar de insecticida por fora elas desistem?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Porque é que a maior parte do spam

Minka Kelly
me vem sempre parar a este post?
Será por falar de contrabando?

Já somos mais de duzentos...

E é hoje que termina a parceria entre o Beadelicious e o Lamparina! Têm até às 23h59m para se decidirem e aproveitarem o desconto... Saibam mais aqui!

da falta que não fazemos.

Alicia Keys
A morte não me assusta. Rectifico: a minha morte não me assusta. Atemorizam-me apenas os fins das minhas pessoas. Sempre tive mais medo de envelhecer que de morrer. Deixar de ser eu como me conheço é mais difícil de aceitar que o simples desaparecimento. Talvez a certeza de uma vida eterna pese nesta perspectiva. Na morte, o que me assusta é ser esquecida. Não deixar legado. Nada que faça o mundo lembrar-se de que passei por cá.
Claro que no meu funeral hão-de chorar a minha partida. Os meus e não só. Hão-de aparecer curiosos, carpideiras e coscuvilheiras. Sei que sim. Sei que vou deixar saudade. Mas vejo que a vida continua, percebem? O planeta não pára porque alguém parte. O trânsito não descansa, as lojas não fecham, as guerras não cessam. O quotidiano de quem sente a dor da perda continua vivo. Não deixa de existir vida porque alguém morre. Logo após uma cerimónia fúnebre, há o regresso à vida. Vamos comer qualquer coisa, vamos tomar um banho, trocar de roupa, tomar um café, voltar ao trabalho.
Apercebi-me realmente de tudo isto depois da morte trágica de alguém jovem que me era próximo. Nem o choque, nem a dor ou a tristeza afastaram os seus amigos da sua rotina. E na mesa do café, nem uma cadeira vazia mostrava a ausência de quem faltava. É assim. Lá porque morremos, não quer dizer que coloquemos um ponto final em quem cá fica. Quem perde um amor, encontra outro. Quem sente a falta de um amigo, procura outro para abraçar. E o mais assustador de tudo isto é pensar que talvez não faça assim tanta falta...

Bom fim-de-semana!

Grace Kelly
"Para a mulher, os romances que faz são mais interessantes que os romances que lê."
   
 Theophile Gautier

Claro que aceito!

A Olhó Mau Feitio lançou um desafio e eu aceitei-o. Bora?

O desafio consiste em:
1. escrever 11 factos aleatórios sobre nós próprios;
2. responder às perguntas que foram propostas e criar 11 novas perguntas para as próximas pessoas;
3. escolher as próximas pessoas e colocar o link;
4. ir à página delas dizer que lhes foi proposto este desafio;
5. nada de taggs de volta;
6. postar o conjunto de informações relativamente ao que o desafio consiste.

11 factos sobre mim:
1. Ninguém simpatiza comigo quando me conhece.
2. Subestimam sempre a minha inteligência porque aparentemente, aparento ser fútil.
3. Sou chorona. Choro por tudo e por nada, comovo-me facilmente, sou super emotiva.
4. Gosto muito das minhas mãos.
5. Não suporto gente racista.
6. Não suporto gente sem educação.
7. Tenho saudades de ajudar o meu pai a fazer partos a vacas.
8. Tenho a mania que sou a Sociedade Protectora dos Animais.
9. Por outro lado, não gosto que tratem os animais como gente.
10. Tenho reumatismo desde os 14 anos.
11. Não me acho bonita.

As respostas:
1. Tens tatuagens? Onde? Tenho. No pé e nas costas. Falta fazer a última, porque não há duas sem três!
2. Qual é a palavra que melhor te define? Mulher.
3. Onde fica o paraíso? Cá dentro.
4. Tens medo de morrer? Não.
5. De que cor é o teu carro? Cinza metalizado com muitas mossas, manchas e afins.
6. Qual é o teu maior vício? Posso dizer apenas o saudável? Iogurtes!
7. És blogger desde...? Desde 2005.
8. Qual é a tua peça de roupa favorita? Calças de ganga.
9. O que mais te irrita? Pré-concepções e rótulos, labregos, mentiras e a arrogância de quem se acha mais do que é.
10. O que te faz chorar?
Coisas boas e coisas más!

11. Que canção é inesquecível? Unforgettable, Nat King Cole.

As perguntas:
1. Foi assim que sonhaste que irias ser quando fosses grande?
2. O que mais gostas em ti?
3. De que cor são os teus olhos?
4. Qual é a tua profissão?
5. Amor ou paixão?
6. Qual é o teu maior desejo?
7. Livros ou filmes?
8. O que é que te move?
9. Como escolheste o nome para o teu blog?
10. Qual o teu maior defeito?
11. O que te faz feliz?

Lanço o desafio a todas as que tiverem coragem para o aceitar.
Quem são elas?
As corajosas que se acusem na caixa de comentários, sim?

quinta-feira, 8 de março de 2012

de tudo o que é antes. - Segundo.

Scarlett Johansson
Talvez sejam os olhos. Vocês sabem do que falo, aqueles olhos profundos que mostram dores vividas para lá do sorriso de ocasião. Há pessoas cuja alma lemos sem querer, como se lhes adivinhássemos o passado. Depois queremos estar presentes. Depois queremos ficar no seu futuro, nem que seja apenas numa memória qualquer. Queria entrar-lhe pela vida adentro, saber tudo, saber de tudo, ver, ouvir, perceber, entender, conhecer. No entanto, nem consegue fixar o olhar. De tão ridícula a curiosidade e a vontade, acaba por ficar tímida. Preferia não aparecer. Não ter nada que dizer. Tenta controlar-se, jura que sim, mas acaba por verter baboseiras em vez de aplicar o silêncio que demonstra aquela maturidade séria que impressionaria muito mais que a estupidez crónica que lhe é inerente.
Detesta que lhe façam isto. Que a deixem meio à nora, meio à toa, como se afinal ela não detivesse o domínio do esquema todo. Como se já a tivessem topado e assumissem agora o controlo da situação, roubando as rédeas. As mãos vazias. E o pior é que provavelmente nem existe situação nenhuma. Mas nela sim. Existe uma sede enorme. Quer ver aqueles olhos tristes outra vez, quer ver aquele sorriso de ocasião outra vez, quer ouvi-lo novamente, mesmo que não fale com ela. Mesmo que até seja antipático para ela. Mesmo que a faça sentir-se menos poderosa.
Ele consegue olhá-la de frente e isso não estava nos seus maquiavélicos planos femininos. Ela não o intimida. Ele não revela qualquer interesse fora do normal. Por outro lado, manda uma ou outra boca. Olha-a de frente mas não a encara. Pequenos nadas, portanto.
Ela tem escola. Muita. É experiente. Já brincou, já brincaram com ela. Foi fria, viveu paixões ardentes. Foi distante e cravou unhas em corações que já não lembra. Esteve perto na ausência e longe na intimidade. Tanta experiência não a faz saber o que fazer. Então não faz nada. Pensa nele antes de adormecer, adormece, dorme, acorda e espera. Porque nenhuma história acaba enquanto os protagonistas vivem. E ela tem tempo de sobra. "Será que me convida para um café?"

...e por falar em consumismo...

Que tal perderem as estribeiras com as preciosidades low cost da Beadelicious, aproveitando o desconto de comemoração dos duzentos seguidores do Lamparina? Acaba amanhã! Podem ver tudo aqui!

Já não vos mostro o meu lado consumista há tempo demais...

Por isso, vejam lá o blazer da Primark que eu acho que gostava de ter...
...e da Mango, que até diz que se vai adaptar à crise, estas três pecinhas:





Da Blanco, espreitei esta:

Depois há a ZARA, minha querida ZARA... mas essa fica para outro post!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Be yourself.

Natalie Portman and Mila Kunis
Eu devia sentir-me lisonjeada, vaidosa e importante. Devia. Não é que isto interfira no meu estado de espírito, mas surpreende-me (fico atónita, vá), pode irritar-me e torna-me um bocadinho bitch. Dizem-me que devia apenas sorrir e ignorar, mas fico perplexa. A falta de personalidade e a tamanha lata deixam-me boquiaberta, estática, pasma. E fico um bocadinho cansada, também.
Eu tenho uma camisola cinzenta. Ela compra uma camisola cinzenta. Eu gosto de kiwis. Ela diz que os adora desde que nasceu. Eu aclaro o cabelo. Ela que sempre o teve negro, faz o mesmo. Eu pinto o quarto de branco. Ela publica fotos do seu quarto recentemente pintado... de branco. Eu só uso saias cor-de-rosa. Ela publica fotos da sua colecção de saias cor-de-rosa no facebook. Eu gosto de vernizes. Ela diz que já pinta as unhas desde o Jardim de Infância. Eu tenho uma ideia. Ela já a concretizou.
Claro que estou a exagerar, mas não me apetece explicar tim-tim por tim-tim todo e cada exemplo real que poderia partilhar convosco. É demais. É um exagero.
E não, não me estou a armar em diva, porque não me incomodo nada com aquelas coisas normais de mulheres, que todas temos entre amigas:
- Adoro esse vestido, onde compraste?
- Na Mango. Queres que te traga um?
Sem stress. Se quisesse exclusivos, mandava fazer, certo? Não tenho problemas nenhuns em partilhar as minhas coisas, revelar os meus gostos ou, por sua vez, assumir quando quero ter as sandálias ou a mala que a minha amiga tem. Não acontece todos os dias, mas não vem mal ao mundo se acontecer. A questão aqui é só uma: trata-se de alguém com quem não tenho grande proximidade.
E não, não é nóia minha. Na maior parte das vezes, ligam-me a contar que a stalker acabou de fazer mais uma. Já fiz experiências parvas e tudo aponta sempre para que tenha ali uma fã incondicional. E isso perturba-me um bocadinho. A modos que não sou propriamente uma vedeta, não é?

Com neura, mas conformada.

Anne Hathaway
Desde que o Verão se foi embora que estou à espera que volte... só para poder dizer, sem medo de agourar, que este foi o primeiro Inverno da minha vida que passei sem uma gripe! Já andava a agradecer a todas as toneladas de fruta que como, a todos os legumes e vegetais que a nutricionista me ensinou a adorar, por me terem reforçado as defesas ao ponto de não me constipar. Esqueçam, porque eu já esqueci. Neste momento, estou em frente ao computador com o pior aspecto do mundo: olhos lacrimejantes, lábios vermelhos e inchados, o nariz brilhante, untado com a vaselina que não o deixará ficar seco e cheio de peles e que o protege dos lenços de papel. Não está fácil, portanto. Sinto-me quente, mole e cansada e tudo começou quando a garganta arranhou, logo depois da quedula.
Essa é outra questão que me está a irritar. Contra todas as minhas expectativas, que apontavam para dois dias até à cicatrização, ainda não recuperei do valente tombo da semana passada. Primeiro, fiquei coxa. Depois, tive que desistir dos pensos, já que a crosta se colava à gaze e não quis repetir a dor de abrir a ferida. Agora acordo com o joelho a sangrar. Farta disto! Não consigo usar calças de ganga, collants e está frio para andar de pernoca ao léu. Agora o pai pôs-me spray prateado dos cavalos para ver se acabamos com a brincadeira. Anyway, o fim-de-semana a dois que tínhamos marcado já foi à vida. Neste estado, não saio da santa terrinha.
Tenho ou não motivos para andar irritada, chateada, impossível de aturar? Pois.
Agora juntem a isto tudo uma borbulha mesmo no meio da bochecha direita. Exacto.
Mas há uma coisinha que vocês podiam fazer para me animar: aproveitar esta promo fofinha.

Boa!

Emma Watson
Depois de algum tempo, já descobri para que raio serve a página de facebook do lamparina.
É para eu postar tudo o que me der na real gana - imagens, frases e todo o "nada de especial" com que não queira atafulhar o blog.
Aos poucos, começa a fazer sentido. Mais sugestões?

terça-feira, 6 de março de 2012

Porque somos Duzentos.

Começou hoje a promoção Beadelicious! Até sexta-feira, podem encomendar coisinhas fofinhas com o código da Menina para usufruírem dos 15% de desconto (que em preços tão piquitis ainda os torna mais amorosos). Eu estou in love com algumas peças, mas há muito mais!





Depois há os colares, os brincos, as pulseiras... enfim. Ainda tenho que me decidir.

Respondam lá para ver se eu sou mesmo anormal...

Reese Witherspoon
Se vocês tivessem uma fobia, tratavam-na?
Se ela alterasse o vosso quotidiano, se não vos permitisse viver normalmente, se vos pusesse em perigo?
Mesmo sabendo que parte do tratamento seria o confronto com o objecto do medo?

segunda-feira, 5 de março de 2012

de tudo o que é antes.

Bar Rafaeli
Ela sabe que tem pinta. Que entra numa sala e vira cabeças. Sabe que os olhos dos outros gostam de se perder na pose altiva. Effortless poderia ser o seu nome do meio. Vocês estão a ver o estilo: aquele ar de quem não gastou horas em frente ao espelho, meio desarrumado, mas perfeitamente pensado. As madeixas desalinhadas, como se o cabelo fosse não menos que fantástico, com o aspecto sexy de quem acabou de sair da cama. A pele perfeita, aveludada, apetece trincar. Ou beijar. A boca não precisa de muita atenção, porque os lábios carnudos falam por si. E então evidencia os olhos num traço apressado e um excesso de rímel engrossando as pestanas. A roupa não pode falar mais alto que ela. Os trapos não podem brilhar mais que ela. Não quer ser a mais composta, mas sim a mais gira. Porque um vestido não faz uma mulher, mas uns saltos altos, os jeans de sempre e um top branco fazem maravilhas por qualquer corpo moreno e curvilíneo. A confiança em cada passo, o queixo erguido, um olhar snob e um sorriso aberto só para alguns. Poucos, porque não pode dispersar. Na sala inteira, há apenas uma pessoa que lhe interessa. E talvez ele nem saiba. Não... ele sabe. Porque ele foi o primeiro a reparar nela quando ainda era invisível. Ela só nota a presença de quem a admira. Só se dá depois de ser a fantasia. É a partir desse momento que sente todo e qualquer toque como um pedido. Como uma tentativa, como se a mão no braço dissesse o que a voz não consegue dizer. Como se o banal "Olá, tudo bem" estivesse cravado de segundas intenções, de entrelinhas, de mensagens subliminares. Como se o seu nome dito por ele tivesse outro poder. Nela, toda a atitude muda. O tom de voz, a dicção, o olhar. Tudo mais intenso. Ela tenta parecer natural e até finge que não quer saber, simulando uma certa distância só para parecer desinteressada, mas está à espera que ele a chame. E cheia de medo que ele não tenha visto nada do que ela imaginou. Nada mais intolerável que não ser querida pelo objecto de desejo. Enquanto ele não tiver coragem para a convidar para um café, ela vai transpirando charme.

Presentes para todos os 200!!!

Marilyn Monroe
204 seguidores.
109.500 visualizações.
1300 posts.
Disse-vos aqui que quando chegássemos aos 200, todos os meus seguidores iriam receber um miminho, lembram-se? Alguém muito generoso lançou a ideia e eu achei o máximo. Melhor que sortear um presente é fazer com que ninguém fique de fora. Por isso, a partir de terça-feira (amanhã) e até às 23h59m de sexta-feira, dia 9 de Março, vão usufruir de 15% de desconto no valor total de uma encomenda que façam no Beadelicious (já vos tinha falado dele ali). A promoção não inclui portes de envio e para usufruírem dela, basta que insiram o código que deixo na imagem abaixo quando preencherem o formulário de encomenda. Não se esqueçam disto, porque sem código não há desconto, boa?
Obrigada à Lúcia pela ideia fantástica.
Obrigada por estarem desse lado sempre prontos para me ler.
Obrigada por me darem tanto.

E agora vão lá escolher bling-blings, coisas giríssimas (sou fã dos anéis!!!) e aproveitar o desconto! As peças já são tão baratinhas que os preços ficam, no mínimo, maravilhosos... Para nós, bijoux nunca são demais... e para eles, fica sempre bem oferecer um miminho às suas mais-que-tudo, certo?


Dúvidas? Enviem-me um e-mail. Ou à Lúcia ( encomendas.beadelicious@gmail.com ). Ou usem a página de facebook do Beadelicious!

O fim-de-semana foi bom?

Demi Moore
O meu foi. Cansativo, mas muito divertido. Começou com uma experiência nova, de que vos falei aqui. Como nunca tinha feito rádio em directo, claro que comecei super tímida. No entanto, não foi difícil esquecer o microfone e deixar a conversa fluir como se estivesse numa mesa de café. As meninas foram super simpáticas, são mega divertidas e assim nunca falta assunto... Uma hora de programa até me pareceu pouco tempo! Adorei!
Depois a Menina foi sair, matar saudades das amigas e de um bom Moscatel... e a pior parte foi mesmo acordar no Sábado de manhã para arrumar a sala do pelavida.pombal. Nada fácil. Doloroso, até. Mas o resultado valeu bem a pena: agora temos uma sala arrumadinha, organizada, cheia de material fantástico. Bom, claro que o cansaço não me prendeu à cama e que à noite já estava novamente pronta para a farra. Só Domingo foi dia de descanso... O único inconveniente? O joelho magoado, que me deixa cada vez mais impaciente. Mas nem o andar ridículo nem as dores atrasaram a elaboração de todo um kit de decoração para a casa nova da L., que fez aninhos. Juntámo-nos para lhe oferecer montes de miminhos que ajudassem a que ela se sentisse mais em casa longe de todos nós. Tudo nos tons de que ela mais gosta - mantinhas, almofadas, velas, molduras, individuais para a mesa... enfim, uma parafernália de objectos giros - até uma orquídea! - para que a sua casa se torne num lar fofinho. E acho que correu bem. E o bolo de aniversário dela? OMG TÃO bom e TÃO lindo. Temos gente talentosa por cá. Muito talentosa. Plim!