sábado, 18 de fevereiro de 2012

Para o meu Amor.

Jude Law and Sienna Miller
Os meus namoros mais longos duraram, no máximo, um ano. Ao final de dez meses, invariavelmente, estava farta da relação ou da pessoa. Bastava começar a ver o caso mal parado que abandonava o barco. O medo da rejeição foi várias vezes a razão para que me quisesse proteger, colocando o ponto final antes que me mandassem embora. Noutras ocasiões, o que sentia mudava e preferi sempre manter-me fiel ao meu instável coração. Não se iludam: sofri muito. Foi por isso que sempre disse que das relações amorosas só gostava do início. As borboletas no estômago, as mãos suadas, o olhar de carneiro mal morto. Era viciada na excitação, na espera ansiosa, no romance. Já os finais, por sua vez, eram terrivelmente dolorosos. A sensação de perda. De fracasso. De ausência. Deixa de existir aquela mensagem de boa noite, a chamada só para dizer que se gosta. Sempre precisei de fazer o luto de uma paixão para poder viver outra. Brincava imenso. Flirtava, sentia-me o máximo e na verdade, acreditava que a minha vida iria ser sempre assim. E como isso me deixava infeliz... a visão de uma mulher bem-sucedida na sua profissão comemorando o seu sucesso num topo de um qualquer arranha-céus, sozinha, solitária, só, assustava-me. Não queria passar a minha vida numa constante habituação a um novo corpo, um novo volume para abraçar, um novo par de mãos para me tocar, uma nova voz, uma dicção diferente, uma outra personalidade pronta a ser descoberta. Sempre sonhei casar, ter filhos. Sei que se ao olhar para trás no final da minha estadia aqui no planeta, não vir uma casa vivida por uma família cheia de amor, não me sentirei realizada. Sou assim. Sempre fui. Desenhei o meu vestido de noiva aos dez anos. Sabem, quando tive o meu primeiro namoradinho na Escola Primária, escrevi no meu diário a data do início da nossa relação, para um dia poder dizê-la aos meus filhos. Sim, sou foleira. O amor e o romantismo são foleiros e ridículos e até Pessoa o escreveu. Mas sou assim. Nunca deixei de ser a miúda de que vos falo. Mas por tanto querer, sempre achei que não era merecedora. Que era impossível. Não sou nada de especial, porque haveria de conseguir conciliar uma carreira fantástica com esse sonho? Seria demasiada felicidade para uma só pessoa.
O João quebrou-me. Fomos amigos, muito amigos, antes de qualquer outra coisa. A inteligência impressionante, o raciocínio pouco comum, a cultura geral fantástica e o humor único tornam-no especial, no mínimo. E apaixonámo-nos. Muito bonito, se nesse momento não estivéssemos com outras pessoas. Dois anos depois de vivermos sem qualquer contacto, que o afastamento impôs-se, ele voltou a cruzar-se no meu caminho. Não. Na minha selva, que eu estava perdida no meio da desordem. Tinha descido ao vale da morte, mais fundo não existe. Tinha os meus sonhos em cacos, os meus desejos perdidos algures no lixo de outro alguém. Estava ferida, incapaz de aceitar qualquer bem que a Vida me oferecesse. E ela, irónica como sempre, ofereceu-me a felicidade numa bandeja de prata. Fez-me ver que tudo aquilo com que sonhei não estava onde tinha procurado.
O João tinha tudo para que eu não gostasse dele. Pertencíamos a mundos opostos. A convicção com que me demovia das certezas que não queria deixar ir embora foi suficientemente forte para que lhe desse a mão e o deixasse guiar-me. E ele levou-me para outro lugar. Iluminou tudo cá dentro, o que era seco e morto, renovou-se e floresceu. Ele fez-me voltar a acreditar nos meus sonhos megalómanos. Infiltrou-se na minha vida, deu-me tudo o que nunca tinha recebido. Tudo o que sempre quis. Tudo aquilo que já só era utópico.
Ele diz-me que estou bonita quando acabo de acordar. Ele diz-me que sou bonita despenteada e sem maquilhagem. Surpreende-me. Dá-me luta. Vê-me para lá dos olhos. E conseguiu conquistar a minha confiança, ser um pilar da minha vida. É o meu amigo, o meu companheiro, o meu cúmplice. Faz-me rir todos os dias, abraça-me quando a tristeza é mais profunda que a dor, limpa-me as lágrimas e acalma a minha alma. Trata-me como uma princesa. Comprou-me um anel de noivado. Pediu a minha mão em casamento ao meu pai. Pediu-me em casamento. E hoje, volvidos dois anos de namoro, parece que tudo começou ontem e parece que sempre nos conhecemos. Ele é mais que o homem da minha vida. É o homem na minha vida. E pela primeira vez, não me farto de nada. Quero-o cada vez mais perto, mais perto, tão perto. Não imagino a minha vida sem ele. Sem as nossas conversas, sem as nossas gargalhadas. Sem o meu amor por ele. Sem os sorrisos que ele me rouba. Sem o amor dele.
Obrigada, João. Fica aqui. Hoje eu sei que a felicidade nunca será demasiada, porque posso partilhá-la contigo. E quero ser a tua namorada para sempre.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vamos lá dar mais cor a isto, vá.

Pixie Lott
Porque o ambiente está tristonho e este é um blog iluminado e porque estas coisas nos animam.
A Clinique é a minha marca de eleição, com direito a separador aí em cima e tudo. E cheira sempre a bom tempo - até no Inverno e no iceberg em que estou enfiada. Primavera rima com as cores da Clinique e podem conferi-lo aqui. Já repararam bem no Get the look que está no final do post? Adorei. Pode ser que sirva de inspiração para a comemoração do nosso aniversário de namoro (amanhã há jantarinho especial!).
Bom, mas não era disto que vos queria falar. Este post serve para vos contar que já podemos comprar os Quickliner for Eyes Intense. Para simplificar: são lápis de olhos muito pigmentados e com borrachinha integrada para esfumar. O que é que isto significa? Que em vez de andar a delinear o olho com sombra, feita parva posso simplesmente comprar um lápis milagroso no tom Intense Black ou Intense Chocolate e poupo imenso tempo! Claro que há mais cores, mas eu sou muito pouco aventureira nestas coisas. A nova estrelinha da Clinique até nos sugere três formas de os aplicar aqui, podem ir espreitar, mas voltem. E as mais curiosas podem ainda ver este vídeo... está tão bonitinho!


Eu quero é dar-vos música(s).

Cesária Évora
Contei-vos do meu ídolo da adolescência e das vozes que me lembram do futuro maravilhoso que me aguarda.
Hoje recordo aquela que me serve de inspiração para um livro que ainda não escrevi, que me dava o colo para que deitasse a minha cabeça, que me pedia para cantar para ela. A minha avó era minha bisavó e é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Já vos devo ter contado das saudades maiores que o meu corpo, da falta que me faz e de como lamento que não possamos partilhar, cara a cara, mão na mão, os momentos marcantes que vou atravessando. É a ausência do olhar que dói na morte. E do toque. E da voz. A minha avó era bonita e eu ainda a vejo com olhos de miúda. A pele dela era perfeita, da cor do chocolate de leite da Milka. E vestia-se com os panos tradicionais da terra que não conheço mas que trago algures dentro de mim, culpa das histórias que ouvi contar de um país que já não existe como ela o viu. Sabem, não é só nos momentos felizes que bate esta sodad. É também naqueles em que me falta o colo dela. E esta música da Cesária comove-me. A lágrima no olho acompanhada de um sorriso tímido enquanto me abraço a mim mesma, embalada no suave balanço com que o corpo responde aos sons. "Viver não custa, o que custa é saber viver". A vó dizia-me isto tantas vezes e eu não percebia. Era pequena, marimbava. Hoje já percebo. Hoje já sinto. Sei o que ela me estava a dizer. E queria que ela estivesse cá para me ensinar a viver aquilo com que não sei lidar. E é porque a sodad bateu mais forte nos últimos dias que partilho convosco este bocadinho de mim. Convosco, a diva dos pés descalços.

O que dizem os sonhos.

Gwen Stefani
Sonho muito.
Nem todos os meus sonhos fazem sentido.
Ontem sonhei que tinha que ir viver para Aveiro. Esta é a parte que não faz sentido.
Estava a ver uma casa para arrendar. Era antiga.
"- Mana Lamparina, vives aqui comigo? Não quero ficar sozinha..."
Ela respondeu-me que não. Que não queria viver ali, que preferia ir embora com o meu pai, que a levou sem dizer mais nada. Viraram costas e saíram.
Ao meu lado, estava o meu namorado.
"- Ficamos aqui?"
Ele respondeu-me que não. Que não queria viver ali, que a casa era demasiado velha. Virou costas e saiu.
Olho para a janela e a minha Di estava lá.
"- Que tal? Podemos viver juntas...?"
Ela respondeu-me que não, enquanto afagava o cortinado. Fitava o céu através das vidraças e dizia-me que tinha outra melhor amiga com quem preferia viver. Virou costas e saiu.
Na sala estava um velho, com aspecto de mendigo, com quem teria de partilhar a minha nova casa.
Acordei com um medo avassalador.
O que o sonho me disse foi que sinto que se perder estes três pilares da minha vida, desabo. E que tenho imenso medo de ficar sozinha.
A insegurança só me deixou quando contei o sonho à Di, que respondeu apenas:
"- Devias cheirar mal..."

Bom fim-de-semana!

Blake Lively
"Crescer não é apenas saber.
É aplicá-lo."
Menina Lamparina

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu adoro melissas

e já não falava delas há imenso tempo. É que agora são tantos os modelos que já não os tenho na ponta da língua.
Já espreitaram a nova colecção? Estas aqui ao lado são mesmo fofinhas. Podem ver mais coisas giras aqui. E esquecer aquela coisa horrorosa das mules com estas, que são as mais fofinhas do mundo.

Maravilhoso, não é?

Elizabeth Olsen
O grande sonho da vida de uma amiga minha: conseguir ficar fechada no Continente, sozinha e durante uma noite inteira, para comer tudo o que conseguir e provar de tudo o que existir como se não houvesse amanhã. "Ainda por cima eles têm fornos e microondas!", diz ela. "E posso beber de tudo!", acrescenta com um sorriso nos lábios e o olhar perdido no céu. Comer e beber à doida. Experimentar os cosméticos todos e no fim, exigir que lhe sejam oferecidos como indemnização.

Recuso-me!




Louis Vuitton



Miu Miu

Não vou gostar de mules. Não vou. Usei shame on me, sim, usei. E envergonho-me brutalmente disso. Não quero que isto volte a estar na berra. O meu pai odeia o chlép chlép que isto faz ao andar e diz que lembra uma varina. E ele tem razão. Ai da fashion blogger que se ponha com coisas só porque a Louis Vuitton e a Miu Miu se passaram no que diz respeito à Primavera de 2012. Vá. Está dado o aviso.

Então vamos lá falar destas lamechices fofas, pirosas e amorosas.

Então eu prometi que quando fôssemos 100 no Facebook, contava o que tinha feito para o meu namorado. Sim, feito. Vocês sabem que eu não gosto NADA do Dia dos Namorados e que me recuso terminantemente a sucumbir ao consumismo por obrigação. Dou graças a Deus por não precisar do 14 de Fevereiro para ter dias especiais. É que no resto do ano, adoro dar miminhos, receber presentinhos sem motivo aparente, comprar-lhe uma camisola só porque sim, jantar fora, tomar café sem mais ninguém, namorar muito, escrever-lhe palavras tão amorosas quanto ridículas, passar um fim-de-semana a dois longe do mundo.
Mas porque o dia existe, não deixei de cumprir o que instaurámos nem de receber a habitual prendinha do papá. Este ano só me lembrei do Dia de São Valentim na antevéspera, por isso, idealizei o projecto da seguinte forma:

Fase 1: Análise da realidade actual
"Oh meu Deus! Ainda não pensei em nada!"

Fase 2: Exclusão de partes
"Ele é gajo, por isso não posso fazer-lhe um colar nem uma pulseira, porque só sei fazer coisinhas cutxi cutxi!"

Fase 3: Ponto de partida
"Uma caixinha de madeira! Assim posso pintá-la ou forrá-la."

Fase 4: Levantamento de problemas
"E depois o que é que ponho lá dentro?"

Fase 5: AHA! moment
"Bem... é o nosso primeiro Dia dos Namorados como noivos. E se eu lhe escrevesse desejos que queira concretizar na nossa vida em papelinhos e lhos oferecesse dentro da caixinha?"

É um verdadeiro método científico, não é?
Posto isto, foi só comprar a caixinha, tecido com vermelho (alusivo ao dia), esponja para fazer aquele efeito almofadado como as coisinhas da avó, fitinha ou galão para fazer um debrum bonito mas másculo e roubar preguinhos, martelo e agrafador para madeira ao papá.


Conseguem ver os preguinhos? Fui eu! Um a um!



 Gosto da cor de pinho e por isso deixei que a madeira ficasse ao natural.


Almofadei também o interior da caixinha para acolher os desejos (14, como o dia) que quero que concretizemos juntos. Escrevi uma cartinha também, para explicar o presente e dizer-lhe que é bom que o guarde com a própria vida, para que quando formos velhinhos possamos verificar se temos tudo concretizado. Repararam na fitinha com o botão? Também fui eu! So proud!

"E ele?" - perguntam vocês com as vozes bem afinadinhas.
E eu respondo:
Podia jurar que ele se tinha esquecido e não estava minimamente preocupada com isso... mas surpreendeu-me aparecendo cá em casa com flores e um caril de camarão fantástico, com os camarõezinhos todos alinhados em forma de coração, com direito a malagueta no topo do arroz e tudo! Obrigada pela ajuda, sogrinho! Unfortunately só tirei foto com o telemóvel e dá imenso trabalho passar para o pc, por isso... vão ter que se contentar com a minha descrição.
"E depois?" - perguntam vocês.
E depois jantámos em família o caril do noivinho e acabou. Plim!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Hoje leitora, amanhã, quem sabe...


Escrevi um e-mail para a Vogue Portugal apenas para a aplaudir, já que a crítica é fácil e comum. A ideia era apenas que do lado de lá alguém lesse as minhas palavras, daí tê-lo escrito sem me preocupar com o número de caracteres.
Hoje, a Mana Lamparina abriu a Vogue e deu de caras com o meu nome na página dedicada ao correio dos leitores. Ligou-me imediatamente.
Depois da timidez, a curiosidade.
Liguei à bff, que trabalha numa empresa de clipping e não podia deixar de partilhar convosco esta curiosidade.
Bonito, bonito, era que a bff tivesse razão: hoje comento, amanhã assino os artigos!

Btw, eu escrevi "supérfluo" e não "superfulo".

Quero saber tudo. Onde querem ir?

Jessica Stam
Já participaram? Não querem viajar assim mais baratinho? Não querem mesmo? É que a Best Travel diz que oferece cinquenta euros para irem dar um giro ao vosso destino de sonho.
Assim de repente, eu cá apostava em NY.
E vocês? Qual é o vosso destino de sonho?
Sonhem, contem-me dessas e aproximem-se desse local maravilhoso aqui.

Podem saber mais sobre o assunto neste post que vos escrevi há dias.

das pessoas que se acham mais espertas que eu. LOL

Imaginem que começam a ler o blog de alguém. Comentam. Seguem.
O anonimato não vos incomoda - vocês estão a ler porque sim, não porque o conteúdo seja interessante ou porque a escrita vos cative.
Notam que vos foi bloqueado o acesso a esse blog, mas como nem era nada de especial, querem lá saber. Pouco tempo depois, voltam a poder aceder ao chorrilho de mau português. Tudo bem. "Talvez tenha sido um erro do Blogger", pensam. Cagam e seguem.
E depois de trocarem umas palavras com a blogger, de lhe terem dado a oportunidade de se desmascarar e ela ainda vos ter tentado fazer passar por parvas, descobrem quem ela é.
Afinal era uma pessoa que tinham como próxima.
Que não quis dizer quem era.
Que preferiu manter a distância na blogosfera.
E mesmo não percebendo porquê, fico lixada.
Não gosto de jogos, de desonestidade barata.
Nunca tive paciência para infantilidades.
Wtf? Se alguém que me conhece lá fora, fora das arrobas e dos https e desconfia que quem está por detrás do lamparina sou eu, qual é o problema em assumi-lo? Sou a Menina Lamparina e sou a Ana, muito prazer. Qual é o problema?
Manter o anonimato é legítimo.
Insistir nele quando alguém das nossas relações descobre quem está por detrás do pseudónimo, não.
Não me entendam mal: certa altura, cruzei-me com uma pessoa que meses depois de me ter conhecido pessoalmente, me confidenciou ser autora de um blog. Não me disse qual era e isso não me incomodou; respeitei, comme il faut. Quando finalmente descobri qual era, sem querer, acabei por perguntar-lhe se a minha dedução estava correcta. A resposta foi afirmativa, achei a maior das graças e a vida continuou.
End of story.
Só não gosto que me enrolem. É isso que me chateia. Muito. Mesmo.

Btw, nunca é positivo arriscar escrever publicamente se não conseguem fazer a distinção entre "à" e "há". O mesmo se aplica se não souberem conjugar verbos e escreverem coisas como "o menino fez barulho e eu disse para a professora lhe levar para a sala do lado". Há coisas que não se imitam: classe, cosmopolitismo, talento e inteligência são algumas delas.

Hoje estamos arrogantes. Desculpem. É que fico mesmo irritada quando se cruzam comigo cabecinhas ocas que acreditam que são mais espertas que o resto do planeta. O pior erro que se pode cometer é exactamente esse: subestimar a inteligência alheia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Não se esqueçam disto. Hoje e sempre!

Feliz Dia dos Namorados!

Evoque

Não sei se já partilhei aqui convosco a minha paixão sobre jipes e o meu consequente desprezo por SUVs. Sim, a Menina gosta de carros, lê a Turbo e até lambe os beiços quando se fala em provas TT. O meu sonho era voltar a ter um Range Rover Classic, desta vez verdinho como o da imagem abaixo e todo recauchutado (nada de Pimp My Ride!), com direito a interiores lindos e tudo.

Um jipe para mim é isto. Não tem que ser bonito. Tem que ser robusto e quadradão, forte e seguro como um Defender. Tem que ser bruto, alto e dar-nos uma sensação de poder na condução. Vamos elevados, protegidos e podemos estacionar no meio do mato, sem medos nem pieguices. Talvez por isso me irritem os SUVs. Não são jipes, mas parecem jipes. São chamados "jipes de cidade", mas na cidade não são precisos jipes, estão a ver? Uma labreguice mais ou menos como usar umas Hunter numa gala. Entretanto, aconteceu uma coisa. Ou melhor, um Evoque. É lindo. Não é o meu Range Rover, mas eu estou dividida entre manter-me fiel à minha devoção pelos jipes e o amor pela beleza. Vejam vocês mesmas:
(A Victoria não vem incluída.)
Podem ver melhor aqui e ali.

Diz que é do tempo...

Mila Kunis
Pedi a minha amostra aqui e pouco tempo depois, ela chegou à minha caixa de correio. Só agora decidi experimentá-la. Depois de tanto buzz na blogosfera, é claro que fiquei curiosa, mesmo sabendo que não há máscara melhor que a minha.
Esqueçam, ainda não foi desta que a brasileira foi destronada. Não fiquei fã, pronto. Sei que tenho umas melenas loucas e difíceis, mas se era milagre, devia ser milagre, certo? Prometeram-me um milagre em três minutos, mas eu acho que devia tê-la experimentado noutra fase da vida da guedelha.
Passo a explicar: eu nunca senti os efeitos da electricidade estática no cabelo e nunca tinha percebido a utilidade dos secadores com cenas de iões e blá blá blá. Eis que suddenly não só dou choques a toda a gente (até se ouve o estalinho), como não posso tocar na porta do meu carro e ainda tenho tentado manter a calma de manhã, quando tento acalmar a juba... é que há dez cabelos de cada lado da cabeça que insistem em levitar calmamente. Quando passo a escova, ouço os tais estalinhos e ele fica completamente acachapado. Coladinho à cabeça. E eu tento normalizar a coisa, com escova redonda, secador e até laca!
Afinal, o que é que se passa com o meu cabelo? Alguém me explica?

Hoje estamos assim...

...porque precisava de uma cor forte e festiva.
Não, nada relacionado com o Dia dos Namorados.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um dia pela Vida.

Alessandra, Candice and Miranda
É um evento organizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro no âmbito de um programa internacional promovido pela American Cancer Society. No mundo, 23 Nações já fizeram parte deste projecto e em Portugal já decorreu em 33 localidades. Este ano, as cidades que o acolhem são Pombal e Guarda. Quando a minha amiga me telefonou, a minha resposta foi imediata: sim! Claro que poderiam contar comigo para aquilo em que pudesse ser útil.
O cancro não é a minha causa, é mesmo um medo e um fantasma. Tenho casos na família, próximos demais para que lhe vire a cara, próximos demais para que queira falar disso. A minha mãe e a minha avó, por exemplo, já viveram o terror que lhe é inerente. E todos nós, que as amamos, também. Talvez por isso não tenha querido nunca envolver-me. Sempre senti um apelo enorme para fazer voluntariado, mas mais vocacionado para idosos abandonados em Hospitais ou famílias carenciadas. No entanto, o apelo tocou-me e fiquei grata por ele. Disse que sim. E em que é que me meti?
Bom, a ideia é que durante três ou quatro meses sejam desenvolvidas actividades com o objectivo de informar, educar e apoiar as comunidades locais, angariando fundos para a Liga. O que torna o evento interessante? A atmosfera de festa, com espectáculos, música, jogos e imensas actividades feitas pela comunidade e para a comunidade.
Tudo termina com um dia especial, onde se pretende celebrar os que venceram, recordar os que partiram e apoiar quem está a lutar contra o cancro. Há uma caminhada simbólica e consta que o momento alto é a Cerimónia das Luminárias. É que ao final do dia, o percurso será iluminado por milhares de luminárias colocadas dentro de sacos de papel, decorados com mensagens de quem as ofereceu ou com o nome da pessoa a quem é dedicada... Grande coincidência, certo? A Menina Lamparina não poderia deixar de meter o nariz nisto tudo. Vou ser tesoureira - sim, aqui a naba em contas vai andar à nora com os números e os euros e os recibos e sabe-se lá.
E desse lado, alguém do concelho de Pombal que queira participar? Podem criar equipas com um número mínimo de oito pessoas e contar com o apoio dos Responsáveis Locais e da Liga para aquilo que precisarem para materializar a vossa ideia.
Juntem amigos para fazer qualquer coisa: uma banca onde vendam bolos, um espectáculo de variedades, jogos tradicionais. Divertem-se e ainda ajudam por cima!
Queremos chegar às cem equipas para bater o record. Vão ficar a olhar? Podem enviar-me um e-mail para tirarem dúvidas e obterem esclarecimentos ou contactar os Responsáveis Locais: pelavida.pombal@ligacontracancro.pt.

...mas nem tudo é negro.

Não acreditam? Depois de receber a minha última nota desta leva de exames, recebo um mimo da fofinha da RAQUEL. Outro mimo. E fico com o coração quentinho porque sabe bem saber que vocês estão desse lado. Que me mimam e me agradam, mesmo sem ter noção da importância do gesto. Obrigada, RAQUEL. Obrigada leitores, leitoras, meninas bonitas do meu coração. Sending you some love right now.

As regras são:- Dizer quem criou e ofereceu o selo:
Quem criou o selo foi a Telma, do blog Se eu pudesse escrevia um livro.
Quem mo ofereceu foi a RAQUEL, do blog OH MY GOD.
 
- Passar o selo a 3 blogs que vos marcam:
Isto para mim é sempre difícil... é que sei que algumas detestam estas coisas, outras não detestam mas acham parolo, outras não acham parolo mas não têm paciência. Depois, há outro problema: eu não quero passá-lo sempre às mesmas pessoas.  E outro: apetecia-me oferecê-lo a mais pessoas... Por isso, dêem-me mais selinhos para eu passar a toda a gente que quero! Bom, depois de vinte minutos, decidi oferecê-lo...
...à Kishikiari.
...à Le Blonde.
 
- Responder a 3 perguntas:
1. Quem é o vosso herói?
Jesus. Não conheço ninguém como Ele.


2. Porque decidiram criar o blog? Porque escrever é uma necessidade diária desde que aprendi a fazê-lo. Num caderno, num bloco de notas ou numa plataforma tão divertida como interessante como é a blogosfera, onde a partilha enriquece a experiência da escrita. O lamparina, em concreto, surge no seguimento de um outro blog, menos luminoso que este e também menos interactivo. Marca uma mudança, o salto para fora dos dramas.

3. Qual o blog, que ao acordar, vos faria mais falta? Subscrevo a resposta dada pela RAQUEL: o meu. Sem ele, não falava convosco e isso seria deprimente. Cada vez gosto mais de cá estar.
 
Obrigada, RAQUEL. Mesmo. Acho que vou criar ali em cima um separador para os miminhos.
Ah, a nota foi um 17. Só houve dois e um é meu! TAUAS!
 
ADENDA:
Já estava eu toda feliz por ter recebido um miminho, quando descobri que afinal recebi DOIS!!! Gosto mesmo disto! Desta vez, veio da Vânia, que é uma querida e autora de um blog interessantíssimo e que me deixou uma surpresa no blog dela. Obrigada, Vânia. Adorei. Bom, a única regra é enviá-lo a outras pessoas, por isso o meu desejo lá de cima concretizou-se! Então...
 

1 - Para a minha beloved Mary, que além de não ter papas na língua no seu A Minha Vida dava uma Série, fez do blog um espaço obrigatório, onde vou todos os dias mesmo que não tenha nada para comentar. É bonito e eloquente, assim como ela. O selo é discreto e acho que ela pode não odiar.
 
2 - Para a querida LOL aos 40, que tem uma alegria contagiante e um lol sempre pronto. Btw, fubá é uma farinha, que pode ser de milho, arroz ou mandioca. Usa-se imenso na cozinha tradicional angolana. Luv it!
 
3 - Para a by me with love, leitora atenta do Facebook da Menina e que detesta gengibre, tal como eu.
 
4 - Para a Eli, que tem um dos blogs mais bonitos do mundo e que não passo um dia sem espreitar.
 
5 - Para a minha Miss Pink, que esteve doentinha e precisa de mimos.
 
Beijinhos e boa semana! A minha começa bem, desta vez... obrigada*

Eu sei que há vestidos para comentar por causa dos Grammy Awards...

Whitney Houston
...mas não me apetece falar de vestidos. Sim, ando chateada da minha vida e não estou para aí virada. Sei que bloggers queridas não vão deixar de o fazer, por isso, prefiro comentá-los nos vossos blogs e gozar com os péssimos e elogiar os maravilhosos.
Sobre a red carpet, deixem-me apenas aplaudir a Adele. Eu ia jurar que não era possível ser mais bonita.
Whitney. A sua ausência. Soube na madrugada de Sábado. O que dizer quando já se disse tudo? Um mar de vídeos no Facebook, as piadas de mau gosto de sempre, os hiperbólicos endeusamentos habituais. Vi o Bodyguard com os meus pais quando ainda era mesmo menina. O nó na garganta fez-me abandonar a sala no final. A minha mãe foi ter comigo ao quarto de banho e encontrou-me a chorar. Tinha sido a primeira vez que um filme com pessoas a sério, sem leões órfãos ou princesas ingénuas, me tocava. Cantei essa banda sonora vezes sem conta. Queria ir ao Mini Chuva de Estrelas lembram-se disto? God, I'm old! fazê-lo. E esse filme marcou-me, acompanhou-me toda a vida. Tal como aquela voz brutal e aquelas músicas tão lamechas quanto perfeitas, para uma sentimentalona como eu. Acho-a linda. Quem me dera ter tanto talento. E que pena tenho eu quando estas pessoas que não temos como humanas nos mostram que isso não chega. Que a ideia que temos acerca do sucesso não chega, afinal. Que o dinheiro não chega. Acompanhei a decadência e mantive em silêncio a esperança de uma recuperação. Queria que ela voltasse a cantar e a fazer-me cantar músicas novas, numa falhada tentativa de reproduzir as voltinhas, a dança na pauta que habilmente fazia brincando com a voz. Não voltou.

Deixo-vos o que escrevi no Facebook:
«Há pessoas assim. Personagens autênticas. Uma voz única, um talento brilhante, um rosto tão bonito como cada nota difícil de alcançar. Há vidas assim, em que o talento não chega e se desperdiça. Desde miúda que o "I will always love you" me comove. Sim, sou uma pirosa e não vejo o Bodyguard sem chorar baba e ranho. "I wanna dance with somebody", "I'm every woman", "The greatest love of all"... Grande legado. Partiu cedo demais. Não vos deixo um vídeo porque isso é o que toda a gente faz. Fica uma expressão bonita da cantora mais galardoada do mundo.»

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Obrigada, Telma*


Obrigada pelo mimo. Adoçou o meu dia.

Regras:
a) Dizer quem criou a prendinha: Marcela Maia
b) Dizer quem enviou a prendinha : A Telma Trindade, que sem saber, animou o meu dia com este miminho!
c) Responder às perguntas aleatórias.
d) Passar a 5 blogs.

As perguntas:1. Quantos anos tens?
Seis anos acima de duas dezenas.

2. De que cor são os teu olhos?
Castanhos.

3. Alguma vez desejaste morrer?
Claro. Eu até achava que isso era normal, até ler a resposta da Telma.

4. De 0 a 5 que importância tem o blogue na tua vida?
É muito importante, mas não sei se será mensurável. Mais que desabafar, escrever o que não posso dizer ou descarregar partilhando, há uma componente que se tem tornado cada vez mais importante nesta plataforma: os vossos comentários. Fazem-me rir, comovem-me, preocupam-me. Gosto muito disso e até já sinto que venho aqui para conversar, não apenas para escrever.

5. Quanto tempo de vida tem o teu blogue?
O lamparina nasceu no final de Julho de 2010 e veio substituír um outro blog onde escrevia desde 2005.

Blogs:
1 - Ofereço o presentinho ao da Maria.
2 - Quero vê-lo também no da Fiona.
3 - Partilho-o com a Ana FVP.
4 - Dou-o à Pipoca...
5 - ...e à Rainha das Estrelas.

Ainda falta muito?

Jessie J.

Eu percebo que não estou bem e que me transformei numa croma horrorosa quando uma semana depois do exame, ainda me ponho a sonhar com ele e com a saída da nota, que demora para caraças quando uma pessoa está à espera.
No sonho, explodia de alegria com o meu pequeno doze.
Na vida real, nada.
Não saiu nota nenhuma.
Sim, porque acordei e vim logo ao pc ver se havia novidades.
Mas que demora, senhor professor. A andar, vá. A crominha que no final dos exames ainda tem qualquer coisa para dizer aos professores, que escreve nunca menos de oito páginas e que ainda empresta material aos colegas está à espera. Merecia um bocadinho mais de consideração, que isto de ser parte dos 50% das pessoas que não desistiu é importante. Ou acha que não é big deal estar excluída do grupo de dez alunos que foi apanhado com copianço? Vá. Estou à espera.

Vocês sabem que eu odeio exercício.

Gwyneth Paltrow
Se não sabem, ficam a saber.
Detesto correr - atrás de quê?
Não gosto de ginásios, só do Holmes Place e cá não há.
Não suporto andar de bicicleta quando há subidas.
Nem pensar em caminhadas, que isso é para old people.
Mas ontem teve que ser. Corri, corri até não poder mais. Corri lavada em lágrimas. Acho que era para fugir. Para me cansar. E até soube bem. Tive dores à noite e sempre dei uso àqueles ténis que nunca mais usei.
Hoje foi dia de andar de patins.
E entretanto pode ser que ganhe coragem para me dedicar à barriguinha e até faça uns abdominais.

É porque não me tem apetecido existir que não apareço nos vossos cantinhos. Mas leio. Hoje mudo isso. Só um bocadinho.

Bom fim-de-semana!

Meryl Streep
"Ser capaz de respeito é hoje em dia quase tão raro como ser digno de respeito."
   
 Joseph Joubert

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O lamparina devia ter uma página no Facebook?

Lady Gaga
Vocês mandam, meu povo. Se 75% de vocês acham que sim, está feito. Podem gostar da Menina aqui. Ainda não tenho nada de jeito por lá: nem fotos, nem posts, nem nada, niente, zero. Estou à espera que vocês façam isso por mim e que deixem sugestões na caixa de comentários aqui em baixo. Vamos ver como corre. Se eu não achar piada e se vocês não forem lá gostar, tau! dou cabo da página. Deal?

Aí está ele outra vez!

Keira Knightley
Já se sente o dia a chegar. Na blogosfera, nas lojas, no Facebook. O Dia dos Namorados está aí.
Não sou fã da efeméride, já o disse algures por aqui e por acolá. Sempre me irritou o impingir de sentimentos ou de comportamentos. Sempre me irritaram as emoções forçadas. O dar porque tem que ser. Foi por isso que combinei com o noivinho que não poderíamos comprar nada. Temos que fazer o presente e não há cá jantarinhos. Gosto que ele me ofereça mimos sem ocasião especial. Que me compre aquela pulseira porque se lembrou de mim. Sou mais feliz assim, pronto.
Não gosto do Dia dos Namorados porque me irrita. Corações por todo o lado, promoções a apelar ao consumismo, deturpações da palavra consagrada, que toda a gente dá à toa, em troca de quase nada(*). E porque não gosto nada que as minhas amigas que não estão numa relação o sintam dolorosamente. Como uma pedrinha debaixo dos colchões, um alfinete que não perfura mas pica, um pequeno incómodo.
Não tem que ser assim.
Estar solteira é a possibilidade de viver só para nós. É não ter que abdicar do tempo que queremos para gastar connosco. É poder dormir de rolos na cabeça, esquecer a depilação na virilha sem culpa, cantar em frente ao espelho sem espectadores. É tirar a noite para ler sem preocupações com a luz que fica acesa, ir ao cinema sem companhia, sem perguntas nem conversas durante o filme. É ficar horas na banheira, a curtir os sais de banho. Tirar o dia para pintar sem ter que responder às mensagens. Sair com as amigas sem ter que avisar que está tudo bem. Chegar a casa e não ter que dar cavaco disso a ninguém. Flirtar sem culpa. Conquistar porque sim. Deixar que nos conquistem sem querer mais nada. Poder fazer o que nos der na real gana. Abrir as portas do coração porque o espaço não está ocupado.
Nas alturas em que não tinha namorado, os jantares do Dia de São Valentim eram minuciosamente preparados por mim e pelas bffs, com direito a mesa bonita e arranjos florais. Nós as três, um bom vinho e uma refeição deliciosa. Celebrávamos a ausência necessidade de um homem na nossa vida, porque sabíamos que não precisávamos dele, ainda que não negássemos as maravilhas de estar apaixonada.
Porque já sabíamos como é: hoje estamos sós, livres e independentes. Amanhã, há alguém que nos dá a volta, nos rouba o espaço, se apodera do nosso coração e partilha a nossa vida enquanto nós partilhamos a dele. Vivemos juntos, de mão dada. E isso é muito bom, é verdade. No entanto, não pode ser a razão para a felicidade, ainda que seja grande parte dela. O que quero dizer é que enquanto não nos encontramos a meio caminho com essa pessoa que anda à nossa procura, devemos aproveitar. Porque só quando estivermos a adorar estar connosco, em paz com quem somos e certas de que não precisamos de mais ninguém, só nesse momento é que a Vida, irónica como sempre, nos rouba essa certeza.


(*) Da Weasel, lembram-se?

Fugir.

Jennifer Aniston
"Tu não controlas nada", gritou ele. Ela ainda atarantada, as lágrimas espalhando os restos do rímel pelo rosto, espalhando a dor na expressão desesperada de quem só quer desaparecer.
As coisas que se dizem a quente magoam tanto, meu Deus. Por mais que se use como desculpa a velha teoria de que a irritação gera frases em que não acreditamos, eu tenho a sensação de que a raiva abre o coração para que a boca diga aquilo que se esconde. E se num momento de fúria se diz algo bruto, é porque em algum momento já o sentimos como verdade. Talvez por isso não esqueça.
Não gosto de discussões. Não gosto de gritos. Não gosto de insultos.
Não gosto quando deixa de haver respeito.
Não gosto quando se perdem os limites.
Quando me chateio, quando me irrito, quando me zango, não perco a cabeça. Não saio do que me é legítimo. Não me é possível tratar alguém a quem devo respeito como se fosse um cão vadio. Não agarro pelos colarinhos as pessoas com quem tenho laços profundos.
E dou por mim confrontada com aquela realidade que já devia ter reconhecido há muito tempo, tanto tempo quanto os meus anos de vida pensante: a hipocrisia não subsiste. Não há como esconder de todo o mundo, durante todo o tempo, a ausência de carácter. Que ter carácter não é apenas seguir padrões perante os outros ou ser íntegro para os que vêem de fora. Não chega apregoar. "Pelos frutos os conhecereis." Ter carácter é manter a firmeza mesmo em situações limite. É não renunciar ao que sabemos ser correcto. É ser eu mesma, custe o que custar. É saber quem sou e ser fiel ao que sei ser.

Sabem, o respeito caiu em desuso. Ninguém percebe que respeitar não se restringe apenas a uma qualquer cordialidade no trato. Respeito mesmo que não ame. Respeito quando defendo quem ousa tecer algum comentário impróprio sobre a pessoa em questão. Respeito quando não concordo mas ouço antes de acusar. Respeito quando concordo em discordar e não torno a levantar a polémica. Respeito quando não me faço valer de um qualquer poder para reduzir o outro a nada. Respeito quando não tomo como dado adquirido uma mera conjectura.

Há quem julgue que o dinheiro compra lealdade mesmo que não seja leal.
Quem não duvide que o dinheiro compra o poder de decisão e de opinião dos outros.
Quem acredite que o dinheiro compra respeito mesmo quando não respeita.
Deus, às vezes não sei porque me puseste aqui. Não sei porque me fizeste sã, educada, consciente. Não sei porque me criaste desprovida de medo.
Não imaginam como dói ser vista através de uma lente errada. Ser vista como uma pessoa que não sou eu. Ser uma desconhecida para quem me deu o ser. Há quem ouça apenas o que quer ouvir, quem interprete as minhas palavras e as minhas acções segundo a sua própria maneira de ser, quem só ouça a sua própria voz. Talvez por isso a discussão seja sempre a mesma.
E quando não se dão ao trabalho de ouvir atentando, que me resta fazer?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Oh mãe, já viste?

Whitney Port
Acho que a minha mãe vai adorar ver isto. Contribuí para a rubrica "Inutilidades de andar por casa", da Vânia.

Olhem o que eu fiiiiiiiz!

Lamparina Pasteleira
Já vos devo ter contado da tradição que inaugurei no ano passado cá em casa... bom, é que agora quem faz os bolos de aniversário sou eu. Adoro cozinhar e assim sempre posso escolher fazer o que me apetece. É que já não havia pachorra para aquele sabor de bolos de pastelaria sempre com o mesmo creme, amêndoas e blá blá blá. E no dia seguinte sabem a champagne, sabem? Hate it.
Então desta vez foi o papá que fez anos e como ele adora pão de ló, eu decidi arriscar e fazer um pela primeira vez. Depois cortei-o ao meio, barrei com chantilly (feito por mim, of course) e juntei morangos picadinhos. Depois de colocar novamente o topo, cobri-o como podem ver na foto. Ainda adicionei fios de ovos porque o meu pai adora e não é que além de bonitinho ficou bem bom?
Até partilho convosco a receita do dito pão de ló, que ficou fofinho, fofinho e fácil de desenformar:





Ingredientes:
12 ovos
375g de açúcar
150g de farinha

Preparação:
1) Numa taça, bater as doze gemas com açúcar até ficar uma massa grossa, vulgo gemada.
2) Depois, adicionar a farinha peneirada aos poucos e bater mais uns minutos.
3) Bater as claras em castelo e envolvê-las delicadamente na massa.
4) Untar com manteiga uma forma tipo chaminé com 26cm de diâmetro, aproximadamente. Aconselho que a polvilhem com um bocadinho de farinha peneirada.
5) Juntar o preparado na forma e deixar durante meia hora a 180º.
6) Depois de cozido, deixar arrefecer na forma. É melhor desenformá-lo só depois de frio.

Fácil, hein?

Hipócrates. Não, não me enganei a escrever "hipócritas". Era mesmo Hipócrates.

Emma Roberts
O meu amigo P. foi fazer o Juramento de Hipócrates no passado Sábado e questionou-me acerca da raiz etimológica da palavra "hipocrisia", que derivando de Hipócrates, iria desprover de sentido o dito Juramento. Eis que ainda não me debrucei à séria sobre o assunto, mas descobri isto:

"A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, ambos significando a representação de um actor, actuação, fingimento (no sentido artístico). O vocábulo passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de acto hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma acção enquanto também a executa.
François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência."

Não vejo aqui referências ao Hipócrates. A investigação prosseguirá. Acho que o tema é importante e deveria ser objecto de estudo pela maioria das pessoas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A tua cara não me é estranha, ou de como a televisão portuguesa consegue sempre ser um bocadinho mais parola.

Liv Tyler
Do programa, podem saber mais aqui. Só quero deixar aqui meia-dúzia (não literalmente) de considerações sobre o assunto.

Não me entendam mal; o programa até tem potencial. Eu acho é que aquela apresentadora labrega não está com nada. (O tom de voz, as piadas, OMG digam-me que o problema não é meu!) E quando toda a gente ali se ri de brejeirices, o nível desce. E eu não gosto.

Adoro o Mico da Câmara Pereira (grandes noites no Musicais quando era miúda, hein?) e com base naquilo que o sei ser, não compreendo porque se sujeita àquilo. Coitado. Estão a lixá-lo à grande, com imitações macacas. Espero que o Frank Sinatra lhe traga algum proveito, que o "Ai se eu te pego" matou um bocadinho de mim. Argh.

Sónia Brazão no programa. Aquilo nos dentes foi da queimadura? E a TVI anuncia uma pomadinha para queimaduras no intervalo? E o nome dela dava para tantas piadas. Desculpem, já parei.

E a Maria João Abreu chora tanto porquê? E faz toda a gente chorar? E porque é que a elogiam tanto?

Aquele gajo do Zeca Estacionâncio ou lá o que é, apesar de ser um labregão do pior, canta para caramba. Não brinca. Gosto disso. Só disso.

O António Sala renasceu das cinzas. Giro. Só não percebo porque anunciou que ia ser operado a meio do programa. Porque não no início ou no fim? Drama.

A Alexandra Lencastre... gosto tanto dela. Mas parece que anda com o pito aos saltos. Maluca. Será do puto giro que se senta ao lado dela? Não, não é o primo do Alberto João Jardim. O outro.

O Toy. Exacto.

"Quem é o LMFAO?". Pronto. E estudar a lição antes do programinha, não?

Fim.

das Viagens - um presentinho para os leitores mais fofos do planeta.

Charlize Theron
Sair de cá, ir para outro lado. Passear por ruas que descobrimos a cada passo. Surpresas a cada esquina, uma loja gira, uma casa bonita, um jardim fantástico. Dormir num quarto que não é o nosso. Ver gente e não conhecer ninguém. Tomar um café com o olhar perdido numa paisagem desconhecida. Um restaurante típico. Sabores novos. Iguarias deliciosas. Recordações novas. Fotografias. Sair do dia-a-dia. É viver um bocadinho num mundo diferente.
A mim, serve-me para descansar. Serve-me para reorganizar as ideias. Para me centrar. Redefino prioridades. Mesmo que a viagem seja apenas um fim-de-semana, mesmo que não saia da Península Ibérica. Mesmo que vá esconder-me em Albufeira. Volto renovada, ainda que dividida entre a inevitável vontade de ficar mais um pouco e a força de voltar ao meu mundinho.

Gostam de viajar? E se eu vos contasse que o lamparina se juntou à Best Travel só para vos ajudar a ter um desconto fofinho na vossa próxima viagem? Cinquenta euros. Ah pois é. Clicam aqui, inserem o vosso nome e e-mail e TAU! ganham 25 euros. Depois convidam cinco amigos e PUMBA! mais 25 euritos. Bacano, não? Vá. Vão  e escolham o vosso destino de sonho para 2012.
Agora vocês perguntam:
"- Oh Menina Lamparina, mas de onde vem tanta bondade?"
E eu respondo:
"- É que a Best Travel quer premiar os seus fãs no Facebook e melhorar a relação com eles. Daí estar uma mãos largas e decidir oferecer estes descontos bonitinhos. Eu já fiz a minha parte. Faltam vocês! Ali, já disse."

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Menina no Livro das Caras?

Amanda Seyfried
Já me perguntaram imensas vezes porque não crio uma página do lamparina no Facebook. A verdade é que não sei porque não o faço. Acho que é só por preguiça. Acho que pode dar trabalho. Não? O que é que vocês dizem? Que vantagens teria? Faz falta? Porque é que era bom? O que é que eu faria por aquelas bandas?

Incluí um poll ali ao lado só para que possa perceber exactamente o que pensam sobre o assunto. Nos entretantos, a caixa de comentários é vossa!

E vocês? Voavam?

De uma altura de 150 metros, podem voar a uma velocidade máxima de 130km/h.
Chama-se Fantasticable.
Uma viagem de um minuto e qualquer coisa, de uma montanha a outra.
Voar.

What about fluo?