quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Presente Blogosférico

Recebi este selo fofinho da querida Vânia. Com ele, veio um quiz:

1 - Nome da minha música favorita.
Tenho imensas dificuldades em responder a esta pergunta. Dou sempre uma resposta diferente, porque a minha banda sonora é muito, muito extensa e tão eclética como eu. Hoje, Fly me to the moon, by Frank.

2 - Nome da minha sobremesa preferida.
Mousse de chocolate.

3 - O que me tira do sério.
Três coisas: a mentira, a desonestidade e a ausência de lealdade. Resumindo, a falta de respeito.

4 - Quando estou chateada
sou horrível e se não estivesse dentro do eu, teria medo de mim.

5 - Qual o meu animal de estimação favorito?
Os meus. Tenho um bégan por chinchilas.

6 - Preto ou Branco?
Branco.

7 - Maior Medo
Tenho três: não fazer nada de útil na minha vida, não deixar legado nenhum e envelhecer.

8 - Atitude quotidiana
"Bom dia, Deus!"

9 - O que é perfeito
Ter paz.

10 - Culpa
Sinto-a quando deixo para amanhã o que poderia ter feito hoje.

Sete factos aleatórios sobre mim
1 - Já cantei regularmente numa casa de fados.

2 - Odeio leite quente ou morno, dá-me vómitos.

3 - Não me acho bonita e convivo bem com isso, já que me considero interessante no conjunto. Irrita-me quando o afirmo e me respondem com um "fishing for complements"...

4 - Desconfio que controlo um possível transtorno obsessivo-compulsivo. Tenho a mania de contar tudo, até os beijinhos. Nunca faço nada em número par, só ímpar. Não gosto de pisar os riscos dos pavimentos. Preciso de ter os sapatos todos perfeitamente alinhados.

5 - Sou canhota às vezes, ou seja, escrevo com a mão direita mas como com os talheres ao contrário. Por isso, a simples tarefa de pôr a mesa é para mim um problema gigantesco.

6 - Só deixei de usar chupeta (gói-gói) quando a febre aftosa me impediu de a colocar na boca... aos sete anos. Fiquei com os dentes direitinhos na mesma.

7 - Aprendi a ler e a escrever aos quatro anos, com a Rua Sésamo.

Regras:
Colocar o link da pessoa que te ofereceu o selo.
Preencher o formulário das perguntas.
Oferecer a 10 blogs e informá-los.
Partilhar sete factos aleatórios sobre nós.

Vou oferecer o selo...
...à Miss Pink.
...à Mariana.
...à Su.
...à Sofia.
...à Filipa.
...à Maria.
...à Eli.
...à Imperatriz Sissi.
...à Fiona.
...à Tamborim Zim.
...à Rainha das Estrelas.
...à mari.
...à teardrop.

e como não gosto de números pares nem do número 11, vou oferecer a 13 blogs, okay?
Obrigada, Vânia! Adoro estas coisas, descobrem-se sempre particularidades interessantes sobre os outros.

E a melhor parte dos dias de chuva foi...

Blake Lively
...poder usar o meu chapéu de chuva da Tia Rosa que a bff ofereceu. Pareço uma alforreca, se fizer os movimentos certos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

São rosas, senhor. São rosas!

E agora coisas mais leves para desanuviar o ambiance aqui do blog. Vamos lavar as vistinhas com uma peça bonita? Faz parte da Timestrings de Valentino Garavani que eu amo de paixão apesar do tom laranjinha da pele dele. Bom, há sapatinhos nesta colecção que demoraram 47 horas, 41 minutos e 50 segundos para serem feitos - o tempo que demorou a execução de cada um deles vem gravado na palmilha. Dá para perceber que estamos a falar de coisas fantásticas e exclusivas. Acho estes o máximo.






Hoje é o dia.

Amanda Seyfried
Ficou prometido algures por aqui que um dia escreveria um post sobre o ódio.

Tenho um pecado. Odeio.
Odiar é muito forte, mas eu não sei como evitar, ainda que consciente da dor que esse sentimento encarnado me provoca - só a mim. De que serve odiar quem não deixa de existir por isso? Mas odeio. Odeio de dentro para fora. Odeio com tão profunda intensidade que suspeito que se pudesse exteriorizá-lo, vomitaria lava. Não lhe desejo a morte nem mal algum, só desejo que desapareça. Que seja feliz longe do meu olhar. No Japão.
Sabem, quando interferem naquele que era o núcleo da minha suposta felicidade, torno-me numa monstruosa e irreconhecível criatura. Esqueço toda a educação, toda a delicadeza e todo o amor nos gestos. Quero assustar, agarrar pelos cabelos e atirar aquele corpo mais pequeno que o meu por uma escadaria abaixo. Quero magoar, ferir, cortar. Quero partir, rasgar, morder. Talvez seja do signo. Talvez ser Leão me torne no mais doce e agressivo dos seres. Talvez por isso julgue que um rugido é suficiente. Talvez por isso proteja os meus num alerta mais que atento. E talvez por isso sofra tanto quando a minha altivez não chega para que tudo corra como pretendo.

Tenho um pecado. Odeio.
Mesmo sabendo que sou maior que o objecto do meu ódio.
Sabem, há quem não se veja como é e por isso não se ponha no seu lugar. Para mim é simples: senhoras em salões de chá e meretrizes em bordéis. A verdade é que não posso continuar a permitir que o ódio me corrompa o ser. E para isso, terei de o lançar cá para fora. Projecto-o para me libertar a mim, porque quando tiramos um peso do nosso coração, colocamo-lo no de quem nos tentou roubar a paz. E não perdemos o nosso lugar na mesa requintada, onde há chá e scones. E elas ficam no lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Sou uma querida. Amo com facilidade. Entrego-me sem reservas. Tento ser a melhor pessoa possível, para os meus e para os que ainda não me fazem falta. Dou sem pedir nada em troca. Não quero saber do que emprestei, dos prejuízos que sofra ou do tempo que perco. A minha mão esquerda não vê o que dá a direita. Ainda que o meu quarto esteja gelado e escuro, tenho sempre um abraço para aquecer quem precisa e um sorriso para iluminar com esperança quem se sente perdido. Fico bem se fizer bem, se optar pelo correcto, se os meus passos forem firmes. Gosto de divertir, de proporcionar bons momentos, de saber que depois de um café, aquela amiga não vai chorar mais. Que depois daquela conversa, o mundo lhe vai parecer espaçoso. Que a perspectiva mudou. Dar é uma bênção e a minha máxima diz "Tudo o que faço é marcado pelo desejo de ser útil aos outros", by Rómulo de Carvalho ou António Gedeão. Quero chegar ao final dos meus dias com a certeza de que cumpri esta premissa. De que fui útil. Espero que seja esse o meu legado. Não sou intrometida. Não quero saber antes que me contem. Não roubo espaço nem invado privacidade. Limito-me a estar sempre à mão. Tenho facilidade em perdoar e vejo sempre o lado bom das pessoas. Consigo colocar-me no seu lugar e entender, relevar, relativizando. Depois de falado, o assunto fica arrumado. Mas tenho um pecado... e não estou a falar daquele lado distante que a insegurança traz ao de cima, fazendo com que os outros me julguem arrogante ou snob.
Tenho um pecado. Odeio.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ai.

Delícia, delícia, assim você me mata (ler com pronúncia portuguesa muito acentuada).

Julianne Moore
Quem é que não gosta de um bocadinho de bling-bling, um bocadinho de bow-chicka-wow-wow, um je ne sais quoi qualquer que um acessório pode fazer num outfit normalérrimo?
Às vezes, até uma peça discreta ser o elemento statement de um look inteiro, não é?
Pois.
E quem deve saber muito bem disso é a Lúcia.
No seu Beadelicious, mostra-nos peças "de inspiração vintage", todas com "um toque pessoal, pois acredito que os detalhes fazem toda a diferença! Pretendo trazer uma oferta variada, com peças invulgares, e a preços acessíveis. Espero para breve propor alguns passatempos também!".
Vou deixar-vos ficar com imagens dos meus artigos preferidos, para espreitarem antes de abandonarem o lamparina para se babarem em frente ao écran com as coisas giras que a Lúcia tem por lá...

Isto são medalhinhas com frases. Já sabem que se clicarem nas imagens, podem ver melhor. A minha preferida tem uma frase do Éxupéry e foi feita pulseira aqui em baixo:

"O essencial é invisível aos olhos". Não é gira que só ela? Adoro.

I die! Este anel é perfeito. Morri. OMG adoro. Mais que tudo. Argh. Dores. Sabem quanto custa? Cinco euros!


Este anel também é um mimo e existe em várias cores. TÃO primaveril. Adoro.


E estes colares? Sei bem quem se passava com eles. E com as gaiolas, os balões... a Mana Lamparina adora estas coisas...
E então? Gostaram?

da Demência.

Carolyn Murphy
Sabemos que não estamos bem quando espalhamos acetona pela cara e só passado alguns minutos estranhamos o cheiro e o ardor.

Foi uma sorte não ter passado o algodão pelos olhos.

Sim, fiquei às manchas. Mas já passou.

Blogs do ano 2011

Marilyn Monroe
Primeiro a chamada: "- Sabias que há um concurso? O Lamparina foi nomeado!".
Depois, no facebook, a Ana e a Li.
A seguir, a mensagem da Di.
Mais tarde, o e-mail da Sofia!
Já tive oportunidade de agradecer a cada uma delas.
O que se passa, para os que como eu não sabiam, é o seguinte: "O Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogs com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. É um concurso aberto a todos os que queiram participar."
Não só não conhecia o Aventar shame on me como também não tinha ouvido falar da iniciativa.
Li o regulamento e acho que a verdadeira vantagem ali é a divulgação de blogs como o lampas. Pequeninos, modestos e sem grande projecção. Por esse motivo, ainda bem que alguém me pôs naquela infindável lista. Obrigada.
Não vou pedir votos, fazer cacique, nem entrar em campanha eleitoral. Não tenho objectivo nenhum, até porque não está em jogo nada de aliciante. São montes de fases, montes de blogs fantásticos e para mim não passa de uma óptima forma de dar a conhecer o lamparina a quem ainda não ouviu falar dele.
O lamparina está aqui, na categoria "Diários de Bordo / diários íntimos e pessoais".



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Coincidências

Rosie and Candice
Depois de ler este post, ela enviou-me uma mensagem... "Essas calças que compraste são as duas Zara Trafaluc? É que comprei nesta colecção as mesmas duas (quase de certeza), no mesmo dia e nas mesmas cores LOOOOOOOL as vermelhas tem uma chapinha dourada no bolso? As verde inglês são chinos normais! Olha que pontaria ;) Quem tem bom gosto quem é?".
NÓS!




Eu quero é dar-vos música(s).

"- E no teu blog, costumas pôr vídeos?" - perguntou ele.
A resposta era tão simples como absurda. Não sei porque não ponho vídeos no lamparina. Não sei porque motivo a música ocupa todo o cenário da minha existência e não tem lugar aqui. Isso muda hoje. A partir de hoje, sem motivo, sem razão e sem qualquer periodicidade, partilho convosco as minhas músicas, mesmo tendo perfeita consciência de que as minhas preferidas são cantadas por vozes de quem já partiu. Sim, sou mesmo super old school. Who cares? Isso é compensado com o meu gosto eclético.

Lenny Kravitz
O primeiro a figurar aqui só podia ser ele. Sou fã número um do Lenny desde miúda. Mais ninguém lhe ligava nenhuma, os meus amigos só ouviram falar dele por minha causa. Há paixões que não se explicam. Vi-o na sua primeira vez em Portugal, no Restelo, com o meu tio que é mais amigo que tio. Ainda ando com o bilhete na carteira. Chorei, porque choro em todos os concertos. E porque aquele era especial. Era aquela pessoa que não faz ideia que eu existo que me acompanhava nos momentos tristonhos e deprimentes da adolescência, com as melodias mais doces. E que me enchia de power com as guitarradas mais míticas. Mensagens positivas, peace and love no registo mais agressivo que os meus ouvidos de princesa toleram. Deixo-vos com esta, que não posso ouvir no carro porque caso contrário, ia parar à esquadra por excesso de velocidade ou morria mas que me enche de energia. Tau!


E sabem quem o vai ver ao Rock in Rio? Ahhh pois é, quem tem noivinho tem tudo!

Eu tenho sempre razão.

Mila Kunis
Quando não tenho, digo que não tenho e tenho razão em dizê-lo.
Quando tenho e digo que tenho, acerto.
Resumindo, eu tenho sempre razão, mesmo quando estou errada.
Desculpem.
Demasiado tempo a estudar fechada em casa dá nisto.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quem quer os lábios da Jabelinha? Hum?

Isabeli Fontana
Fizemos alterações ao Passatempo da Quadra Festiva, já repararam?
Quem divulgar, ganha uma participação extra. Podem ler mais sobre o assunto aqui, participar, divulgar e esperar até dia 20 para saber quem será a feliz contemplada com uns lábios bem fofinhos como os da Jabelinha aqui ao lado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ainda falta um bocadinho para o fds? Vamos ver coisas giras!

Como estes Louboutin Asteroid. Podem clicar nas imagens para aumentar. Cuidado para não furar um olho!


Ou os Bollywoody, para quem quiser um upgrade nas babuchas...

E os Mexibeads? Um verdadeiro desafio DIY!

Adoro este homem. Ainda que alguns modelos me pareçam impossíveis de usar, apesar de pessoas como a SJP ou a Blake me provarem o contrário, a verdade é que as suas criações são fantásticas, enquanto peça.  

Cabeça quente?

Ana Beatriz Barros
Na Primavera e no Outono.
É nas mudanças de estação que surgem os sintomas. E não estou a falar das alergias com que sofro durante o ano inteiro, snif que nem uma mártir. É o couro cabeludo que fica louco. Ferve. Sinto-o em chamas. E também uma comichão tremenda, como se tivesse um piolho por cada fio de cabelo. Mais que embaraçoso, já que não posso andar por aí a coçar-me que nem uma macaca, é aflitivo e muito desconfortável, porque parece que nunca tenho o cabelo lavadinho. Começa por cima da testa e assim que me apercebo disso, corro para o espelho.
Nas primeiras vezes em que me aconteceu, pensava que era caspa. Saíam partículas de pele. Um nojo. Depois, uma dermatologista deitou por terra as minhas suspeitas. Nada disso. É só uma irritação que além de sazonal, pode surgir em alturas de maior stress. Cocó para o stress que é a causa de todos os nossos problemas, hein? Bom, a verdade é que passei este Outono felicíssima, sem nada disto. No entanto, na semana passada já acordava à noite com a cabeça quente - literalmente. Ridículo, não é? Pois. Imaginem o que é sair do banho já com sensação de cabelo sujo e sem que a irritação tivesse acalmado...
Claro que já fui comprar a solução para o meu mal. Bastou-me uma lavagem com o shampoo milagroso da Klorane e puff! foi-se a comichão e o ardor. Agora vou fazer o frasco inteiro. Cheira bem e deixa a juba brilhante e soltinha. Fica a dica.

Mais sobre o produto aqui.

Bom fim-de-semana!

Eva Mendes
"Isto é que é aprender: repentinamente compreendes algo que soubeste durante toda a tua vida, mas de um modo novo."


Doris Lessing

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Get a life.

Ashlee Simpson
Eu gostava mesmo de perceber que interesse terá quem tentou aceder à minha conta do Facebook e ao meu e-mail pessoal. Inicialmente, julguei que o Face se tivesse passado e limitei-me a mudar a password, mas depois de ter visto bloqueada a minha conta no Hotmail e de me ter sido pedido o número de telemóvel para me ser enviado um código para a reactivar, mudei de ideias. Alguém que me acha interessante quer cuscar. Giro é verificar que não me deve conhecer assim tão bem, já que tentou aceder ao e-mail que menos uso.

Sou só eu?

Romee Strijd
Por mais que tenha os trabalhos prontinhos para entregar, os livros lidos, os resumos escritos, a matéria estudada e sabida, antes de um exame não controlo o meu estado de nervos. Sucumbo ao stress com uma facilidade assustadora. Vejo e revejo tudo o que produzi, sem ver nada. Passo novamente os olhos pelos sumários das aulas. Tenho imensa fome, que tento enganar com litros de água. Apetece-me tudo o que não tenho em casa. Mordo os lábios até me magoar. O meu cabelo fica louco. Durmo pessimamente, quase acordada. Os sonhos são sempre ridículos: no último que tive na véspera de um exame, a sala de aula era ainda uma sala do Ciclo, de uma escola onde já não ponho os pés há mais de dez anos. Da turma, faziam parte ainda antigos colegas dos tempos da Primária. Tinha chegado atrasada e mal entro, reparo que todos têm nas mãos A República, de Platão. Eu tinha deixado a obra em casa. Já em lágrimas, corro para casa, a casa onde vivi também há mais de dez anos. Procuro o livro por todo o lado e não o encontro. A Noémia* ajuda-me a procurá-lo e nada. De ombros caídos, volto à sala de aula só para dizer à professora que não iria ter hipóteses de fazer o exame. "Posso pelo menos entregar os meus trabalhos? Estão tão bons...". Acordo. Está tudo bem. Corro para o computador só para ver os tais trabalhos mais uma vez. Estão óptimos.
Vocês também stressam assim?

*A Noémia é uma senhora que em tempos colaborou connosco lá em casa. Não era uma mulher a dias nem uma empregada. Foi ama da Mana Lamparina e eu chamava-lhe "Segunda Mãe".

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

I agree.

A boca fala do que o coração está cheio.

Whitney Port
















Este fim-de-semana foi marcado pela agitação na vida social. Nada aconselhável em época de exames, mas a vida é assim. Entre jantares e cafés, estive com pessoas diferentes.
Inevitavelmente, acabo por me surpreender com a quantidade de mundos que existem, tantos quanto olhos e corações.

Há quem tenha a minha idade e se contente com a realidade pobre do que é terreno. Não entendem nada do que digo, devo ser uma pessoa estranha para eles. Não compreendem a profundidade das palavras, a experiência do que se vive, a amplitude do que se vê. Em simultâneo, não fazem ideia do que se faz no Facebook e não compreendem o conceito de blog. Não me interpretem mal: ser cosmopolita não passa por uma conta no Face. O que me choca é o total desinteresse, desprezo e desconhecimento por aquilo que existe e que já faz parte dos programas de algumas disciplinas minhas. Não compreendo como ainda há quem viva segundo os parâmetros do que se impõe como correcto na sua rua. Não compreendo quem o faz sem saber que há mais ruas na cidade, mais cidades no país, mais países pelo mundo.

Por sua vez, há quem se auto-proclame como sendo liberal, cosmopolita, livre de preconceitos e muito à frente e depois se espalhe ao comprido. Ficam as aparências para quem tem a visão turva, já que o interior é tão tacanho como o que se diz, que a boca fala do que o coração está cheio. Pessoas que sendo pequenas sem o saber, se tornam insólitas. Que tentam, em cada frase proferida, mostrar o que têm. Como se pudéssemos ser definidos pelas posses ou pelos gastos. Presumo que o objectivo seja impressionar, passando uma imagem que não chega cá como pretendem. Fico cansada e tento ignorar, embora nem sempre consiga fazê-lo. Invariavelmente, é ver-me deitar abaixo tamanhas vaidades com a franqueza que põe fim a conversas e obriga a mudar de assunto. Não tenho pachorra para novos ricos provincianos sem educação nem cuidado no trato. E não suporto ser julgada como peneirenta por quem é claramente mais fútil que eu.

Graças a Deus que há pessoas com quem aprendemos coisas boas. Pessoas inteligentes, bonitas e com algo para dar. Com essas, a conversa termina com pena.

Não stressem que o lamparina não mudou

e eu não vou começar a postar looks do dia nem nada disso. Aqui a linha editorial mantém-se. Só queria mostrar-vos como me passei completamente e decidi sair do marasmo. Queria partilhar convosco uma mudança que é totalmente radical para mim.
É que antes disto, comprava calças que me servissem, sem fugir ao básico. Não interessava se gostava delas ou não. Comprava porque precisava. O meu tamanho era complicado e acabava por me limitar à oferta existente, que não era grande coisa. Calças para tamanhos grandes são sempre de velha ou sem a menor das piadas, então eu só usava calças de ganga. Claro que compensava com os tops, os vestidos, os sapatos e os acessórios. Mas cansa não poder escolher calças, sabem?
Depois da mudança de formas, de tamanho e de peso, estou a descobrir todo um mundo novo de possibilidades. Comecei no Verão, com umas chino brancas que já me estão enormes. Estes saldos, apostei nas cores e foi comovente, profundamente comovente, experimentar calças e escolhê-las apenas segundo o meu gosto. Todas me serviam, bastou-me decidir quais me ficavam melhor, quais me dariam jeito. Isto deve ser banal para a maioria das pessoas, mas acreditem que para quem só comprava porque servia, é um momento marcante.
Estava tão confusa que decidi trazer apenas dois pares de calças: umas chino em verde inglês e uns jeans básicos em cor de tijolo. Baby steps.


Gostam do sapatinho que o noivo ofereceu?

As tais calças cor de tijolo não há cá burgundys para ninguém, que isto não é bordeaux nem cor de vinho, nem sequer passa pelo encarnado. É tijolo e pronto. com um casaquinho que ofereci à Mana Lamparina no ano passado mas que lhe roubo de quando em vez.
Da próxima vez, arrumo o quarto, está bem? E a barriguinha está inchada porque a Menina também tem alturas complicadas no mês.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fico na minha.

Nicole Richie
Noto em mim uma diferença enorme. Não foi assim há tanto tempo que fui aquela miúda cheia de convicções e de vontade de as afirmar. Tinha paciência para as discussões, perdia tempo com argumentações e tentava mostrar aos outros a minha verdade. Mesmo que os outros fossem completos ignorantes.
Actualmente, desisto ao início. Mal farejo essa característica tão irritante quanto atrevida, a ignorância, cruzo os braços e fico na minha.
Não consigo gastar voz com quem nem merece.
Há pessoas que só se ouvem a elas próprias e que mesmo depois de corrigidas duas vezes, insistem numa terceira baboseira.
Há quem não consiga perceber que há opiniões que não são válidas por serem baseadas em premissas erradas.
Há quem não consiga discutir um assunto educadamente, partindo do princípio que podemos concordar em discordar.

Coisas que não sei.

Há coisas que lamento não ter aprendido.
Que espero aprender ainda.
Tocar viola, violino, falar crioulo e italiano, trabalhar com o photoshop, tricotar e aguentar-me mais que um segundo em cima de uma prancha de surf.
Não fico irritada por não saber fazer qualquer uma destas coisas. Um dia aprendo.
No entanto, saber costurar mudaria a minha vida. Tenho jeito para trabalhos manuais, faço o que quiser... Mas não sei trabalhar com uma máquina de costura. E culpo as reformas que se foram fazendo no nosso ensino. Se não se tivessem posto com merdas pseudo-liberais e contra a discriminação e as desigualdades de género e blá blá blá, talvez soubesse coser uma bainha. Em vez de Educação Visual e Tecnológica durante dois anos, poderia ter usufruído de aulas de Lavores durante muito mais.
Já imaginaram o que seria se eu pudesse copiar um Oscar de la Renta para levar ao casamento da amiga? Comprava o tecido e tau! - tinha um vestido magnífico feito à medida para o meu corpo.
Em vez de desenhar roupas para a minha mãe, para a minha irmã e para as minhas amigas e ter de dar dicas à costureira ("Aplique o tecido da base do vestido em viés, pode ser? Gostava que me introduzisse um soutien dentro das copas do vestido, está bem? Olhe, quero o recorte dessa renda intacto!") para ver o esboço tornado peça, podia ser eu a tornar o desenho realidade.
Já imaginaram como seria ver uma capa no site da ZARA, cujo modelo nos agradou mais que o tecido em si, e poder reproduzi-la em várias cores? Ter modelos exclusivos, malas personalizadas, vestidinhos de Verão exactamente como queremos? Poderia fazer colchas e almofadas. Comprar a Burda e fazer roupa como se não houvesse amanhã!
Era um mundo novo. Um dia aprendo. Não sei onde. Não sei com quem.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Esta será a última vez que a menciono.

Já falei dela tantas vezes que de certeza que vocês já sabem ao que me refiro. Mandei a laracha aqui, partilhei a compra acolá e apesar da demora, disse que não me tinha esquecido da promessa que fiz à Su.
Como a Menina é moça de palavra, cá estão fotos da tão falada peça cobrindo este corpinho iluminado.

Aqui com legging que não é legging nem jegging de cabedal fake, com os botins da Blanco e um colar simples. 

Nesta, com uma gola fofinha que me ofereceram no Natal. No entanto, prefiro usar este legging que não é legging nem jegging com sabrinas e uma camisa comprida. Fica mais fofinho.
Claro que todos os looks ficam mais giros com o make up e o cabelão, não é? Pois. Mas tirei estas fotos antes de me maquilhar e não quis provocar ataques cardíacos desse lado.

Estudar não é sempre péssimo.

Fé!



Vou começar o dia assim*...


...para ficar assim, como a Bar Refaeli.

*Graças ao presente da minha cutxi cutxi*





Monday, again!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Jovens, hoje é dia de Reis!

"- E então?" - perguntam vocês.
E eu respondo: "- Então nada."

O que interessava mesmo era que participassem neste passatempo para ganharem um gloss fofinho. Digo eu. Sei lá. Não?
Aqui.

Ainda por cima é fácil:
1 - Seguem o lampas e este blog fofinho que patrocina o passatempo.
2 - Deixam um comentário neste post com o nome de seguidor, e-mail e uma frase onde expliquem à Menina porque merecem ou precisam deste miminho.
Plim!

Venho aqui só perguntar

porque raio insistem nesta treta ridícula de mentir ao consumidor? Bem sei que é habitual aldrabar, mas irrita-me quando o fazem mesmo à cara podre. Vocês sabem que eu sou fã da ZARA, mas caramba, isto era escusado, senhores Inditex. Vocês vendem para caraças, isto já é gozo.
Comprei este casaco no início da estação por 69 euros e não 79. Esta mania de forjar os preços antigos dos produtos só para que o desconto em saldos pareça maior é no mínimo ridícula.

Idade do armário

Kate Hudson and Goldie Hawn
Nos últimos tempos apercebi-me de que me visto de uma forma mais adulta que as minhas tias. E fiquei surpreendida, porque nunca tinha reparado nesse facto - talvez por não ser assim tão importante, não é? Pois. Mas logo após ignorar a pequena descoberta, matutei que tudo é melhor que estudar e cheguei à conclusão de que isto nos levaria a uma interessante discussão. Primeiro, perceber porque raio é que com 26 me inclino para looks mais clássicos que algumas tias minhas com quarenta anos. Segundo, porque à medida que avançamos na idade, nos são impostas regras, no que ao vestuário diz respeito, que nem sempre fazem sentido.
Acho que a única que vale mesmo a pena seguir é ser como gostamos de ser, usando o que gostamos de usar. Tudo dentro do bom gosto, claro - não contam meias de rede com mini-saia, vulgo cinto, sapatos de stripper e soutien à mostra. Mas isto não vale para idade nenhuma, certo? Taylor Momsen só há uma.
Concluindo: eu visto-me como uma pessoa de trinta e cinco anos e as minhas tias como miúdas de vinte. E vocês? Que idade tem o vosso armário?

Bom fim-de-semana!

Natalie Portman
"Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem."


Confúcio



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quem quer um fim-de-semana à borliu num Hotel Altis?

Já participaram no passatempo da Marta? Aqui!

Must be hope.

Acho que terá sido uma feliz coincidência. Este Natal recebi vários presentes verdes... além de um anel e destes sapatinhos de que já mal me lembrava, as camisolas verdes foram um must. Confiram:

Vícios Urbanos

Não levem as vossas mães à Subway. A minha ficou altamente viciada no pão de aveia e mel, nos queijos, nos ingredientes em geral, vá... e nos molhos.
Além disso, não passa sem os cookies.
Em quinze dias, tivemos que ir à Subway três vezes. Ela inventava desculpas para ir ao shopping só para degustar a sua sandinha. Eu cá nunca tinha ligado nenhuma às sandes, porque no que respeita a fast food, prefiro sempre um wok, um h3 ou as vitaminas. Mas são mesmo boas, diferentes das habituais e provavelmente ainda mais calóricas.

Palavras que podiam ser dela...

...e minhas também.