domingo, 26 de dezembro de 2010

Já passou o Natal!

É um instante, de repente já foi. Lembram-se das sugestões que aqui deixei para presentes homemade? Eis alguns exemplos do que fiz para oferecer, com fotografias de má qualidade em que podem clicar para tentar ver melhor. Há uma delas que denuncia uma nódoa na toalha da mesa da sala de jantar... desculpem lá, sim?



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Bom fim-de-semana!

Amanda Seyfried
"O que nós somos é o presente de Deus para nós. Aquilo em que nos tornamos é nosso presente para Deus."
Eleanor Powell

Feliz Natal!

Julianne Moore
É hoje, petizes! Não se esqueçam de dar os parabéns ao aniversariante e aproveitem para espalhar amor... a partir de hoje e durante todos os dias do próximo ano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Está mesmo a chegar...

Keira Knightley
Faltam pouquíssimos dias para o Natal. E isso sente-se no ar. Não, não é aquela treta do "ah porque a solidariedade"... é mesmo o atabalhoado stress das compras. Toda a gente insiste fazê-las em cima da hora, à pressa, compram-se coisas mesmo que nada tenham a ver com a pessoa visada. Ontem estive na Worten cá do burgo e era vê-los a fuçangar as prateleiras, a fazer fila, tudo louco e agitado. Detesto esse ambiente, até tenho medo de entrar num shopping. E esta nova moda do "não fazemos embrulhos, faça-o você mesmo ali naquela mesa que montámos à porta que tem os materiais mas não tem tesouras", também era escusada. Digo eu, sei lá. Ouço falar da crise, esse papão que assusta as criancinhas como eu, com promessas de lhe roubar tudo o que tem agora e no futuro (como a reforma, por exemplo), mas vejo lojas cheias, pessoas carregadas de sacos, cheques de centenas de euros a serem passados... enfim. Duvido que no meio de toda essa azáfama, se lembrem do propósito da quadra e aproveitem cada minuto de família. Recuso-me a andar feita tresloucada, qual predadora do comércio, à procura de objectos para embrulhar. Mesmo assim, sem ir com a manada, já sinto que nos últimos tempos não tenho tempo para nada, que nesta altura as solicitações duplicam-se: jantares, almoços, cafés... e não sobra espaço na agenda para nada. Já não perco horas de conversa com a minha bff há séculos. Já não janto a sós com o meu amoreco há milénios. Ainda por cima, nunca tinha atravessado a época sem férias. Em Janeiro, tudo volta ao normal, valha-me isso!

detesto...

Lily Cole
...o spot publicitário da vaca que ri ou o caraças. Tenho dedicado mais tempo que o habitual aos canais nacionais e dá nisto. "Que deleite, que deleite, que deleite, que deleeeeeeeeeeeeite"... É caso para dizer wtf? Qual é a porcaria da ideia? E não me sai da cabeça o raio da música. E a vaca light que aparece no fim? Um terror.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

- São problemas de gente crescida,

Irina Shayk
- disse ela ao pai, que se apressou a recordá-la de que ela já não era uma menina, mas uma mulher de 25 anos.

"Não me vejo assim. Não me sinto assim. Não percebo porque uma garota como eu pode incomodar tanto."

"As pessoas só invejam quem é bom", lembrou a mãe. E ela já sabia que sim. No fundo, sempre teve consciência da mossa que fazia e porque os outros não a viam por dentro: ela nunca deixou. Sempre preferiu que mal ou bem, falassem dela, mas que não entrassem no jardim secreto, aquele lugar só para quem pagou preços muito altos para visitar. E, de repente, inesperadamente, vê-se na necessidade de lidar com situações que nunca imaginou poder protagonizar. Depois do susto, o medo. Depois dele, a certeza de que nunca perde. E de que nunca deveriam tê-la escolhido - ninguém acaba bem depois de tentar feri-la.

Pérola do dia

Jessica Alba
- Olha, a Pipoca morreu? Não escreve desde dia 10!
- Foi ao Brasil...

(por um homem que lê a Pipoca...)

Sou cristã e não gosto do Natal.


Primeiro, porque a maioria das pessoas se esquece do aniversariante e isso parece-me no mínimo, uma grande falta de chá. Sentir-me-ia brutalmente magoada se todos os que me conhecem decidissem comemorar o meu aniversário numa grande festa, com toda a pompa e circunstância e sem a minha presença, sem se lembrarem de mim.
Segundo, porque me irrita a enorme hipocrisia adoptada por todos os que unicamente nesta altura se lembram brincar às caridades. É ridículo. Toda a gente quer ajudar os pobrezinhos, coitadinhos, não vão eles passar uma consoada na rua… mas depois do dia 25, a boa vontade vai-se com o vento e eles que se amanhem. Não têm que comer? Azar, vá trabalhar que tem bom corpo para isso. Dormem debaixo de um pedaço de papelão? Temos pena, não se metesse na má vida, o desorientado. E se alguém pede alguma coisa nos dias entre Janeiro e Novembro, não há cá espírito solidário, que “a mim também ninguém me dá nada”.
Terceiro, porque esta hipocrisia consome toda a gente. Quem não se suporta, partilha uma caixinha de chocolates. Quem não se telefonou durante todo o ano, liga naquela altura. Quem se odeia, abraça-se. Mas quem é que instituiu que nesta quadra temos que ser diferentes?
Tenho uma notícia: não temos. Podemos viver – e isto não é treta, é verdade e eu sou uma prova disso – nesta onda preocupada com o mundo que nos rodeia também todos os 364 dias. Podemos dar a mão a quem não está bem durante todo o ano. E assim, quando chegados a esta altura, não precisaríamos de usar desta tacanha e mesquinha mentalidade católica nacional, que faz com que o povo pense que não faz mal pecar, desde que a malta se redima num dia destes. Assim vive o português, de terço em terço, achando que se disser mal da vizinha durante todo o ano, mas depois no Natal até lhe oferecer uma prendinha boa, fica tudo esquecido. Outra notícia: as coisas não funcionam assim.
E uma nota para aqueles que se lembrarem de, na sua pequenez, me perguntar: “Ah e tal, não gostas do Natal, mas pões aqui uma wishlist…”. É verdade… lá em casa temos o hábito de oferecer mimos uns aos outros e torna-se difícil saber o que dar porque não nos presenteamos só nas datas especiais. Nunca foi preciso fazer anos para receber um presente do meu núcleo mais chegado de família ou de amigos… e torna-se cada vez mais complicado que eles saibam o que realmente me daria jeito ou me agradaria. Então, como sou uma querida, dou-lhes umas dicas. Porque sei que tal como eu, eles têm o maior dos prazeres em oferecer-me coisas de que goste e às quais dê uso. São manias estranhas de pessoas esquisitas, vá-se lá entender… Mas atenção: o consumismo não me põe maluca, ou não teria feito prendinhas handmade... Enfim, posto isto, espero que tenham um Bom Natal, sim? Eu prometo não chorar este ano…

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

detesto...

Megan Fox
leite quente. Seat ibiza. Bombeiras. Gente burra. Filhas de emigrantes com nomes franceses. Novos ricos. Labregos. Mulheres com nomes começados pela letra "C". Excepto Catarina, Carolina, Cândida, Carlota, Carmo, Célia ou Conceição.

Apeteceu-me.

Só.

Sasha Pivovarova
Afastada de quem nunca sai de mim. Longe, mas presa. Sozinha por culpa de um qualquer egoísmo que não sinto como meu. Cada vez mais crescida, cada vez mais independente, cada vez mais forte.

"O mundo é dos fortes" - nem uma lágrima.

Cada vez mais fria, cada vez mais dura, cada vez mais eu.

Já não preciso de entender, já não quero saber. Os passos que dou são meus e levam-me só a mim pelo trilho que escolho.

I love my job #6

Marion Cotillard
Entrei no pavilhão de máquina fotográfica na mão e sem grande vontade de lá estar. Estas festas de Natal que se fazem com o objectivo de entreter milhares de idosos dão cabo de mim. Não levou muito tempo até que um deles me abordasse: "Isso tira fotografias?"
Pois... na verdade, é um misto de emoções difíceis de verbalizar. É o medo e a repulsa - não quero ficar assim. É uma íntima compaixão - lamento que estejam aqui, que as vossas famílias vos tenham depositado numa qualquer instituição onde os estranhos vos tratam melhor que os vossos próprios filhos. E atormenta-me vê-los de andarilho ou de muletas, as forças faltam para andar, para sorrir, para cá estar. E esperam por um inevitável fim, o destino que todos temos. Sabem que está perto e por isso, falta-lhes o brilho no olhar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Viver à margem.

Rachel Weisz
E então constato, novamente, que a minha vida é vivida sempre paralelamente, em relação aos outros. É individual. É minha. Mesmo só minha. Sou eu que a construo sozinha. Vivo-a à margem dos ideais dessa massa homogénea que me rodeia. É por isso que a opinião das outras pessoas, mesmo daquelas que são pilares da minha existência, tem de ser, por vezes, arrumada em prateleiras. É que no meu lugar, também eles hesitariam em mudar o que quer que seja por minha causa. E só eles saberiam o que se passa dentro do seu coração, que só reagindo a situações sabemos o que faríamos. Assim, mesmo sabendo que muito me amam e se congratulam com a minha felicidade, na verdade nem sempre me posso guiar pelo que julgam ser mais correcto. Ás vezes não conseguem mesmo compreender porque quero tomar determinada atitude - não por estupidez, mas por falta de experiência. Em mim, existe sempre a certeza de que felizes e amados, a maioria nem quereria saber do que penso. Porque o coração fala mais alto que a sensatez quando se sentem felizes e amados. Aqui, invertem-se os papéis: eu opto sempre pelo plano seguro da prudência, no que às relações diz respeito, que arriscar nem sempre nos leva a bom petisco.
E depois saio de mim e vejo-me lá de cima: tudo na minha vida correu de maneira diferente do que havia planeado. Os projectos que esbocei nunca se concretizaram tal e qual como imaginei. Mas estou bem. Estou muito bem. Tal como queria, mas com outro cenário. E pretendo continuar assim.

Wishlist de Natal #6 e #7.

Da H&M.
Ou este. Há um parecido na Cortefiel.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

detesto...

Emma Roberts
gente preguiçosa. Daqueles que conseguem ver os outros a trabalhar à parva e ficar com o rabo bem alapado à cadeirinha, sem mexer uma palha. Era só isto.

Tenho pensado muito na Blair...

... e talvez por isso tenha sonhado esta noite que um poodle como este me escolhera como dona. Entrou pela casa adentro sem pedir licença, como a Blair na minha vida. E não queria sair... ainda que o meu pai insistisse em levá-lo para o canil.
Sabem quando acordamos e temos aquela sensação do "ora, bolas!"? Pois...

Wishlist de Natal - err...

Jessica Biel
Podem não me oferecer uma agenda para 2011, por favor? É que já tenho. Há tempos, uma amiga minha anunciou o mesmo no Facebook e a verdade é que também me pareceu bem deixar tudo bem explicadinho. Assim sendo, também não vos quero a gastar dinheirinho com:
  • meias
  • pijamas
  • roupões
  • pantufas
Obrigadinha, sim?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Momento sério.

Emily Blunt
Na primeira e última vez que decidi postar sobre assuntos sérios cá do burgo, a façanha resultou numa úlcera no olho, que é como quem diz um corte na córnea - coisa pouca, vá. Que fique, portanto, bem claro que nem o lamparina tem pretensões de vir a ser mais um desses corriqueiros blogues de opinião (quem quer saber da opinião de outra pessoa qualquer? Não gosto, não preciso, formo as minhas sozinha.), nem a Menina Lamparina se julga tão importante como isso. E é uma pena que a ignorância predomine por entre a sociedade e se misture a profissão de um indivíduo com o seu ser - diz que a liberdade de expressão não paira por estas bandas. Mas cá entre nós, deixem-me que vos diga: esta malta anda mesmo a pedi-las, queridos leitores.
Não quero apontar o dedo só porque sim, como aqueles que, achando-se detentores de mui nobres e brilhantes capacidades, julgando cumprir uma preciosa missão, lutam por uma verdade num paupérrimo Português, bacoco e desvirtuado, protegidos pelo escudo que é, no fundo, o seu monitor. Vomitam um monte de tretas, revelam cada pedra de calçada desalinhada e acham mesmo - impressionante! - que desempenham um inestimável papel pelo bem dos ignorantes que, como eles, aliás, não fazem ideia do porquê das coisas. Uma diferença apenas: não fingem saber. São estes, para quem ainda não tenha percebido, os corroídos pela inveja. O protagonismo atrai-os de tal forma que, não o tendo de mão beijada, o procuram por uma via alternativa. E ridícula, também.
Gosto dos que criticam construtivamente. Que revelam inteligência pelas alternativas demonstradas na altura e no local certo. Que não perdem o brilho de uma boa educação.
Sabem, tudo o que tenho vindo a conhecer faz-me temer pelos meus filhos que, se saírem à mãe, sentir-se-ão certamente deslocados nesta oca sociedade, constituída maioritariamente pela "carneirada", como tão bem adjectivou o nosso presidente da câmara. (lol) São eles e todos os que se acham importantes e que, sendo por vezes assolados por momentos de lucidez, se apercebem da fachada em que vivem. É aí que se tentam aproximar dos que vêem como realmente importantes, superiores. Aqui na cidadela, são por norma os advogados e os engenheiros. Em último caso, se a licenciatura não fizer parte do currículo, também servem aqueles cuja herança ou o casamento lhes permitiu comprar o Audi ou o BMW mais impressionante, maior que o do vizinho. Mesmo que depois não haja dinheirinho para a bica ou para o jantar no Tirol, ou para umas feriazitas no Algarve.
Intrigados pela minha presença, não há cá vergonhas: querem saber tudo. Quem sou, filha de quem, onde moro, quem é a minha família... um dia publico mesmo a riquíssima história genealógica que tanto me orgulha como me inibe, dada a admiração que nutro pelos que me antecederam. Não falo muito disso, sabem? Não por ser segredo, mas por privacidade. Quem realmente interessa, os meus, sabe quem sou, de onde vim e apenas porque mereceram sabê-lo. Bom, mas aqui ao povo, acho que lhes faço confusão por não ser peixe nem carne, aos seus olhos. Como não tenho por hábito manifestar opiniões por dá cá aquela palha, ficam com a pulga atrás da orelha. Não presto vassalagem aos labregos que eles veneram ou que consideram seres dotados de alguma inteligência acima da média, nem lambo as botas aos alvos das suas críticas. E isto deve ser realmente estranho. Serei uma outsider, portanto.
Apeteceu-me escrever sobre isto, que de tão vago, talvez nem seja nada. Lamento mesmo muito não poder escancarar aqui tudo o que me passa pela cabeça. Quem sou eu, afinal? Em jeito de conclusão... sabem a que acho mesmo graça? No meio de tudo isto, um mar de alfinetes sem objectivo à vista, não sabem quem realmente manda nisto tudo. Mesmo assim, fingem que sim, que ser espertalhão é que é giro. Faz-nos parecer maiores. Melhores. Informados. Atentos. São marionetas, apenas. E tão previsíveis... é fácil deixá-los sem resposta.

Hoje estamos assim...

Já tinha saudades. Adoro vernizes que morrem no meu tom de pele. São pancadas...e o Bali da Risqué substitui o da Dior na perfeição, por cerca de três euros. Adoro pechinchas. É outra pancada.

Wishlist de Natal #4 e #5. (tudo ZARA)

#4 - Tem um corte maravilhoso e na foto a gola está toda amarfanhada, mas não é nada assim.
#5 - Também a foto o prejudica - não tem este cintinho foleiro. É lindo nesta cor.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eu também, Kitty Fane.

Mesmo.

Bom fim-de-semana!

Charlize Theron
"O que fazemos durante as horas de trabalho determina o que temos; o que fazemos nas horas de lazer determina o que somos."
Charles Schulz

detesto...

Anne Hathaway
...e não nutro qualquer respeito relativamente àquele típico labrego com mais dois tostões que os que, de um modo subserviente, o rodeiam. Não consigo suportar a atitude saloia de quem gosta só porque é caro. Pedem Moët & Chandon porque nunca ouviram falar em Dom Pérignon ou em MUMM. E quando eu digo que prefiro um bom Asti, ficam com cara de parvos - nem sabem o que é. E pedem "cardô", porque também lhes disseram que aquilo é que era bom - é caro. God...

Há coisas que nos deixam um bocadinho tristes.

Da Weasel
Exemplo disso mesmo é o anúncio do fim de algumas bandas. Sabemos que nem sempre representam um final definitivo, já que algumas nos dão o prazer de se voltarem a reunir passados alguns anos, nem que seja só para matar saudades e fazer reviver o mito - veja-se o caso dos Police (concerto memorável em que fiquei na primeira fila, pertinho do Sting). Este apanhou-me de surpresa. Ainda que não fosse uma fã exemplar, são letras que sabemos de cor, concertos com muitas memórias atreladas e várias histórias com a banda. Sem vedetismos nem pretensões, sem deixarem de ser "os putos de Almada", deixaram um vinco bem marcado no panorama musical nacional. Em português.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Assim, é impossível fazer dieta.

 

Ele diz que adooora as minhas curvas, mas com dias como os de ontem, não será fácil mantê-las no lugar. Eu incentivo-o a ir a Lisboa, para ter uma noite exclusivamente reservada aos antigos colegas de casa. Enquanto esteve fora, fui tratar de presentes para ele - sei que ele também andou a tratar da minha prendinha. Ao final do feriado, traz-me cupcakes (lindos que só eles) e ainda fui ensiná-lo fazer um chilli com carne. Havemos de ficar bonitos... é o amor.

Eu não sabia que se pagava...

Dakota Fanning
Lembram-se da TV shop? Ainda existe, I guess, mas quando apareceu era como se de um programa de entretenimento se tratasse, aos meus olhos de criança. Nunca fui impressionável, mas era com cada invenção... e então eu mandava vir tudo: instrumentos para fazer penteados no meu cabelão, colheres que aqueciam para tirar o gelado da embalagem sem grande esforço, suportes inteligentes para os panos da cozinha, livros de auto-ajuda, cremes que tornavam os mais horrendos espécimes da raça humana em autênticas estrelas de cinema, presentes para o papá, presentes para a mamã... que chegavam lá a casa sem que ninguém soubesse porquê.
- Foste tu, Lamparininha?
Claro que era sempre eu. E tornou-se num hábito, apesar de me tentarem demover desse consumismo desmesurado. Nem sempre tinha consciência de que aquilo se pagava, mas como a intenção era sempre boa (fazer um agrado aos papás), ninguém se chateava muito comigo. Depois cresci e deixei de gostar, pronto.

Just wondering...

Rachel Bilson
Quando no Verão, estou por terras de Al-Gharb, é vê-los palmilhar a costa inteira, praia após praia, para trás e para a frente, debaixo de um sol quente como o caraças. Levam de tudo: bikinis, bijuteria feita em coco, túnicas, calças, vestidos, óculos de sol. Tudo o que precisamos para um Estio estiloso.

Na zona centro, é vê-los palmilhar as ruas molhadas, poça após poça, para a frente e para trás, debaixo de chuva e frio. Levam de tudo: luvas de malha polar, cachecóis, gorros, camisolas. Tudo o que precisamos para um Inverno rigoroso.

E vem tudo de Marrocos, claro.
Winona Ryder
"Fashion is expensive. Style is not"
Nina Garcia

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Adoro semanas aldrabadas

Bar Refaeli
Hoje é sexta, amanhã de manhã vai ser sábado e o resto do dia vai-me saber a domingo. Quinta será uma segunda-feira véspera de sexta que é, efectivamente, o único dia que faz sentido nesta confusão toda. Adoro feriados, adoro-os a meio ou no final das semanas. E depois do dia de hoje, que além do fecho de edição ainda teve direito a uma grande molha, só quero enfiar-me na banheira, lavar o cabelo e aproveitar o sofá com a Mana Lamparina. Se não faltar a luz, claro.

detesto...

Jessica Stam
...esta coisa da idade, que aos 25 já me pesa. É que nunca me apetece sair à noite, muito menos no Inverno. É um drama ser arrancada da minha mantinha, do meu maple, do quentinho do aconchego do lar. E o sono? Tenho sempre tanto sono... Durmo em qualquer canto, aninho-me em qualquer lado. E só estou bem se acordar bem tarde, com um almocinho já feito, de preferência. E depois é ver-me a arrastar o meu cadáver adiado, de roupão pela casa, de poltrona em poltrona, comando na mão e olhos no E! ou na Sic Mulher. Gosto daqueles programas que estão para o cérebro como a papa cerelac está para o aparelho digestivo: não custa a mastigar nem a digerir, escorrega bem, é docinho e aconchega. Não se faz muito esforço. E quando saio, vou sempre na esperança de não ficar a cheirar a tabaco, que os longos cabelos absorvem o fumo à velocidade da luz. E também não quero ir para sítios muito cheios. A música tem mesmo que ser boa. E vou já com hora marcada para o regresso, que se não durmo mil horas, segunda-feira a coisa corre mal no trabalho, que a recuperação é cada vez mais morosa. Estou a ficar velha.

da Franja.

Vanessa Hudgens
O "capachinho" que postei mais abaixo tem dado que falar.

Onde se vendem? Aqui, por exemplo. 
Para que servem? Como é óbvio, para mudar o look sem recorrer à tesoura. Hoje apetece-me franja, pimba. Amanhã já não quero, tungas. Em dias como o de hoje, em que tenho o azar de apanhar uma molha e estragar o cabelo todo, uma franjola falsa resolvia muitos dos meus problemas.
Como se aplicam? Normalmente têm uns clips ou uns ganchos e são muito simples de pôr e tirar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Wishlist de Natal #1, #2 e #3.

#1 - O meu acabou de acabar.
#2 - Na Lanidor, as castanhas, por favor.
#2.1 - Também na Lanidor, gosto. Só não dão tanto jeito como as anteriores.
#3 - Isto parece estranho, mas dá um jeitaço. Franja sem cortar o cabelo.

Help!

Milão, Paris, Marrocos ou Madeira?

Pára de olhar para mim!

Cindy Crawford
Que seca.
Não te conheço.
Não tenho culpa das tuas inseguranças.
Agradeço que me aches o máximo e
no fundo, gosto de saber que te faço mossa, mas
cresce.
Eu vou estar sempre aí.
Vou incomodar apenas por existir.
Ou aceitas e lidas com isso...
...ou há problemas.

Foi um apagão.

Dita von Teese
É que normalmente, a minha casa é uma privilegiada nestas coisas da luz e tal. Sempre que a cidade está mergulhada no escuro, a minha casa tem luz. Sempre que as casas dos vizinhos são apenas manchas negras, a minha casa permanece iluminada. Ontem, não. Fui obrigada a experienciar a Idade Média durante todo o dia. E parecia Natal, velas por todo o lado. Às tantas, éramos um pequeno ajuntamento populacional na cozinha, que a falta de electricidade traz com ela a solidão. Vai-se a televisão e com ela a tv cabo. Acaba-se a net porque os computadores descarregam as baterias. Não se consegue ler. Não se consegue desenhar. Casas há em que nem o aquecimento podia funcionar. Assim, sem querer, as pessoas sentem-se completamente isoladas do mundo. E então procura-se o convívio, a conversa, o petisco (que eu não tenho placa eléctrica no fogão). E apesar de ter sido muito, muito chato, acabou por não ser a pior coisa do mundo.

Eu agradeço.

Melodie Monrose
- Boa noite. Peço imensa desculpa, eu estou a ligar de Pombal, mas não tenho o número dos Bombeiros daqui, por isso liguei para o 112...
- Sim, não tem qualquer problema, diga.
- Bom, é que está uma árvore caída na estrada e está a obstruir a via toda. Não é propriamente uma emergência, mas quem vier em sentido contrário não tem muita visibilidade e pode eventualmente ter um acidente...
- Claro. E pode dizer-me de que árvore se trata?
- Dado que estou dentro do carro, está a chover e está escuro... não. Mas é grande o suficiente para, como já lhe disse, ocupar a estrada toda e não deixar ninguém passar.
Dei a morada, agradeci, desliguei, estacionei e já estava na cama quando ouvi a viatura dos Bombeiros chegar. O barulho da motosserra cortava o silêncio da noite e tive pena de não estar a ajudar - mesmo sabendo que só iria desajudar. Quis levar-lhes qualquer bebida quente, mas tive imensa vergonha de o fazer sozinha. Apercebi-me de que eram cinco da manhã e estava alguém ao frio e à chuva a zelar pelo bem de quem não conhece. Pareceu-me estranho que ninguém mais, a não ser eu, soubesse do que se estava a passar. E achei injusto que ninguém lhes tivesse ido agradecer, que entretanto adormeci.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ficas canhoto

Julie Andrews
Sentimentos negativos como a tristeza ou a raiva incrementam-me a escrita, trazem o mais profundo de mim até à ponta dos meus dedos. É-me indispensável vomitar tudo, como se de uma necessidade fisiológica se tratasse.
Uma catarse, que me apazigua, que me limpa.
Vezes houve em que tive que me conter. Não podia escrever, que isso era o reviver penosos momentos, sentir de novo as dores, verter mais uma vez as lágrimas.
É a escrita que faz de mim o que sou, que me faz ser, que me permite existir. Sou-lhe grata por me ter escolhido para preencher os seus espaços em branco, tudo para mim são letras e frases e orações e sílabas, recursos estilísticos e nomes. Tudo em mim verte, de dentro para fora, a denominação das coisas. E as coisas são tudo, o que me veste e o que respiro, o que penso e o que sinto. Traduzir emoções, coisas não palpáveis, para este código humano, é-me espontâneo e intrínseco, tem um quê de inato e nada mais. É que não me são precisas inspirações para tornar uma folha de papel branca na história de uma vida, de um sonho ou de um segundo. Consome-me. Sou sôfrega pelo dissecar significados. E mesmo quando estou feliz, de bem com a vida e sem tragédias gregas para entreter quem me lê, não consigo parar de escrever. Nem que sejam baboseiras, que também elas me salgam o quotidiano. E tenho rido muito, num estado de alma abençoado. Tudo é motivo para me desfazer em gargalhadas. E não troco isto por nada - nem pela profundeza dos textos que criei com os olhos inchados e o rosto vermelho de tanto chorar.
Ficas canhoto.

Bom fim-de-semana!

Miranda Lambert
"A gratidão é fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar."
Samuel Johnson
 

My beloved trench coat

Emma Watson
Esta é mais uma daquelas peças cheias de história, como é o caso dos Ray Ban aviator ou das Levi's. O trench coat foi criado para os soldados da 1° Guerra Mundial por Thomas Burberry e tornou-se num básico até aos dias de hoje. Há quem o use como vestido ou por cima deles, com calças largas ou com skinny jeans. Há quem o compre nas muitas versões que se encontram por aí, com pregas, menos cintados, noutros tecidos, em diversas cores. Os meus são sempre no clássico original, só vario um bocadinho no corte. Não há outro casaco, de todos os que tenho e uso, com que me sinta tão confortável e tão compostinha. Adoro. Mesmo sabendo que toda a gente tem um.

eu tirito, tu tiritas, ele tirita... todos tiritamos.

Não foi assim, mas eu senti como se fosse. E foi inédito. Ainda estava a arranjar-me quando a dona Irene, que trabalha lá em casa, me pergunta:
- Menina, vai sair já de casa?
- Vou, dona Irene.
- Então eu vou pôr água no vidro para tirar o gelo do carro, para aquilo ir derretendo.
- Obrigada!
Agradeci-lhe umas mil vezes e vim-me embora. Tento pôr a chave na fechadura e nada. Toc, toc, mas não entrava. Depois de tentar na porta do lado oposto, decidi aquecer a chave várias vezes com um isqueiro e tentar derreter o gelo... (não, o meu bólide não tem comando) Desesperei, confesso. Já tinha decidido ir a pé para o trabalho, quando a Santa dona Irene traz mais um balde de água e molha as portas do carro. Sem forçar muito, para não partir a chave, lá consegui colocá-la lá dentro, rodar um bocadinho, e outro, e mais um... e entrei. Fantástico...

Até ao Natal e sempre que me aprouver...

Fácil, fácil. Daqueles mimos básicos de que as pessoas gostam sempre, principalmente se forem feitos por nós. As minhas tias iriam todas amar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

qualquer badameco pode ter um blog.

Sophie Srej
okay, certo, compreendo, concordo, fantástico.

Mas por favor... certifiquem-se que não dão erros ortográficos.
Toleram-se aquelas distracçõezinhas do tipo "Quadno vi..." - é humano, é normal.
Agora calinadas fortes, catanadas na Língua Portuguesa, ferem-me a alma.
Sem contar com a descredibilização automática do autor do blog perante os meus olhos.

Quer dizer... não sabem escrever e querem que eu acredite que sabem pensar?
Poupem-me.
(e odeio ainda mais quando a convicção de que são verdadeiros génios da intelectualidade predomina em cada parágrafo)

"A minha Pátria é a minha Língua Portuguesa."

respeito, senhores...
respeito.

Pérola do dia

Blake Lively
"Aquilo de que eu gosto mais no Natal é de ter música nas ruas."