quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Oh se compreendo.

Drew Barrymore
"- Quando me fala em casamento, ele não se refere apenas à cerimónia, à festa, ao momento em que trocamos alianças perante a família e os amigos, percebes?
- Percebo.
- Ele fala-me sobre casamento com uma visão longínqua, tão longínqua como o nosso quotidiano. Fala-me de acordar ao meu lado, depois de ter adormecido ao meu lado. Fala-me de tomar o pequeno almoço comigo, os dois de roupão, na nossa cozinha, da nossa casa. Fala-me de fazer o jantar enquanto eu tomo banho. Nós juntos, lado a lado numa vida, compreendes?"

Esclarecimento

Sara Carbonero
Ninguém notou que tivesse cortado a juba leonina que tanto amo. Ninguém comentou. Isso é bom sinal. Devo ser das únicas mulheres no planeta que fica radiante quando ninguém repara numa ida ao cabeleireiro.

detesto...

Izabel Goulart
...quando alguém que não é próximo de mim revela um enorme interesse na minha vida. Não compreendo porque por norma, trata-se de gente de quem não quero saber. Muitas vezes, limito-me a agir educadamente, sem fomentar qualquer tipo de relacionamento. Se convivo, é por alguma imposição e não porque quero. Contudo, apesar de manifestar directa e indirectamente o meu total desprezo por tudo o que lhes diz respeito, essas pessoas insistem em querer saber de mim. Dou por elas questionando com sofreguidão amigos meus sobre o meu estado - querem saber, não interessa o quê. Se estou triste, zangada, feliz.
Primeiro, não entendo porque se interessam tanto. Segundo, não entendo porque não sentem vergonha de indagar junto de terceiros.
Detesto.

Conto-vos como foi...

Carmen Kass
Frio, cansaço e o stress.
Sim, chamem-me workaholic. Só eu sei como me angustia saber que há trabalho por fazer que não posso adiantar ou despachar. Fico nervosa, não aproveito os momentos fora da redacção.
O fim-de-semana foi isto mesmo: frio, cansaço e stress.
Deixei, finalmente, que me cortassem o cabelo e isso torna-me invariavelmente numa pessoa insuportável e impaciente. Sábado não foi excepção.
Tive frio, descansei pouco e stressei.
O único sítio do mundo em que estive verdadeiramente bem foi entre os meus lençóis de malha polar. E dentro de um casaco quentinho.

Domingo teve direito a um almoço familiar em que conheci a caçula da família do meu namorado. Temi aquele momento, mas a menina foi um doce, apesar da adolescência em que se encontra. Sabem quando as meninas são simpáticas e atenciosas connosco? Querem a nossa amizade e acham-nos o máximo, certo? Certo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

é uma questão de bom gosto.

Extremo bom gosto.

Até ao Natal e sempre que me aprouver...

...sugestões de presentes fofinhos e que possam ser feitos em casa, lembram-se? Desta, gosto especialmente porque
a) implica passar tempo ao fogão e eu adoro cozinhar.
b) quem a recebe adora sempre.
c) é simples.
A minha sugestão é que ofereçam brigadeiros. Mas não uns quaisquer... têm que ser bonitos, bem decorados e oferecidos em formas giras e, porque não, numa latinha?

Costumo seguir a receita do Livro de Pantagruel, saem sempre bem. Aqui está uma muito parecida. Só um conselho: deixem-nos no frigorífico durante tempo suficiente para os poderem colocar nas forminhas e na lata sem grandes percalços. Fala a voz da experiência.

Bom fim-de-semana!

Jennifer Garner & Jessica Biel pour Marie Claire
"Não paramos de nos divertir por ficarmos velhos. Envelhecemos porque paramos de nos divertir."
Autor Desconhecido 
 
(É por isso que a Menina Lamparina vai reviver os seus dezoito aninhos num jantar, rodeada de muitos e bons amigos. E dormir. Muito.)

Pérola do dia

Também os telemóveis sucumbem à força gravitacional.

detesto...

Emma Watson
...que não cumpram com os seus compromissos. Odeio ficar a ver os meus planos por um canudo, que é mais ou menos a mesma coisa que ficar a contemplá-los de longe, enquanto se afundam. Detesto que combinem um encontro comigo e à última da hora, desmarquem. Detesto que voltem atrás com a palavra. Não suporto que me tentem enrolar, que não seja tudo certinho e organizado. Detesto que digam que querem uma coisa e mudem de ideias sem razão aparente. Que não cumpram com os seus compromissos - maiores ou menores, mais ou menos importantes. A palavra de honra caiu em desuso, mas continua a existir dentro de mim.

"Há-de chegar o dia!"

Carmen Kass
Ouço esta frase dita por muita gente. Todos o esperam. "O" dia. Aquele em que tudo acontece. O que almejamos torna-se realidade. Como os raios de sol que atravessam as nuvens em dias sombrios. Como se estivéssemos destinados a um infortúnio temporário, assim ao estilo de Job, aquele fantástico protagonista de um dos livros da Bíblia. Pois lamento informar-vos que o dia é hoje. Tal como se lê nos pacotinhos de açúcar, hoje é o dia. O dia de pararem com as fitas e porem mãos à obra, que a vida não está para brincadeiras. Já chega de rabos gordos sentados, à espera que o céu se rasgue e deixe cair toda a benesse com que passam a vida a sonhar - passam a vida. Deixam-na passar perante os vossos olhos estupidificados pela ganância de receber sem nada fazer. Odeio esse lado das pessoas, em que o egoísmo supera tudo e todos. Em que não querem saber do bem-estar alheio, nem se coíbem de pedir a quem tem menos. Há-de chegar o dia em que acabo com esta revolta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ele faria hoje 80 anos.

Penelope Cruz & Meryl Streep
As saudades eram tantas que às vezes deixava de compreender o porquê de continuar aqui. E então sempre que se via num sítio alto, escadas ou varandas, sentia uma imensa vontade de se deixar cair. O abismo sempre a fascinara, desde criança que as alturas mexiam com o mais íntimo do seu ser. Era tão frágil a vida, afinal.
- E então, quando me quis deixar levar pela queda naquela ponte, ele segurou-me e disse-me ao ouvido: "- E eu?". Abraçámo-nos. Acenei com a cabeça, ele tinha razão. Mas depois foi-se embora e eu fiquei aqui sozinha. 
Foi aí que tive de ser eu a dizer-lhe: "- E eu, avó?"

Vou cortá-lo no sábado.

Estes senhores devem ser meus antepassados. Só isso justificaria os exagerados laços que crio com o meu cabelo.

é um instante

Kate Hudson & Goldie Hawn
Damos por ela e já não são bebés. É exigida uma sabedoria extra sensorial para nos habituarmos a isso. Ainda ontem ela era do tamanho do meu antebraço - não foi assim há tanto tempo, juro. O segredo para nunca se perderem é saber manter a relação de confiança, mantendo a presença constante como uma rede de segurança sempre montada. Não é minha filha, é minha irmã. Temos dez anos de diferença e a existência dela aguçou o meu espírito maternal, protegê-la está-me no sangue. Vê-la crescer, tornar-se numa pessoa muito convicta acerca de si mesma, com uma personalidade muito vincada, aperceber-me de que sabe o que quer e qual o caminho que vai desenhando, deixa-me um bocadinho desorientada. Ainda ontem lhe dava banho, vestia-a, penteava-a e fazia dela a minha boneca viva. Estamos a tornar-nos companheironas. E isso ainda me surpreende. Porque quando eu tiver 60 anos e ela 50, aos meus olhos continuará a ser a minha maninha caçula.

...e eu fico à espera de reacções.

Teri Hatcher
Há alguém que ao ver esta foto ao lado, que encontrei hoje por mero acaso, se vai desatar a rir. Vai recordar o dia em que a Menina Lamparina passou uma grande, grande vergonha. Basicamente, fui surpreendida na sala da casa de férias de uma amiga, em figura semelhante. Por estranhos. Pessoas que foram visitar a casa para a comprar. A juventude tem destas coisas.

Querias!

Audrey Hepburn
Não me vou chatear com a vida por causa de ti, dona maré de azar. Por acaso não tem sido muito fácil... ontem foi o cúmulo. Depois de ter ficado sem gasolina, depois de ter fechado a edição, decidi ir comprar o jantar e ir para casa tomar um bom banho quente. Ainda com imensa espuma no cabelo, a água gelou - tinha-se acabado o gás. O meu pai foi à rua comprar uma bilha, que de reserva não havia nenhuma (coisa altamente improvável de acontecer). Quando voltou, já eu estava há mais de meia hora a tiritar de frio, enrolada em montes de coisas e em frente ao aquecedor, o cabelo a pingar e as gotas gélidas pelas costas abaixo. Diz que não havia bilhas em lado nenhum... Sim, a vida não é fácil e hoje estou constipada, mas a culpa é só dos senhores do gás natural, que nunca mais se dignam a vir terminar o que começaram. Já temos praticamente tudo instalado e nada, ninguém os vê. Agora só quero dançar e cantar, que o resto desta semana não se augura feliz, a próxima não me vai dar descanso e sendo assim, mais vale respirar fundo e sorrir.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hoje estamos assim...

Amy Winehouse
Só por volta das cinco da manhã de ontem terminei de fazer tudo o que tinha previsto. Tinha perdido o dia entre afazeres que não resultaram em nada, a não ser numa catastrófica perda de tempo. E de bom humor, também. Hoje levantei-me às nove e não tive tempo sequer de beber um iogurte. Fiquei sem gasolina a caminho do trabalho. Foi fecho de edição. Ainda não saí da redacção. A Mana Lamparina trouxe uma sandocha para eu não morrer à fome. Tenho o cabelo estúpido e a cara mais demente do planeta, de tão descaídos os olhos e as bochechas. Quero banho quente, sono bom e paz. Muita paz, que ultimamente os azares têm andado à espreita a cada esquina.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

detesto...

Alexa Chung
...quando a roupa deixa de o ser, para assumir o papel de equipamento anti-frio. Não acho piadinha nenhuma. Deixo de gostar de escolher o outfit, pela manhã. Sinto-me uma cebola. Feita de mil camadas. Tanta roupa. E o cabelão por todo o lado, odeio. Sinto-me presa, amarfanhada, quero vestidos e sandálias, t-shirts, tops e túnicas leves. Quanto tempo falta para o Verão?

ninho.

Zara Home
Se a vossa cama fosse tão fofa como a minha, tão confortável como um ninho, vocês também não gostavam de acordar. E se dormissem entre lençóis de malha polar, como eu, também não queriam abandonar o leito para vir trabalhar em meses frios. E se o vosso quarto fosse o local mais tranquilo do mundo, nem perdiam tempo a tentar sair de lá.

modas.

"Em Novembro, troquem a vossa imagem de perfil por uma imagem de banda desenhada, desenhos animados, ou bonecos da vossa infância e convidem os vossos amigos a fazer o mesmo. O objectivo do jogo? Não ver nenhuma cara no Facebook mas uma verdadeira invasão de lembranças de infância. 'bora lá!"

Odeio. Acho detestável. Agora todos os meus amigos estão irreconhecíveis. Para quem não gosta do Carnaval, não tem a menor das graças. Em vez de caras, bonecos. Não vou aderir.  

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um dos meus preferidos

é o cappuccino da Risqué. Decidi aproveitar o tempo e enquanto via os Ídolos, arranjei as manápulas. Fica sempre tão bonitinho...

Ai credo!

Chloe Sevigny
Não estava a ver maneiras de chegar viva a segunda-feira. Sabem aquelas sucessões de acontecimentos bizarros, uns atrás dos outros, ao melhor estilo das comédias românticas que o Ben Stiller protagoniza? A vítima de todos os azares do mundo fui eu, desta vez. No fim, acabei por me safar, mas não foi um fim-de-semana fácil. E choveu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estarei sã?

Taylor Momsen
O meu pai diz que é estranho, mas eu não acho assim tanto. É que, por vezes, dou por mim a imaginar o meu funeral. "Se eu morresse agora, como seria?" Quem sentiria a minha falta, estaria muita gente presente, enfim, este género de coisas. Só me lembro de parar com isto quando imagino a minha irmã, os meus pais e a minha bff desfeitos em lágrimas. É que aí fico com pena deles e começo a chorar também...

Shame on me.

É que as relações humanas são do mais complicado que há. E eu tenho uma certa aversão a complicações. Gosto de manter as coisas simples, cansa-me a beleza todo o rol de jogos e artimanhas que a previsão das atitudes de outros me obriguem a fazer. As mulheres são peritas nisso: metem-se onde não são chamadas e assim que algo as ameaça, sentem-se intimidadas e desatam a viver em função de algo longe, muito longe do que deveria ser o seu objectivo de vida.
Em pequena queria ter nascido animal, que ser humano é razão para muita vergonha.
Continuo a pensar nisso...

Não gosto de gadgets, mas amo o meu telemóvel.

Claudia Schiffer
Ele é já uma extensão do meu corpo. É por ele que me ligo ao mundo, e é por ele que me ligo ao meu mundo. Não é um vício, é uma necessidade.
Sem telemóvel, não poderia dizer-te como me sinto endurecer, que a vida nem sempre nos adoça a alma. Não é sempre fácil, fazer o caminho cansa, principalmente quando não sabemos bem para onde vamos. O que ando a fazer, só mais tarde vou descobrir, que cada passo é dado depois do outro - às vezes sem mapa, às vezes sem bússola. Subi montanhas e criei abismos entre os que me valeram de algo um dia. Quebrei correntes que me prendiam a um chão que não o meu. Fugi de quem amei, corri para quem odiei e dei por mim meio perdida, que foi num ápice que tudo se deu. E confortável, mesmo sem as coordenadas. E quando parece que tenho o peso do planeta inteiro em cima das costas, posso pegar no telemóvel e deitar tudo cá para fora. Porque estás do lado de lá, perto, a duzentos quilómetros de mim.

É o amor.

Alicia Keys
Ela entrou na pizzaria de sempre e quis, como era hábito, escolher uma mesa a seu gosto.
- Boa noite, podemos ir para aquela?
- Essa está reservada, tem de se sentar naquela.
Olhou e viu que a mesa que lhe fora indicada pela dona do restaurante, por norma muito simpática, ostentava uma placa com os dizeres "reservado". Tentou insistir, falando com a senhora que fingiu não a ouvir. Não percebeu porque a tratava assim. Encolheu os ombros. Fez o que lhe mandaram e dirigiu-se à dita mesa. Afastou a cadeira e viu. Uma caixinha, um presente inesperado, que ela adorou principalmente pelo modo como o recebeu. Ele sempre a surpreendera assim. Pela maneira que encontra para lhe dar um mimo. E atravessa-lhe a armadura que veste todos os dias até lhe aquecer o coração de manteiga.

Bom fim-de-semana!

Natalie Portman
"My life is my message."
Gandhi

a minha mais recente descoberta

Acho que estou viciada porque quero ir ao LeiriaShopping não para comprar trapinhos, comme il faut, mas para inventar a minha próxima receita no wok to walk. É tão, mas tão bom... E como está a chegar a hora do almoço e a fomeca dá sinais de vida, porque não torturar-me com a lembrança dos felizes jantares que já tive o prazer de degustar ali? Começava a sentir-me preocupada, porque já tinha corrido o menu inteiro do h3, quando descubro esta maravilha nipónica. Clap, clap, clap.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

De como o passado passa.

Sienna Miller
Revivo cada momento, procuro dentro de mim e ainda tenho tudo guardado, como nos baús antigos da avó, em que as jóias se misturam com as fotografias a preto e branco - quem é esta senhora tão bonita?
Apaixonamo-nos pelo passado quando já foi. As novas formas que a vida assume tomam conta de nós e levam o amargo das dores sentidas. Essas são lições, saudades e histórias para contar.
Sei que de cada vez que olhar para trás vou sorrir. Reconheço a utilidade de cada episódio para me construir. Vejo a mulher que soube erguer a cabeça e seguir em frente. Ultrapassam-se os obstáculos e encontram-se tesouros. That's life. E amanhã logo se vê, que a surpresa ainda me apanha desprevenida a cada esquina. Vou formosa e não segura pelos trilhos para onde o destino me empurra, com a certeza de uma mão protectora a cada passo. O resto, o que não interessa, fica preso nos fios antigos da memória ida, nas teias de pó, nos sótãos de cada um de nós.

Elas não são giríssimas...

Drew, Hayden & Miley
...mas há dias em que parece que não tenho mais nada que me aconchegue os pezinhos de princesa.
Elas não são elegantes, não são femininas, mas representam a única hipótese que tenho de vir de pantufas para o trabalho. E quentinhas, cutxi-cutxi, que conforto!

Continuo a adorar.

Então esta semana voltei aos cinzas, para combinar com o céu (que hoje, por acaso, está azul).

I love my job #5

Porque ontem me despachei cedo, esta manhã não trabalhei e a minha vida é uma festa em dias como este. Claro que só gostaria do meu emprego alguém que tivesse a escrita como uma necessidade quase fisiológica. Claro que só gostaria do meu emprego alguém que não se importasse de ver a sua paixão castrada pela ausência de criatividade. Claro que só gostaria do meu emprego alguém que não se sentisse ultrajado por tomar contacto com a imposição de que a liberdade de expressão não funciona no jornalismo.
Nem tudo são rosas e ainda que fosse, as rosas também são famosas pelos seus espinhos. Eu gosto genuinamente do meu trabalho e sou feliz com ele, apesar de tudo isto. Porque me parece absurdo que me paguem por fazer algo que, no fundo, não me custa fazer.
Ultimamente ouço muitas queixas de muita gente, gente que diz não ter emprego, gente que chora por não encontrar nenhum trabalho. Lágrimas de crocodilo. O meu espanto surge quando venho a saber que se recusaram a ocupar determinados cargos porque os consideraram precários ou mal pagos, que o ordenado mínimo não paga roupinhas a ninguém. Farto-me de ver desempregados desiludidos com as ofertas que encontram, em que são exigidas muitas horas em troca de 500 euros, no máximo. Acho que as pessoas não têm qualquer noção do que significa ter espírito de sacrifício ou capacidade de encaixe. Vivemos num país de dondocas em que é mais fácil ficar à espera que alguém nos dê um cargo para mandar, ganhar bem e não fazer nenhum. E depois tento explicar que as coisas não são assim, que eu tenho dias de sair da redacção às oito ou nove da noite, que tenho exteriores que me fazem perder a hora de jantar com a família... que há vezes em que me dizem: "Menina Lamparina, tens de estar à meia-noite em cascos de rolha" e eu tenho que ir, mesmo que chova e esteja frio e fosse melhor ficar quentinha em casa com o namorado. Que a vida não nos permite, hoje em dia e em qualquer emprego, trabalhar das nove às cinco. O meu pai trabalha das sete às cinco e das cinco e meia até não haver nenhum cliente, todos os dias. Há noites em que começa a jantar às onze. O meu pai levanta-se às seis da manhã aos domingos! Irrito-me, pois claro, quando há gente que não tem nada, gostava de ter e não se mexe para isso. Cambada de comodistas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

giro.

Não substitui o meu Chance da Chanel,


Alessandra Ambrosio

mas o Black da Zara cheira tão bem que comprei um. É daqueles perfumes que sabemos que tem de vir connosco na mala no dia em que decidimos usá-lo. O cheiro desaparece logo. Mas é bom!

Pérola do dia

Kim Kardashian
Quem morre novo ascende logo a bonzinho - "Ah, Deus leva sempre primeiro aqueles que mais ama, partiu tão cedo, era um menino cheio de sonhos e com um futuro tão promissor" (mesmo que tenha sido em vida apenas mais um triste).
Quem demora a morrer, só pode ser má pessoa - "Nunca mais bate a bota, vaso ruim não quebra, xiça!".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

detesto...

Angelina Jolie
esta pequenez portuguesa em que se dá um ênfase doentio ao futebol. Não compreendo, nunca vou compreender e não quero compreender porque raio uma porcaria de um jogo em que onze gajos (por norma, uns bimbos pelintras que à custa de passarem a vida a jogar à bola ganham num dia mais que eu num ano inteiro) correm atrás do "esférico" é tão importante. É que simpatizar com um clube não é mais que isso mesmo... porque não diz respeito a uma convicção ideológica, como acontece quando nos filiamos num partido. Nem numa fé ou filosofia, como acontece quando tomamos como nossa uma religião. É porque sim, porque o pai e o avô eram, porque gosto mais do verde que do vermelho, porque joga lá o Xoló ou o catano (que os nomes nunca são minimamente bonitos. Não há nenhum Francisco Salvador de Mello e Sotto Mayor de Bettencourt. É de Nani e Mantorras para baixo...). No contexto em que nos encontramos, no meio de uma crise económica, financeira, política e - mais perigoso que tudo - de valores, o que é que interessa se o Benfica perdeu a cinco a zero ou a vinte a três? Who cares? Odeio esta bimbice. Até os que não são do Benfica se importam com isso, mais até do que se vissem o seu próprio clube vencer. Uma vergonha de gente a nossa, senhores.

Duvido que eles sintam o mesmo,

Jessica Simpson by Mario Testino
mas eu tenho saudades. Fizeram parte da minha vida, estiveram ao meu lado em momentos que me foram muito penosos, ouviram confidências profundas. Estive lá, também. A fazer aquilo que de melhor sei fazer - construir e gerir relacionamentos. É difícil, dá trabalho, dizem. Pois a mim não me custa nada tomar conta de uma das coisas mais importantes da minha vida. Foi um falhanço total que não consigo compreender. Não sei porque me fugiram, porque se foram embora. Não percebo porque me deixaram assim, com o amor que lhes tinha nas mãos e as dúvidas na cabeça. Não sei. Só sei que sinto a falta deles muitas vezes. E que quando os vejo, a dor agudiza.

Be yourself, no matter what they say

Hillary Duff
E essa sensação, a de que não somos únicos no mundo porque há quem pense da mesma forma que nós, é tão reconfortante... Traz-nos a certeza de que podemos e devemos continuar a ser quem somos. Faz-nos regressar à origem do nosso ser e centra-nos. É quase um alinhamento dos planetas no nosso mapa astral.

Há coisas que nunca mudam e as amizades a sério são assim. Abraçam-nos a alma, secam-nos as lágrimas e empurram-nos para a frente. Inundam-nos com a plena convicção de que o caminho que percorremos é mesmo o melhor, o mais justo, o mais íntegro. E relembram-nos de que os valores morais podem não estar na moda, mas definem-nos a conduta. Afinal, não estamos assim tão sozinhos no planeta.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

E Domingo serei uma mulher feliz.

Madonna by Testino
Terei dormido muitas, muitas horas. Terei passado os dias de pijama, enrolada numa mantinha boa. Terei passeado. Terei descansado tudo o que preciso e terei esquecido tudo o que da semana passada há para esquecer. Terei cozinhado com prazer, terei conversado muito com a minha melhor amiga, terei namorado muito, terei aproveitado a minha família. Terei saído à noite, gira e produzida. Terei soltado muitas gargalhadas.

(só para terem uma ideia...)

No meu pesadelo, eu queria ficar assim...
...e fiquei assim.

Bom fim-de-semana!

Iman
"What you don't have you don't need it now."
U2, "Beautiful Day"

Coisas de gaja

Whitney Port & Lauren Conrad 
Jantamos, deitamos conversa fora, partilhamos inseguranças, fazemos confissões, bebemos um fino, dizemos baboseiras, anunciamos sonhos, encorajamos projectos, elaboramos teses e vamos para casa com um sorriso e a certeza de que é uma preciosidade haver outra mulher no mundo com quem possamos falar sem que a mesquinha competição feminina assombre a amizade.

dos cabelos.

Lily Allen
Sempre tivemos uma relação de amor/ódio. Eu e o meu cabelo somos entidades diferentes, com díspares personalidades. Na maior parte das vezes, amo-o de paixão. Outras alturas há em que não o posso ver, dada a ingratidão com que reage aos meus constantes mimos. É comprido, espesso, revolto. Andar despenteada é a minha imagem de marca. Nunca fui fã de cabelos certinhos e perfeitamente alinhados, gosto do ar de quem acabou de acordar - isto não significa que aprecie o estilo da Lily na foto.
O meu cabelo não pode sentir humidade, que dou por ele todo levantado e frisado, de tão enorme susto. O meu cabelo tem dias fantásticos, em que me parece o melhor do mundo.
Odeio ir ao cabeleireiro, elas não sabem mexer na minha juba e saem-se sempre com comentários do género "Credo! Como é que penteia isto em casa? É preciso comer um bife!", enquanto com um pente minúsculo tentam desembaraçá-lo. Por norma, peço uma escova e dou conta do recado. Em menos de cinco minutos, tenho o trabalho feito. Depois é um drama quando começam com a história do "este cabelo está super desidratado" e do "tem que cortar as pontas". Pois, como se eu não soubesse que assim que tiveres uma tesoura nas mãos, me levas metade do cabelo, o que corresponde a três ou cinco anos. Três anos a apegar-me às minhas pontas não é pouco, minha gente! Uma pessoa cria laços (e nós) com cada fio. Além disso, ele é mesmo assim. Cortasse eu o cabelo pelas orelhas e ele continuaria assim. Porque é a sua natureza, é selvagem. E eu não me importo todos os dias com isso, até porque com um certo jeito e algum tempo, faço dele o que quero. Não é barato mantê-lo, não senhor. O ritual é simples: lavo-o duas a três vezes por semana com produtos profissionais que vou alternando para ele não se viciar - que vicia, a sério! Máscara uma vez por semana, amaciador leave-in sempre. Sérum nas pontas quando lhe vou dar com o secador e uma vez por mês, toalhas quentes com óleos. É por isto que me irrito quando as senhoras cabeleireiras insinuam que não tomo conta dele. Não percebem nada disto. É do meu lado afro que vem esta farta cabeleira, só posso ter orgulho nela.
E agora perguntam vocês: porque raio estás para aí a falar do cabelo? Mas alguém te perguntou alguma coisa?
E eu respondo: sonhei com ele, esta noite. Tinha-o num bob extra volumoso e só chorava. Foi um pesadelo medonho.

fiquei triste

ao descobrir que há computadores em que este blog aparece todo disforme, com as imagens desalinhadas. No meu, vejo tudo direitinho.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Até ao Natal e sempre que me aprouver...

...vou dar-vos gratuitamente sugestões para prendinhas de Natal. Por norma, nos aniversários ofereço presentes mais pessoais, maiores, mais a sério. Acho que o Natal, sendo uma quadra em que oferecemos algo a mil e uma pessoas, nos permite ser menos exagerados - mas não menos criativos. Assim, podemos pensar em oferecer apenas um miminho a cada pessoa, num gesto agradável e não necessariamente caro, que os tempos são de crise e ainda falta muito para os saldos. Podemos tentar fazê-los em casa. Este ano, vou comprar correntes, fechos, pedras, fitinhas, tecidos e tudo o que achar giro para criar algumas prendinhas de Natal, como colares, brincos ou pulseiras. Parece-me que só o facto de serem feitas por mim lhes confere mais valor. Ainda por cima serão peças únicas, criadas exclusivamente para quem as recebe. Um colar é sempre mais fácil de fazer para quem está a começar. Deixo-vos algumas ideias que podem servir de inspiração. É só colocar o tabuleiro com o material à frente e sentar no sofá, frente à tv. Sempre adorei fazer bijutaria, sempre usei muitas missangas e apetece-me voltar a brincar com isto. É um hobbie que junta o útil ao agradável e que me diverte imenso. No ano passado, a mana lamparina, por ser adolescente, teve imensas dificuldades em encontrar uma clutch apropriada para levar a um casamento - eram de bebé ou de adulto, não havia meio termo. Farta de procurar, decidi fazer-lhe uma, adequada ao gosto e à idade dela. Num destes dias, posto-a aqui... pode ser uma outra sugestão para presentes de Natal.

não se fala de outra coisa...

Lanvin hearts H&M
Diane Kruger usou uma parecida há tempos e como ela, muitas outras celebs. Esta é uma peça Lanvin para a H&M, um dos muitos mimos que estarão disponíveis apenas em lojas seleccionadas a partir do dia 23 de Novembro. O assunto tem sido motivo de conversa entre muitas meninas que, como eu, estão ansiosas para ter entre mãos um cheirinho de luxo. Os pontos altos são os LBDs. A Maria Guedes mostra no seu blog um pouco mais da colecção e foi do STYLISTA que roubei a foto.

Boa comida.

Tenho saudades de jantar aqui.

E por falar nestas coisas, quem não tem um moleskine?

Lá está. Toda a gente tem um. Porque é o máximo, Hemingway também tinha o seu e blá blá blá. Este artigo do i tirou-lhe algum encanto: vejam lá.

detesto...

Chloe Sevigny
...o halloween, vulgo Dia das Bruxas. Acho a maior das piroseiras, uma palhaçada que só mesmo neste país pegava. Sim, porque aqui, vá de imitar os EUA que eles é que são ricos e têm mansões de madeira. Toda a vida vi queques em Portugal, pastéis de nata, russos, mil folhas - agora é o cupcake que enfeita as prateleiras de cada corner - já é corner, não é balcão nem nada que o valha! - em cada shopping, ou os ex-centros comerciais. Já se fazem lá para os lados de New York há milénios, mas agora houve meia dúzia de tugas que se deram conta de que o corante é que é bom. E é, que eu adoro cupcakes. Também há a loucura do Carnaval, com essa mania de imitar os festejos lá do outro lado do Oceano, onde os índios semi nus dançam, xinguilando ao som do batuque. Por cá, estejam dez ou vinte graus negativos, com mais ou menos celulite, toca de dar ao rabo e mexer freneticamente os pezinhos, que isto do samba é só o número de movimentos por segundo. Qual Carnaval de Veneza? A Europa já deu o que tinha a dar, meu povo. Por isso, toca a chamar St. Valentine's Day ao Dia dos Namorados e a vestir qualquer merda parola para lá na aldeia saberem que a gente é féshôn. Porque a gente sabe o que é o halloween. E a gente diverte-se tanto com isto... E o Santa Claus está quase, quase a chegar. Diz que vem no camião da Coca-Cola. Coke, you know?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Foi um looooooooongo fim-de-semana.

Shakira
Tão longo como cansativo. O stress cansou-me mais que tudo o que fiz, confesso. No final, correu tudo bem, mas agora precisava de mimos. Queria sair da redacção e ir para uma boa massagem, depois um banho para tirar os óleos e cabeleireiro. Aproveitava para fazer a manicure e depois de um jantar que não fosse confeccionado por moi je, perdia-me no sofá. E estava bem assim. É que nem compras, vejam-me bem o estado lastimável em que me deixaram... quero paz, sossego e canapés, faxavor.

Para quando o regresso?

Elle Macpherson
Fui vê-lo, como é óbvio. E foi estranho. Estive tanto tempo à espera da vinda do Michael Bublé a Portugal e já acabou. Foi rápido e menos emocionante do que estava à espera. Adorei o concerto, saber todas as músicas de cor, dançar, gritar, pular é sempre o máximo. Mas ele está noivo e isso tira-lhe a maior parte da piada. Além disso, lamento que não haja qualquer espontaneidade no alinhamento - e não me refiro às músicas, mas sim à componente de stand up comedy que ele confere à sua personagem de palco, um verdadeiro entertainer. Fantástico, mas mais do mesmo, para quem, como eu, fã assumidíssima, já viu e reviu pelo menos duas mil vezes o DVD. Mudam as músicas, mas as piadas são mesmo sempre as mesmas. Contudo, não é nada desagradável estar dentro do filme, pelo contrário. Set bonito, boa montagem, boa produção, excelente banda, fantástico ambiente. Adorei. Faltaram músicas como "Sway", "L-O-V-E" ou versões do penúltimo álbum, do género "I'm your man" ou "Wonderful Tonight". Fui com a minha bff e com a minha mãe, que completou meio século de vida. Já estou à espera da segunda vez em Portugal... Sem noiva nem esposa, Michael.