quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não estou triste nem zangada

CharlizeTheron
Nem aborrecida, nem assustada. Mas também não estou feliz e sorridente. Há impaciência, ai que raiva descontrolada das pessoas burras; há impaciência, ai que não consigo achar graça a nada; há impaciência, mas quando é que posso parar um bocado?!
Sei lá. Não sei porque estou assim. Só queria estar sossegada. No meu canto. Até voltar à normalidade. Até ter dormido tudo. Até ter passado esta constipação.
Sabem aqueles dias em que não acreditamos na nossa beleza? Nem no lado bom... deve ser o Inverno a chegar.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não percebo

porque raio preciso da ventoinha e de ar condicionado durante o dia se depois chego à noite e até me sabe bem secar o cabelo com o secador bem quentinho e desejo ardentemente ter um termoventilador no máximo virado para mim. É Inverno à noite e a partir das onze da matina é Verão? Depois espirro!

porque estou tão ansiosa por poder dormir a manhã inteira de Sábado e enterrar o meu rabinho gostoso no sofá durante essa bela tarde, com o telecomando como melhor amigo.

Só um desabafo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sou mimada.

Diane Kruger
Muito mimada. Sempre fui. Nem por isso mal-educada ou dada a birras. Mas sou mimada por todos aqueles que me rodeiam. Pais, irmã, namorado e amigos. Família e colegas de trabalho. E depois fico assim... meio sem saber se mereço, meio grata por receber tanto.

Tanta moleza e tanto por fazer...

Blake Lively as Serena van der Woodsen
Acordei com a certeza de que era sábado. Ponderei ir deitar-me no sofá da sala a ver America's Next Top Model ou a Ellen ou a Oprah ou algo que puxasse tanto pelo meu cérebro como comer uma salada de atum. Despertei e apercebi-me do pior: ainda faltam três dias para esse momento. Sono, moleza, sinto-me a constipar gradualmente e só queria ficar na minha caminha confortável e cheia de almofadas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

a minha última descoberta

Pó Compacto Clinique Stay-Matte Sheer Pressed Powder
A-d-o-r-o. É um pó compacto que remove a oleosidade e o brilho, über cool no Verão, certo? Ajuda o meu make up a permanecer no sítio por muito mais tempo e fico com bom ar, ar de gente que acordou agora e está revigorada. Apesar de ficar com um acabamento mate, a pele não fica baça - fica saudável. Sempre fui muito reticente em relação a pós e poeiras para a cara, mas estou mesmo apanhada por este. Ah, e como é translúcido, pode ser utilizado por todos os tons de pele, desde que tenham tendência para a oleosidade.

traídas

Kate Winslet
Não confio em ninguém. Ou melhor, não há ninguém em quem confie plenamente. A 100 por cento. Não consigo, traumas antigos, marcas profundas, que o que nos aflige na infância pode tornar-se num medo irracional quando adultos. A vida é feita de consequências e nem tudo se transforma como gostaríamos. Não confio. Tenho tendência a admirar a patetice de quem o faz. Não compreendo, porque considero irracional e pertencente ao campo da fé, quem põe as mãos no fogo por alguém. Mesmo com as habituais balelas, mesmo que o outro não tenha cadastro, mesmo que tudo seja lindo quando existe essa confiança burra. "Se ele está comigo é porque gosta de mim, se não quisesse estar, dizia-me, para poder ficar com quem queira", dizem algumas pessoas que conheço em relação aos namorados. Levam a sério o livre-arbítrio, essa liberdade de escolha inata. Acreditam piamente que, no caso de surgir um novo interesse, o ser amado seria íntegro o suficiente para partilhar a verdade e seguir o seu caminho, tudo com base num respeito utópico. Não compreendo essa visão, nunca compreendi. E ainda que compreenda, não a assimilei. Não ponho em prática, parece-me naïf. Demasiado ingénuo para o meu cinismo. Daria a mão à palmatória se existisse um único caso em que essa confiança, esse laço elevado e evoluído, desse provas de compensar. Nunca dá. Não vale a pena. Mais cedo ou mais tarde, a medíocre natureza humana dá pistas de que num plano terreno, mais vale ter um olho no burro e outro no cigano. A facada vem quando baixamos a guarda. E há duas hipóteses, depois de avaliar a vastidão do sentimento que nos unia a quem nos desiludiu: continuar de mãos dadas, nunca esquecendo o sucedido, mas tentando superar... (e trazendo o assunto à baila em cada discussão durante muitos e muitos anos) ou desistir, porque as relações exigem muito trabalho.
Tenho para com as mulheres traídas uma solidariedade comovida, uma dor sentida e um abraço sincero. São poucas as que conheço que nunca passaram por esse pântano. É uma angústia imensa, uma avassaladora sensação de perda de controlo, é ficar sem chão e sem tecto. É um susto, um pânico. Depois uma raiva, um nojo.
Mas vale sempre a pena relembrar que o tempo passa. O que hoje é uma ferida aberta e sangrenta, dentro de um mês será uma cicatriz em cura. Tudo parece pior no momento, mas há sempre momentos depois desse. E sim, é mesmo verdade que o tempo ajuda. E eu, no que puder, também.

De volta, outra vez.

Marilyn Monroe
Dolce fare niente. Acordar, tomar um duche e vestir qualquer coisa por cima do biquíni. Havaianas nos pés e o cabelo selvagem e dourado pelo sol. Conduzir até decidir parar, escolher um daqueles restaurantes que ainda não recebeu a desagradável visita da ASAE. Sardinhas e chocos, uma grande salada. Os pés na areia e a companhia do mar para uma refeição por ele oferecida. Andar a pé, até querer. Comprar um chapéu porque sim, comer um gelado, regressar. Regressos bons, excelentes companhias. Passear, olhar, fechar os olhos e sentir o cheiro que só as dunas daquele lugar emanam. Dormir, conversar, dançar, rir, andar de braço dado. Férias não são férias sem esta paz, sem as roupas divertidas, coloridas, os tecidos leves e a pele morena. Voltei para entrar de novo naquela que é a minha normalidade, muito acima do normal, muito bonita. Tchin-tchin.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Estou de férias!

Scarlett Johansson
Outra vez! Desde sexta-feira passada. E a-d-o-r-o. Tenho todo o tempo do mundo para me dedicar ao Sol, à piscina, ao mar. E fazer nada no sofá também pode ser. Até já!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

São marionetas.

Tyra Banks
Não sabem, mas são controlados por mim. São os meus dedos, por detrás de um computador qualquer, que mexem com aqueles egos de gente pequena. Sou eu que os irrito, que os firo, que os amanso. É pelas minhas palavras que se sentem orgulhosos do seu bom trabalho ou envergonhados pela má conduta. São previsíveis. Quando escrevo, sei quais serão as reacções de quem me lê. Sei. E não ter medo e avançar, realiza-me. É esse o prazer da escrita fora de um diário. É esse o prazer de ser maior, antecipar respostas, contornando obstáculos e percorrendo atalhos. É divertido observar os comportamentos dos que se julgam maiores. Dos que se vêem como detentores de um intelecto superior. São os primeiros a apontar o dedo à superficialidade de quem não é bafejado pelo azedo sorriso da ignorância, mas vistos cá de cima, são o enxofre da sociedade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Espreitem isto aqui, que a menina tem razão.

Andei cheia de m'obire!!!

Sharon Stone
Trabalho praqui, trabalho prali e não tive tempo para nada. Nem para o lamparina, que é o vício mais saudável que tenho. Duvido - e duvido mesmo - que alguém não envolvido na área tenha a mínima noção do trabalho que implica uma edição de um jornal regional. É pequeno, não era suposto que 24 ou 28 páginas me levassem a um estado de demência total. E dormência também, pois claro! Como a boca fala do que o coração está cheio, não houve assunto mais interessante que os artigos que me faltavam escrever e os que já tinha escrito. Cheia de m'obire! Um stress desalmado, que se vai embora assim que termino tudo. Escrevi 22 mil caracteres, aproximadamente. Tendinites, por milagre, nem vestígios. Só depois do alívio que senti ao ver a edição fechada, do café tomado por entre riso e conversa leve, me dei conta de como gosto da sensação de dever cumprido. De me esgadanhar toda por um objectivo. Pois que a minha vida pessoal ficou em desvantagem, já que o sono não me deixou margem de manobra e, ao invés de conversas eloquentes, limitei-me a balbuciar coisas enquanto, em frente ao computador, tentava adiantar mais trabalho.
Hoje compenso a famelga com um jantarinho gostoso. Tenho saudades de cozinhar com a criatividade no máximo. E depois de um banho bom, nada melhor que uma refeição agradável e dormir. Dormir muito, esta noite.

Só é inseguro quem se julga inferior.

Paris Hilton
Quem não consegue, por si só, apreciar-se. Não é vergonha nenhuma, nem passa por presunção saber notar o que nos torna únicos e, por isso mesmo, especiais. O desenho das sobrancelhas, o sorriso escancarado, as mãos bonitas. Não tem mal algum gostarmos de características nossas, ou constatarmos aquilo em que somos realmente bons. Saber desenhar, saber escrever, saber pintar, saber cantar, saber nadar. Não é demais gostarmos daquilo que fazemos bem, nem tentarmos melhorar as nossas capacidades. Tudo isso pode e deve servir para, aliado à humildade, nos sentirmos seres respeitáveis e completos; para olharmos de frente para os outros.
Contra mim falo - muitas foram as vezes em que me rebaixei perante quem julgava superior. Houve uma pessoa na minha vida que era perita em despir as minhas inseguranças, trazendo-as todas à tona, fazendo de mim a pessoa fraca que nunca fui. Nesse caso, vejo hoje que fui vítima de mim mesma. É de dentro de cada um que sai a auto-afirmação, a confiança e o poder de se fazer respeitar. Não me refiro a uma carapaça rígida e forçada, mas a uma postura que afasta toda e qualquer hipótese de abuso vinda de quem nos rodeia. É que quando temos plena consciência do ser humano maravilhoso que somos, repleto de especificidades e pormenores fantásticos, amamo-nos de tal modo que passamos a colocar-nos num lugar seguro, onde nos resguardamos de qualquer ferimento profundo. É aí que somos capazes de amar verdadeiramente, de ser um amigo leal e não uma pessoa carente de afectos. Ser saudável também passa por tudo isto - porque a angústia da insegurança só desaparece por nós mesmos. É uma aprendizagem. Deixar de ver o outro como quem olha de baixo. Ser apto para fazer uma caminhada lado a lado. Não dar azo ao desespero, ao medo de perder. Não clamar por atenção, não pedir reconhecimento, não sofrer com o que nos parece - porque só nos parece, que a visão está turva - inércia do outro. Simplificar, clarificar, relativizar. Não sofrer, não deixar que as palavras extrapolem o real sentimento. Buscar serenidade dentro de nós e deixar que ela emane e se espalhe à nossa volta, contagiando quem está por perto. Respirar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bom fim-de-semana!

Nicole Richie
"Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher".
Coco Chanel

ahhh se vocês soubessem...

Adriana Lima
...como me parecia distante o hoje, naquela altura... Tudo o que cantei, tudo o que chorei, tudo o que ri, ajudou a edificar o meu ser. As pessoas que conheci, tantas, tantas de quem nem o nome recordo. Atribuíamos inúmeras alcunhas: o giro da Associação, o giro do Twisted, o André Ladex, o lindo, a coxa marreca, o Xoló, a Tatxi, o doutor de Direito, o Vrrumm Vrrumm... Não se usa o nome do B.I. (agora seria C.U., mas atendendo à vulgaridade das iniciais, prefiro manter o bilhete de identidade, mesmo) quando queremos fofocar à vontade, sem correr o risco de haver na mesa ao lado alguém que conheça um protagonista de uma história parva que queremos manter secreta. Foram rios de espuma em Queimas e Latadas, absinto ou gelatinas de vodka. Foram amigos que se misturaram no sangue e que hoje vivem debaixo da pele. Foram aventuras, roubar um colchão e subir uma avenida inteira com ele às costas, dar conversa aos taxistas mais simpáticos e enganá-los: "Sim, fui eu que deixei este casaco aqui ontem! Ainda ontem andei neste taxi. É da Mango e é um M. Só pode ser meu!". Oferecer-lhes cebolas que encontrámos no chão e receber em troca um sorriso. Chegar a casa sozinha e ser filmada pela amiga enquanto rebolamos no chão. Aconchegar a amiga que dorme no quarto-de-banho. Fazer a cama no hall de entrada e dormir lá com a melhor amiga enquanto esperamos por alguém. Encarnar novos personagens. Fingir que sou estudante de Erasmus em Portugal. Descobrir que a pessoa que estou a enganar vive na mesma cidade que eu. Descobrir que temos amigos em comum. Continuar a mentir. Tê-las sempre lá. Quando me sinto a pessoa mais sozinha e infeliz do mundo. Quando tenho fome de bitoque às quatro da manhã. Quando a minha autoconfiança estava nos píncaros e só queria era um bom make up, saltos altos e boa música. Passou num sopro. Passou num instante. Dei por nós já crescidas - o centro do ser é o mesmo. O íntimo permanece imutável. O contexto, como um cenário, alterou-se completamente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ela vai.

Deixa aqui tudo o que a prende ao planeta. Deixa aqui um passado pesado, uma vida com tudo a que teve direito. Deixa aqui os sonhos que se permitiu sonhar quando tinha a minha idade. Deixa aqui família, amigos e tudo aquilo que incluímos no nosso conceito de vida. Existimos não só pelo que somos, mas também por aqueles que nos constroem o ser - os nossos. Os nossos são o porto de abrigo e o palco das mais felizes celebrações. São o nosso contexto, no que respeita à sociabilidade. Ela vai. E vai sem eles. Vai sem parte de si mesma, vai sem o sangue do seu sangue e vai com o passo firme de quem se lança no vazio. Portugal tem destas coisas. Nem sempre é hospitaleiro para os seus. Essa característica fica para os spots publicitários lá fora, que os de lá de fora é que interessa chamar. Nós, os portugueses, perdemos facilmente a utilidade. E ela vai. Consciente disso. Com esse travo amargo na boca. Deixa aqui parte de si, aquilo que foi já não é. Já não é a mulher de fulano tal, gente importante da terra pequena. Já não é a dondoca que esbanja dinheiro em compras nas lojas bem. Agora é ela, crua, lutadora, longe de tudo o que criava uma imagem sua. Ela. Vai.

um dia destes...

Jessica Szohr
Então ela derreteu os marshmallows brancos numa caçarola de cerâmica com o chocolate negro e a manteiga sem sal. Depois adicionou água e deixou que tudo se fundisse numa pasta cremosa, tipo Nutella. Foi bater as natas até subirem e ficarem em chantilly. Envolveu tudo e diz que é mousse de chocolate para quem tem pressa e precisa de uma sobremesa em dez minutos. Serviu em tacinhas pequenas e enfeitou com raspas de chocolate branco. Tenho que experimentar.

Quinta-feira

Bar Refaeli
Pois que o meu nariz, além de empinado e abatatado, resolveu fazer das suas e deixar-se levar pela rinite e pela sinusite e colocar a minha alma num estado de irritite que só eu sei como é deprimente. Foi uma alegria ver-me com olhos de carneiro mal morto, com a cabeça a latejar e uma sonolência aguda a controlar-me os (poucos) movimentos. Nada fácil. Trabalhar assim não é nada fácil. Fico impaciente, tão lenta - quase parada. Ao final do dia, mal me recordo do que fiz, porque tenho a sensação de que estive a dormir. Evito tomar medicamentos, já que regra geral me aumentam a sonolência que já se manifesta sem químicos adicionais. Ainda assim, fez-se o que havia para fazer e depois de uma edição fechada, já arranquei com os preparativos para a próxima. Só de pensar que depois de amanhã é sábado e vou dormir até que o meu corpinho maravilhoso deseje, entro em histeria! É que tem sido uma semana pautada por vários pequenos problemazinhos, mimimis que não nos atormentam, mas que por serem desnecessários, nos incomodam. É por isso que não tenho escrito tanto. É por isso que anseio pelo fim-de-semana magnífico que aí vem! Por falar nisso... já disse que vou novamente de férias?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Muda o meu Mood

Cheguei ao trabalho e recebo-o da mão de uma colega.
- O que é isto?
- Disseram para te entregar.
- Quem?
- Não sei...

Eu soube. Ainda ontem lhe disse que tinha que comprar um moleskine novo. Que o meu está horroroso. Que já não tem folhas em branco. Os meus dias não têm sido fáceis, mas com ele ao lado, custa menos. Muito menos. E não foi só pela Mood cor-de-rosa (claro!) que ele me deixou de surpresa no trabalho. É pelo apoio, pela mão, pelo companheiro que tem sabido ser.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Segunda-feira

Kate Moss
Sinto-me pouco activa, pouco acordada, pouco enérgica. Não gosto de começar a semana a sentir-me parada, inerte. Principalmente de um fim-de-semana em que andei feita saltimbanco por esse Portugal fora: sexta fui ao cinema em Leiria, no dia seguinte fui jantar a Aveiro e domingo fui almoçar à Nazaré para ir jantar mais a sul... Não parei! E foi óptimo ter sido levada a tanta movimentação. O pior é mesmo estar toda congestionada - esta pressão nos ouvidos incomoda-me tanto... e o trabalho não avança, há tanto para fazer, meu Deus! Só queria estar deitadinha no sofá, quieta, com a Sic Mulher ligada e o resto dos dias por minha conta. E desde sábado que andamos nisto...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bom fim-de-semana!

Lily Cole
"Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las."

 Pitágoras

não acredito.

o Carlos Cruz? Really? O mesmo com quem falei na Feira Medieval de Silves, que me olhou de lágrimas nos olhos e me agradeceu o facto de ter ido falar com ele? O Carlos Cruz que tem uma mulher lindíssima? Que tem aquele suporte todo, a filha novinha? O Carlos Cruz do 1,2,3, da Bota Botilde, das Noites Marcianas? Sim, sim - era eu a marcianodependente, que escrevia todas as semanas aquelas cartas que ele lia às sextas. Eu e a minha melhor amiga víamos o programa, cada uma em sua casa, com o telemóvel colado à orelha. O Carlos Cruz? Tenho um apertozinho no peito. Fico triste.

Milagres

é o nome de uma povoação ali para os lados de Leiria. Este é o Garnier pure active anti-spot roll-on. (Ganda nome, né?) No início desta semana falei das borbulhas que me invadiram o rosto, nas quais tentei não mexer... e hoje parece-me o dia perfeito para vos contar como resolvi o problema. Nunca tive tendência para ter acne, a minha pele sempre se portou bem. Claro que em alturas como a Queima das Fitas ou a Latada, as toneladas de poeira no ar e o álcool no fígado faziam das suas... claro que, de quando em vez, a cada momento menos confortável do mês feminino, também me aparece uma pinta no meio da testa. Em situações de nervosismo ou ansiedade, como tive na segunda-feira, é o descalabro! Quarta-feira contei três na testa, uma delas proeminente, uma em cima do lábio superior e outra na bochecha... como os produtos que já tinha aplicado não me resolveram o problema e não queria perder tempo, decidi testar este produto. Confesso que não sou fã da Garnier, apesar de bonitinha, não me inspira confiança... deve ser por causa do Fructis, que apesar do cheirinho bom, irritou-me brutalmente o couro cabeludo, tinha eu 14 anos. A partir daí, nunca mais comprei nada da marca. Desconfiada da promessa de que uma hora depois da aplicação estaria tudo clean, comprei-o. É o máximo. Aplico-o de meia em meia hora e o fresquinho ajudou muito a amainar a inflamação. Depois da vermelhidão, foi-se o relevo embora e hoje tenho mini-crostas espectaculares para disfarçar com uma boa maquilhagem correctiva! Estou surpreendida.

Agora, um minuto sério.

Olivia Palermo
E quando começam a pensar agir directamente na fonte? Quando se lembrarão de, pelo menos, tentar controlar aqueles miúdos que se prostituem sem serem coagidos a fazê-lo? Irrita-me que o país, com o seu lado portugalinho que não é a Grande Nação onde me orgulho de ter nascido, só se preocupe com o julgamento em praça pública e ninguém pense em ir ao âmago da questão. Isto não acaba com a condenação destes gajos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nada melhora a auto-estima de uma mulher

Cameron Diaz
como um novo par de jeans. Pessoalmente, não há peça de roupa que goste mais. Pela versatilidade, claro, mas também  pela comodidade. Sou viciada em calças de ganga e só este ano me está a apetecer enveredar por materiais nunca antes explorados - é que há uns modelos ao melhor estilo pantalone na Mango e na Zara pelos quais o meu armário já anda a chorar! Ahh mas não é tão bom quando encontramos umas calçuxas perfeitas, que escondam o que tem que ser emagrecido e enalteçam o que deve ser mantido bem lá em cima...? Que assentem bem, tenham uma cor gira, fiquem bem com havaianas ou com um sapatunfo de salto enoooorme? Sinto-me o máximo com elas. Faz tão bem ir às compras!

Já ouviram falar?


A minha é cor-de-rosa, claro. Acho-a gira, apesar do meu lamparino me ter dito "Ah, credo, é tão sporty...". Ainda não senti nada. Estava à espera de uma arritmia, de uma falta de ar. Nada. Nadica. O meu balance é regulado pelo extracto de chá e café verde e mais nada. Mais informações sobre a pulseirinha mágica aqui.

já não estou nervosa nem chateada

Jessica Alba

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eh pah deixem-me!!!

Salma Hayek by Ellen von Unwerth
Já não chega eu estar tão impossível de aturar que me farto de mim mesma? Ainda tenho que levar com a tão característica sensibilidade masculina, equiparável a um paquiderme que suavemente se passeia por uma loja da Vista Alegre.
Do estilo:
Ele: - Vá, diz lá... o que é que te tirava desse estado de espírito? O que é que te fazia feliz?
Eu: - Compras.
Ele: - Então amanhã, vamos às compras.
Eu: - Não quero.
Ele: - Temos de ir comprar uma prenda para a minha melhor amiga.
...

Gémeas com dez anos de diferença.

Olsen Twins
Há dias assim. Em que me irrita tudo na minha vida. Do guarda-roupa ao planeta - passando pela casa onde vivo, pelo carro que conduzo, pela cidade que habitualmente adoro, pelo trabalho que geralmente amo, pelo país de que me costumo orgulhar, por toda a gente que me rodeia, pelos que estão longe e deviam estar perto, pela ausência de controlo na vida dos outros, pelo passado, pelo presente, pelo futuro, pelas atitudes que tenho de tomar.
Há dias assim. Mesmo que tudo ande sobre rodas, ainda que tudo flua em paz e independentemente de o céu estar mais azul, não consigo evitar o azedume no timbre, a acidez no olhar.
Fico mais fácil de melindrar, mas com as garras de fora, pronta a arranhar quem se aproximar.
Há dias assim. Tudo me magoa e me enerva, tudo em mim reage pelo lado mais negativo, tudo em mim é colérico e triste, tenho saudades, tenho pena, tenho raiva, fico triste.
E nestes dias, ela tem paciência comigo, ela faz-me festas no cabelo, mima-me e tranquiliza-me como mais ninguém sabe fazer. Só ela percebe que estou assim. Só ela me faz falar, só ela me ouve, só ela me acalma.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

zona de conforto

Lindsay Lohan
Eu sei lá, sei lá - já lá vão três borbulhas a afirmar o crescente estado de nervos em que vou ficando ao longo do dia. Vá, uma ligeira ansiedade. Nem sei bem porquê... talvez porque me seja fácil ser a maior no seio do meu grupo de amigos, que compreendem quando a ironia toma conta das minhas palavras, quando o sarcasmo se manifesta nas minhas apreciações, quando falo da boca para fora e quando o tom é sério. Com eles, posso falar da última vez em que as cuecas da Paris Hilton foram capa de revista cor-de-rosa e discutir "A República" de Platão sem passar por fútil ou pedante. Vou de um extremo ao outro da minha personalidade sem receios. Porque estou segura. Lá fora, sou avaliada pelo superficial e isso às vezes não me agrada muito... embora, sem falsas modéstias, tenda a achar-me o máximo.

Mas eu acredito que um dia, deixarão de existir(*).

Keira Knightley
"Sabe-se muito bem que é dificílimo erradicar preconceitos dos corações cujos solos nunca foram revolvidos ou fertilizados pela educação: preconceitos crescem ali firmes como erva daninha entre pedras."
Charlotte Bronte

(*) Com isto, não me refiro aos preconceitos referentes aos comportamentos fora da norma de um ser humano, mas sim a factores como a cor da pele ou a cultura, que o constroem por dentro.

Ora vamos lá então começar mais uma semana...

Vanessa Paradis by Ellen Von Unwerth
Depois de praia, filmes, programas de caca da Sic Mulher, amigos e muitas horas de sono, venha segunda-feira. E com ela, trabalho, tarefas, assuntos a resolver, atitudes a tomar e inesperados desafios a aceitar. É só uma semana. E os obstáculos existem para sorrirmos no fim de ultrapassados. Reparamos que talvez não fosse necessário tamanho nervosismo. Mesmo sabendo de tudo isto de antemão, porque raio continuo a sentir o estômago apertado quando antecipo situações menos confortáveis? 'Bora lá então. E boa semana para vocês também!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bom fim-de-semana!

Charlize Theron
"Um bebé é a opinião de Deus de que o mundo deve continuar."
( Carl Sandburg ) 

Por isso é que ainda não contenho as lágrimas de revolta quando me lembro da coisa que depois de parir, matou o bebé. Choque. Dias antes, soube de uns pais que sofrem a morte do seu filho, que aos seis meses sucumbiu a uma doença. Este trabalho mexe comigo.

Sonho

Gisele Bündchen by Testino
muito. Nem sempre me lembro do que preencheu o tempo em que dormi. Já aqui falei de como adoro dormir, de como preciso de dormir. Os sonhos dizem-nos, por vezes, coisas úteis. Se temos medo ou se a tranquilidade nos acompanha os dias. Já aconteceu ter um ou outro sonho bizarro, sem razão de ser. Também já tive pesadelos e acordei a chorar. Já tive premonições que se concretizaram, sonhos profundamente reveladores. E quem me dera que o sonho que tive hoje fosse um desses casos. É que foi por ele que acordei serena. Um desejo meu tornou-se real porque o sonhei. E ao sonhar, vivi. Quando abri os olhos, a desilusão não foi imensa - tive a sensação de que deveria esperar. Que um dia, as lágrimas de felicidade e o alívio que senti, se materializarão. Quem sabe...

Amanhã vou à praia,

mas independentemente disso, fica aqui um lamiré das tendências para os sapatunfos de Inverno. Voltam os kitten heels, o que é belo de se ver e difícil de se usar na calçada portuguesa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

dar fios de luz

Sienna Miller
Uma palavra certa, uma mão, um abraço. Dar o que tenho para roubar um sorriso no meio do nevoeiro denso. Tranquilizar, brincar, dar força. Ser forte, ser maior. Mesmo quando parece que o futuro pede para ser esboçado e não nos apetece desenhar. Mesmo quando não percebemos porque raio os sonhos antigos aparecem em nós, apesar do presente perfeito elogiado por quem me vê. Profetizam todos de igual modo e eu acredito. Sonhos antigos. Dentro dos olhos. O olhar está fixo e os lábios não se abrem. Mas lá do fundo emana o que o outro precisa. "Tudo o que faço é marcado pelo desejo de ser útil aos outros", dizia António Gedeão (ou Rómulo de Carvalho). Tudo o que faço é marcado pelo desejo de ser útil aos outros, diz a menina lamparina.

Olha quem vem aí!

Ainda não chegou a Portugal, mas há-de chegar. E isso também não interessa muito, porque a Risqué, a Andreia ou qualquer outra marca baratuxa há-de ter qualquer coisita parecida. Eu tenho um preto da Colorama, que comprei há anos e usei duas vezes. Acho que o verniz preto só fica realmente bonito se for usado com elegância, que não me gusta o estilo gótico, não sou a Kate Moss para o usar no registo punk londrino e assim sendo, limito-me a usá-lo com sobriedade. Fica chique. Sei lá. Com a unha bem limada, não muito comprida. E com um look muito clean, que mesmo de jeans soe a sofisticação. Assim que lasque, risque ou fique baço, é bom recorrer ao removedor de verniz imediatamente.

These boots are made for walking

Eu sei que ainda estamos em Agosto, que ainda vou à praia montanhas de vezes e que faz calor e que só queremos havaianas e sandalinhas e vestidinhos e bikinis e tudo... mas não resisti e já comprei umas botas. É verdade. Prolongarei a tendência das socas por esse Outono afora. São grosseiras, são mataconas, mas são o máximo. As minhas Xuz são as terceiras (da esquerda para a direita), num tom de cru giríssimo. Vão ficar über cool com calças de ganga, com vestidos femininos... Espreitem aqui mais sobre a marca.

...

...e as flores que ele mandou, ficaram lá por casa quando me vim embora. E no dia seguinte murcharam.

Lamechices? Talvez...

Beyoncé Knowles
E depois de um dia que passei submersa em stress, cansaço e sucessivos obstáculos que me tiraram do sério, ele vem e descansa-me. Relembra-me da razão para ter escrito um postal por dia enquanto estive fora (shame on me que estou tão nhónhó), traz de volta aos meus olhos o sorriso de alma. Como aquele que nasceu quando um senhor que nunca vira antes me entregou sete flores cor-de-rosa, num dos dias em que estive de férias. Depois de um dia que parecia não ter fim, cada percalço com ele era apenas um pequeno degrau que subíamos rumo ao ideal. E acabou por ser.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Santos da casa...

Marion Cotillard
...não fazem milagres.
Antes de acontecer, eu já sinto. Antes de se materializar, eu já vejo. Antes de ser, eu sabia.
Acontece-me vezes sem conta. Eu sei. Eu aviso. Ninguém quer saber. É mais fácil rotular-me de paranóica, desconfiada, traumatizada, que confiar e seguir o meu conselho. Será depois difícil encarar-me quando a Vida, essa grande amiga do meu coração, baralhar as cartas novamente para revelar que tudo o que eu havia anunciado era, afinal, verdadeiro. A minha intuição é forte. E manifesta-se principalmente a favor dos que mais amo. É para eles, é por eles que os meus olhos permanecem atentos, que os meus ouvidos se concentram em cada brisa, que todos os meus poros absorvem o primordial e que as minhas cordas vocais se cansam. Não alerto apenas para o que é mau, não agito as águas por implicância. É consciente da inexperiência inerente à minha idade que ergo a voz. E é sabendo que tenho razão, também. Eu sei. É por isso que falo. E como dói falar para quem não quer ouvir. E como dói tentar evitar um acidente e acabar por ver a pessoa cair. Sofro com isso, ainda que tente não me preocupar, já que respeitar a liberdade alheia é essencial para viver aqui. Corro, grito, nado contra a maré e eles avançam, parecem querer cair. Sinto-me mera espectadora, impotente, os braços caídos e o olhar parado. Pudesse eu interferir, ao invés de insistir em discursos desprezados, e tudo seria mais simples.
Até eu já desconfiei do meu sexto sentido, por isso, não os culpo. Conheço o fundo de cada alma só pelo primeiro olhar. Quando a impressão é negativa, tento contornar o impulso e provar, perante mim mesma, que estava enganada. E lá vem ela, a Vida, mostrar-me que devo seguir os meus instintos, ainda que não os compreenda. É mais forte que eu. Por outro lado, também já houve quem, interpretando erradamente as atitudes de alguém, deixasse de acreditar na sua boa índole. Acabámos por verificar que, tal como eu tinha afirmado, na tal pessoa não havia má intenção. Não sei explicar porquê, mas eu sei. E nunca houve uma única vez em que me enganasse. Na minha vida e nas de quem quero bem.
Perante tudo isto, porque não me ouvem os que profundamente me conhecem? Eu não falo apenas para perturbar a paz de quem me rodeia. O meu desejo não é inquietar ninguém. E é horrível falar para as portas, que não ouvindo, não entendem nem reagem.
E é tudo tão simples...

Olha agora o que me havia de ter acontecido...

Evangeline Lilly
-Ninguém que eu não conheça toca no meu pé! -baba, ranho e medo. Medo que pudesse doer mais. Medo de ter o pé partido, afinal, sem um pé operacional, não poderia conduzir. Sem conduzir, não poderia fazer exteriores. Foi no final do dia de praia, em que me despedia do Al-Gharb num "até Setembro". 
-Vamos mandar o último mergulho?
-'Bora!
A Di mergulha à minha frente. Eu sigo atrás e tenho que vir à tona o mais rápido possível - foi mesmo um mergulho flash. Gritei-lhe que tinha mesmo que voltar para a toalha, só não sabia como. Apoiada na mana lamparina, não conseguia sequer ter vergonha de quem me via chorar como uma criança. Ao mergulhar, batera com o pé direito numa rocha que, pela semelhança na cor, se confundia com a areia. A unha estava azul e o sangue misturava-se com a areia. Atirei-me para a toalha e em segundos, já havia gente a aconselhar, a dizer, a opinar. "É melhor chamar o nadador salvador", dizia-se. Quando o vi, as lágrimas pararam de cair e a boca abriu - sabem aqueles seguranças de discoteca, XXL? God...! - Piercings nos mamilos, uma Nossa (deles) Senhora gigante tatuada ao lado dos abdominais definidos, lábios brancos de protector solar. Um exagero. Depois das fitas, decidi ser eu mesma a levantar a pele que fosse necessária para limpar o corte enorme que tinha no dedo. Dói sempre menos se formos nós a mexer no que é nosso. E lá fui eu, passadiço afora, mãe de um lado e prima do outro, coxa e lavada em lágrimas, com dores incompreensivelmente agudas no dedo que, afinal, não está partido. O andar continua afectado, dois dias depois. A unha já não está azul - não percebo o fenómeno. O corte continua fresco. Hoje já consegui conduzir. De vez em quando, sinto picadas horríveis. Grande final de férias, hein?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Voltei, voltei!

Audrey Hepburn
Fui despedir-me dela, as suas férias acabavam quando começassem as minhas. "Ainda bem que chegaste!" - atirou. Uma gatinha pequenina, perdida ou abandonada, insistia em não abandonar o jardim de sua casa. Miava e ela tentava impingir-lhe um pires de leite. "Com três meses, já tem dentinhos para comer sólidos", avisei. Experimentámos fiambre. Devorou. Três fatias. Não quis pão, não quis água. Apesar da fome saciada, continuava sem poiso certo. Não hesitei em pegar no telemóvel e várias chamadas depois, encontrei uma dona para a gatinha. Passou uma noite em minha casa, teve que comer ração das cadelas e não chateou ninguém. Levei-a comigo para o sul. Agora chama-se Mimi e vive em Oeiras, com a minha tia. É linda e eu espero que seja muito feliz. Foi um excelente início de férias.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estou de FÉRIAS!!!

Milla Jovovich
Não sei quando volto nem é assunto em que queira pensar para já. Posso dar notícias ou não. Não interessa. O que interessa é que depois de um dia em que só parei de trabalhar para almoçar, vou sair porta fora rumo ao Al-Gharb. Fui. (Volto quando o bronze e o cabelo russo assim o justificarem)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

a-dar-em-doi-da!

Jennifer Aniston
porque tenho trabalhos para fazer antes de ir de férias - que quero mesmo deixar prontinhos, feitinhos, escritinhos, arrumadinhos, perfeitinhos. Só que dependem da disponibilidade alheia. É um que está de férias, é outro que foi beber um fino e já vem, é aqueloutro que decide não atender telefonemas... E eu aqui, sentada, a dar em doida. É que seria tudo muito bonito se não tivesse surgido mais um trabalho de última hora, que vai roubar-me muito do tempo de amanhã. Assim sendo, já estou a querer arrancar cabelos. Nisto, daqui a pouco são seis da tarde e eu aqui a tentar fazer chamadas. Sem nada escrito. Sem material para escrever. Sem dados concretos. Sem nada. E com tanto para fazer fora daqui - o jantar, a mala para amanhã, lavar a juba, arrumar a cozinha, tomar café de despedida com os amigos. E deitar cedo, que amanhã há mais. Bah.

E já que estamos numa de cozinha...

Cate Blanchet
...vou partilhar a minha mais recente invenção, o meu mais novo orgulho. Adoro cozinhar, odeio seguir receitas. Gosto de experimentar, de misturar, de me surpreender, de arriscar. E nunca me arrependi. Pois que na passada segunda-feira fui às compras com fome e inventei logo um prato novo. Claro que o carrinho veio mais cheio, mas valeu mesmo a pena. Então é assim: temperam-se os bifes de peru com sal e pimenta preta grossa a gosto. Por cima, colocamos uma ou duas (consoante o tamanho do bife) fatias de queijo Gouda com ervas aromáticas. Depois, cortamos cubos de tomate, como se fosse para a salada, e pomos por cima. Enrola-se e embrulha-se em bacon. Fecha-se com fio de cozinha, tipo como quando preparamos um assado, e leva-se a fritar. Esmaguei uns alhos que juntei logo ao início e decidi pôr também orégãos em cima dos rolinhos. No fim, adicionei vinho branco e quando o álcool evapora, sabemos que estão prontos. Vale a pena experimentar, a sério. Muito, muito bom. E melhor ainda se servido com batatinhas salteadas.

...e não é que estava bom?

Gwyneth Paltrow
Habemus chef! Entrei, receosa, espreitei pela porta da cozinha e havia tudo a que um jantar com o mais-que-tudo tem direito, inclusive velinhas e flores. Sete. Cor-de-rosa. Lindas. Bem, mas o que interessa é o jantar! Ele serviu-me e o aspecto era surpreendentemente agradável. Não consegui resistir e ainda antes que ele começasse a comer, já eu tinha provado. E não é que estava bom? Ele cozinha!!! Massinha a acompanhar a carnixa tenrinha com um molho que era uma bomba calórica fantástica. Eu levei o vinho - um Gazela bem fresquinho, que o vinho verde sabe-me bem com tudo. Uma garrafa que se esvaziou à medida que nos acompanhava ao longo das horas que passámos a ouvir bossa nova no youtube. E a rir. E a conversar. E a namorar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

hihihihihi

Jennifer Lopez
só me apetece gritar ao mundo que estou quase de férias!!! Pronto, era só isto. Só mesmo isto. Vou-me embora, então. Tomar um cafezinho, que já deve estar menos calor. Cumprimentos, sim? Até amanhã.

Quarta-feira

Marisa Miller
é dia de fecho de edição aqui no jornal. Isso pode, por vezes, significar almoçar só por volta das três da tarde. São dias cheios, mas que dão um gozo enorme a quem, como eu, gosta do que faz. Até esta sensação de final do dia, de um dia em que não houve espaço para nada mais senão o trabalho, em que o cansaço já se apoderou dos meus músculos, o calor deu cabo de toda a minha energia e a minha cara está com o pior dos aspectos, me sabe bem. Porque há um sentimento de dever cumprido, de tarefa realizada. Correu tudo bem, fez-se mais um jornal. E agora vou para casa tomar um banho enorme, gelado, cheiroso. Vou pôr-me bela para o senhor meu namorado, que hoje vai cozinhar para mim. God, dali pode sair tudo - o pânico começa a instalar-se. O pior que pode acontecer é ter que ligar para a telepizza, portanto não vou pensar muito no assunto. Depois conto se o jantar estava bom ou intragável...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Foi um susto.

Lindsay Lohan
Remexi a mala à procura deles e nada. Não estavam em lado nenhum. Comecei logo a ponderar refazer cada momento do dia de ontem. Percorrer cada passo dado, ir a cada balcão de café onde tenha estado ou de loja em que tenha entrado, na esperança de encontrar alguém honesto que me tivesse guardado os aviator. São básicos, são simples e são História. É esta a graça da moda - fazer de peças, de artigos, de objectos, verdadeiros pedacinhos de História. Os RayBan fazem parte desse grupo de objectos de culto. E eu gosto mesmo muito dos meus. Antes de a minha mãe nascer, já se usavam. Tenho fotos antigas, ainda a preto e branco, de familiares com os aviator no rosto. Lenny Kravitz, meu ídolo da adolescência, fez deles a sua imagem de marca. Tal como o Michael Jackson e mais mil e uma celebridades. Um dia destes, faço um apanhado da história deste modelo de RayBan. A razão para a sua criação e o modo como se integraram no nosso quotidiano remete para um inevitável paralelismo com as calças de ganga.
Bom, a sensação de os ter deixado algures à mercê de qualquer oportunista, fez com que o meu sangue gelasse.
"-Mana, estão aqui!" *suspiro*

Os pés

no Verão ficam mais giros. Bronzeados, querem-se cuidados, dada a maior exposição. Ele é sandália, sandaloca, sandalinha e havaiana. Como o Verão é cor, e como este Andreia nº45 me fez lembrar o Tendresse (507) ou o Mistral (517) da Chanel, decidi experimentar. É que por mais que ache giras as cores tipo Jade ou Nouvelle Vague, nunca vou conseguir usá-las sem me sentir uma miúda de quatro anos sarapintada. Adoro ver unhas verde água, azuis escuras, verde esmeralda, laranja... mas não em mim. Este tem o toque colorful que se quer e não é über chamativo. Gostei muito - mas ainda me estou a habituar. Parece fluorescente... porém, quando se gastaram três euros, who cares?