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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

[ o último mês do ano ]

Amanhã é Dezembro e escrevi algo que pode ser muito útil para todos aqueles que começam a acusar o stress da quadra festiva.

«Confesso que gostaria que vivesse este Dezembro de outra forma. Foi esse o mote para que desenvolvesse um questionário para si. O objectivo é antecipar-se a toda essa agitação negativa e preparar-se para uma nova fase da sua vida.»

Está lá, no site do Pombal Jornal, o Rendalíssima by Ana Rendall Tomaz - The Fashion Therapist desta quinzena.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Aprender a parar

Leighton Meester
Quando fazemos alguma coisa por nós, por mais insignificante que possa parecer, elevamos o nosso nível de bem-estar.
Aprender algo novo, ter uma alimentação cuidada, ler um bom livro, fazer exercício físico, ir ao cinema ou conhecer um lugar diferente são detalhes simples que transformam o estado de espírito, que nos estimulam, divertem e realizam.
Reservar tempo para relaxar não é diferente. Se nos comprometermos a fazê-lo todas as semanas, o resultado é muitíssimo positivo: o humor melhora, obtemos prazer, reduzimos os níveis de stress e ansiedade, relativizamos os problemas que nos incomodam e aumentamos o amor-próprio.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

E se tornássemos o mundo melhor apenas por fazer uma comprinha para nós?

Foi um fim-de-semana cheio. Entre o aniversário da mãe e os abraços de que não abdico sempre que subo até à zona centro, fez-se tal tempestade na noite de Domingo que só no dia seguinte tive coragem para me fazer à estrada rumo a Lisboa. E lá vim eu, numa manhã solarenga, estrada afora. Almoço rápido a meio caminho e pouco tempo depois estava na Dress. Confesso que ia receosa. Não me sentia inteira. Há dias assim, em que não vibramos alto. Ia preocupada com a possibilidade de não dar o meu melhor, de não conseguir transmitir - como sinto ser o meu dever sempre que trabalho enquanto consultora de imagem - a confiança. É sempre disso que falamos. Confiança para que aqueles pedaços de tecido tragam à superfície a certeza de que quem os veste tem poder - para fazer acontecer, para receber o que merece.

E subi as escadas enquanto pedia a Deus para me fazer útil nas vidas das pessoas que ia atender, para criar uma experiência agradável e que as encorajasse. Ainda não tinha terminado a subida quando vejo a pessoa que me recebeu neste lugar em que ainda me sinto uma aprendiz mas que me enche tanto o coração. E então senti que se sem me conhecer houve alguém que confiou em mim após uma breve conversa, porque iria agora duvidar das minhas próprias capacidades?

E foi tão bom. Fiquei a tarde toda ali, empenhada e concentrada, feliz com cada outfit terminado e com cada expressão de espanto - «fica-me tão bem!». Tão bonita a mudança de atitude despoletada pelo reflexo que se admira no espelho - «pareço uma actriz de telenovelas, uma figura pública!». Tão sincera a certeza de que o amanhã será melhor porque existe uma armadura para enfrentar os dias - «nunca me vi assim e mal posso esperar para vestir isto no meu primeiro dia de trabalho!». E agradecem-me no final - eu é que agradeço. A cada uma delas pelo testemunho e por me vincarem de sentido o talento que me foi dado. À Dress pela oportunidade de experienciar tudo isto em troca de tão pouco, quase nada e por me encher o coração.

Já com a boutique vazia e com a dor ciática a dar sinais de vida, arrumava o que não tinha sido levado de lágrimas nos olhos. Afinal não tinha ido ali para dar. Voltei para casa muito depois do que seria natural com a certeza de que naquele dia, a pessoa que mais recebera tinha sido eu.

Já suspeitava mas agora tenho a certeza de que a Dress faz mesmo a diferença na vida das pessoas que toca. A Dress tem como motor pessoas que se dedicam de forma louvável ao serviço que prestam. Mulheres que não estão ali para brincar às lojas e que ficam felizes com o sucesso de quem as procura. E é por tudo isto que vos convido a contribuir enquanto se divertem.
No próximo fim-de-semana podem conhecer o lugar onde tudo acontece enquanto compram verdadeiros achados (quem não adora uma pechincha?).

O Mercado de Outono acontece já na Sexta-feira e no Sábado e estarão à venda peças de vestuário, calçado e acessórios que foram doados em bom estado de conservação mas que são inadequados para o contexto profissional.

Os preços são simbólicos (entre 1€ e 15€) e revertem a favor da Dress para garantir que continuará a prestar o apoio especializado a mulheres com poucos recursos económicos.

Ao comprar uma peça de roupa estamos a contribuir para o sucesso de outra mulher!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

amor-próprio


Um dos textos mais simples que escrevi para a minha Rendalíssima, no Pombal Jornal. Um dos mais poderosos, também. Porque apesar de passarmos a vida a ouvir que devemos fazê-lo, ninguém nos ensina a aumentar a auto-estima. Podem lê-lo e começar já a investir em vocês!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

é preciso mudar

Graças a Deus, o feedback dos meus clientes é sempre positivo. Anos depois de uma primeira experiência com qualquer um dos meus serviços de Consultoria de Imagem, a relação mantém-se e eu comovo-me sempre com as palavras das pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar por confiarem em mim. 
Dizem que não esperavam tanta humanidade da minha parte, tanto conteúdo e facilidade em apreender noções simples para aplicar no seu quotidiano nem a sensação de mimo e luxo que envolve algo tão útil.
Há quem diga que lhes mudei a vida, quem me confesse que as coisas no casamento melhoraram, quem me afirme que no trabalho houve transformações na forma como os colegas e superiores os percepcionam.

That's what this is all about. Vestir não é só enfiar um top e umas calças. Não é só cobrir a pele porque assim se convencionou. É preciso pensar um pouco ou ter uma linha de montagem que simplifique a tarefa, de acordo com todas as necessidades do cliente - contexto social e profissional, idade, rotinas, aspirações, gostos, personalidade, tipo de corpo, paleta de cores e tantos outras condicionantes.

Não mascaro ninguém, imprimo no que vestem aquilo que são. Ensino-os a expressarem-se. Dou-lhes as ferramentas para que conquistem autonomia.

E tudo isto tem sido feito de modo discreto, nunca expus nenhum dos meus clientes nem os seus testemunhos. Nunca revelo os resultados práticos do meu trabalho. Em concreto, não mostro muito.
Isso tem de mudar e é por esse motivo que ao longo dos próximos tempos vou estar focada na estratégia de comunicação desta minha paixão.

Apesar de elogiada, a actividade que vou desenvolvendo nas plataformas digitais não foi devidamente planeada, o que é estranho tendo em conta que também trabalho em Social Media Management. A Consultoria de Imagem passou a ser uma fonte de rendimento quando iniciei uma fase pessoal muitíssimo dura e fui apenas preenchendo requisitos mínimos conforme me iam surgindo determinados pedidos.

Há dias, alguém me enviou uma mensagem simples: "Porque é que não fazes isto também?", partilhando comigo um perfil de Instagram de alguém que também se apresenta como stylist.
Bom, acredito na originalidade, na capacidade de ser genuína e única, portanto imitar ou copiar ideias já vistas não se coaduna com a minha maneira de estar na vida.

Mas fez-me pensar. É preciso mudar, evoluir e estar constantemente a sair da zona de conforto.
É isso que vou fazer, como sempre. Está na hora de dar o meu melhor.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Quem diria que um crocodilo poderia ser tão simpático?

Que a Lacoste é um exemplo na arte de se reinventar, não é novidade para ninguém. Desde as parcerias com designers para recriar os seus clássicos às campanhas sporty chic com alusões à sua génese mas carregadas de modernidade, muitas são as evidências desse percurso.

Esta ideia, tão simples e genial, vem revelar isso mesmo: que a Lacoste continua cá para as curvas. Mestre na arte de se manter fiel a si mesma sem perder de vista o mundo dos nossos dias e o futuro, a marca celebrou uma louvável parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza, o que me deixa ainda mais apaixonada. 

Trata-se de uma colecção de pólos em que o famoso crocodilo cede o seu lugar a dez outras espécies em perigo de extinção. A edição é tão limitada quanto as espécies representadas e será apresentada esta semana, em Paris.

Este não é um post patrocinado. Estou mesmo fã da iniciativa.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mas a UTERQÜE, senhores...

...a UTERQÜE deixa-me fora de mim.

SONHO com estes brincos maravilhosos!
MORRO por estes sapatinhos.
PRECISO destes peixes nas minhas orelhas.
NÃO VIVO SEM estas sandálias.
QUERO MUITO este colar.
AMO este top com esta saia.
APAIXONEI-ME por estas conchas.
FAZ-ME FALTA esta T-shirt.
ADORO esta lagartixa.
NÂO AGUENTO ficar só com os cereja.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

...e a Hennes & Mauritz também mexe comigo.

Ou H&M, como preferirem. Isto das compras online dá cabo de mim. É que crio necessidades novas de cada vez que visito o site:
Este trench desconstruído faz-me falta porque só tenho um em cru e um azul escuro.

Este vestido dava imenso jeito para usar na Primavera e é muito versátil.

Esta T-shirt é gira e fica bem com tudo, ideal para quando não me apetece pensar muito.

Estes botins ficam o máximo...

...com este biker.

Estes loafers são a coisa mais amorosa.

Este blazer tem dois botões e o meu cor-de-rosa só tem um.

Esta sweat é gira e faz-me falta. Muita.

Beleza sem idade

Na última quarta-feira saiu mais um texto meu para a rubrica que assino no Pombal Jornal

Mulheres, este texto é para vocês, se quiserem saber que artefactos utilizar no quotidiano para aparentar frescura e jovialidade.

Tenho clientes que a partir de determinada altura das suas vidas começaram a sentir que o seu aspecto físico não espelhava a sua personalidade. Como se vestissem a pele de uma senhora com mais idade do que a sua, não se reconheciam ao espelho – e não é de roupas que falo. Desde o cabelo, enfraquecido, à pele do rosto, menos firme, várias são as preocupações apresentadas por quem ainda é alguém vivo, desperto e cheio de energia e que apesar de não se importar com o número de anos de existência (uma bênção, cada vez que contabilizamos mais tempo por cá), continua a querer reflectir juventude.

Se a ciência evolui e com ela a cosmética, hoje em dia podemos dar graças pela quantidade de opções disponíveis para retardar o avanço da idade. Contudo, o que quero é partilhar convosco cinco truques que representam investimentos monetários relativamente acessíveis, pequenos apontamentos que fazem toda a diferença na forma como nos vemos ao espelho e, consequentemente, no modo como os outros nos olham.

Espreitem!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Sou viciada na ZARA e então?

Estou sempre atenta ao que sai e esta semana estou de olho:
neste vestido verde que grita Primavera.

neste vestido amarelo.

nestes brincos maravilhosos.

neste saco adorável.

nesta camisa de ganga com bordados lindos.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ultra Violet

Anunciada no início do mês, a cor apontada pela Pantone para o ano de 2018 é uma das tonalidades que mais controvérsia gera. Pessoalmente (e quem acompanha a minha página de Facebook já reparou), odeio. Não suporto, não uso e não aconselho, ainda que tenha plena noção, como devem imaginar, de que há formas muito elegantes de usar este género de tonalidades: sempre com classe, tanto em vestidos leves, vaporosos e fluídos, como em peças lisas e em contraste com tons pastel ou misturadas com branco. 
A cor do ano é adequada para pessoas de peles frias e exige cuidados específicos para não pesar, pelo que devemos evitar misturá-la com preto ou castanho, por exemplo. 
Na rubrica Rendalíssima, que assino no site do Pombal Jornal, partilho sugestões para fazer uso do roxo no dia-a-dia, com bom gosto, para que não pareçam uma homenagem ambulante à Páscoa.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

[ be yourself ]

Kendall & Gigi 
Que a beleza de uma mulher não tem qualquer influência na beleza de outra mulher é uma certeza bem sólida no meu coração. 

Ainda que reconheça a elegância das proporções de uma Naomi Campbell e a admire, tenho a certeza de que isso não afecta a forma como me vejo, me julgo e me sinto em relação ao meu corpo. 

Por exemplo, sou fã do cabelo da Blake Lively e no entanto, sei que aquele louro não funciona no meu tom de pele e seria incapaz de o copiar. Adoro os caracóis da minha irmã e não tenciono assumir a minha ondulação natural nem fazer uma permanente. Sou fã do sentido estético dela e não o quero replicar. Admiro traços de personalidade nos outros que, no máximo, me inspiram a melhorar o que sou.

Quem se conhece, se aceita e se ama, não quer vestir a pele de outro. Quem tem personalidade não copia, ainda que se inspire. Quem é seguro de si quer apenas ser quem é.

Ser o outro é um lugar que já foi ocupado - guess what? - pelo outro! Este papel que me foi atribuído, de ser eu, tem de ser desempenhado por mim. Não há tempo para perder, não há ensaios, a peça está a decorrer agora. Eu, com esta personalidade, estes gostos, esta inteligência, esta sensibilidade, esta emotividade, este ser. Eu, com este corpo, esta estrutura óssea longe de ser esguia, este pescoço alto, esta cabeleira farta, estes olhos papudos, este sorriso enorme. Eu, que independentemente de tudo o que não sou nem tenho, sou eu.

É do auto-conhecimento que vem a auto-estima. Quando sabemos que pessoa somos, defeitos e virtudes, passamos a gostar mais do todo complexo e denso que nos forma a identidade. E quando nos amamos - mãos, pés, boca, alma - apreciamos cada especificidade, cada particularidade que nos distingue dos outros. Quando isso acontece, não queremos ser outra coisa que não seja o nosso eu. É para connosco a nossa lealdade maior.

Talvez por tudo isto me cause repulsa a falta de personalidade, que se mostra em pormenores, que é nos detalhes que se vislumbram grandes revelações. Às vezes irrita-me, outras entristece-me. Sempre que alguém tenta ser o que não é, a base é a mesma: falta de amor por si.

E se a imitação poderia causar-me alguma vaidade, a verdade é que tem o efeito oposto. Incomoda-me, retrai-me, afasta-me. A condescendência afecta a forma como olho para quem insiste em tentar assemelhar-se a mim e isso influencia a minha postura - dou-me menos.

Todas nós passámos por isso: todas tivemos aquela amiga que nos admira e que começa a reproduzir o que somos, vestimos ou fazemos, de forma velada. Aquela a quem contámos querer um determinado blazer azul e que no dia seguinte aparece com o tal vestido, fingindo não ter ouvido o que lhe fora dito. Aquela que passa a amar ananases depois de descobrir que até temos uma tatuagem com um ananás. Aquela que copia as nossas ideias e as executa de forma incompleta ou incorrecta antes de as colocarmos em prática, só para poder ser a primeira. 
Todas sabemos que se essa mesma amiga dissesse apenas que adora o nosso casaco novo e que gostaria de ter um igual, o problema não existiria. A questão é que quando há uma certa inveja - e não me venham com a treta da inveja branca; inveja é inveja e não consta no meu vocabulário - esse género de coisinhas mesquinhas mina a relação e espelha o que se passa lá dentro, na relação que essa pessoa tem consigo mesma. Por norma, reduzem-se, inferiorizam-se e são poços de insegurança.

Na minha concepção de amizade, não há lugar para competições vãs nem invejas. Onde isso existe, não há amizade, há outra coisa qualquer. Em tudo na vida, a comparação não é um bom mote, exactamente porque cada um é um só: na origem, no contexto, no percurso, nas experiências, na maneira de ser, na perspectiva, no tipo de raciocínio que lhe é natural, nos gostos.  

Então acredito que cuidar de nós é prioritário. Tornar-me na minha melhor versão impede que comparações estúpidas afectem o modo como me sinto em relação ao que sou. 
E há tanto para fazer, tanto investimento por onde começar! Sugestões? 

Terapia para melhorar a auto-estima, que proporcione melhor conhecimento acerca do todo que somos e nos faça andar em frente no caminho da aceitação, resolvendo questões antigas e destruindo mitos que sejam obstáculo para que nos amemos e possamos evoluir.

Criação de novas rotinas espirituais e de contacto com a Natureza, momentos só nossos que nos façam sentir de energias renovadas e que tornem mais nítida a visão, para que possamos ver tudo o que de bom somos e temos ao nosso redor e sentir genuína gratidão por isso. Há quem precise de se descalçar na areia, quem anote diariamente os pontos fortes do seu dia, quem faça yoga, quem medite ao som de mantras... 

Cuidar do corpo para uma imediata sensação de bem-estar e de crescente satisfação com o nosso invólucro e pelo nosso futuro eu. É preciso mexermo-nos e entre dançar, correr ou nadar, alguma coisa há-de ser agradável. Apostar numa alimentação equilibrada e nutritiva é essencial para que nos sintamos tão leves como despertos. Ser atento aos cuidados com a pele é indispensável e não são precisos mais do que alguns minutos por dia para implementar rituais que a melhorem. Não é vaidade, é saúde.

Devemos mimar-nos. Seguindo a linha de pensamento do ponto anterior, uma máscara facial por semana fará maravilhas. Uma ida ao cabeleireiro, um passeio numa cidade diferente, uma mudança de visual através de uma mera extensão de pestanas, um workshop que nos entusiasme, uma massagem relaxante, uma fatia daquele bolo delicioso, um livro que nos prenda, uma ida a um concerto ou a um teatro, um hobby novo ou aqueles sapatos excêntricos - não interessa o que é, importa apenas que nos faça sentir mimadas. Falo de pequenos luxos que são também uma forma de nos incutir a sensação de que somos importantes para nós.

Definir um estilo e vivê-lo diariamente. Claro que um Consultor de Imagem o descobre em três tempos e fornece todas as directrizes necessárias para que o que usamos reflicta a pessoa que somos, mas na impossibilidade de recorrer aos serviços de um profissional, devemos comprometer-nos a escolher apenas o que nos faz sentir muito bem - mais ou menos nunca é suficiente. É suposto que a roupa nos incremente a confiança, melhore a nossa aparência e nos divirta, em vez de nos apagar ou de trazer desconforto.

Não ser simplesmente anti. Cultivar o amor. Ser anti-qualquer-coisa só porque sim não chega. Descobrir o que nos faz vibrar é parte do objectivo da nossa estadia no mundo. Encontrar paixões, saber o que nos move é o que nos faz sentir vivos. 

Ninguém nunca marcou a diferença no mundo por ser igual aos outros.

[ be yourself. and enjoy it ]

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

a d u l t i f i c a r

É o verbo que uso para descrever uma necessidade premente no guarda-roupa de muitos clientes. 

A passagem para o mercado de trabalho deveria ser o mote para este processo de crescimento, no entanto tenho trabalhado com pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos que ainda não largaram as vestes da adolescência.

Tive recentemente contacto com uma mulher prestes a entrar na quarta década de existência e que continua a vestir-se como a maria-rapaz que era aos 17 - tudo bem em manter a vibe tomboy, basta que se faça um upgrade para a actualidade.

Um dos meus clientes é um médico com 33 anos que insiste em manter-se escondido por detrás das escolhas que fazia enquanto estudante universitário - não há nenhuma lei que imponha a ausência de frescura e leveza em quem se veste como um adulto, basta seguir algumas directrizes.

Trabalhei no ano passado com uma empresária de 35 que não abria mão de leggings e casacos de malha numa base diária - teve que aprender a levar o conforto para outro nível.

Comecemos pelo início: a única constante da vida é a mudança. Muda a idade, o nosso contexto, mudam as exigências do nosso dia-a-dia, os nossos objectivos e a nossa imagem deve acompanhar essa evolução de forma natural.  

Não se trata de usar apenas fato e gravata, tailleur e salto alto. Não é suposto abrir mão de cores, estampados e de diversão. Não é deixar de usar ténis, sweatshirts ou blusões de cabedal, mas sim de adequar as nossas preferências e gostos à pessoa em que nos tornámos. Não é envelhecer o look, mas torná-lo adulto, construindo uma imagem credível, composta, ainda que jovial.

Na verdade, quando não nos permitimos vestir de acordo com a idade que temos, o look tende a cair no ridículo ou no desleixo. Por tudo isto, deixo-vos três formas para que descubram se o que vestem corresponde ao que realmente são:

1. Quando se veste de manhã e olha ao espelho para contemplar o resultado final, sente-se super confiante com a escolha que fez ou sente que
1.1. passará despercebido(a)?
1.2. tanto faz.
1.3. para o que é, vai assim mesmo.
1.4. desenrasquei-me.
1.5. está mais ou menos.

Se se sente extremamente confiante esperemos que seja pelos motivos certos, à partida está tudo bem. Se se identifica com qualquer outra opção, talvez esteja na altura de pensar em fazer com que o espelho reflicta quem é.


2. Quando se veste e constrói um coordenado, usa sempre apenas duas peças (camisola e calças, por exemplo) e um casaco por cima?

Se o faz, precisa de ajuda. Um outfit só o é realmente quando é composto por mais elementos do que os descritos acima. 


3. Há quanto tempo sente que não dá um UP no seu closet?

Abra as portas do seu armário e veja o que tem. Gosta do que vê ou não há nada de novo e entusiasmante?


Claro que também existe quem se vista de forma demasiado velha para a idade que tem... mas isso é assunto para outro post!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Um fim traz sempre um começo



Partilho convosco aquele que é o meu último texto para o meu espaço Rendalíssima no Pombal Jornal no mês de Dezembro. É simultaneamente o último do ano. Poderia fazer o óbvio e cumprir o que se espera de uma stylist, deixando aqui sugestões de looks para brilhar na também última noite do ano. Muitas imagens e pouco texto, para melhor captar a atenção do utilizador do site e tornar a leitura leve e fácil. Lamento, não me apeteceu.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Já viram a Rendallíssima desta semana?

É oficial: as havaianas foram guardadas. 
É hora de aceitar que o Outono chegou e que as manhãs estão tão frias como os finais de tarde, pelo que precisamos do conforto das malhas e dos casacos quentes. 
Já usamos botins com a mesma naturalidade com que vemos o chão coberto de folhas secas e finalmente apetece investir em novas peças para esta estação. 
Importa recordar que os investimentos mais avultados devem ser feitos em artigos que designamos como básicos, ou seja, aqueles que são imprescindíveis para a construção do seu guarda-roupa a longo prazo, como é o caso da camisa branca, de um trench coat, de pares de sapatos clássicos em preto e em nude ou de um Little Black Dress, por exemplo. As peças-tendência são aquelas que conferem brilho e actualidade ao closet, imprimindo sempre personalidade. Não gaste naquilo que não despoletar paixão para que não corra o risco de diluir a sua essência num amontoado de roupas sem carisma – ninguém quer parecer um manequim de uma montra do grupo Inditex, certo? 

Contudo, uma vez que conhecimento é tudo, deixo-vos sete tendências outonais que podem ser adaptadas a quase todos os estilos.

Podem vê-las aqui!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Stenders

Durante a loucura dos Fashion Days no CascaiShopping, tive um contacto privilegiado com muitas marcas. Pude conhecê-las por dentro, ficar a saber um pouco mais sobre as suas histórias, perceber como funcionam para lá do que recebo e depreendo enquanto cliente. E houve uma que me apaixonou especialmente, talvez por nunca ter ouvido falar dela: a Stenders.

Não há em Portugal outra loja da marca nascida em 2001 com base na sabedoria ancestral oriunda da Letónia.

O espaço é pequeno, acolhedor e tão amoroso que se torna impossível não querer experimentar cada produto. Na minha primeira visita, fui muitíssimo bem recebida pela Joana, que cheia de pinta, carisma e simpatia, me aplicou um esfoliante na mão. O que aconteceu deixou-me boquiaberta: parecia que tinha feito um hammam localizado, tamanha a diferença de brilho e suavidade entre a esquerda e a direita.


Depois de uma introdução tão convincente como agradável, quis conhecer a restante oferta da Stenders, que inicialmente se dedicava apenas ao fabrico de sabonetes principalmente compostos por ingredientes naturais - extractos vegetais, óleos essenciais e ervas secas.


Actualmente, além da enorme variedade de sabonetes, a Stenders disponibiliza outros produtos cosméticos, oferecendo uma gama completa de produtos de rosto, corpo e cabelo, para uso diário e para proporcionar rituais de aromaterapia especiais.
O meu produto preferido foi um perfume. Já passaram imensos dias e ainda não o esqueci. É "o" perfume. Maravilhoso, totalmente a minha cara e durou horas e horas na minha pele. Ainda não fui buscá-lo, mas aproveito para avisar que faço anos no próximo dia 24. Glamorous Gold é descrito como sendo uma fragrância «com notas quentes e aveludadas, para adicionar riqueza, profundidade e um esplendor luxuriante e requintado». O preço também é muito agradável: 35,90€. 

A amplitude da oferta é tal que a secção voltada para a casa não foi esquecida. A  marca assume-se como «gardener of feelings» e tendo em conta a sua essência ligada à natureza, às plantas, é inegável que lhe assenta como uma luva. A todo o conhecimento tradicional que baseia a sua actividade, a Stenders não prescinde de uma equipa de especialistas experientes de laboratórios europeus de cosmética.  
Vale a pena visitar o CascaiShopping para conhecer este espaço mágico, para nos perdermos nos aromas, na delicadeza das embalagens e para nos deixarmos surpreender pela eficácia dos produtos. Saibam mais sobre a Stenders no facebook, aqui. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fashion Days

Estive dez dias submersa num desafio intenso e muito mais enriquecedor do que poderia imaginar. Uma experiência que teve tanto de cansativa como de bonita, principalmente pelas pessoas - são sempre elas que contam. As que integraram a minha equipa, as que passaram a fazer parte da minha vida porque ganharam um lugar no meu coração, as que partilharam comigo fragilidades e que no final de uma consulta se abraçaram a mim de lágrimas nos olhos. 
Não vou esquecer a Sílvia, que não se sentia bonita há anos... nem a Manuela, que saiu da sua zona de conforto e depois de meia hora comigo, não resistiu - foi chamar-me para que a acompanhasse por mais lojas e permitiu-se vestir a pele da mulher que há tanto tempo queria ser. E marcou-me também a Soraia, uma menina de 19 anos que começou por se apresentar como «uma bolinha» e terminou a sessão de Personal Shopping consciente de que o problema nunca são as nossas curvas, mas sim os cortes e os tecidos que escolhemos para cobri-las.




Praticar Consultoria de Imagem sem futilidades mas actuando de dentro para fora, mexendo com a auto-estima, a confiança no que somos e abrindo portas para novas fases, mais felizes e repletas de oportunidades, é sem dúvida muito especial.







Os Fashion Days são perfeitos para que os clientes dos shoppings em que a acção decorre se sintam mimados, já que tornamos uma simples ida às compras num aconselhamento personalizado, exclusivo e requintado. Além de experienciar gratuitamente um Personal Shopping, houve muitos mimos: de Happy Hours a champagne ou mordomos com charriots para transportar os sacos, tudo foi pensado para que naquele momento os clientes se sentissem a viver o puro luxo.

A quantidade de pessoas que nunca tinha experimentado os serviços de uma Consultora de Imagem era enorme e a verdade é que depois de uma sessão de compras com acompanhamento profissional, dificilmente abdicarão da nossa presença.

Foi um prazer enorme ter sido escolhida pela Karacter Agency para integrar este projecto da Promofans e do grupo Sonae, no CascaiShopping.


[Deixo ainda um agradecimento especial à Wells por me permitir experimentar cremes para pernas cansadas (só tenho 30 e já me viciei em produtos para idosos!).]