sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

destas coisas que matam gente

Audrey Hepburn
Sabia lá o que era o amor. Sabe lá o que é amar. Quando amamos, não desistimos. Não forçamos o virar da página. Não desatamos a correr na direcção oposta da pessoa sem a qual dizemos não querer viver. Tentamos até ter cá dentro a certeza absoluta de que não vamos conseguir mudar nada. Eu, que só amei intensa e verdadeiramente uma vez na vida, não quero imaginar o que será acordar, anos depois de ter encolhido os ombros, cheio de se's. Questões que nunca serão respondidas. O doloroso arrependimento de não ter feito. E se eu tivesse corrido atrás? E se eu tivesse tentado uma vez mais? E se eu tivesse insistido? Há quem perca mais depois de aceitar a derrota do que quando ela efectivamente se dá. E há quem não saiba que o amor não se manifesta através da quantidade de presentes que se oferecem. Nem das vezes que dizemos amar. O amor revela-se através de actos, gestos, atitudes. O amor faz-se, não é?
E o que eu admiro pessoas obstinadas, decididas e perseverantes.

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